Estado de Goiás

 

III

Bullying: uma brincadeira que machuca

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 07/06/11

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Goiás vai ter o seu Bolsa Futuro

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CAFÉ DA MANHÃ, 07/06/11

 

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As novas diretrizes do ensino médio

 

O HOJE, OPINIÃO, 07/06/11

 

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Faculdade de Direito da UFG promove 1º Seminário Cultural

 

O POPULAR, MAGAZINE, 07/06/11


Começa hoje o 1º Seminário Cultural: Intersecções entre Direito e Arte da Faculdade de Direito da UFG. No roteiro, das 9 às 12 horas, será realizada a palestra O Conceito de Justiça na Mitologia Grega, com o professor Wagner, no Salão Nobre da Faculdade de Direito. Às 19h45, uma performance artística de um poema de Fernando Pessoa, representada pela atriz Grasielle Aires (UFG).

O seminário se estende até quinta-feira, no auditório nobre e sala audiovisual da Faculdade de Direito, na Praça Universitária. Amanhã, das 9 às 12 horas, haverá a palestra Contação de Histórias: Quem Conta uma História diz Sempre a Verdade?, com Ângela Barcellos Café (UFG). Já das 19 às 22 horas, será abordado o tema: História do Teatro Brasileiro: Contribuições de Notáveis Juristas nesta História!, com a professora Carmelinda Soares Guimarães (UFG).

As inscrições para participar do evento podem ser feitas na hora – o preço é R$ 5. A renda será revertida para a publicação do livro Empadão Literário, com uma seleção dos melhores textos expostos durante o evento no hall da Faculdade de Direito.

Informações: 8592-3236, 8155-5176 ou heitor.ufg@gmail.com.


Divulgado gabarito de prova para diretor

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 07/06/11

 

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Lista dos aprovados da UFG sai em 08 de julho

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 07/06/11

 

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Expert em concursos

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CAFÉ DA MANHÃ, 07/06/11


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Fora, Haddad!

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 07/06/11

 

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CGU investiga responsáveis por compra de livros de matemática com erros

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 06/06/11

Coleção seria distribuída a escolas públicas da zona rural e custou R$ 13,6 milhões

06 de junho de 2011 | 19h 00

Lígia Formenti - O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - A Controladoria Geral da União abriu ontem dois procedimentos para identificar e punir culpados pela compra de livros didáticos com erros graves distribuídos pelo Ministério da Educação a escolas públicas da zona rural.

Com 35 volumes, a coleção Escola Ativa ensinava, por exemplo, que dez menos sete é igual a quatro ou que dezoito menos seis é igual a seis. Para apurar as responsabilidades, foram desencadeadas uma sindicância e uma auditoria. Em nenhuma delas, porém, avisou a CGU, o ministro da Educação, Fernando Haddad, será ouvido.

A coleção custou aos cofres públicos R$ 13,6 milhões. Embora a distribuição da coleção com erros graves tenha ocorrido no segundo semestre do ano passado e descoberta no início do ano, somente semana passada o MEC decidiu comunicar o ocorrido à CGU. A ação do ministério ocorreu dias depois de o Estado procurar a assessoria da pasta solicitando informações sobre a coleção recheada de erros.

Ao todo, foram impressos 7 milhões de livros. Os exemplares com erros foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios de todos os Estados do País. Segundo publicação do MEC, essas classes atendem 1,3 milhão de alunos. A coleção foi retirada do ar na internet. Ao Estado, o ministro admitiu, na sexta, que o número de erros era tamanho que não se resolveria o problema com uma errata. O ministro reconheceu ainda que a revisão havia sido muito malfeita.

A CGU terá 30 dias, renováveis por mais 30, para concluir a sindicância. Responsáveis poderão ser punidos com suspensão até demissão do cargo. A auditoria, por sua vez, vai avaliar os prejuízos aos cofres públicos. De acordo com a assessoria, não há prazo para a conclusão da auditoria.


Estudantes de medicina veterinária protestam contra a estrutura da Ufba

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 06/06/11


Pelo menos 200 alunos bloquearam a pista no bairro de Ondina.
Segundo estudante, obras abandonadas dificultam cotidiano das aulas.

 

Pelo menos 200 estudantes de Veterinária ocuparam uma das vias da Avenida Ademar de Barros, no bairro em Ondina, em Salvador, por volta das 10h desta segunda-feira (6). Eles utilizam cartazes, apitos e carros de som para protestar contra a falta de estrutura da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia e do Hospital de Veterinária da Universidade Federal da Bahia.

De acordo com Diana Mello Teixeira, de 27 anos, as obras dos dois prédios estão abandonadas, prejudicando o cotidiano das aulas. “Estamos sem laboratórios, todos são improvisados, sem capacidade para os estudantes e com materiais financiados pelos grupos de pesquisas dos próprios professores”, afirma ela, que está no 10° semestre do curso.

Estudantes da Escola de Veterinária da Ufba protestam (Foto:   Renata de Albuquerque/ Arquivo Pessoal)Manifestação conta com o apoio dos professores
(Foto: Renata de Albuquerque/ Arquivo Pessoal)

Na pauta das reinvindicações, decidida em assembleia, os alunos apontam a falta de climatização das salas de aulas, as crateras no campus, que alagam no período de chuva; os bebedouros com água contaminada, professores e técnicos que não frequentam a universidade, além da prestação de contas da verba do Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

A estudante afirma que a manifestação parte da insatisfação dos alunos, mas que os professores se solidarizam liberando as aulas. Ela conta que a organização do movimento já tentou marcar reunião com a reitoria por quinze dias, sem sucesso.

Os estudantes vão se reunir às 15h para avaliação da manifestação desta segunda-feira e planejamento dos próximos passos. A equipe do G1 tentou contato com os diretores da Escola e do Hospital, além da Reitoria, mas não conseguiu falar com seus representantes.


Federal de Juiz de Fora abre as inscrições para o vestibular de julho

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 06/06/11

 

Prazo para inscrição vai até o dia 5 de julho.
Provas serão nos dias 17, 18 e 19 de julho.

 

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) abriu as inscrições para o vestibular de inverno nesta segunda-feira (6). Serão distribuídas 90 vagas para três cursos de licenciatura, com 30 vagas cada um: Física, Matemática e Química. As inscrições poderão ser feitas até às 15h do dia 5 de julho, no site do vestibular da UFJF.

A inscrição custa R$ 100 e o boleto bancário gerado deverá ser pago até o dia 5 de julho.
O candidato contemplado com a redução de 50% ou a isenção da taxa de inscrição também deverá efetuar a sua inscrição, mas somente, a partir de sexta-feira (10).

O processo de seleção será dividido em duas fases. A primeira, no dia 17 de julho, será uma prova objetiva com 50 questões, valendo dois pontos cada, sendo que dez de Língua Portuguesa, dez de Matemática e cinco de Biologia, Física, Geografia, História, Literaturas e de Química. A segunda, marcada para os dias 18 e 19, será uma prova especifica para a área de ciências exatas, com cinco questões das seguintes disciplinas: Português, Matemática, Física e Química.


Programas oferecem bolsas para universitários em SP

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 07/06/11

 

'Bolsa Universidade' oferece vagas para estudantes atuar como educadores.
'Jovens Acolhedores' seleciona jovens para trabalharem em hospitais.

 

As inscrições para o programa Bolsa Universidade, da Secretaria de Estado da Educação, terminam na segunda-feira (13) em São Paulo. São 4,5 mil vagas para estudantes universitários interessados em atuar como educadores do programa Escola da Família em escolas públicas.

Para se candidatar é preciso estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino superior conveniada ao programa, não receber outra bolsa, financiamento ou similar, proveniente de recursos públicos e ter disponibilidade para atuar como educador universitário aos finais de semana.

O estudante contemplado receberá bolsa integral de seu curso, paga pela secretaria, que arca com o valor proporcional a 50% da mensalidade, desde que não ultrapasse o teto de R$ 310, e pela instituição de ensino, que completa o restante da mensalidade.

As inscrições podem ser feitas pela internet, no site do Escola da Família, onde também está a lista das instituições de ensino conveniadas.

Jovens Acolhedores
Ainda no estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde abriu inscrições para estudantes universitários que queiram participar do programa Jovens Acolhedores, voltado à humanização do atendimento em serviços de saúde. Estão disponíveis 817 bolsas para atuação em 49 hospitais e unidades de saúde estaduais

Além da Grande São Paulo, o projeto Jovens Acolhedores também oferece vagas em unidades de saúde do interior e litoral. Não é necessário que o participante seja estudante da área da saúde. As inscrições devem ser feitas até quarta-feira (8) pelo site do programa. Os estudantes ganham isenção da mensalidade escolar.

Os alunos interessados precisam estudar em faculdades que já firmaram convênio com a secretaria. Depois do processo de inscrição, haverá sorteio para preenchimento das vagas. Os selecionados participarão de treinamento específico.

O contrato do projeto é de um ano e os participantes precisam cursar do primeiro ao penúltimo ano universitário e ter disponibilidade de 20 horas semanais, entre segunda e sexta-feira.


As novas diretrizes do ensino médio

 

O HOJE, OPINIÃO, 07/06/11

 

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Acadêmicos da UEG exigem entrada livre

 

DIÁRIO DA MANHÃ, DM REVISTA, 05/06/11

 

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Robótica: robôs cada vez mais humanos

 

O POPULAR, GERAL, 05/06/11


Entre os produtos da Automática 2011 estão equipamento que lê pensamento


Camila Blumenchein 05 de junho de 2011 (domingo)

Divulgação
 José Afonso mostra um dos robôs que  estava exposto
José Afonso mostra um dos robôs que estava exposto

Robôs que jogam futebol, lutam sumô e imitam movimentos humanos e um equipamento que controla máquinas através do pensamento. Estas foram algumas novidades que puderam ser vistas e testadas pelos participantes da Semana de Engenharia de Contole e Automação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Automática 2011. O evento anual é realizado no câmpus da universidade e tem como objetivo fazer a ligação entre o aspecto acadêmico e prático dos cursos de engenharia, principalmente do curso de Engenharia de Controle e Automação (Engenharia Mecatrônica).

Cinco goianos que cursam Engenharia de Controle e Automação na universidade participaram do evento e três deles fizeram parte da comissão de organização, como o estudante José Afonso Aires Mesquita Júnior, de 20 anos, natural de Catalão. Segundo ele, o evento procura mostrar aos alunos as possibilidades profissionais do curso e esclarecer o que faz o engenheiro de controle e automação. "A Engenharia Mecatrônica é um curso novo que une partes das Engenharias Mecânica, de Computação e Eletrônica. Este engenheiro monta máquinas que são controladas por computadores (softwares)", explica.

O evento contou com a participação de alunos e professores de diversas áreas da engenharia, tanto da Unicamp quanto de universidades vizinhas. A Automática ofereceu aos alunos palestras com pesquisadores renomados na área, visitas a fábricas e montadoras, minicursos, oficinas de robótica e demonstração de robôs. O evento é anualmente organizado pela Mecatron Projetos e Consultoria Júnior e pelo Conselho Discente da Engenharia de Controle e Automação (Condeca), com apoio da Faculdade de Engenharia Mecânica.

"Nós, alunos do curso, tivemos a oportunidade de programar robôs para realizar tarefas, o que foi muito interessante", declarou o estudante. Alguns professores levaram para o evento robôs sofisticados como o Nao, da professora Roseli Romero da Universidade de São Paulo (USP), que é importado do Japão. O Nao é um dos robôs mais avançados da atualidade no que diz respeito à interação com humanos e objetos.

O Nao consegue memorizar rostos, lembrar de experiências passadas, interpretar emoções humanas (através de análise de linguagem corporal e expressões faciais) e conhecer novas pessoas e objetos, desenvolvendo assim uma capacidade única de traçar laços sociais com pessoas de sua convivência. "O Nao possui seus próprios softwares, mas os alunos puderam fazer programações para ele, como colocá-lo para dançar e realizar outros tipos de movimentos", disse José Afonso.

Outro professor, Wanderson de Oliveira Assis, levou para a Automática 2011 os robôs humanóides que representaram a Universidade de Mauá na Robocup 2010, feira de robótica conceituada mundialmente.

Robôs humanóides são aqueles que apresentam características parecidas com as do ser humano, como pernas e braços. As pesquisas buscam desenvolver nos robôs autônomos a capacidade de tomar decisões de forma inteligente, podendo ainda substituir o ser humano na execução de algumas atividades.

Os alunos de engenharia e outros participantes do evento também puderam assistir a um campeonato de futebol entre robôs. No futebol dois times de três robôs buscam passar uma bola pela meta adversária o maior número de vezes possível, defendendo sua própria meta. "Esses robôs possuem sensores que os fazem correr atrás da bola", explica José Afonso. Luta de sumô entre robôs foi outra atração do evento.

Pensamento

Um dos melhores momentos da Automática 2011, de acordo com José Afonso, foi a presença do professor e pesquisador da Unicamp, Paulo Victor Oliveira Miguel, que demonstrou no evento o equipamento desenvolvido por ele recentemente, que interpreta sinais elétricos emitidos pelo cérebro. O equipamento faz com que as pessoas possam interagir com máquinas através do pensamento.

Imagine a possibilidade de fazer uma ligação para uma pessoa, apenas pensando no seu rosto, ou dirigir um carro imaginando onde você quer ir, sem utilizar mãos e pés, apenas o cérebro. Pois isso já é possível através do protocolo de comunicação denominado Ecolig, elaborado pelo professor Paulo Miguel.

Segundo Paulo Miguel, o equipamento se parece com uma tiara que possui sensores que captam os sinais elétricos emitidos pelo cérebro. "O Ecolig tem a capacidade de gravar um pensamento que é sempre feito da mesma forma. A atividade cerebral emite sinais elétricos que são captados pelo equipamento e transmitidos para máquinas como computadores, TVs ou celulares", infoma.

O objetivo do dispositivo inicialmente, conforme o professor, é substituir o teclado e o mouse na realização de comandos pelo computador. "No futuro também será possível controlar carros e controlar TVs pelo pensamento. A tendência é que os sistemas comecem a perceber a vontade das pessoas", destaca. Portadores de deficiências físicas já estão se beneficiando com Ecolig. "Para quem possui restrições de mobilidade é uma alternativa interessante", completou.

O uso do equipamento também ajuda a reduzir o consumo de energia, de produção de lixo eletrônico e é indicado para combater lesões por esforço repetitivo. O resultado desse trabalho de pesquisa, realizado no Laboratório de Controle e Sistemas Inteligentes da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec), foi a tese de doutorado de Paulo Victor. "Na minha tese eu mostrei a possibilidade de se fazer ligações por celular apenas pensando na pessoa que você pretende ligar", conta.

Paulo Victor informa que a solução completa do Ecolig já está sendo comercializada através da página www.meligue.com . O custo é de aproximadamente R$ 2,7 mil.

 

Vestibular UFG: candidatos apontam prova de Física como a mais difícil

 

O POPULAR, GERAL,  05/06/11


Mais de 3,1 mil candidatos participam da segunda fase do vestibular da UFG, que termina hoje

 

Carla de Oliveira 05 de junho de 2011 (domingo)

Cristina Cabral
 Candidatos deixam local de provas:  abstenção no primeiro dia do  vestibular foi de 8,26%

Mais de 3,1 mil candidatos fizeram ontem as provas da segunda etapa do vestibular de meio de ano da Universidade Federal de Goiás (UFG). A abstenção no primeiro dia de provas foi de 8,26%.

Os candidatos, que concorrem a 637 vagas em 17 cursos, fizeram provas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Química, Física e Matemática, dependendo do curso e grupo em que está inserido.

Candidatos aos cursos do grupo 2, que engloba Farmácia, Medicina Veterinária e Nutrição, elegeram a prova de Física como a mais difícil do dia.

Gabriela Aparecida Oliveira Menezes, de 17 anos, fez prova para Medicina Veterinária. Segundo ela, Física, sem dúvida, foi a prova mais difícil, exigindo conteúdos estudados nos três anos do ensino médio. Jéssica Vitorino, de 17, que participa como treineira para Biológicas, concorda com a avaliação e já se prepara para concorrer a uma vaga no fim do ano.

Candidato a uma das vagas de Licenciatura em Música, Tony Átila Costa Bastos, de 22, indicou Matemática como a prova mais difícil que fez. As outras provas foram Literatura Brasileira e Língua Portuguesa.

Pró-reitora de Graduação da UFG, Sandramara Matias explica que o primeiro dia do vestibular transcorreu tranquilamente. Hoje, lembra, permanecem as mesmas regras e horários. A orientação da pró-reitora é para que os candidatos se atentem ao fato de segunda-feira ser um dia útil, e por isso o trânsito, nas vias de acesso ao Câmpus Samambaia, deve ficar mais complicado. O conselho é antecipar a saída em relação ao domingo.Sandramara reforça que os portões serão fechados às 13 horas.

 

Globalização e língua

 

O POPULAR, OPINIÃO, 05/06/11

henrique duarte
05 de junho de 2011 (domingo)

Henrique Duarte
Henrique Duarte

O livro (didático?) que o Ministério da Educação distribuiu para cerca de 500 mil estudantes só pode mesmo ser considerado uma extravagância idiomática, um delírio acadêmico ou uma teoria insustentável. Por uma vida melhor , de Heloisa Ramos, ensina a falar errado e diz que está correto, que é a forma popular de se expressar. O livro condena por "preconceito linguístico" todos aqueles que se espantavam com o modo de falar do ex-presidente Lula.

Autoriza tacitamente que crianças e jovens, mesmo dentro da sala de aula, falem errado sem serem corrigidos pelo professor. Ensinar a língua culta aos alunos, em substituição à popular constitui sacrilégio ou preconceito. Deve-se, pois respeitar o jeito errado mesmo na escola e na frente do mestre. Mesmo em se tratando, naquele momento, de uma aula de gramática. "Nóis vai" está correto, assim como todas as incorreções impostas por corruptelas e deformações, por displicência ou falta de vontade de aprender e de ensinar. Tudo fica agora "legalizado". Pobre da professora que, num gesto de aplicação da lógica formal disser a seu aluno que o certo é urubu e não "aribu".

O ministro Fernando Haddad não conseguiu explicar à Comissão de Educação, Esportes e Cultura do Senado a lógica do livro que custou alguns milhões de reais. Defendeu uma tese paupérrima e sem sustentação na prática oral do país. Disse que o "gestor do MEC não influiu na escolha feita por precisas 192 comissões de especialistas de 10 universidades". Não deixou clara a razão da compra atabalhoada de meio milhão de exemplares. Deu razão a uma possível discussão acadêmica em defesa do suborno da língua culta, cujo objetivo seria dilatar o horizonte do populismo político-eleitoral.

Transposto para a escrita, pois a criança que aprende como certo o "nóis vai" no lugar de nós vamos, se habituará também a escutar o que dizem seus ouvidos e não titubeará em grafar as formas incorretas. Estará, em assim procedendo, coberto de razões, uma vez que o próprio Ministério da Educação de seu país o ensinou que é preconceito linguístico estranhar, espantar-se ou corrigir quem assim fala. A escrita é uma extensão da linguagem culta em evolução.

Didática pedagógica que contraria o senso comum está longe fora do entendimento de qualquer pessoa. Se a escola existe para ensinar e educar, como usar um livro que é simetricamente contra todos os argumentos a favor do idioma? Até os princípios da filosofia e da sociologia são subvertidos. Onde ficam os valores passados, presentes e futuros que devem ficar atrelados ao idioma de qualquer povo? A língua é tutelada pelo conhecimento e isso implica necessariamente constante evolução e separação entre o modo culto e o vulgar das ruas. Um é ocasional, como se usa no mundo fank. O outro é inerente a uma enormidade de valores que não podem desaparecer.

Conta-se que radicais bolcheviques, uma escória criada nas feridas da ignorância da revolução russa instaram o ditador Stalin quanto à criação de uma nova língua, no lugar do cultíssimo russo das academias e dos grandes escritores e que era também falada pelas elites depostas. Mesmo iletrado, mas com um pouco mais de visão, ele não aceitou o sacrifício da sua língua natal, embora também não a falasse com correção. Entendeu que não aprendera o certo e que permanecia no erro porque ninguém o ensinou a maneira correta.

O espanto causado pelo impressionante livro didático só não foi maior que outra trapalhada do mesmo ministro que, vindo da gestão Lula parece ter-se eternizado naquele posto também na era Dilma. A presidente - embora tenha condenado, por pressão da bancada religiosa no Congresso, a edição de um kit anti-homofobia para ser distribuído nas escolas - ainda não conseguiu demover seu ministro da ideia.

Na mesma sessão da Comissão de Educação do Senado afirmou, em estilo afrontoso, que o kit vetado sofrerá modificações e será distribuído como havia sido planejado. Como se pode deduzir, o veto presidencial sequer colocou o ministro na berlinda. Ao contrário, parece ter reforçado suas posições em favor de teses e conceitos que desservem o País, não constroem e que impedirão a ascensão profissional de jovens no mercado de trabalho, por insuficiência linguística.

Os idiomas globalizados usam somente as formas de falar e escrever mais refinadas nas suas relações internacionais. Imagine-se que, por temer a nova onda de preconceitos, se passe a mostrar nas escolas cenas de sexo como as do kit anti-homofóbico, que faz direta apologia do homossexualismo; ou, então, que passe a diplomacia brasileira a exprimir-se vulgarmente. Quando for elogiar nossa soja para os chineses vai dizer: ela é "bão bissurdo", no lugar de "ela é de excelente qualidade".


HENRIQUE DUARTE é jornalista


Que educação é essa que estamos construindo? (IX)

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 06/06/11

 

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Projeto Fimes, de Mineiros - o sonho de seus idealizadores

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 06/06/11

 

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Brasileiros se formam em medicina no exterior, mas não conseguem trabalhar no Brasil

 

G1, FANTÁSTICO, 05/06/11

Jovens brasileiros estudam medicina em universidades de países vizinhos, onde a mensalidade é mais barata, mas, na volta ao Brasil, não conseguem registro para trabalhar.

 

São as histórias de milhares de estudantes brasileiros que buscam em faculdades de países vizinhos a realização de um sonho: virar médico. Eles sofrem com a distância das famílias, com a falta de dinheiro e de conforto. Quando voltam ao Brasil, formados, ainda têm que enfrentar mais um drama. A reportagem é de Eduardo Faustini.

Na classe de uma faculdade de medicina na Bolívia em dia de prova, apenas um aluno era boliviano. Todos os outros eram brasileiros.

“Só na minha faculdade, podemos falar em seis mil estudantes brasileiros em Cochabamba, Santa Cruz e Cobija”, afirma o vice-reitor da Universidad Técnica Cosmos (Unitepc), José Teddy.

Por que tanta gente está estudando medicina fora do Brasil? A resposta está na ponta da língua de todo aluno. “É bem mais fácil, a gente não tem vestibular”, declara Michel Mendonça, estudante sul-mato-grossense. “A gente vai pagar, mais ou menos, seis vezes menos do que se pagaria no Brasil”, afirma Pedro Adler, esutdante acreano.

As mensalidades dos cursos de medicina privados no Brasil variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil. Em uma faculdade de Cobija, fronteira da Bolívia com o Brasil, custa pouco mais de R$ 500.

“Meus pais não têm condições financeiras de pagar e nem para me ajudar. Se eu tivesse condições, provavelmente eu estaria fazendo no Brasil. Eu sempre quis fazer medicina, acho que desde que eu me entendo por gente. Então, eu decidi vir para cá”, conta Antônia Maria Cândido, estudante acreana.

Para se manter em Brasiléia, no Acre, a poucos quilômetros da faculdade boliviana, Antônia trabalha como manicure e garçonete.

O Brasil é o segundo país com maior número de escolas de medicina, só perde para a Índia. No Brasil, são 180 faculdades de medicina, todas com vestibular.

“Eu tive que estudar por conta própria. Passei em algumas faculdades lá, mas não em medicina. Por isso, eu me arrisquei tudo vindo aqui”, diz Anderson Figueiredo, estudante carioca.

Anderson saiu do Rio para estudar medicina e morar em um em Cobija, na Bolívia. “Não fico muito aqui, porque é apertado e quente. É horrível ficar muito tempo aqui. Não tem uma cozinha, não posso te oferecer uma água, porque a água é quente. Então, eu tento passar o máximo de tempo na faculdade”, conta. “Fiquei dois dias com bala de hortelã no estômago. Não tinha dinheiro para o almoço, nem para o lanche. Espero que eu consiga continuar”.

No Brasil, medicina costuma ser o curso mais caro nas universidades e, muitas vezes, o mais concorrido.

“Eu tinha vontade de ser médico. Era um sonho, mas não tinha condições, porque meu estudo foi muito fraco. E uma faculdade particular, eu não tenho condições de pagar. Eu trabalho na área de saúde desde os meus 18 anos. Eu ingressei através da minha mãe que é auxiliar de enfermagem, que me colocou cedo na área de saúde. Comecei a trabalhar cuidando de idoso”, conta Lucas Rodrigues, estudante mineiro.

Lucas divide a casa em Brasiléia e o sonho de virar médico com a prima e namorada Naruanna Cristina Rodrigues, também de Minas Gerais. “A gente se arruma, vai para a faculdade, volta a pé no sol quente, e estuda bastante”, diz a jovem.

“Minha mãe trabalha para me passar o dinheiro todo mês, e eu estou aqui correndo atrás. Hoje, minha mãe está trabalhando 36 horas seguidas”, revela Lucas.

“Eu saio daqui às 7h, trabalho 12 horas. Saio de um trabalho, vou para outro e trabalho mais 12 horas. Aí, retorno para o outro do dia para trabalhar mais 12. Hora nenhuma, eu me sinto abatida, com medo, de nada. Eu vou dar conta até ele se formar”, afirma Maria José Rodrigues, mãe de Lucas.

Todo o dinheiro que a mãe de Lucas ganha cuidando de idosos, em Uberlândia, Minas Gerais, ela manda para o filho. “Eu não mexo no meu salário, não posso, não compro um pão com ele”, diz Maria José.

Para seu sustento, sobra o rendimento da venda de balas de coco. “Eu faço de seis a oito quilos por noite. Noite sim, noite não, fazendo bala de coco gelada. Ainda bem que é bem aceita. Você faz e vende tudo, é uma beleza, ajuda muito no orçamento”, conta a mãe do estudante.

O dinheiro para Naruanna vem das aves ornamentais que seus pais criam no quintal para vender. Eles também fazem de tudo para ajudar a filha.

Maria Cristina Ribeiro Goes, mãe de Naruanna: Se precisar vender a casa e o carro, a gente vende.
Naruanna Cristina Rodrigues: A minha mãe até escreveu umas cartas para o Lula, contando nossas dificuldades.
Maria Cristina Ribeiro Goes, mãe de Naruanna: Aí entrou a Dilma, e eu continuei escrevendo para a Dilma. Expliquei a dificuldade que eles estavam passando lá, que estava sendo muito difícil, o calor que eles estavam enfrentando, o dinheiro, a situação financeira.

“A gente fala 'o Lucas está passando dificuldade, está passando necessidade'. Eu tenho tanta vontade de me formar, de me tornar médico, que eu não vejo por esse lado. O que me deixa mais inseguro é saber: amanhã, se eu formar na Bolívia, qual que vai ser minha aceitação no Brasil?”, comenta Lucas.

Ter um diploma estrangeiro de médico não dá o direito de exercer a profissão no Brasil. Não importa se o curso foi na Bolívia ou na Suíça, é preciso passar por uma revalidação de diploma, um processo longo, difícil e caro.

“Tem prova, viagem, o que eu estou gastando com advogado que está assessorando, que tem um valor, o valor da faculdade, o valor da moradia aqui”, declara André de Almeida, formado no Paraguai. “Eu acho que chegaria em torno de uns R$ 100 mil”, diz Guilherme Junqueira Santos, formado em Cuba. “Já tem quatro anos que eu estou tentando isso”, declara Cíntia Brandão Freire, formada na Argentina.

Em uma faculdade particular, em Caratinga, Minas Gerais, os recém-formados fazem um curso de complementação, de aulas que não tiveram no exterior. Há ainda as provas que, pelas regras atuais, só podem ser dadas por universidades federais. O índice de aprovação costuma ser baixíssimo. Em quatro federais que recentemente receberam entre 200 e 400 inscritos cada, nenhum foi aprovado. Na Federal de Minas Gerais, no ano passado, de 100 inscritos, apenas 11 conseguiram passar na prova.

“Eu já fiz a prova várias vezes. E, muitas vezes, foram injustas as provas”, critica Cintia. “As provas têm um caráter, um nível superior ao de um graduando. São provas para especialistas. Eu acho injusto o processo de revalidação de diploma no Brasil”, aponta Diógenes Freire, formado na Bolívia.

Com o número de formados fora do Brasil aumentando e, junto com ele, as reclamações de que o sistema de revalidação dos diplomas é injusto, o governo decidiu fazer uma prova em Brasília no ano passado. Mas, novamente, houve reprovação em massa: 628 inscritos e apenas dois aprovados.

“O número alto de reprovações se deveu a dois motivos. Em primeiro lugar, candidatos que tinham um preparo inadequado, e em segundo lugar houve um exagero na nota de corte, na nota mínima para a aprovação”, comenta o secretário do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins.

Para este ano, o governo promete a implantação de um novo sistema: uma prova única, aplicada em vários pontos do Brasil. “Ele vai ter um nível adequado para a avaliação se o médico tem condição de atender à população. Existem médicos que vêm do exterior com uma formação muito boa e médicos com uma formação muito fraca”, afirma o secretário do Ministério da Saúde.

“Tem que ter um critério de avaliação, porque nós fomos lá fora e eles não sabem o que nós demos lá. Eu sei, mas as pessoas não sabem”, diz Lindalva Lacerda Lessa, formada na Bolívia.

O doutor Edson Braga Rodrigues se formou na Bolívia. “Passei dois anos, praticamente dois anos sem CRM, sem poder exercer porque não tinha CRM”, conta.

Ele fez a prova de revalidação em três universidades federais e passou na última. Hoje, é diretor clínico do Hospital de Brasiléia. “Eu acredito que a formação depende de cada um. A oportunidade dos jovens mais carentes terem uma formação em medicina é essa, é procurar as faculdades da América Latina. O meu caso é um. Eu não teria condições de me formar no Brasil”, revela Dr. Edson.

“A gente foi formado para ajudar o próximo. Nós estamos na medicina, que nos fez ir para outro país distante, para ajudar o próximo. A gente quer somente isso, não quer coisa de outro mundo, quer trabalhar”, declara Diógenes.

Só com o diploma revalidado, é possível conseguir o CRM, o registro em um dos conselhos regionais de medicina, que permite o exercício da profissão no Brasil.

“Quando você está estudando, tudo é um sonho, tudo é alegria, tudo é bonito. Você está estudando medicina”, afirma um homem, formado em medicina na Bolívia, que tenta há dois anos revalidar seu diploma. Para pagar os custos das várias tentativas, dá plantões em hospitais no interior da Bahia, clandestinamente.

“Geralmente são plantões de fim de semana. Você vai trabalhar naquela cidade. Amanhã, já vai para outra cidade. O preço é o que eles pagam. Se normalmente é R$ 1 mil de um médico que tem CRM. Para os médicos sem CRM, é em torno de R$ 500”, diz o homem.

Ele trabalha para empresas que se definem como cooperativas e oferecem mão-de-obra médica aos hospitais. “Se der qualquer problema com pacientes, se der qualquer problema jurídico, o que a cooperativa diz é que não sabia que você não tinha CRM. Ou seja, lava as mãos. Mas ela sabe”, afirma.

Para assinar receitas, atestados, o homem usa um CRM falso. “Você entra no site do Conselho Regional de Medicina, você vai procurar um médico que tenha mais ou menos a sua idade. Esse é o grande problema, porque você pode ser preso, primeiro, por ser falso médico, e segundo por falsidade ideológica”, declara.

Nos últimos anos, a polícia prendeu médicos sem CRM nos estados do Pará, Amazonas, Acre, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

No início do ano passado, Edilson Bezerra da Silva, de 29 anos, foi preso no pronto-socorro de Ponta Grossa, no Paraná. Com diploma boliviano, ele usava o CRM de um médico de Curitiba. “Ele está respondendo pelo exercício ilegal da medicina e pela falsidade ideológica”, declarou o delegado Jairo Luiz Duarte Camargo.

O dono da empresa que ofereceu o serviço do falso médico para o hospital também foi preso. Hoje, os dois estão soltos, mas respondem a processo na Justiça.

O Brasil tem 347 mil médicos e forma 13 mil novos por ano. “O governo brasileiro considera que o número de médicos existente no Brasil é inadequado. Existe a necessidade de formar mais médicos, só que esses médicos têm que ser formados com qualidade, com responsabilidade”, afirma o secretário do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins.

O Conselho Federal de Medicina discorda, acha que o Brasil já tem médicos suficientes. “O que nós temos não é falta de médico. Nós entendemos que existe uma distribuição inadequada”, declara o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital Correa Lima.

Enquanto na cidade de São Paulo, existe um médico para cada 240 habitantes, no Acre, há um para cada 980, uma média comparável a países africanos.

Para fazer medicina na Bolívia, Nadjele Ferreira dos Santos e Raíssa Mendes Miranda deixaram as famílias em Nova Mamoré, no interior de Rondônia. O pai de Nadjele é açougueiro, o de Raíssa, taxista.

Foi com muita relutância que Hamilton deixou Raíssa ir para outro país com 17 anos. “Vou completar 18 anos aqui, sozinha, longe de casa. É difícil, mas para realizar um sonho a gente faz qualquer coisa”, diz a estudante acreana.

“Eu tenho que levantar às 5h, saio de carro e não sei que a horas chego, porque eu pago prestação de carro, eu pago a faculdade dela, despesa de casa e não tenho outra renda”, declara Hamilton Mendes, pai de Raíssa.

Quando formadas, as duas amigas querem trabalhar em Nova Mamoré. “todos os pais têm um sonho de ver o filho formado. Meu sonho é fazer pediatria”, revela a estudante Nadjele.

“Aqui não tem esse tipo de médico. Falta tudo. Ontem mesmo, um menino meu ficou meio doente, e nós levamos no pronto-socorro, não tinha nenhum médico ali. Aí eu lembrei, minha menina está no caminho certo”, declara Valdir Santos, pai de Nadjele.

“Eu tenho um sonho de ser geriatra, para trabalhar cuidar de idoso”, afirma Lucas. “No meu consultório, vai ter uma plaquinha: dona Naruanna Cristina Rodrigues e doutor Lucas Rodrigues”, aponta Naruanna. “O Lucas vai ser médico, toda vida eu soube disso”, declara a mãe do estudante.

Para o carioca Anderson, o sonho de ser médico acabou. Há dez dias, ele voltou para o Brasil. “O que mais me fez desistir é que eu sei que quando sair dali a luta vai continuar maior para conseguir exercer no Brasil”, revela.


Confira instituições selecionadas para a 2ª etapa do Impacto Zero

 

G1, FANTÁSTICO, 05/06/11

 

Acaba de sair a lista das 20 faculdades selecionadas para a segunda etapa do projeto Impacto Zero, uma grande gincana em prol do meio ambiente, lançada no Fantástico, no dia 22 de maio. Agora, os classificados terão que fazer coleta de lixo reciclável em suas cidades, e 10 equipes passarão para a próxima fase.

Para conseguir uma vaga nessa gincana, os 20 finalistas apresentaram projetos de sustentabilidade muito interessantes.

Confira abaixo a lista das 20 instituições de ensino superior selecionadas para a segunda etapa do projeto. Clique aqui e confira o site do Impacto Zero

 

1-FATEC "Faculdade Estudante Rafael Almeida Camarinha" -Marília, São Paulo
Curso:Tecnologia em Alimentos

Projeto: COSEMASU - Coleta Seletiva Marília Sustentável

2-Universidade Federal Rural de Pernambuco -Recife, Pernambuco
Curso: Engenharia Agrícola e Ambiental
Projeto: A Caminho do Impacto Zero

3-Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul- Campo Grande- Mato Grosso do Sul
Curso: Psicologia
Projeto: COOREPA: um exemplo de sustentabilidade

4-Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará -Iguatu, Ceará
Curso: Tecnologia em Irrigação e Drenagem
Projeto: Area de Preservação Ambiental(APA) e mini usina de reciclagem no IFCE, campus Iguatu

5-Fundação Educacional da região de Joinville -FURJ/UNIVILLE -Joinville, Santa Catarina

Curso:Engenharia Ambiental e Engenharia Química
Projeto:A água e sua sustentabilidade: jogo ambiental para a sensibilização e educação de crianças e jovens

6-Escola de Administração- UFRGS -Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Curso:Administração

Projeto: Educação para sustentabilidade

7-Faculdade de Tecnologia de Piracicaba -FATEC-Piracicaba, São Paulo
Curso:Curso Superior em Tecnologia de Biocombustíveis
Projeto: Reaproveitamento de óleo de fritura para produção de biodiesel e biogás.

8-Fundação Universidade do Oeste de Santa Catarina- São Miguel do Oeste, Santa Catarina
Curso:Tecnologia em Gestão Ambiental
Projeto: Plano de gerenciamento ambiental rodoviário no Oeste de Santa Catarina

 

9-Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Curso:Administração
Projeto: Aproveitamento do esgoto Industrial

10-Instituto Presbiteriano Mackenzie- São Paulo, SP
Curso: Ciências Biológicas (CCBS)/ Arquitetura(FAU)
Projeto:Recuperação das árvores do bairro de Higienópolis(São Paulo)

11-Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas -Inconfidentes, Minas Gerais
Curso:Gestão Ambiental
Projeto:SUSTENT@-HABILID@DE

12-Fundação comunitária tricirdiana de educação- Belo Horizonte, Minas Gerais
Curso:Engenharia Ambiental

Projeto:Aquecedor solar utilizando descartáveis, implantação na comunidade carente do município de Três Corações, MG

13-Minas Gerais Educação SA -Belo Horizonte, Minas Gerais
Curso:Engenharia Ambiental
Projeto: Conversão direta de energia mecânica em energia elétrica

14-Universidade Federal de Pernambuco-Caruaru,Pernambuco
Curso:Bacharelado em Design
Projeto:Reciclando vidas

15-Universidade Sagrado Coração-Bauru, São Paulo
Curso:Engenharia Ambiental
Projeto:Desafogando o Rio Tietê/Jacaré. Comunicação de atitudes:uso, preservação e sustentabilidade

16-Associação Escola Superior de Propaganda e Marketing -São Paulo, SP
Curso: Comunicação Social
Projeto:Ações de marketing, gestão e comunicação fomentando a economia solidária e sustentável

17-Escola Superior de Administração, Comunicação e Marketing- Santos, São Paulo
Curso:Comunicação Social -Habilitação em Publicidade e Propaganda
Projeto:Projeto 8+1

18-Universidade Tecnológica Federal do Paraná-Curitiba, Paraná
Curso:Tecnologia em Processos Ambientais
Projeto:Plantando o presente, enraizando o futuro

19-Universidade Federal de Alfenas-Alfenas, Minas Gerais
Curso:Biotecnologia
Projeto:Reciclagem de termoplásticos para geração de energia eólica

20-Universidade de Brasília-DF
Curso:Engenharia Florestal

Projeto: UnVerde


Estudantes têm até sexta-feira para fazer a inscrição no Enem 2011

 

G1, Vestibular e Educação, 06/06/11


Taxa de inscrição é de R$ 35.
Provas serão realizadas nos dias 22 e 23 de outubro

 

Esta é a última semana para se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2011). O exame será realizado nos dias 22 e 23 de outubro. As inscrições foram abertas no dia 23 de maio e poderão ser feitas até as 23h59 da próxima sexta-feira (10). A taxa de inscrição é de R$ 35. O Enem é utilizado por muitas universidades públicas para o acesso ao ensino superior.

Com expectativa de receber 6 milhões de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação, registrou na última quinta-feira (2) mais de 3 milhões de inscritos. Para receber tantas inscrições, o Inep dobrou a infraestrutura tecnológica para receber até 120 mil inscrições por hora. Segundo Andrea Kern, diretora de Tecnologia de Informação do Inep, nenhum outro órgão da Esplanada dos Ministérios tem uma estrutura tão robusta, que chega a capacidade de tráfego de 10GBps.

Veja como se inscrever
O Enem será realizado em 12 mil locais, 140 mil salas de aula, ocorrendo em 1.599 municípios e mais de 6 mil escolas estão no processo. O Inep já marcou outro Enem para o primeiro semestre do ano que vem, nos dias 28 e 29 de abril de 2012. O G1 mostra abaixo alguns pontos importantes que os estudantes que vão fazer o Enem devem estar atentos, indicados no edital do exame:

As inscrições para o Enem foram abertas às 10h desta segunda-feira (23) e poderão ser feitas até as 23h59 do dia 10 de junho no site do Enem. O valor da taxa de inscrição será de R$ 35. No ato de inscrição é emitida uma guia para ser paga em uma agência bancária até o dia 10 de junho.

A isenção do pagamento da taxa pode ser feita por meio do sistema de inscrição e é conferida ao aluno que vai concluir o ensino médio em 2011 em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar, ou a estudantes que eclarar ser membro de família de baixa renda ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Para isso, deverá apresentar documentos que comprovem sua condição. Os documentos serão analisados pelo Inep que poderá negar a isenção. No ato de inscrição, o candidato deve fornecer o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o seu número do documento de identidade (RG). Estudantes com necessidades especiais deverão informar no ato da inscrição sua situação. Quem for usar o Enem para obter a certificação de conclusão do ensino médio deverá indicar uma das instituições certificadoras que estará autorizada a receber seus dados cadastrais e resultados.

O edital indica ainda que cabe ao candidato verificar se a inscrição foi concluída com sucesso. O candidato deverá guardar número da inscrição e a senha. Elas são indispensáveis para todo o processo do Enem, como inscrição, realização da prova, obtenção dos resultados e participação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona os alunos melhores classificados no Enem para vagas em universidades públicas cadastradas. Também serão usados nos programas de bolsa de estudos (ProUni) e de financiamento estudantil (Fies), entre outros programas do Ministério da Educação. O Comprovante da Inscrição estará disponível no endereço eletrônico do Enem.

As provas
O Enem será realizado nos dias 22 e 23 de outubro. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas vão tratar de quatro áreas de conhecimento do ensino médio:

- ciências humanas e suas tecnologias: história, geografia, filosofia e sociologia;

- ciências da natureza e suas tecnologias: química, física e biologia;

- Linguagens, códigos e suas tecnologias e redação: língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação;

- Matemática e suas tecnologias: matemática.

Para a realização das provas o candidato deverá usar somente caneta com tinta esferográfica preta.

As provas terão início às 13h. No dia 22 de outubro serão realizadas as provas de Ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. No dia 23 serão realizadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias. As provas terão 5h30 de duração. O candidato só pode entregar o gabarito e deixar a sala após duas horas de prova.

O Inep recomenda que os candidatos cheguem no local de prova ao meio-dia (horário de Brasília). É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas. Quem não tiver o documento deverá apresentar Boletim de Ocorrência emitido no máximo 90 dias antes da data da prova e se submeter a uma identificação especial e preenchimento de formulário próprio.

Você deverá conferir os dados antes de iniciar a prova
Antes de iniciar as provas, de acordo com o edital, o candidato deverá verificar se o seu caderno de questões contém a quantidade de questões indicadas no seu cartão-resposta e contém qualquer defeito gráfico que impossibilite a resposta às questões. O estudante deverá ler e conferir todas as informações registradas no caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação, na lista de presença e demais documentos do exame. E notar alguma coisa errada, o candidato deverá imediatamente comunicar ao aplicador de sua sala para que ele tome as providências cabíveis no momento da aplicação da prova.

Segundo o edital, a capa do caderno de questões possui informações sobre a cor do mesmo e uma frase em destaque, e caberá obrigatoriamente ao candidato marcar nos cartões-resposta, a opção correspondente à cor da capa do caderno de questões; transcrever nos cartões-resposta a frase apresentada na capa de seu caderno de questões. As respostas das provas objetivas e o texto da redação do deverão ser transcritos, com caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente, nos respectivos cartões-resposta e folha de redação, que deverão ser entregues ao aplicador ao terminar o exame.

O que não pode
O edital proíbe ao candidato, sob pena de eliminação, falar com outros candidatos, usar lápis, lapiseira, borracha, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, calculadora, agendas eletrônicas, celulares, smartphones, tablets, ipod, gravadores, pen drive, mp3 ou similar, relógio ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.

A redação
A redação do Enem é corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 300 pontos ou mais na nota atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1000), a redação passará por uma terceira correção, realizada por um supervisor.

A nota atribuída pelo supervisor substitui a nota dos demais corretores. De acordo com o edital, o Inep considera que a metodologia empregada na correção das redações contempla recurso de ofício.

Será atribuída nota zero à redação: que não atender a proposta solicitada ou que possua outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; sem texto escrito na folha de redação, que será considerada "em branco"; com até sete linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará "texto insuficiente"; Linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas; com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, que será considerada "anulada".

Os resultados
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados na página do Inep até o terceiro dia útil seguinte ao de realização das últimas provas. Os candidatos poderão acessar os resultados individuais do Enem 2011, em data a ser posteriormente divulgada, mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no endereço eletrônico http://sistemasenem2.inep.gov.br/resultadosenem.

O Inep diz que a utilização dos resultados individuais do Enem para fins de certificação, seleção, classificação ou premiação não é de responsabilidade do Inep, mas das entidades às quais os dados serão informados pelo candidato.

O Inep não fornecerá atestados, certificados ou certidões relativas à classificação ou nota dos candidatos. De acordo com a portaria publicada no 'Diário Oficial', a inscrição do participante implica a aceitação das disposições, diretrizes e procedimentos para a edição do Enem contidas no edital. Para os adultos submetidos a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas, que incluam privação de liberdade, haverá um edital para o processo de inscrição específico.


Haddad deve ser convocado pelo Senado para explicar livro com erros

 

G1, Vestibular e Educação, 04/06/11

 

Último episódio foi o guia de matemática que ensina que 10 - 7 = 4.
Ministério da Educação pediu à CGU para abrir sindicância.

 

Após a polêmica do kit anti-homofobia e a discussão do "nós pega o peixe" do livro "Por uma vida melhor", o ministro da Educação, Fernando Haddad, deve ser convocado para dar explicações ao Senado sobre o último episódio envolvendo a pasta - o guia de matemática que ensina que 10 - 7 = 4 e que 16 - 8 = 6.

O Ministério da Educação pediu à Controladoria Geral da União (CGU) para abrir sindicância e apurar os responsáveis por erros encontrados numa publicação distribuída pelo MEC para escolas rurais em todo país no fim do ano passado. Foram distribuídos 200 mil exemplares da Coleção Escola Ativa que tem 35 volumes. O investimento foi de R$ 14 milhões.

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) pretende apresentar requerimento à Comissão de Educação da Casa para que Haddad dê explicações sobre os livros com erros distribuídos a mais de 39 mil classes da zona rural pelo Escola Ativa.

Os erros foram detectados no início do ano, e um grupo de especialistas julgou que eles eram tão graves que não bastava divulgar uma "errata" à coleção. A pedido do Ministério da Educação (MEC), a Controladoria-Geral da República deve abrir sindicância nesta segunda-feira (6) para investigar o caso.

"São erros básicos, grosseiros", criticou Serrano. "A ideia que passa é que há um problema de gestão no MEC, embora o ministro não admita. O contribuinte brasileiro está pagando por esses erros."

O secretário executivo de Direitos Humanos, André Lázaro, entregou na sexta-feira (3) uma carta de demissão à ministra Maria do Rosário, alegando "motivos pessoais". Lázaro era o chefe da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC quando foi realizada a edição e distribuição dos livros com erros.

O MEC informou que a equipe editorial da Secad responsável pela revisão do livro também já foi substituída, com a chegada da atual secretária, Cláudia Dutra.

Nos próximos dias deve haver uma reunião no Ministério com os coordenadores do programa Escola Ativa para definir como o problema será contornado, sem que os exemplares sejam desperdiçados.

Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o erro é imperdoável. "O MEC e os governos estaduais precisam melhorar os mecanismos de controle de qualidade", disse.


Brasileiros criam curso de Direito a distância nos EUA, em português

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 05/06/11

 

O American College of Brazilian Studies (Ambra) tem 300 alunos matriculados, 90% deles residentes no Brasil. O MEC, que não autoriza curso de Direito a distância, diz que diploma não será reconhecido; Ambra assegura que há meio legal de validá-lo

 

Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo

Dois engenheiros brasileiros, em parceria com uma advogada americana, abriram uma faculdade nos EUA para oferecer um curso de Direito ministrado 100% a distância, totalmente em português, voltado para o público brasileiro.

O Ministério da Educação (MEC) - que na quinta-feira anunciou o corte de 11 mil vagas em 136 cursos de Direito presenciais com notas baixas nas últimas avaliações - considera o curso dos EUA "livre", diz que não vale como graduação e que os diplomas não serão revalidados.

No Brasil, não há nenhum bacharelado de Direito a distância autorizado. Duas instituições tentaram obter o registro, mas tiveram o pedido negado - a legislação exige polos presenciais para atividades semestrais.

Além disso, a Ordem dos Advogados (OAB) do Brasil é contra a oferta de cursos a distância, pois não há segurança sobre a participação do aluno na aula nem garantia da qualidade do ensino. "A graduação tem de ser presencial. Eventualmente, uma especialização pode ser feita a distância", diz Marcus Vinícius Coelho, secretário-geral da OAB.

A faculdade surgiu em 2008, com o nome de Brazilian Law International College (Blic). Em 2010, passou a se chamar American College of Brazilian Studies (Ambra). Hoje, possui pelo menos 300 alunos matriculados - 90% deles moram no Brasil e querem revalidar o diploma aqui. Outros cerca de mil estão matriculados e inadimplentes. Não podem assistir às aulas.

O diretor executivo da Ambra, Francisco de Assis da Silva Neto, diz que cogitou abrir o curso a distância no Brasil, mas considerou o investimento inviável. "A exigência de polos presenciais torna a educação a distância sem alcance", diz. "Além disso, a comunidade de brasileiros nos EUA é imensa." Silva Neto conta que a grade de disciplinas foi pensada detalhadamente. "Nos inspiramos na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade de Brasília (UnB). São 60 disciplinas e a mesma carga horária do Brasil."

O ex-ministro da Educação Carlos Alberto Chiarelli diz que o MEC está correto em exigir atividades presenciais para evitar fraudes. "É preciso ter o mínimo de conhecimento sobre o aluno matriculado. Se não fosse assim, não haveria segurança de que foi aquele aluno que fez o curso."

Diploma. A principal dúvida dos alunos é sobre a revalidação do diploma no Brasil - o estudante formado pela Ambra recebe um diploma válido apenas em território americano.

A instituição não promete a revalidação abertamente, mas afirma que é possível fazer o processo em universidades públicas sem a interferência do MEC. Para facilitar o processo, a Ambra firmou parcerias com duas universidades estaduais: a de Roraima e a do Vale do Acaraú (CE).

"Se o curso é reconhecido em seu país de origem (nos EUA), os casos são avaliados individualmente por professores que comparam a grade, a carga horária. Tivemos o cuidado de oferecer um curso com correspondência curricular", afirma Neto.

Mas não é assim que a OAB vê a situação. "É improvável que o MEC permita a revalidação. Se o governo não autoriza cursos de Direito a distância no Brasil, como aceitará a revalidação de um diploma emitido no exterior?", diz Coelho.

Luciano Sathler, do comitê de qualidade da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), também acha difícil que a revalidação ocorra. "Não é um processo simples e as universidades não são obrigadas a revalidar. Uma situação dessas é ruim porque não colabora para o fortalecimento da área."

PARA ENTENDER

A maioria dos estudantes da Ambra tem mais de 30 anos e 90% deles moram no Brasil. A primeira turma deve se formar em 2013. O aluno deve cursar de três a dez disciplinas por semestre - cada disciplina custa US$ 399 por semestre (cerca de R$ 647).


Coordenador pedagógico atua como bedel

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, Educação, 03/06/11

Em vez de cuidar do preparo dos docentes, 72% deles fiscalizam entrada e saída de alunos, diz pesquisa da Fundação Victor Civita

Ocimara Balmant - O Estado de S.Paulo

ESPECIAL PARA O ESTADO

Keiny  Andrade/AE–9/3/2010
Keiny Andrade/AE–9/3/2010
Fora de função. Educador controla entrada de alunos na porta de escola estadual na capital

Do atendimento ao pai de um aluno indisciplinado à avaliação da limpeza das classes, o coordenador pedagógico é responsável por uma série de atividades que não lhe dizem respeito e acaba omisso em sua principal função: a formação contínua dos docentes. A constatação é resultado de uma pesquisa da Fundação Victor Civita, à qual o Estado teve acesso com exclusividade.

O levantamento, que ouviu 400 coordenadores de 13 capitais brasileiras, mostra que, enquanto 72% deles acabam responsáveis por fiscalizar a entrada e a saída de alunos - trabalho de bedel, como são chamados os inspetores no ambiente escolar -, só 19% dão atendimento individual aos professores.

"Ele começa a funcionar como braço direito do diretor. Recebe um cabedal de atividades e não sabe dizer não", explica Angela Dannemann, diretora executiva da Fundação Victor Civita.

Na lista de atividades fora do escopo do coordenador, mas executadas por ele, constam: visitar empresas para fechar parcerias, cuidar de questões financeiras e burocráticas e até substituir os professores que faltam: 19% dos entrevistados relataram que dão aula uma ou algumas vezes por semana e 55% conferem se as salas de aula estão organizadas e limpas.

Uma das razões para esse desvio de função advém da carência de uma formação específica para a função. A maioria dos coordenadores pedagógicos não tem formação em gestão: saíram da sala de aula como professores e assumiram o cargo sem conhecer e dominar competências e estratégias próprias.

Dos 72% de coordenadores que trabalham na fiscalização da entrada e saída dos alunos, por exemplo, 91% deles acreditam que é uma atividade apropriada à função. Em contrapartida, 47% deles não souberam dizer o resultado de sua escola no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

"A verdade é que nem a escola sabe para que ele existe. Nem ele sabe sua atribuição. Com isso, faz uma série de ações e deixa de lado a parte pedagógica, que é a formação continuada do professor", diz Ana Maria Falcão de Aragão, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Formação. Para que o cenário mude, é preciso investir na formação adequada desse coordenador pedagógico. Hoje, a existência da função depende de políticas estaduais e municipais e, segundo Angela, não existe um curso de formação específica para a atividade.

"Muitos saem da sala de aula para a coordenação sem estarem preparados para o novo cargo. Como não há um plano de carreira docente, tornar-se gestor é a única forma que muitos professores enxergam como promoção. Não deveria funcionar assim. As atribuições são distintas e é preciso estar preparado."

Para ser coordenador pedagógico, é preciso dominar conceitos que ultrapassam o aprendido na academia. "A formação tradicional em Pedagogia e os cursos que costumam ser propostos pelas secretarias de Educação, como os que ensinam a trabalhar com aluno especial ou a alfabetizar melhor, são pouco para o que a função exige", afirma Vera Trevisan de Souza, da PUC-Campinas.

"O que o coordenador precisa aprender, de fato, é a traduzir políticas públicas voltadas à escola, conduzir o projeto político pedagógico, fazer mediação do currículo", completa a professora.

Solução. Um dos passos para a valorização do coordenador pedagógico é primário: o reconhecimento de sua existência. No Plano Nacional de Educação, em trâmite no Congresso, não há referência à função.

"A meta 19 fala da gestão escolar, mas se esquece do coordenador. A aprendizagem é o grande desafio da educação e quem trabalha a qualidade do docente é justamente o coordenador", diz Mozart Ramos, do movimento Todos Pela Educação.

A profissionalização, segundo a professora Ana Maria, da Unicamp, é outro passo importante. A pesquisa mostrou que apenas 33% dos coordenadores foram selecionados por concurso público. O restante entrou por indicação ou seleção técnica, entre outros critérios.

"É muito comum o coordenador ser indicado pelos seus pares para ficar por um tempo determinado. Daí fica complicado, porque se ele propõe grandes alterações, seu pescoço está a prêmio. É uma relação muito doméstica. Se todos fossem concursados, seria muito melhor."


Conselho de educação revê parecer sobre obra de Monteiro Lobato

 

FOLHA.COM, Saber, 03/06/11

O CNE (Conselho Nacional de Educação) decidiu rever seu parecer sobre o livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, e passou a recomendar a contextualização histórica das obras literárias abordadas na escola.

Conselho aguarda informação do MEC sobre obra de Monteiro Lobato
Academia de Letras diz ser contra veto a livro de Monteiro Lobato
OAB diz que MEC insulta cultura brasileira ao vetar livro
MEC quer rever veto a livro de Monteiro Lobato

O texto aprovado pelo conselho em outubro de 2010 recomendava ou que o MEC não distribuísse a obra a escolas públicas ou que as editoras inserissem no livro uma "nota explicativa" sobre suposto teor racista, que estaria presente principalmente em passagens relativas à personagem Tia Nastácia, como no trecho "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".

A medida sugerida pelo conselho teve repercussão negativa entre educadores e o ministro Fernando Haddad (Educação) acabou pedindo ao CNE que revisse o texto.

Agora, a nova versão aprovada pelo CNE afirma que é importante que a escola faça uma "contextualização" dos autores e dos livros, especialmente aqueles produzidas em período em que pouco se falava em preconceito racial.

O texto também ressalta que não se deve vetar o acesso dos estudantes a nenhuma obra literária. Para entrar em vigor, o parecer ainda tem que ser homologado por Haddad. Ontem, ele afirmou que leu versões preliminares do documento que o agradaram.

A abordagem já estava prevista em livro que será distribuído pelo MEC a escolas públicas no segundo semestre para orientar professores.

Sem negar possíveis elementos de preconceito racial na obra de Lobato, o livro defende que ela seja analisada em conjunto com as condições históricas época.


CCJ aprova fim da taxa em vestibular de federal a aluno de escola pública

 

G1, Vestibular e Educação, 02/06/11

Se não receber recurso, proposta será encaminhada direto para o Senado.
Candidatos terão de apresentar comprovante de renda familiar.

A comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta quinta-feira (2) um projeto de lei que isenta da taxa de inscrição no vestibular de instituições federais de ensino superior candidatos que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas.

A proposta foi aprovada em caráter terminativo e, caso não receba nenhum recurso no prazo de cinco sessões, será encaminhada direto para apreciação do Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.

O projeto original, de autoria do deputado Fábio Souto (DEM-BA), prevê que para os candidatos fazerem uso do benefício seja preciso apresentar comprovante de renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio, o equivalente a R$ 817,10.

O projeto aprovado prevê a isenção da taxa de inscrição apenas para quem disputar uma vaga nas instituições públicas federais. A proposta original falava em “instituições públicas”, mas uma emenda apresentada pelo deputado Paes Landim (PTB-PI) determinou uma mudança no termo para instituições federais. O argumento do deputado é que nem todas as instituições públicas são federais, e que cabe a cada estado legislar no caso das instituições estaduais.


Thiago Peixoto recebe sindicato

 

DIÁRIO DA MANHÃ, Política & Justiça, 03/06/11

 

Thiago_Peixoto_recebe_sindicato.doc


UFG realiza Casar Bem em shopping

 

DIÁRIO DA MANHÃ, Cidades, 03/06/11

 

UFG_realiza_Casar_Bem_em_shopping.doc


MEC corta 694 vagas de cursos de Direito em GO

 

DIÁRIO DA MANHÃ, Cidades, 03/06/11


MEC_corta_694_vagas_de_cursos_de_Direito_em_GO.doc


Sudeste perdeu mais vagas em cursos de Direito

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, Educação, 03/06/11

Quase 30% do total de vagas eliminadas está no Estado de São Paulo; universidades não atenderam a parâmetros

- O Estado de S.Paulo

A Região Sudeste foi a que sofreu a maior redução de vagas - 6.646 - em cursos de Direito por mal desempenho nas avaliações do Ministério da Educação (MEC). Apenas no Estado de São Paulo, 3.196 vagas foram cortadas. No Rio, foram 1.942.

Conforme o Estado adiantou ontem, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC cortou 10.912 vagas do bacharelado de 136 cursos de instituições privadas. A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

Os cursos com vagas cortadas tiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) inferior a 3 - o índice vai de 1 a 5. O CPC considera diversos fatores, entre eles a nota dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Não houve fechamento de cursos, apenas redução de vagas para o vestibular.

A Região Nordeste perdeu 1.790 vagas; a Norte, 210; a Sul, 562; a Centro-Oeste, 972, e o Distrito Federal, 732.

Universidades e faculdades de São Paulo perderam 3.196 vagas em 22 cursos. Os números do Estado representam 29% do total de vagas eliminadas (11 mil). Caso as faculdades não atendam aos parâmetros de qualidade estabelecidos pelo ministério, poderão até ser fechadas.

Na capital paulista, a Estácio (Uniradial) é a unidade mais afetada em números absolutos: a redução foi de 590. O MEC eliminou 400 vagas do Complexo Educacional FMU e 390 da Uniban.

Por meio de nota, a assessoria da Estácio informou que "a instituição poderá reverter esse resultado preliminar por meio da avaliação in loco", de acordo com a legislação do setor.

"Dessas avaliações gerais resultará, então, o Conceito de Curso (CC), este sim de caráter definitivo. Sendo o CC positivo em todas as dimensões, ocorrerá a suspensão da medida cautelar e o reestabelecimento das vagas do curso", informou a Estácio.

Procurada pela reportagem, nenhum assessor da FMU estava disponível ontem.

A Uniban informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "não tem nada a declarar" sobre o tema. / Mariana Mandelli e Ísis Brum, JORNAL DA TARDE


Social

 

O POPULAR, Giro, 03/06/11


Social – Deficientes visuais e alunos do Telinha de Cinema assistem amanhã juntos o jogo da seleção, no projeto da ONG Casa da Árvore em parceria com a Vivo, Petrobras e UEG.


Funcionário da Secretaria estadual de Educação é preso vendendo cópia de diploma

 

O GLOBO, Educação, 03/06/11

RIO - Policiais da Delegacia Fazendária (Delfaz) prenderam em flagrante na quinta-feira (2) um funcionário da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro por corrupção passiva no momento em que recebia R$ 100 do gerente de hotelaria Francisco Eudes. O valor foi exigido como pagamento para expedição do diploma de conclusão do ensino médio, cujo serviço é gratuito. A prisão foi flagrada com exclusividade pelo jornal O GLOBO, que obteve as informações para investigação policial por denúncia feita pelo Eu-Repórter, seção de jornalismo participativo do GLOBO. O pagamento da propina aconteceu em frente ao prédio da secretaria, na Rua da Ajuda 5, no Centro do Rio, às 9h30. João Paulo Bento, que pode ser condenado de dois a 12 anos de prisão, é angolano refugiado no Brasil e estava com a documentação de permanência no país vencida.

Reprodução/Foto: Rodrigo  Gomes

- Nunca pensei que conseguir um diploma de uma escola já extinta fosse tão difícil - desabafou Francisco Eudes.

Segundo ele, tudo começou há um mês quando foi solicitar a documentação no serviço Poupa Tempo do governo do Estado.

- Logo no primeiro dia ele questionou a autenticidade do meu histórico escolar. Mas, mesmo assim, me liberou e pediu para ligar para o seu celular no dia seguinte. Depois de me enrolar e me fazer ir várias vezes à secretaria, ele ligou exigindo o dinheiro para expedir meu diploma. Não concordo com isso - disse.

Revoltado, Francisco pretende processar a Secretaria de Educação.

Em nota oficial, a Secretaria estadual de Educação condenou o ato de João Paulo e informou que foi aberto um inquérito administrativo para saber se a prática era comum. Segundo o órgão, outras pessoas poderiam estar se aproveitando da demora na entrega dos diplomas para praticar esse tipo de crime.

Ainda de acordo com a nota, o contrato das prestadoras de serviço da secretaria estão sendo revistos, já que os mesmo estão vencendo este mês. O órgão pretende mudar o sistema de contratação e diminuir o número de terceirizados para evitar esse tipo de crime.

João Paulo/Foto: Rodrigo  Gomes

Ao ser preso, o angolano admitiu que havia pedido a quantia em dinheiro à vítima. Entretando, ele disse que essa teria sido a primeira vez que tentava aplicar o golpe. Mas, para delegado, Ângelo Ribeiro da Delegacia Fazendária, João Paulo devia praticar esse tipo de crime há algum tempo.

- Já comunicamos a situação irregular do preso à Polícia Federal e ao consulado da Angola. Ele agora foi encaminhado para a Polinter - disse.

 


USP anuncia mudanças no vestibular da Fuvest para torná-lo mais 'seletivo'

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, Educação, 03/06/11

Entre as medidas do Conselho de Graduação, que valem para o vestibular deste ano, a nota da primeira fase volta a contar na pontuação final e a nota mínima para passar de fase sobe de 22 para 27 pontos; segunda fase terá dois ou três candidatos por vaga

Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

A partir deste ano, conquistar uma vaga na Universidade de São Paulo (USP) ficará mais difícil. Ontem, o Conselho de Graduação (CoG) aprovou cinco mudanças no exame da Fuvest que eram discutidas havia meses. Agora, a nota da primeira fase volta a valer na pontuação final; a nota mínima para passar para a segunda etapa sobe de 22 para 27 pontos; e serão aprovados para a segunda fase de dois a três candidatos por vaga - e não mais três.

JB  Neto/AE
JB Neto/AE
Disputa. Para César de Souza e Giovanni Magliano Filho, que tentam vaga em Engenharia, exame ficará mais seletivo

Além dessas alterações, o número de questões da prova do segundo dia da segunda fase foi reduzido de 20 para 16 e foi criada a possibilidade de escolha de uma outra carreira a partir da terceira chamada do vestibular.

Em março, a CoG havia aprovado outras duas propostas: um novo programa de inclusão que aumenta a bonificação de alunos oriundos da rede pública de até 12% para até 15%, mediante o desempenho na primeira fase; e a autenticação das informações prestadas na inscrição da Fuvest, para identificar candidatos com ensino médio incompleto inscritos em carreiras específicas - e não como "treineiros".

Segundo a pró-reitora de graduação da USP, Telma Zorn, o vestibular não ficou mais difícil porque não houve alterações na estrutura e na essência da prova. "São pequenos ajustes necessários em prol do aluno e também da qualidade do processo. O formato, o conteúdo e o nível das questões não foram mudados."

As propostas, pensadas pelo grupo de trabalho para o vestibular da USP coordenado pelo pró-reitor adjunto de graduação, Paul Jean Jeszensky, objetivam tornar o processo mais seletivo e aumentar a qualidade dos ingressantes. Para ele, mesmo com as alterações, o número de ingressantes com ensino médio na rede pública não vai diminuir. "Simulações nos mostram isso."

Veja também:

 

linkAlunos festejam novo modelo de cálculo da nota
video Veja análise das mudanças aprovadas

Motivos. De acordo com o grupo, a nota da primeira fase voltou a ser considerada para que se obtenha uma visão mais global do candidato. Assim, a nota passa a valer 25% do processo - os outros 75% são divididos entre os três exames da segunda etapa.

O aumento no número de acertos mínimos na primeira etapa para 27 questões também aponta para a qualidade do candidato. Pelos cálculos do grupo de trabalho, com a nota mínima de 22, um em cada dez alunos que "chutaram" todas as 90 questões passavam para a segunda etapa. Agora, passa a ser de 1 em 100.

A mudança no índice K, variável utilizada pela Fuvest para determinar a quantidade de concorrentes que vão para a segunda etapa, vai impactar da seguinte forma: as carreiras com maior nota de corte - as mais concorridas - vão chamar um número maior de candidatos.

Segundo Telma, o candidato que ficará de fora - já que, até então, sempre três passavam - é aquele que não seria aprovado. Com menos candidatos, ela espera que o desempenho dos corretores das provas melhore. "A redução será de 5% a 6% no número de provas para corrigir", disse. Assim, a divulgação dos resultados poderá ser antecipada.

Com uma seleção mais rigorosa, há o risco de o número de vagas ociosas subir. Mas, diz o grupo de trabalho, a USP teve, após a terceira chamada deste ano, 98% das vagas ocupadas - sobraram 235 para as seguintes. Além disso, a chance de optar por uma nova carreira após a terceira chamada ajudaria a sanar a questão.

Sobre a chance de a medida aumentar a evasão, Telma diz que a USP prefere assumir o risco, já que o universo de alunos é pequeno. A ideia é não desperdiçar os bons alunos que não foram aprovados nos cursos que escolheram. Mas, segundo Telma, a unidade pode recusar o candidato. "Há unidades que são mais abertas que outras", disse.

A redução de questões no segundo dia da segunda fase foi aprovada porque a Fuvest percebeu que a prova era "pesada" - 80% dos alunos ficavam até os últimos minutos da prova.


Estudantes raspam o cabelo para apoiar colega com câncer em MG

 

G1, Vestibular e Educação, 03/06/11

Três diretores da escola também aderiram à ação.
‘Não dá pra explicar, não. Me senti acolhido’, falou aluno com câncer.

Estudantes do ensino médio de uma escola em Governador Valadares, na Região do Vale do Rio Doce de Minas Gerais, rasparam o cabelo para apoiar um colega de sala que faz tratamento para curar um câncer. Eles organizaram uma surpresa para o garoto de 17 anos, que acabou de passar pelas primeiras sessões de quimioterapia. A ação foi filmada nesta segunda-feira (30) e postada na internet.

“Fiquei meio sem ação. Só consegui rir. Quem não ficaria?", disse Arthur Gonçalves ao G1, contando o que sentiu ao abrir a porta da sala e encontrar os amigos com os cabelos raspados. Ele elogiou a atitude da turma e disse que se sentiu muito acolhido pelos amigos. “Não dá pra explicar, não. Me senti acolhido”, completou, dizendo que a surpresa trouxe motivação e força para continuar o tratamento.

Gonçalves está no terceiro ano e vai tentar vestibular para Engenharia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele enfrenta a doença com o apoio da família e da namorada.

O gesto foi emocionante, segundo a mãe dele. “A atitude dos meninos não foi comum. Foi uma coisa tão alto astral. Fizeram para que ele não se sentisse excluído por estar careca”, disse a mãe. Ainda segundo ela, as garotas da sala também se mobilizaram e acompanharam os colegas até o salão onde cortaram o cabelo.

O câncer, segundo a família, foi descoberto por acaso numa ida ao cabeleireiro. Ao perceber o caroço, ele foi ao médico e uma biopsia contatou um Sarcoma de Ewing na cabeça. O tratamento começou há 21 dias.

A ação do corte de cabelo coletivo foi toda idealizada pelos estudantes, segundo o diretor da escola Rodrigo Cunha. Mas ele e mais dois diretores também resolveram cortar os cabelos. “Resolvemos entrar pelo espírito de solidariedade, em apoio ao aluno e, principalmente, para ele não se sentir diferente da gente. Principalmente por isso. Para ele sentir um clima harmonioso ao regressar às aulas”, completou. Ainda segundo Cunha, o caso gerou uma boa notícia relacionada à educação. “A gente vê tantas tragédias, coisas ruins”, disse.

O vídeo postado na internet já foi visto por mais de 26 mil internautas em quatro dias. Um ex-aluno da escola assistiu ao vídeo em uma rede social e se emocionou com o caso. “Gostaria muito de partilhar a alegria profunda que senti quando soube da história. É uma motivação para as pessoas”, disse Victor Teixeira Aguiar.


Cursos de Direito: MEC fecha 694 vagas em Goiás

 

O POPULAR, Geral, 02/06/11

Medida do Ministério da Educação atinge cursos que tiveram baixo desempenho em avaliações

Macloys Aquino 02 de junho de 2011 (quinta-feira)
Faculdades  reprovadas

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu 694 vagas em cursos de Direito, oferecidos por nove instituições de ensino particular em Goiás ( veja quadro ). A medida atingiu cursos que receberam notas entre 1 e 2, numa escala que vai de 1 a 5, no Conceito Preliminar de Curso (CPC).

O CPC avalia indicadores como a titulação dos professores, a nota dos alunos no Enade 2009 - exame federal que avalia os fomandos - o regime de trabalho do corpo docente e a infraestrutura. Os resultados 1 e 2 são insatisfatórios, o 3 razoável e o 4 e o 5 são considerados bons.

O entendimento do MEC é de que esses cursos não têm estrutura para receber o número de alunos que estava autorizado anteriormente. Quanto pior a nota, maior a redução das vagas. No despacho da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, responsável pelo ato, o argumento é de que cursos mal avaliados poderiam gerar prejuízos futuros, com possibilidade de "lesão irreparável ao direito da coletividade".

A determinação, publicada ontem no Diário Oficial da União , valerá para os próximos processos seletivos, não atingindo quem já está cursando. Em todo País, 11 mil vagas em 136 cursos foram cortadas.

A advogada Patrícia Vieira Medeiros, de 23 anos, cursou Direito na Universidade Salgado de Oliviera (Universo), uma das atingidas pela medida, mas defendeu a qualidade do ensino ali. "O curso é excelente e a medida é válida, porque vai selecionar mais os candidatos. Isso pode melhorar o ensino", acredita.

Já Rafaela Araújo de Souza, de 21 anos, trancou o curso em uma das faculdades listadas porque estava insatisfeita. "Era muito desorganizado, pesquisei outros cursos para descobrir isso". Ela gastou R$ 15 mil nos dois anos e meio de curso e pretende terminar em outra faculdade.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seção Goiás elogiou a medida. "A medida é drástica mas é importante, porque mostra como o ensino é deficiente. Temos instituições sérias, mas temos infelizmente muitas faculdades que não têm atingido índices míninos, o que se reflete no exame na OAB", disse o presidente Henrique Tibúrcio.

O presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-GO, Júlio César do Valle, ressalta importância do esforço do estudante. "A instituição dá o caminho, mas se não houver esforço não haverá bom profissional. A medida desperta os alunos para um mercado cada vez mais exigente". A prova da OAB já chegou a reprovar 88% dos candidtos, em 2007. Em 2009, dos 2.343 bacharéis que queriam se tornar advogados, apenas 546 foram aceitos, num índice de 81% de reprovação.

É a segunda vez que o MEC determina a redução do número de alunos em cursos de Direito mal avaliados. Em 2007, o processo de supervisão resultou no fechamento de 24 mil vagas.

Decisão do Ministério da Educação repercute nos perfis do POPULAR nas redes sociais

FACEBOOK - www.popface.com.br

O ministério está certíssimos. Hoje em dia, qualquer faculdade de esquina abre um curso de Direito! Depois os formandos não passam no exame da OAB e não sabem o motivo. Já era hora de uma ação.

Thiago Oliveira


Rede Estadual avalia aprendizado de 160 mil estudantes

 

O Popular, 01 de junho, Últimas Notícias

 

Cerca de 160 mil estudantes fazem, nesta quarta-feira (1º), as provas da 2ª Avaliação Diagnóstica da Secretaria de Estado da Educação em toda a rede estadual. O objetivo é verificar o processo de aprendizagem dos estudantes, por meio de aplicação de provas de português e matemática. A avaliação é feita na própria escola, com o acompanhamento de professores e de tutores pedagógicos.


Professora é agredida por mãe de aluna em Salto de Pirapora, SP

 

O Globo, Educação

 

SÃO PAULO - A mãe de uma aluna de 5 anos é acusada de agredir uma professora na escola João Fernandes de Andrade, em Salto de Pirapora, a 121 km de São Paulo. A vítima, Sonia Maria Mendes, de 48 anos, está internada com vários ferimentos na cabeça e no rosto em um hospital de Sorocaba. Ela teve o nariz quebrado e passou por cirurgia.

O motivo da agressão é desconhecido. As aulas já tinham terminado e Sonia Maria já estava indo embora quando foi atacada pelas costas, no estacionamento da escola. Indignados, os colegas das professora suspenderam as aulas.

- Ela pegou pelo cabelo, pela nuca e derrubou ela no chão, começou a dar murros, pontapés e bater muito no rosto dela - diz uma professora que não quer ser identificada.

A diretora da escola e a Prefeitura de Salto de Pirapora registraram boletim de ocorrência contra a mãe da aluna. A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que vai aguardar o fim das investigações policias para tomar providências administrativas.


Pires do Rio sedia etapa do Circuito de Software Livre

 

O Popular, 01 de junho, Últimas Notícias

 

A UEG e a Associação Software Livre de Goiás promovem no próximo dia 11, em Pires do Rio, a primeira etapa do Circuito Goiano de Software Livre, com realização de palestras, minicursos, oficinas, apresentação de casos e discussões sobre o mercado profissional na área de Tecnologia da Informação.

Para todas as etapas, os eixos temários abordarão o Software Livre por meio da filosofia, da segurança da Informação, da geração de negócios, da aplicação e uso em Instituições de Ensino e do uso e desenvolvimento no governo, além de estimular a criação de comunidades locais.

O objetivo geral é compartilhar experiências e conhecimento, de maneira que estimule o uso de softwares livres. Segundo Danielle Gomes, analista de sistemas na UEG, o intuito é levar a filosofia do Software Livre para o interior, difundindo-o nas comunidades e no meio acadêmico.

Para o coordenador de tecnologia da UEG, André Luiz Soares, a motivação para a realização do Circuito nasce da necessidade de potencializar as políticas públicas voltadas para o setor de Tecnologia da Informação. "As ações são motivadas pela lei no 15.425, de 18 de outubro de 2005 e a Universidade está antecipando as orientações que advirão, e projetos como o Circuito Goiano de Software Livre são um espaço a mais de discussão técnica, política e social sobre o assunto em Goiás”,  argumenta.

A expectativa de público para esta primeira etapa é de aproximadamente 200 participantes, dentre estudantes, professores e profissionais da área. As próximas edições do Circuito serão realizadas nas demais regiões do Estado, com previsão de atender a todas as dez macrorregiões do Estado.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo portal do software livre de Goiás, no endereço www.softwarelivre.goias.gov.br
Mais informações: (64) 3461-2267 / 2031


USP terá ''pelotão universitário'' com policiais alunos

 

Folha de São Paulo, Educação

 

Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo

A Polícia Militar vai criar uma unidade de policiamento especializada no público universitário. PMs que cursam graduação e pós-graduação na Universidade de São Paulo devem participar do treinamento do novo pelotão e serão destacados para policiar a Cidade Universitária. Para a corporação, eles entendem "melhor o que pensam os universitários" e podem ajudar a adaptar o policiamento comunitário ao ambiente da USP.

Marcio  Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE
Policiamento. PM deve instalar uma base móvel no câmpus e fazer ronda com bicicleta

Além do reforço na atuação da PM, a ampliação da presença da Polícia Civil no câmpus do Butantã, na zona oeste, está entre os pedidos da USP à Secretaria de Segurança Pública. A proposta é que a Polícia Civil crie um destacamento especializado na investigação de crimes dentro da universidade. Essa é uma das solicitações encaminhadas pela reitoria ao governo do Estado, que faz parte de protocolo de cooperação definido após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, assassinado no câmpus no dia 18.

A PM ainda aguarda a análise do protocolo pela SSP, mas entre as medidas de policiamento ostensivo a serem adotadas está a instalação de pelo menos uma base móvel no câmpus e policiamento com bicicletas durante os fins de semana. A maior presença da Polícia Civil, na visão da reitoria, servirá para combater quadrilhas especializadas em crimes na Cidade Universitária.

Alunos PMs. Duas reuniões foram realizadas no Comando de Policiamento da Capital para discutir a adaptação do atendimento da Polícia Militar Comunitária à USP. Além da participação dos PMs universitários, a corporação vai realizar pesquisa na Cidade Universitária, com a ajuda de ONGs que atuam no câmpus, para entender o que os estudantes esperam da presença policial na Cidade Universitária.

"Precisamos adaptar a filosofia de polícia comunitária a um público que não tem o mesmo sentimento de pertencimento ao local que existe entre moradores de um bairro", disse o coronel Marcos Roberto Chaves, comandante do Policiamento da capital. "Temos de saber o que esse público espera da polícia. Policiais que estudam na USP (muitos mestrandos ou doutorandos em cursos de ciências humanas) convivem diariamente com os estudantes e essa experiência será útil à parceria. Eles entendem o que os universitários pensam."

O plano da PM se adequa ao entendimento da reitoria da USP: para a cúpula da universidade, o importante agora é colocar ações de longo prazo no papel, para que no futuro haja um "destacamento comunitário universitário", com ações específicas para cada área da universidade.

Monitorado. Como medida de segurança interna, a USP vai registrar placas de veículos e gravar imagens dos motoristas que passarem pelas portarias. A compra dos equipamentos foi autorizada pela reitoria. As passagens de pedestres também serão monitoradas por câmeras.

O efetivo da Guarda Universitária deve ser aumentado: atualmente, são 106 agentes, com 58 atuando em patrulhas - a intenção é que 30 homens a mais desempenhem a tarefa. Um novo sistema de iluminação só deve ficar pronto em nove meses. / COLABOROU LUÍSA ALCALDE


Química como carreira: 'ainda faltam profissionais no país', diz presidente da Sociedade Brasileira de Química

 

O Globo, Educação

 

RIO - A químicas está em alta, seja no ramo industrial ou no científico. Em 2010, as indústrias nacionais do setor faturaram cerca de R$ 228,9 bilhões, o que encaixa o Brasil entre as 10 maiores do mundo, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Química. Além disso, 2011 é o Ano Internacional da Química. Mas, quem diria?, o Brasil carece de profissionais no setor.

- A química não emprega muito, mas emprega bem. Apesar disso, falta gente. Importamos profissionais - disse César Zucco, presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), na semana passada, durante a 34 reunião anual da entidade.

A mineira Anna Luiza de Castro, de 22 anos, está vendo a movimentação do setor de perto. Aluna do curso de Química com atribuições tecnológicas da UFRJ, ela tem bolsa de iniciação científica no Laboratório de Energia e Meio Ambiente da universidade, mas está em dúvida sobre o rumo profissional.

- Posso continuar na pesquisa ou ir para a indústria. Não decidi. Mas quero estagiar numa empresa para conhecer os dois lados - contou a menina, que estuda a formação de moléculas que possam evitar o entupimento de poços de petróleo.

-  Estudantes de Quimica,  Igor dos Reis e Anna Luiza de Castro no   laboratorio no Fundao. Foto Pedro Kirilos / Agencia O Globo

Com a mesma idade, sua veterana Débora Almeida está do outro lado. No 9 período da UFRJ, ela estagia na BR e tem mais contato com o mercado. Atualmente, ela está participa do projeto de comercialização de um novo produto. Mas as informações são sigilosas.

- Pesquiseis as matérias primas mais importantes e a disponibilidade delas, a geração de subprodutos, as rotas industriais mais utilizadas, os principais fornecedores e consumidores, o preço estimado - disse Débora, que também está dúvida entre indústria e academia.

Sob a supervisão do engenheiro químico Marco Antônio Garcia, Débora e outros estagiários têm oportunidade de conhecer como funciona o mercado.

- Eles não ficam apenas no escritório. Fazem visitas de campo, a clientes, fábricas e feiras como a de Petróleo e Gás - exemplificou Garcia.

-  Estudantes de Quimica,  Igor dos Reis e Anna Luiza de Castro no   laboratorio no Fundao. Foto Pedro Kirilos / Agencia O Globo

Igor dos Reis, de 19 anos, já está decidido: quer ser pesquisador e dar aulas. Mesmo ainda no 3 período da UFRJ, o estudante, que também fez técnico em Química no IFRJ, sonha ser um cientista. E já dá os primeiros passos no Laboratório de Produtos Naturais e Transformações Químicas, onde é bolsista.

- Quero produzir conhecimento. Aqui, analisamos plantas e fazemos extratos separando seus componentes. Testamos suas propriedades para ver se há atividades biológicas que possamos aplicar em remédios, por exemplo - explicou Igor.


Prédio da UFG pode virar museu do Direito em GO

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 08/06/11

 

Predio_da_UFG_pode_virar_museu_do_Direito_em_GO.doc


Adoção de uniforme escolar: o uso como meio de igualdade e segurança

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 08/06/11

Adocao_de_uniforme_escolar__o_uso_como_meio_de_igualdade_e_seguranca.doc


Até 2014, 75 mil alunos devem receber bolsa para estudar no exterior

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 07/06/11


Governo começa a detalhar plano Ciências sem Fronteira; foco será em engenharia e tecnologia


Carlos Lordelo, Estadão.edu, e Mariana Mandelli, O Estado de S. Paulo

O plano do governo federal de conceder 75 mil bolsas de estudos no exterior para estudantes brasileiros foi apresentado nesta terça-feira a reitores de universidades e de institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia. O programa de internacionalização, chamado Ciências sem Fronteiras, vai beneficiar alunos que cursam desde o nível médio até o pós-doutorado.

Elaborada pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, a iniciativa pretende atender a áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do País: engenharia e tecnologia.

Até 2014, 75 mil estudantes deverão viajar com as despesas de passagens aéreas pagas e seguro médico pagas. Os primeiros bolsistas devem ser selecionados no primeiro semestre do próximo ano.

O projeto geral será apresentado à presidente Dilma Rousseff na quarta-feira, 15, pelos ministros Fernando Haddad, da Educação, e Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia.

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao MEC, caberá a oferta de 40 mil bolsas, com estimativa de investimento de US$ 936 milhões ao longo de quatro anos.

Já o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento do MCT, terá de oferecer outras 35 mil bolsas.

Alunos de cursos técnicos de nível médio também serão contemplados com 3 mil bolsas nos próximos três anos.

Outras 15 mil bolsas serão destinadas à educação profissional: 6 mil para estudantes de cursos tecnológicos e 9 mil divididas entre alunos de licenciatura em matemática, física, química e biologia; bacharelado tecnológico; e estudantes de nível médio.

"Vamos expor nossos bons alunos a ambientes de ensino e pesquisa diferenciados", diz o presidente da Capes, Jorge Guimarães. Segundo ele, entre os motivos de a ciência produzida no Brasil ter pouco destaque internacional está a quantidade de acordos de cooperação assinados entre instituições do País e do exterior. "Precisamos aumentar a produção científica conjunta."

Guimarães conta que a formação de doutores nas bolsas-sanduíche será induzida - o aluno vai pesquisar sobre temas de relevância para o Brasil, e não necessariamente seguir a linha de seu orientador estrangeiro. Trabalhos sobre dengue e clima semiárido, por exemplo, têm mais chances de serem contemplados.

Para a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, a iniciativa é boa, mas deveria haver um investimento também em bolsas dentro do País. "Estamos com dificuldades de financiamento desde a iniciação científica até o pós-doutorado."

Atualizada às 20h10


MEC muda regras para concessão de financiamento estudantil

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 07/06/11

 

Enem passa a ser obrigatório somente para quem concluiu o ensino médio a partir de 2010

 

Estadão.edu

Portaria publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União altera as regras para concessão de financiamento estudantil a alunos do ensino superior. A partir de agora, quem tiver terminado o ensino médio em 2010, ou nos próximos anos, deverá obrigatoriamente ter feito o Enem do ano passado, ou as próximas edições, para solicitar o Fies.

O regulamento anterior era genérico quanto à necessidade de prestar o Enem. Dizia apenas que todo estudante ingressante no ensino superior a partir do primeiro semestre de 2011 precisava ter participado do exame para pedir o Fies. Pelos novos dispositivos, a exigência vale somente para quem concluiu o ensino médio a partir de 2010.

Também podem pedir o financiamento estudantes matriculados em cursos de licenciatura (normal, superior ou pedagogia) que sejam professores da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrante do quadro de pessoal permanente da instituição pública.

Segundo a portaria, os estudantes interessados no Fies que concluíram o ensino médio antes de 2010 deverão comprovar essa condição à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento, na sua instituição de ensino. Esta regra não vale para quem já possui contrato com o Fies.


Inep divulga o manual do Enade 2011

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 08/06/11

RIO - O Inep acaba de divulgar o Manual do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2011, com todas as orientações técnicas para a organização e realização do exame deste ano. O material está disponível para download no endereço http://portal.inep.gov.br/manual-do-enade. As provas do exame serão aplicadas no dia 6 de novembro.

A inscrição dos estudantes será de responsabilidade das instituições e ocorrerá em duas etapas, como nas edições passadas. Os estudantes habilitados de anos anteriores que não tenham sido inscritos ou não tenham realizado o exame, que estão em situação irregular e serão inscritos primeiro, de 20 a 30 de junho. O desempenho desse grupo não será considerado para o cálculo do conceito Enade. A inscrição dos ingressantes e concluintes dos cursos avaliados em 2011 será feita no período de 18 de julho a 19 de agosto.

Assim como a inscrição, a divulgação dos inscritos no Enade 2011 deverá ser feita pelas próprias instituições. Mas, a partir deste ano, os alunos habilitados deverão verificar a situação de sua inscrição pelo site do Inep, por meio de consulta pública a ser realizada entre os dias 22 e 31 de agosto. Caso encontre algum erro, o estudante deverá notificar sua IES até o dia 31 de agosto, último dia para as eventuais alterações nas inscrições.

Todos os inscritos no Enade 2011 devem responder o Questionário do Estudante. O formulário será publicado no site do Inep durante o período de 7 de outubro a 6 de novembro.

O Enade 2011 avaliará estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia; diploma de bacharel ou licenciatura em Biologia, Ciências Sociais, Computação, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática e Química; diploma de licenciatura em Pedagogia, Educação Física, Artes Visuais e Música; e diploma de tecnólogo em Alimentos, Construção de Edifícios, Automação Industrial, Gestão da Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos, Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Saneamento Ambiental.


Rio sedia 13º Salão do Livro Infanto Juvenil

 

RIO - O 13º Salão do Livro da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), que acontece do dia 8 ao dia 17 de junho no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova vai dar um livro gratuitamente para cada visitante. Para isso, a fundação adquire, ao preço simbólico de R$ 1,00, livros que estejam em depósitos das editoras que participam do evento. A iniciativa da FNLIJ visa a estimular a leitura além do evento e também a formação de uma biblioteca pelas próprias crianças e jovens.

Serão ao todo 72 estandes e 63 editoras, que publicam de forma permanente literatura infantojuvenil. A expectativa é que o salão atraia um público de até 50 mil pessoas nos 12 dias de duração. No ano passado, os visitantes superaram 30 mil pessoas.

Durante o 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens serão realizados ainda seminários sobre a Escola de Leitores - Compartilhando Aprendizagem e o 8º Encontro Nacional de Autores Indígenas.

A abertura oficial, no dia 6 de junho, será somente para professores da rede pública e privada do município do Rio de Janeiro, que poderão agendar gratuitamente (pelo e-mail visitacaoescolar@fnlij.org.br) visitas guiadas no salão para conhecer a produção editorial.

No dia 8, haverá o 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, voltado para o setor editorial e livreiro. Na ocasião, serão divulgadas estatísticas sobre esse segmento e discutidas tendências do livro para menores, como o livro digital.




Acadêmicos terminam dicionário com palavras da 1º civilização

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, CIÊNCIA, 08/06/11

 

Acadêmicos da Universidade de Chicago (EUA) completaram um dicionário em 21 volumes da língua da Mesopotâmia antiga e de seus dialetos babilônicos e assírios.

O projeto levou 90 anos para ficar pronto. Essas línguas e dialetos passaram 2.000 anos sem ser falados, mas ficaram preservados em tabuletas de argila e em pedra.

A língua foi a que Sargão, o Grande, rei da Acádia no século 24 a.C., usou para comandar o que teria sido o primeiro império do mundo, e que Hammurabi, em 1700 a.C., empregou para redigir o primeiro código de leis.


M. Spencer Green/Associated Press
Pesquisadores americanos Martha Roth e Gil Stein olham inscrições  de palácio assírio, na Universidade de Chicago
Pesquisadores americanos Martha Roth e Gil Stein olham inscrições de palácio assírio, na Universidade de Chicago

Também se tornou o vocabulário empregado no épico de Gilgamesh, primeira obra-prima da literatura mundial, e da irrigação de terras, do transporte de grãos e das previsões do futuro.

Segundo o diretor do Instituto Oriental da universidade, Gil Stein, o dicionário é "uma ferramenta indispensável de pesquisa para explicar registros escritos da civilização mesopotâmica".

O professor de línguas semíticas na Universidade Johns Hopkins, Jerrold Cooper, disse que a obra abre para estudo "a fase mais rica da escrita cuneiforme".

A PRIMEIRA

A escrita cuneiforme foi provavelmente o primeiro sistema de escrita do mundo.

As cidades-estado que surgiram nos vales dos rios Tigre e Eufrates, na região onde hoje ficam o Iraque e partes da Síria, são a primeira civilização urbana do mundo e que dominava a escrita.

O dicionário, com 28 mil palavras definidas, cobre de 2.500 a.C. a 100 d.C.

A obra é mais uma enciclopédia do que um glossário. Muitas palavras com sentidos múltiplos e associações históricas são seguidas por páginas de texto, passando por literatura, direito e religião.

A palavra "umu", que significa "dia", tem 17 páginas dedicadas a ela.

A obra completa pode ser comprada por US$ 1.995 (R$ 3.150), e os volumes individuais custam de US$ 45 (R$ 71) a US$ 150 (R$ 236). Mas podem ser consultados pela internet.


Empresas deixam de fazer pesquisa por falta de doutores

 

FOLHA DE SÃO PAULO, CIÊNCIA, 08/06/11

 

A pesquisa aplicada feita pelas empresas no Brasil, voltada para inovação tecnológica, ainda esbarra em obstáculos estruturais, como falta de mão de obra qualificada.

Mas, diferentemente do que se costumava dizer, o problema não é a pequena proporção de doutores em exatas em relação a humanas.

Essa distribuição no Brasil --53% de doutores em ciências e em engenharias e 47% em outras áreas-- é semelhante à de países como os EUA.

Para os especialistas, o Brasil tem de aumentar a quantidade total de doutores formados em todas as áreas.

"O número de doutores formados no Brasil é expressivo [cerca de 10 mil por ano]. Mas a quantidade de doutores por mil habitantes continua pequena", diz o economista Sérgio Queiroz, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O Brasil tem menos de dois doutores por mil habitantes, contra 15 na Alemanha e 23 na Suíça, por exemplo.

Queiroz faz parte do conjunto de especialistas do livro "Inovações tecnológicas no Brasil" (Ed. Cultura Acadêmica, 2011), da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).


Editoria de arte/folhapress

ESCASSEZ DE CÉREBROS

"Há uma deficiência estrutural de pessoal formado para pesquisa e para engenharia", analisa o diretor-científico da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), Carlos Henrique de Brito Cruz.

A escassez de mão de obra para a ciência no setor produtivo do Brasil pode levar empresas multinacionais a montar centros de pesquisa em países concorrentes, como China e Índia.

Essa foi uma constatação de Queiroz, da Unicamp, a partir de um estudo coordenado por ele, com 55 filiais de empresas internacionais.

O objetivo foi avaliar o que determina que as filiais no Brasil tenham atividades de pesquisa e desenvolvimento.

A falta de mão de obra qualificada apareceu em primeiro lugar na lista de dificuldades citadas pelas empresas, seguida pelo alto custo para se fazer pesquisa no Brasil.

AMBIENTE HOSTIL

Para Cruz, da Fapesp, o setor privado também enfrenta um ambiente "historicamente hostil" para pesquisa, com juros altos e instabilidade.

Exemplo disso, diz Fernando Galembeck, da Unicamp, é o que aconteceu com o setor de microeletrônica. Em meados de 1980, o país tinha uma indústria próspera de informática. "Hoje, a produção de materiais e dispositivos para essa indústria tornou-se irrelevante."

Para ele, o país tem pesquisas inovadoras no setor privado, como na área agrícola. A indústria de papel ganhou destaque devido a inovações na produção de eucalipto. Mas os problemas estruturais persistem. "O Estado onera a pesquisa privada e produz ações conflitantes."


Servidores da UFG decidem entrar em greve

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 09/06/11

 

Servidores_da_UFG_decidem_entrar_em_greve.doc


Bullying atinge escolas públicas e privadas

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 09/06/11

 

Bullying_atinge_escolas_publicas_e_privadas.doc


Unidades da UEG terão sedes próprias

 

GOIÁS AGORA, OBRAS, 08/06/11

 

As unidades da Universidade Estadual de Goiás - UEG - de Aparecida de Goiânia, Santa Helena e Crixás vão sair de prédios alugados e ganhar sedes próprias em breve.  A informação foi repassada hoje pelo  presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras  - Agetop - Jayme Rincon, ao  reitor da UEG, Luiz Antônio Arantes que, acompanhado da vice-reitora, Eliana França, participou de reunião para tratar das obras naquelas cidades e da previsão da construção de novas unidades.

O reitor repassou aos técnicos da Agetop uma relação de obras de melhorias que necessitam ser realizadas em diversas unidades da UEG, principalmente construção de laboratórios, reformas e adequação de pontos de acessibilidade. Atualmente a UEG conta com 43 unidades em funcionamento.
Mais informações: (62) 3265-4016


Língua e ignorância

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 09/06/11

 

Lingua_e_ignorancia.doc


Inscrições para SiSU do meio do ano vão de 15 a 19 de junho

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 09/06/11

 

Regras foram publicadas no 'Diário Oficial da União'.
Primeira chamada sai em 22 de junho.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do segundo semestre vão de 15 a 19 de junho, de acordo com edital publicado no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (9). As inscrições ocorrerão exclusivamente pela internet.

O SiSU oferece vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional. O sistema foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em instituições públicas. No início do ano, o SiSU teve cerca de um milhão de inscrições e ofereceu 83 mil vagas.

Somente poderão se inscrever no processo seletivo do segundo SiSU de 2011 os candidatos que tenham participado da edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) referente ao ano de 2010 e que, cumulativamente, tenham obtido nota acima de zero na prova de redação.

O SiSU ficará disponível para inscrição dos candidatos das 6h às 23h59 de cada dia de inscrição (horário de Brasília). Não haverá cobrança de taxa de inscrição.

O processo seletivo terá duas chamadas sucessivas. A primeira chamada será em 22 de junho e a segunda chamada sai em 2 de julho. De acordo com o texto, a matrícula dos selecionadas na primeira chamada ocorre em 27 e 28 de junho. A matrícula da segunda chamada será em 5 e 6 de julho.

Segundo o edital, as instituições de ensino superior poderão fazer o lançamento da ocupação das vagas no SiSU referentes à primeira chamada em 27, 28 e 29 de junho e referentes à segunda chamada em 5, 6 e 7 de julho.

Para participar da lista de espera, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do SiSU entre os dias 2 e 7 de julho. O candidato somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga. Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido selecionado para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga em qualquer das chamadas do processo seletivo.

Segundo o edital, a lista de espera não observará as eventuais reservas de vagas e bônus atribuídos à nota do candidato no SiSU pelas instituições de ensino superior.

A lista de espera será usada prioritariamente pelas instituições de ensino superior participantes para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas nas duas chamadas do sistema.

Os procedimentos de chamada para preenchimento das vagas deverão estar definidos em edital próprio de cada instituição de ensino superior participante.

As instituições podem redefinir a lista de espera do sistema em decorrência da consideração dos critérios referentes às suas políticas de ações afirmativas originalmente adotadas em seu termo de participação. Nesse caso, a instituição deverá explicitar em edital próprio a forma de redefinição da lista.

As universidades podem convocar os candidatos da lista de espera para manifestação de interesse presencial, em número superior ao número de vagas disponíveis.


Enem tem 4,6 milhões de inscritos até esta quarta-feira, segundo Inep

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 08/06/11

 

Inscrições acabam na sexta-feira (10). Provas ocorrem em 22 e 23 de outubro.

 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou 4.633.081 inscrições até as 18h desta quarta-feira (8), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As provas serão realizadas nos dias 22 e 23 de outubro.

No balanço desta quarta-feira, 947.491 dos participantes são alunos da rede pública de ensino. Ao responder o questionário socioeconômico, 1.993.994 inscritos tiveram aceita sua declaração de baixa renda. Do total de inscritos, 434.345 pretendem obter a certificação do ensino médio.

Ao preencher o formulário da inscrição, 2,76 milhões declararam que já concluíram o ensino médio, 1,2 milhão disseram que irão concluir até o final deste ano e outros 463.535 concluirão após 2011.

Segundo o Inep, 3,54 milhões de inscritos cursam ou cursaram o ensino regular, 389.395 cursam os cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 32.189, a Educação Especial.

As inscrições acabam nesta sexta-feira (10), às 23h59 e não haverá prorrogação, de acordo com o instituto. Os inscritos pagantes devem efetuar o pagamento da taxa de R$ 35 até a próxima segunda-feira (13). O pagamento da taxa deve ser feito somente no Banco do Brasil.


Greve de técnicos já tem adesão de 24 universidades federais, diz federação de trabalhadores

 

CORREIO BRAZILIENSE, EU, ESTUDANTE, 09/06/11

Agência Brasil

A greve dos técnico administrativos de universidades públicas, iniciada na segunda-feira (6/6), já conta com a adesão de 24 instituições federais, de acordo com a Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra). As últimas adesões foram na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federa da Bahia (Ufba), Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Viçosa (UFV).

A paralisação foi aprovada no último fim de semana em uma votação apertada durante plenária nacional da categoria, em Brasília. A federação pede que o piso da categoria seja reajustado em pelo menos três salários mínimos. De acordo com a coordenadora-geral da entidade, Léia Oliveira, hoje o vencimento desses servidores é R$ 1.034.

O comando de greve ainda não tem um levantamento do percentual de servidores que aderiram ao movimento. De acordo com Léia, as atividades consideradas “essenciais” não serão interrompidas, como as pesquisas e o atendimento nos hospitais universitários. “Mas as áreas administrativas estão fechadas. De certa forma, os estudantes foram prejudicados porque fechamos os restaurantes universitários e as bibliotecas.”

Desde que a greve foi declarada ainda não houve nova reunião com o Ministério do Planejamento para que as negociações sejam retomadas. O risco, no caso de uma greve prolongada, é que o início do próximo semestre fique comprometido, já que não há como processar as matrículas se as áreas administrativas estiverem fechadas. “Por isso, esperamos que essa negociação seja rápida. Hoje, conversamos com os reitores para que eles nos ajudem nessa intermediação com o governo”, disse Léia.


Garota de 16 anos ganha o direito de cursar medicina sem terminar ensino médio

 

UOL VESTIBULAR, 09/06/11

 

Aos 16 anos e ainda sem completar o ensino médio, Isabel Tolentino ocupa uma das carteiras do curso de medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande (MS), onde nasceu e mora.

Ela ingressou no curso por meio do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio). Aos 15 anos de idade, ela já podia ter ingressado no curso de engenharia de produção na Universidade Federal de Pelotas (RS). “Não quis isso porque estava no primeiro ano do ensino médio e não havia definido “se gostava ou não do curso”, diz Isabel.

Isabel teve de recorrer à Justiça para garantir seu ingresso na universidade. Até duas semanas atrás, ela frequentava medicina e o ensino médio ao mesmo tempo. Agora, com uma permissão concedida pelo desembargador Joenildo de Souza Chaves, do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), a garota pode continuar os estudos só no ensino superior.

Segundo o desembargador, a limitação de idade para cursar a faculdade refere-se apenas à “capacidade intelectual da pessoa”. Os impedimentos deixariam de existir por Isabel ter provado seus conhecimentos no Enem.

Filha única de um advogado e veterinário com uma psicóloga, Isabel diz que conseguiu a vaga por ter “estudado mais que os colegas” no ano passado. “Cursava o 2º ano durante o dia, mas à noite frequentava um curso preparatório para o Enem. Agora, com a decisão, estou aliviada e estudando menos.”

Isabel acha que as escolas devem preocupar-se mais com o Enem. “O ensino médio se preocupa em questões específicas, já o Enem é mais amplo. Tanto que só passei porque fiz um cursinho para o Enem”, diz.

A decisão de cursar medicina veio logo que entrou no ensino médio. “Sempre gostei de biologia e de matemática”. Ela pretende se especializar em genética médica ou em neurologia. Até que isso ocorra, serão necessários mais oito anos – seis do curso de gradução mais dois de especialização. Ou seja, aos 22 anos já poderá atuar como médica.

Isabel gosta de ir a shows, ao cinema e ao shopping nos fins de semana. “Sou normal”, brinca. Durante o ensino básico, sua nota mais baixa foi um oito em educação artística, disciplina da qual “não gosta muito”.

Já como estudante de medicina, ela já enfrentou sua primeira prova. “Tirei dez”, diz sorrindo a adolescente.


Capes cria mais quatro áreas do conhecimento

 

PORTAL IG EDUCAÇÃO, 08/06/11


Biodiversidade, Ciências Ambientais, Ensino e Nutrição agora terão coordenadores e avaliações específicas


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) criou nesta quarta-feira quatro novas áreas de conhecimento: Biodiversidade, Ciências Ambientais, Ensino e Nutrição. Uma portaria assinada pelo presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira instituindo as áreas. Até então, os cursos de especialização em Biodiversidade, Ciências Ambientais, Ensino e Nutrição ficavam na área interdisciplinar. Agora, essas novas áreas terão coordenadores específicos, passaram por processos de avaliação e terão metas. Segundo a Capes, a medida visa desenvolver os cursos dessas áreas.


Plenário aprova MP que autoriza contratação temporária de professores

 

UOL NOTÍCIAS, 09/06/11


Murilo Souza da Agência Câmara

 

O Plenário aprovou nesta quarta-feira, em votação simbólica, a Medida Provisória 525/11, que autoriza a contratação temporária de professores para atuar em instituições federais de ensino e em projetos de educação técnica e tecnológica. O texto aprovado, que segue para o Senado, permite que as contratações sejam feitas pelo período máximo de um ano, sendo admitida a prorrogação por igual período. O relator, deputado Jorge Boeira (PT-SC), recomendou a aprovação sem alterações da matéria enviada pelo Executivo. Ele argumentou que a medida servirá para suprir a demanda total de docentes verificada na implementação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) enquanto os concursos para o preenchimento das vagas vão sendo realizados. "As autorizações de concurso ocorrem gradativamente. Contudo, a efetiva realização desses concursos, tendo em vista as exigências que caracterizam o processo de recrutamento e seleção de docentes, leva a atrasos no ingresso desses servidores", observou o deputado, justificando a necessidade de dar agilidade na contratação de professores para os novos cursos que estão sendo implementados pelo Reuni. A oposição, no entanto, criticou a falta de planejamento do governo e, sobretudo, a contratação de docentes sem a realização de concurso público. "Houve tempo suficiente para que o governo tomasse as medidas necessárias para a realização do concurso público como deve acontecer para o provimento dos cargos de docentes, de professores nas nossas instituições federais de ensino", afirmou o líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP). "Lamentamos principalmente por aqueles que poderiam, por meio de concurso público, integrar o quadro de novas universidades", completou. De acordo com o governo, a demanda total de docentes para o REUNI foi estimada em 15.755 professores de 3º grau, com base na razão média de 1 docente para cada 20 alunos. "Quando o quadro de docentes para a expansão pretendida estiver completo, terão sido criados 1.461 novos cursos presenciais, permitindo 109 mil novas vagas na graduação", disse Boeira.

Professor substituto - A MP, que altera a lei que trata das contratações para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (Lei 8.745/93), também cria a possibilidade de contratação temporária de professor substituto para ocupar as vagas resultantes de licenças e de afastamentos e de nomeações de docentes para ocupar cargo de direção de reitor, vice-reitor, pró-reitor e diretor de campus. Antes, essa contratação só era possível em caso de exoneração ou demissão, falecimento, aposentadoria, afastamento para capacitação e afastamento ou licença de concessão obrigatória. O texto ainda eleva de 10% para 20% o limite máximo para a contratação de professores substitutos, abrangendo os afastamentos para capacitação e todas as situações de substituição previstas. O tempo de contratação é, no entanto, limitado ao tempo necessário ao provimento do cargo efetivo de docente, também limitado a um ano, prorrogável por mais um ano. O Reuni foi criado como forma de ampliar o acesso e a permanência de estudantes na educação superior pública. As metas do programa foram estabelecidas a partir de objetivos gerais e de ações estratégicas apresentados pelas próprias instituições federais de ensino superior, entre as quais: aumento de vagas de ingresso, especialmente no período noturno, redução das taxas de evasão e ocupação de vagas ociosas.



Enem registra recorde de inscrições

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 10/06/11


Enem_registra_recorde_de_inscricoes.doc


Poli-USP aprova transferência de curso para Santos

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 10/06/11


Bacharelado em Engenharia de Petróleo sairá da Cidade Universitária; proposta precisa passar por outras instâncias da USP

 

Carlos Lordelo - Estadão.edu

A Escola Politécnica da USP aprovou nesta quinta-feira a transferência do curso de Engenharia de Petróleo do câmpus do Butantã, na zona oeste, para Santos. A proposta segue agora para discussão no Conselho de Graduação e, em seguida, no Conselho Universitário, instância máxima da USP. Se a sugestão for acolhida, o bacharelado pode ser oferecido já no vestibular deste ano. Quem já começou a graduação concluirá a formação na capital.

“Será histórico montar um câmpus da USP em Santos”, disse o diretor da Poli, professor José Roberto Cardoso. A universidade deve se instalar no bairro de Vila Matias, na região central da cidade.

Segundo Cardoso, a mudança de endereço do curso foi aprovada por unanimidade pelos membros do Conselho Técnico Administrativo (CTA) da escola. “Foi dado o passo mais importante, que é a concordância da unidade em transferir seu curso.” O professor está confiante em que o projeto também passe pelos próximos órgãos colegiados.

Com a mudança para a Baixada Santista, Engenharia de Petróleo ganhará mais cadeiras e será um curso independente na Fuvest. Atualmente, o estudante não presta vestibular especificamente para Engenharia de Petróleo. Após ser aprovado na Fuvest, ele tem um ano de matérias básicas de Engenharia com colegas de outros cursos. Depois desse período, pode disputar as dez vagas que a Poli hoje oferece para a formação em petróleo.

Conforme o Estadão.edu revelou mês passado, a migração da USP para a Baixada é um dos projetos da gestão Geraldo Alckmin (PSDB). O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), também reivindica cursos nas áreas de Logística e Oceanografia.

“A vinda da USP confere a excelência técnica necessária para nos manter no mercado emergente da exploração do petróleo no pré-sal”, disse à época o prefeito de Santos. “A universidade é ferramenta essencial para nosso desenvolvimento.”


Vagas no Sisu para o 2.° semestre crescem 59%

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 10/06/11

 

São 26.336 vagas em universidades federais e estaduais e nos institutos federais ante 16 mil em 2010; inscrições começam dia 15

Estadão.edu

As inscrições para a edição do segundo semestre deste ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação serão abertas na quarta-feira, 15, e vão se estender até o próximo dia 19. A oferta é de 26.336 vagas em universidades federais e estaduais e nos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia. O número supera em 59% a oferta do processo do segundo semestre de 2010, quando 35 instituições participaram, com de 16 mil vagas. O Sisu seleciona candidatos para a educação superior pública.

As vagas são oferecidas por 19 universidades federais, 23 institutos federais, dois centros federais de educação tecnológica (Cefet) e quatro universidades estaduais. Podem fazer a inscrição no Sisu os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010 e obtiveram nota, mesmo que mínima, na redação.

As inscrições serão realizadas em uma única etapa. Os candidatos podem fazer, em ordem de preferência, até duas opções de cursos entre as instituições participantes. Durante o período de inscrições, pode alterar as opções, com base na nota de corte (nota mínima) divulgada ao fim de cada dia — vale a última inscrição confirmada.

Ao fim das inscrições, serão feitas duas chamadas. Em cada uma delas, o estudante terá prazo para efetuar a matrícula na instituição para a qual foi selecionado. O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 22 próximo. A matrícula dos selecionados está prevista para os dias 27 e 28. Em 2 de julho, será divulgado o resultado da segunda chamada, com prazo de matrícula de 5 a 6 de julho. Os selecionados na primeira opção, mesmo que não tenham feito a matrícula, serão excluídos do processo.

Espera. Após as duas chamadas regulares, estará à disposição das instituições participantes uma lista de espera, a ser utilizada de forma prioritária para o preenchimento de vagas não ocupadas. Podem entrar na lista os candidatos não selecionados em nenhuma das opções, nas chamadas regulares, e aqueles selecionados pela segunda opção que pretendam insistir na primeira. O prazo para declarar interesse em permanecer na lista vai de 2 a 7 de julho.

O edital n.º 7, da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu), com as regras e cronograma da seleção unificada, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 9.



Em NY, colégio terá clínica de reabilitação a alunos do ensino médio

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 09/06/11

 

Uso de álcool e drogas aumentou muito entre os estudantes.'Há pouquíssimos programas específicos para os jovens', diz especialista.

 

Uma clínica de reabilitação para abuso de drogas e álcool será aberta numa escola pública do ensino médio em Nova York, a primeira do tipo no Estado e possivelmente nos Estados Unidos.

Numa resposta aos altos índices de abuso de substâncias entre os estudantes, o colégio William Floyd High School, de Mastic Beach, em Long Island, abrigará a clínica a partir de agosto.

Ela será administrada pela rede de centros de reabilitação Daytop Treatment Services, sem custo para o distrito escolar. A clínica fornecerá aconselhamento, mas não poderá ministrar metadona nem outras drogas.

'O distrito escolar está sendo incrivelmente pró-ativo', disse a diretora de programas da Daytop, Caroline Sullivan. 'Outras escolas podem ter programas de prevenção, mas essa é uma opção de tratamento pleno com tratamento feito no local.'

O abuso de substâncias 'aumentou exponencialmente' entre os 3.200 estudantes da escola e houve 38 audiências disciplinares relacionadas ao abuso de drogas e de álcool nos últimos dois anos, de acordo com os documentos apresentados pela Daytop ao Estado de Nova York.

A organização Partnership for a Drug-Free America disse que em todos os EUA há 19 'colégios de ensino médio sóbrios', significando que o corpo discente todo está ou em recuperação ou prometeu manter-se longe do álcool e das drogas.

Em Long Island, a clínica desse colégio de ensino médio típico é a primeira do tipo de Nova York e, aparentemente, não existem outras como essa no país, disse um porta-voz da Daytop.

Entre os clientes da clínica, estarão os estudantes que quiserem se tratar, os indicados pela escola para receberem o tratamento no lugar da suspensão e os alunos que, por ordem de um juiz, tiverem de ser tratar. Professores e funcionários não saberão quais estudantes estão envolvidos no programa, desenvolvido especialmente para jovens.

'Há pouquíssimos programas específicos para os jovens', afirmou Sullivan, apesar do fato de 'os adolescentes começarem a usar muito mais cedo'.

Sullivan disse que Daytop espera que programas similares sejam adotados por outras escolas com os mesmos problemas.


Tabela periódica recebe dois novos elementos químicos

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 09/06/11

 

Elementos são feitos em laboratório e se desfazem em frações de segundo. Nomes provisórios são ununquádio (114) e ununhéxio (116).

Dois novos elementos foram aceitos oficialmente e passam a integrar a tabela periódica. O reconhecimento veio das uniões internacionais de química e física puras e aplicadas (respectivamente Iupac e Iupap, nas siglas em inglês), que têm um grupo conjunto de estudos para avaliar as pesquisas feitas nessa área e regular os resultados.

Os dois elementos têm como número atômico – que designa o número de prótons em cada átomo – 114 e 116. Todos os elementos com número atômico de até 112 já eram reconhecidos. Há pesquisas alegando a descoberta dos elementos de número 113, 115, 117 e 118, mas eles ainda não foram aprovados pelo grupo de estudos da Iupac e da Iupap.

A recente descoberta foi creditada a cientistas dos laboratórios de Dubna, na Rússia, e Lawrence Livermore, nos EUA. Eles poderão sugerir os nomes dos novos elementos, e a proposta passa por um processo de avaliação. Segundo John Corish, da Iupac, os nomes devem ser escolhidos em cerca de seis meses. Até lá, eles serão chamados provisoriamente de ununquádio e ununhéxio, em referência a seus números.

Os elementos descobertos não existem na natureza, foram criados em laboratório – como todos os que têm número atômico superior a 94. São radioativos, extremamente pesados e instáveis; se dividem em outros elementos em frações de segundo.

“Não há aplicação prática, é uma questão de curiosidade”, disse o professor da pós-graduação em química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sobre as pesquisas que desenvolvem novos elementos. O pesquisador citou ainda a “teoria da estabilidade”, que acredita que, por volta do número atômico 120, haverá elementos que se mantenham por mais que frações de segundo e, por isso, poderão ser mais bem observados.


João Ubaldo defende a norma culta e revela 'grilos' com o português

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 09/06/11

 

Ele defendeu que norma culta é fundamental para a sobrevivência da língua. Escritor participou de evento que reuniu profissionais da publicidade em SP.

 

O escritor João Ubaldo Ribeiro revelou nesta quinta-feira (9) hábitos contemporâneos que ele considera como mau uso da língua portuguesa. Durante participação no evento “Story Tellers”, que reuniu profissionais da publicidade, literatura e dramaturgia para discutir a criatividade na arte de contar histórias, Ubaldo definiu as práticas como “grilos” que ele tem com expressões que ouve no dia a dia.

Ele defendeu que a preservação da norma culta é fundamental para a sobrevivência da língua portuguesa e citou o exemplo recente da polêmica sobre os livros didáticos que permitiriam erros de concordância.

“A norma culta tem sido usada como elitista; há quem pense que o MEC santificou o 'nós vai'. Ele não fez isso, mas de fato esses fenômenos são relacionados com o uso da forma culta, que pode ser acusada com o instrumento de dominação da classe dominante. Mas, sem a regra culta, nenhuma língua sobreviveria”, afirmou o escritor.

Entre os exemplos de uso do idioma que desagradam o autor, ele listou o uso descabido do “que” ("ela é meio que tonta em vez de ela é tonta, exemplificou”) e adoção exacerbada de termos em inglês, como em termos relacionados a programas de computador e tecnologia.

“Porque guardar é salvar? Porque o computador não suporta, tal sistema? Como assim, tem raiva? E por que hoje em dia ninguém vê mais nada, todo mundo visualiza?”, protestou.

A uma plateia de publicitários, João Ubaldo deu ainda o que ele classificou de “receita básica” para conseguir se comunicar com o público em discursos, palestras e apresentações. “Diga q eles o que irá dizer; então diga; e depois diga o que você disse”, ensinou, baseando-se em instruções que eram dadas a palestrantes no exército americano. “Essa receita é, na minha opinião, uma receita básica que engloba todas as conquistas que a retórica humana já fez”, avaliou.

Mais cedo, participou do evento o autor Silvio de Abreu, que disse que o segredo do contador de histórias, tanto na novela quanto na publicidade, é convencer o espectador de que ele pode gostar de uma coisa diferente do que acredita apreciar.


"Jente", "jigante" e "keijo"? Professor defende ortografia mais simples para o português

 

UOL EDUCAÇÃO, 10/06/11

 

Por que estender com ‘s’ e extensão, com ‘x’? Por que água-de-coco com hífen e suco de uva, sem? Por que Nova Guiné sem hífen e Timor-Leste e Guiné-Bissau, com? Por que água-de-colônia com hífen e água de cheiro, sem?

Quem já estudou gramática sabe: a língua portuguesa é um mundaréu de regras – e exceções. Isso torna a ortografia um dos grandes desafios para quem quer escrever de acordo com a norma culta. Para o professor Ernani Pimentel, que já causou muita polêmica na mídia por defender uma escrita mais simples, nosso idioma ficaria melhor sem tanta confusão entre gês e jotas, agá e sem agá, hífen ou sem hífen.

Não tem jeito: as exceções das regras têm de ficar na cabeça na base do decoreba. Pimental é contra. “Hoje não interessam mais fórmulas dogmáticas e irracionais. As regras têm de ser lógicas, baseadas no entender e raciocinar”, diz.

Atualmente, cerca de 400 horas são gastas para ensinar ortografia no ensino básico do Brasil. Para ele, a simplificação das regras e a eliminação das exceções permitiriam usar esse tempo para aprender outras coisas.

Pimentel lista sugestões para tornar mais fácil a escrita.  O ‘h’ sumiria. As palavras com som de “jê/gê” ou “ji/gi” seriam escritas com ‘j’, não com ‘g’. “Nas línguas nórdicas, o ‘g’ tem sempre som de ‘gue’. Aqui deveria ser assim”, diz. O ‘s’,’c’,’ç’ se resumiriam a uma única letra quando usadas no meio da palavra. Já a letra ‘k’ entraria de vez na nossa língua, não apenas em palavras estrangeiras.

 “Acordo ortográfico é retrocesso, não evolução”

Pimental é um dos maiores críticos do Acordo Ortográfico de 1990, que vigora por aqui desde janeiro de 2009. “O Brasil está falando sozinho. Todos os outros países que usam o português sabem das enormes barreiras que impedem o aprendizado das novas regras”, diz.

Entre os países signatários, o Brasil determinou que, até o fim de 2012, coexistem as normas da antiga e da nova grafia. Depois disso, só as regras do Acordo serão aceitas. Portugal estendeu o prazo para 2015, mas pretende colocar a lei em prática apenas em 2018. Moçambique e Angola não vão colocar as normas em vigor. Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste aguardam a implementação.

Segundo o professor, o Acordo desrespeita algumas de suas determinações. Por exemplo, de que deveria ter sido publicado o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, com termos técnicos e científicos acordados por todos os envolvidos. Mas até hoje esse documento não existe. O que vale é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), que se fundamenta apenas em Brasil e Portugal.

“Isso já é um desrespeito ao Acordo, pois há muitas contradições entre este e o Volp. O primeiro diz que a grafia correta de azeite de dendê é sem hífen, enquanto o VOLP sugere com hífen”, esclarece. Já as palavras an-hidro, co-herança, re-humanizar são escritas dessa maneira pelo Acordo, mas perdem o hífen no VOLP.

Por lei, a ABL (Academia Brasileira de Letras), é obrigada a ter a aprovação do Congresso Nacional e das oito partes envolvidas em qualquer alteração que promove no Acordo. “Mas eles incluem ou excluem regras sem considerar suas próprias bases legais. No que diz respeito ao hífen, por exemplo, a ABL incluiu prefixos que eliminavam o hífen antes do h sem consultar ninguém. O trema, por exemplo, nunca deveria ter sido excluído da nossa língua”, defende.


Ministros da educação do Mercosul vão ao Paraguai discutir ação em comum

 

UOL EDUCAÇÃO, 10/06/11

 

Os ministros da Educação dos países do Mercosul estarão reunidos nesta sexta-feira (10), em Assunção (Paraguai), para debater o plano de ação do setor educacional do tratado que envolve Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Venezuela, Peru e Equador. As metas estabelecidas deverão ser cumpridas a partir deste ano até 2015. Um dos principais objetivos é a criação de uma política conjunta para a formação docente.

O ministro Fernando Haddad viajou nesta quinta-feira, 9, para participar de uma jantar de recepção às autoridades, que contará com a presença do presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Na sexta, os trabalhos iniciam às 9h. Da pauta constam ainda temas como intercâmbio de professores entre países do Mercosul para o ensino de espanhol e português, e validação de diplomas universitários.

Os ministérios da educação do Paraguai e da Argentina deverão apresentar ao Brasil uma proposta de criação de escola de gestão educacional, com sede em Assunção, para difundir para todo o continente a tecnologia de avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para educação básica.


Professor ainda vê o computador como intruso na sala de aula

 

PORTAL IG, EDUCAÇÃO, 09/06/11

 

Especialistas dizem que medo de ser substituído e indisposição para adaptar estratégias de ensino dificultaria uso de tecnologia

 

A revolução tecnológica que coloca computadores, tablets e celulares nas mãos de jovens e crianças de todo o mundo não é vista com bons olhos pela maioria dos professores brasileiros, principalmente os de universidades públicas. A opinião é do presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Frederic Litto, e é compartilhada por vários outros especialistas. Para eles, o professor brasileiro ainda vê o computador como um intruso em sua aula.

“Os professores não aceitam que essa não é mais uma sociedade de escassez, mas sim de abundância de informação. Por isso o Brasil, está atrasado”, diz Litto, comparando as universidades brasileiras com estabelecimentos de ensino do exterior. Lá fora, diz ele, é comum a prática de disponibilizar pesquisas e conteúdo de aulas na internet.

Um exemplo são os Estados Unidos, onde o número de instituições educativas que adotam o iPad vem aumentando. Elas usam o tablet para ensinar história através de jogos e matemática em animações.

O depoimento do professor da Universidade de Brasília, Marcos Maia, comprova a tese de Litto. Os dois participaram nesta quinta, em Brasília, do encerramento do Fórum Universitário Pearson.

Maia conta que quando o Conselho Universitário da UnB se reúne para discutir estratégias de educação à distância, há sempre resistência de professores que temem serem substituídos por ferramentas de acesso de conteúdo. “Eles acreditam que a tecnologia é um complô industrial contra a profissão”, conta.

Esse tipo de resistência pode dificultar o projeto do Ministério da Educação de levar tablets a salas de aula porque faz com que os professores não se interessem em aprender a trabalhar com as novas tecnologias. “O computador é apenas um meio e precisamos de uma base pedagógica para esse meio”, diz Maia.

Ensino pode incluir jogos e discussão online
As estratégias para trabalhar com a tecnologia em sala passam tanto pelo uso de jogos e aplicativos de ensino, como por um modelo colaborativo em que os colegas interagem entre si também no mundo virtual. É o caso de grupos de discussão em redes sociais ou em plataformas da própria universidade.

Segundo o especialista em educação da UnB, Lucio Telles, há pesquisas que comprovam que essas estratégias geram mais interesse e diminuem a evasão escolar. “Quando uma turma compartilha grupos e causas nas redes sociais se importam muito mais com o que está sendo debatido do que se a mensagem fosse somente prestada pelo professor”, diz.

Há vantagens também nas pesquisas pela internet. “Pesquisando pela internet, o aluno pode ler muito mais do que o seu livro lhe traz, se a tarefa interpretativa”, afirma Litto. Mas, para que a tarefa não termine em um “copia e cola” da internet, o professor tem que estar preparado para solicitar uma pesquisa que exija interpretação e busca de várias fontes. “O primeiro passo é aceitar que o computador está aí e não vai sair para depois refletir sobre como trabalhar com ele”, diz.


Liminar muda edital do Enem. Inscrições terminam hoje

 

CORREIO BRAZILIENSE, CIDADES, 10/06/11

 

Larissa Leite

Publicação: 10/06/2011 08:00 Atualização:

O próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado em 22 e 23 de outubro, já contava, até as 22h de ontem, com 5.105.114 inscritos, dos quais 74.375 mil são do Distrito Federal. Ao anunciar as novas regras do exame, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman, estimou em 6 milhões o total de alunos no Enem 2011. Estudantes podem se inscrever até as 23h59 de hoje). O último dia de adesões, no entanto, é marcado por uma decisão que o Inep, responsável pela prova, não esperava: uma liminar da 13ª Vara da Justiça Federal do DF determinou a retificação do edital do exame, atendendo a uma ação civil pública da Defensoria Pública da União (DPU). A decisão atinge diretamente a fase de resultados, pois determina a inclusão de prazo para interposição de recurso para as provas objetiva e de redação. Ainda segundo a Justiça, o candidato deve ter acesso aos critérios de resposta do teste, aos cartões de respostas das provas objetivas e às redações digitalizadas (veja quadro).

A decisão foi proferida pelo juiz federal substituto Paulo Cesar Lopes, na última quarta-feira. Na tarde de ontem, os envolvidos foram intimados a se pronunciar, por meio de oficial de justiça. A assessoria do Ministério da Educação informou ao Correio que o jurídico do órgão irá recorrer da liminar ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, já que ela não afeta o período de inscrições. A matéria pode chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O defensor público federal Ricardo Salviano, titular do Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, que ingressou com a ação civil pública, afirma que o não cumprimento imediato da decisão pode prejudicar os estudantes. “Isso é uma questão de planejamento e gestão pública. Prorrogar o atendimento da decisão pode prejudicar o calendário, até porque ele deve se estruturar tecnicamente para atender os pedidos de recursos”, afirma. O Inep alega, segundo a fundamentação da Justiça, que os recursos gerariam atraso na disponibilização do resultado final do Enem, “pois seriam necessários 80 dias adicionais para a finalização do procedimento de correção e que, desta forma, os resultados somente estariam disponíveis em meados de março de 2012”.

Aumento de gastos
De acordo com o Inep, a inclusão do recurso voluntário implicaria aumento de gastos por parte do Poder Público em torno de R$ 5,8 milhões, levando em conta a projeção de um milhão de recursos. O juiz federal Paulo Cesar Lopes, no entanto, defende que o custo não justifica “a supressão do direito do estudante de ver suas irresignações apreciadas pela administração”.

O item 6.7.6 do edital do Enem 2011, publicado em 18 de maio, prevê que a redação do exame será corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Caso haja discrepância de 300 pontos ou mais na nota atribuída pelos corretores, a redação passará por uma terceira correção, realizada por um supervisor. “Nós já consideramos isso um recurso, que atende a coletividade”, afirmou a presidente do Inep, um dia antes da publicação do edital.

Desde o último exame, o Ministério Público da União recomenda a inclusão da possibilidade de recurso no Enem. O debate estava acontecendo entre integrantes do Inep e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC). Em 20 de maio, a PFDC encaminhou documentos para a Procuradoria da República no DF informando que já havia recomendado, em abril, a inclusão da possibilidade de vista e recurso no edital. Como a decisão já está judicializada, a procuradoria deverá atuar no caso extrajucialmente. Na próxima semana, o procurador Peterson de Paula Pereira terá uma reunião com representantes do Inep, na qual serão avaliadas alternativas para o caso. Uma delas seria a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual ambas as partes fossem parcialmente contempladas.

SISU OFERECE 26 MIL VAGAS
As inscrições para a edição do segundo semestre de 2011 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação serão abertas na próxima quarta-feira e vão até o dia o 19. A oferta é de 26.336 vagas em universidades federais e estaduais e nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. O número supera em 59% a oferta do processo do segundo semestre de 2010, quando 35 instituições participaram, com 16 mil vagas. O Sisu seleciona candidatos para a educação superior pública. Podem fazer a inscrição no Sisu os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010 e obtiveram nota, mesmo que mínima, na redação.

Estudo aponta que pessoas que frequentam a pré-escola obtêm maior sucesso

 

CORREIO BRAZILIENSE, 10/06/11

 

Pessoas que frequentam a pré-escola aos 4 ou 5 anos obtêm maior sucesso acadêmico e melhores empregos, entre uma série de outras vantagens, aponta estudo publicado na Science. População pobre é a mais beneficiada por essa forma de ensino

 

A educação infantil sempre foi um desafio para governos e famílias. Enquanto o Poder Público historicamente destinou menos recursos para essa forma de ensino, tida como secundária e opcional, as famílias, muitas vezes, encaram as escolinhas como um simples passatempo para os filhos. No entanto, uma pesquisa destacada pela edição de hoje da Science mostra que a educação dos pequenos está longe de ser brincadeira. Depois de acompanhar, por 25 anos, cerca de 1,4 mil norte-americanos nascidos em bairros de baixa renda, pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, descobriram que ter contato desde cedo com um ambiente escolar de qualidade pode ter imensos impactos positivos na saúde, na qualidade de vida e no mercado de trabalho, entre outros aspectos.

Os alunos acompanhados pelos cientistas foram divididos em dois grupos: os que frequentaram a pré-escola aos 4 ou 5 anos e os que ingressaram diretamente no ensino fundamental, aos 6. “Na ocasião, entre 1985 e 1986, escolhemos participantes com uma boa aptidão escolar. Aqueles que frequentaram o jardim de infância tiveram um efeito em grande escala em um conjunto amplo de aspectos socioculturais e de saúde até a vida adulta”, conta ao Correio Arthur Reynolds, líder do estudo. “Isso aconteceu não apenas porque as crianças tiveram acesso à pré-escola, mas porque frequentaram programas de alta qualidade, com atividades muito além das tradicionalmente ligadas ao jardim de infância, como brincar”, afirma (veja quadro).

Para conseguir acompanhar durante duas décadas e meia as milhares de crianças — que no fim do estudo já eram adultos com seus próprios filhos —, os pesquisadores tiveram a ajuda de uma ampla rede de instituições públicas. “O estudo contou com a colaboração de longo prazo das escolas públicas. Assim, à medida que os participantes iam mudando de nível de ensino, eles continuavam sendo acompanhados”, explica Reynolds. “Também coletamos dados administrativos, além de realizar entrevistas com alunos, pais e professores. Todas essas informações nos ajudaram a manter 90% da amostra original na idade adulta”, completa.

Embora todos os participantes residissem em bairros de baixa renda quando começaram a ser acompanhados, nem todos eram considerados pobres, segundo a definição do governo dos EUA. “Isso nos permitiu perceber que os mais desfavorecidos economicamente colhem mais benefícios da educação infantil do que os que são menos desfavorecidos”, afirma o pesquisador, para quem o estudo pode estimular investimentos na educação dos mais pequenos em lugares onde isso ainda não é uma realidade. “Se a educação pré-escolar produziu efeitos positivos num dos maiores sistemas educacionais do mundo, isso pode ser reproduzido em praticamente qualquer lugar. Com recursos e envolvimento dos pais, esse é um excelente exemplo a se seguir”, completa.

Desafios
Para especialistas em educação, o Brasil é um dos países onde a ampliação da educação infantil ainda é um desafio. Segundo o pedagogo e professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Cleyton Gontijo, durante muitos anos esse nível educacional permaneceu em segundo plano nas políticas públicas brasileiras. “Nos últimos anos, o país experimentou um avanço grande. O ensino fundamental foi universalizado e o ensino médio teve uma forte ampliação. Mas só depois que esses dois níveis foram estabilizados é que a atenção e os recursos governamentais puderam ser direcionados para a educação infantil”, lembra o especialista.

Para ele, além de todos os efeitos positivos descritos na pesquisa norte-americana, existe ainda outra questão que, por si só, já seria suficiente para justificar a ampliação do acesso à educação infantil. “Dois pontos importantes causaram uma mudança drástica no comportamento das crianças nas últimas décadas. A primeira é a estrutura cada vez menor da família. Hoje não se tem núcleos familiares com vários irmãos e primos”, afirma Gontijo. Segundo o último censo do IBGE, feito em 2010, a taxa de fecundidade, ou seja, o número médio de filhos por casal, era de 1,94. Há 30 anos esse número era de 4,4 crianças por casal. “Outro ponto foi o aumento da violência, que faz com que as crianças, muitas vezes, não possam brincar na rua com os vizinhos”, completa.

Com um núcleo familiar menor e “presas” em casa, as crianças passaram a necessitar mais da escola, um importante local de socialização e de desenvolvimento de habilidades, criatividade, senso estético e motricidade. “Além disso, do ponto de vista educacional, o acesso cada vez mais cedo à escola torna a criança mais preparada para a alfabetização.” Por essa razão, em 2016, a pré-escola deve se tornar obrigatória para todas as crianças brasileiras.

A coordenadora-geral de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), Rita Coelho, admite que o acesso ao ensino de qualidade para os estudantes mais novos ainda é um problema. “Esse é o nível que apresenta as mais altas taxas de profissionais não habilitados e de espaços físicos inadequados. Os indicadores de qualidade na educação infantil são os mais baixos entre todos os níveis educacionais”, afirma a gestora pública. “Assim como qualquer política social em um país marcado por desigualdades, o acesso à educação infantil é desigual. Esses problemas se apresentam especialmente para as comunidades pobres, negras, do campo e das periferias”, completa.

Para ela, o atraso é fruto de uma cultura que, por muito tempo, não valorizou as crianças mais novas. “Segundo a Constituição de 1988, a educação infantil não fazia parte do sistema educacional nacional. As crianças menores demoraram muito para serem vistas como sujeitos de direito. Essa visão de que para os pequenos qualquer coisa serve atrasou a profissionalização da educação infantil”, conta Rita. “Tanto a qualidade da oferta, a quantidade de vagas oferecidas e os recursos investidos cresceram muito, mas, como se trata de políticas muito recentes, ainda é um desafio enorme crescer sem abrir mão da qualidade.”

Acesso
Nos próximos cinco anos, o Brasil precisará resolver a falta de acesso à educação infantil. Segundo a Emenda Constitucional nº 56, de 11 de novembro de 2009, passa a ser obrigatória a frequência na escola dos 4 aos 6 anos. Antes que a lei fosse aprovada, o país percorreu um longo caminho. Até a década de 1960, eram obrigatórios apenas os quatro anos que compõem a primeira fase do ensino fundamental. Em 1971, uma lei federal ampliou o então chamado primeiro grau para oito anos. Em 2005, uma nova ampliação aconteceu, quando o ingresso de crianças com 6 anos passou a ser obrigatório, e o ensino fundamental, de nove anos. Além da educação infantil, o ensino médio também deixará de ser facultativo até 2016.


Relatório sobre UEG só sai em julho

 

O POPULAR, GIRO, 13/06/11


Prevista para quarta-feira, a entrega do relatório da Comissão de Avaliação da Universidade Estadual de Goiás (UEG) foi adiada em um mês. A comissão, integrada por representantes da própria UEG, Fapeg, Casa Civil e Conselho Estadual de Educação, avalia questões como grade de cursos, adequação a demandas produtivas de cada região, número de vagas (é alto o índice de evasão), contratos temporários, qualificação de professores e dedicação exclusiva. Entre as possibilidades em estudo, está o aproveitamento para ensino técnico, principalmente nas áreas de engenharia e tecnologia, de algumas das 42 unidades espalhadas pelo interior. O secretário de Ciência e Tecnologia, Mauro Faiad, informa que devem ser publicadas no Diário Oficial , ainda nesta semana, as nomeações de 38 professores concursados. "O decreto já está na Casa Civil." Sobre reivindicação de diretores de unidades da UEG referentes à eleição do reitor - querem que este seja do quadro efetivo da instituição, evitando-se assim influência política na escolha - o secretário diz que "o debate é permanente.


Diga-me em que livro estudas e te direi quem és

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 11/06/11

 

Diga-me_em_que_livro_estudas_e_te_direi_quem_es.doc


Acesso gratuito à internet na UEG: consolidação da cidadania

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 11/06/11

 

Acesso_gratuito_a_internet_na_UEG__consolidacao_da_cidadania.doc


Para gostar de ler

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 13/06/11

 

Para_gostar_de_ler.doc


Que educação é essa que estamos construindo? (X)

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 13/06/11

 

Que_educacao_e_essa_que_estamos_construindo__(X).doc


Quando mais é menos

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 13/06/11

 

Quando_mais_e_menos.doc


Escreveu, não leu

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 13/06/11

 

Escreveu__nao_leu.doc


Enem 2011 tem 6,2 milhões de inscritos

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 11/06/11

O Enem 2011 teve ao todo 6,2 milhões de inscritos. O número foi um recorde, desde a criação do exame, em 1998. As inscrições foram encerradas às 23h59 de sexta-feira, dia 10. As provas serão nos dias 22 e 23 de outubro.

Por mais um ano consecutivo, a Região Sudeste, com 2,3 milhões de inscritos, apresentou o maior número de participantes, seguida da Região Nordeste, com 1,9 milhão. A  Região Sul apresentou cerca de 780 mil inscritos, seguido do Norte do País, com cerca de 650 mil.  O Centro-Oeste teve menos inscritos -  573 mil registros.

Os estudantes que ainda estiverem com inscrições pendentes devem efetuar o pagamento da taxa de R$ 35 até a segunda-feira, dia 13. O pagamento deve ser feito nas agências do Banco do Brasil. Para confirmar a inscrição, o candidato deve fazer, também pela internet, opções entre gerar boleto ou declarar carência.

No primeiro caso, é necessário imprimir o documento e pagar a taxa. O comprovante de inscrição estará acessível no sistema eletrônico do Enem até três dias úteis após o pagamento do boleto. O cartão de confirmação será enviado ao endereço informado pelo candidato no momento da inscrição — o número de acompanhamento estará acessível no sistema.


Plano Nacional de Educação é ignorado pelo governo e patina no Congresso

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 12/06/11

 

Rafael Moraes Moura / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Enviado ao Congresso Nacional no apagar das luzes do governo Lula, o Plano Nacional de Educação (PNE) tramita na Câmara sem o apoio explícito de dois atores fundamentais para sua aprovação: a presidente Dilma Rousseff, obcecada pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e o ministro Fernando Haddad, que mais tem aparecido publicamente para esclarecer a série de trapalhadas da pasta.

O plano estabelece 10 diretrizes e 20 metas para serem cumpridas até o ano 2020. Ele prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino e ampliação do investimento público em educação até atingir 7% do Produto Interno Bruto do País (PIB). Até agora, o projeto de lei recebeu cerca de 3 mil emendas. Quando aprovado, seguirá para o Senado.

Apesar do impacto que pode causar ao planejamento estratégico do Ministério da Educação (MEC), a sensação no Congresso Nacional é de que o PNE não entrou na pauta do Palácio do Planalto. Até hoje a comissão especial para tratar do assunto não conseguiu marcar reunião com a presidente Dilma. Haddad também não apareceu para discutir o plano - o Estado apurou que o ministro remarcou três vezes a ida à Câmara, sob a alegação de problemas de agenda. De quebra, o MEC só encaminhou no mês passado as notas técnicas que justificam as metas traçadas no plano, consideradas pouco ambiciosas por entidades.

Manobras. Não bastasse a lentidão do Executivo, o PNE vem sendo alvo de uma disputa política na Câmara, entre a Comissão de Educação, presidida pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), e a comissão especial para tratar do tema, comandada por Gastão Vieira (PMDB-MA). No início do ano, houve manobras para que o PNE ficasse na comissão liderada por Fátima, ligada a movimentos sociais. Desde o episódio, criou-se uma barreira entre as duas comissões.

Nos bastidores de Brasília, os comentários são de que a deputada estaria emperrando a discussão. "A Comissão de Educação tem sido parceira e contribuído para o debate do PNE; quanto mais debate, melhor", rebate Fátima. Ela assegura que a presidente Dilma e o ministro Haddad estão empenhados para que o PNE seja aprovado ainda este ano. "Não se trata de mais um plano de governo e sim de uma política de Estado", diz Fátima, que apresentou mais de 400 emendas - entre elas, propostas de elevar o investimento em educação para 10% do PIB até 2020 e garantir 50% do fundo social do pré-sal para a área, o que foi vetado pelo então presidente Lula no ano passado.

Diante do vazio deixado pelo Planalto e a disputa na Câmara, os parlamentares têm buscado apoio daqueles que, de fato, vão ficar com a "conta" do plano - governadores e prefeitos. Segundo previsão do MEC, serão necessários R$ 61 bilhões adicionais para financiar as metas, além do investimento atual, que ronda a casa de 5% do PIB. Hoje, 80,7% do gasto público total em educação é bancado pelas esferas estaduais e municipais.


Escola conecta alunos com a tecnologia e o futuro

 

IG, ÚLTIMO SEGUNDO, 11/06/11

 

Com horário integral, instituição de ensino médio no Rio prepara alunos para trabalhar com games, mídias digitais e conteúdo multimídia

 

Imagine uma escola pública montada para oferecer um modelo tecnológico de educação. Nela, os estudantes encontram salas de aula informatizadas, computadores de última geração, internet de alta velocidade e vídeo games, como Playstation e X-Box, disponíveis para serem usados nos intervalos. Ao contrário do que muitos poderão pensar, ela não está localizada nos Estados Unidos ou em um país europeu. A descrição se refere ao Núcleo Avançado em Educação (Nave), situado no bairro da Tijuca, zona norte do Rio.

Construída em um prédio de quatro andares onde funcionava uma estação telefônica, a escola surgiu em 2008 através de uma parceria público-privada entre a Secretaria Estadual de Educação do Rio e o Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi. Decorado com painéis hi-tech, cores vibrantes e pufes, o Nave foi criado para ser um pólo de referência em educação digital.

Como quase todos adolescentes, os 420 alunos de ensino médio da escola estão intensamente conectados ao mundo digital em que vivem. São aficionados por gadgets, têm perfis em redes sociais, ouvem músicas em tocadores digitais e descobrem em poucos dias os truques para “zerar” os novos lançamentos do mercado de games. A diferença é que, além de usuários, eles são preparados para trabalhar nesses mercados cada vez maiores.

 

Foto: George Magaraia

Consoles de Playstation e X-Box ficam à disposição dos alunos no Nave

Com uma grade curricular de horário integral, o Nave tem, além das disciplinas tradicionais, três opções de cursos técnicos: programação de games, roteiros para mídias digitais e geração de conteúdo multimídia. No primeiro ano, eles cursam matérias comuns aos três cursos. A partir do segundo ano, já seguem a carreira que optaram.

“O Nave surgiu para ser uma escola com excelência de ensino e um toque de tecnologia misturado à pedagogia. Unimos educação com o mundo que os adolescentes adoram”, diz o vice-presidente do Oi Futuro, George Moraes.

Para estudar no Nave, é obrigatório que o adolescente tenha cursado o 9° ano do Ensino Fundamental em uma escola pública. As inscrições são abertas no final do ano e os candidatos fazem provas de português, matemática e raciocínio lógico. Os 140 candidatos mais bem colocados são chamados para realizar a matrícula.

 

Foto: George Magaraia

Alunas brincam em instalação futurística do Nave

Futuro

Em seu primeiro ano na escola, Ana Carolina Ballero, de 15 anos, conta que ainda está se acostumando com as novidades. No Nave, por exemplo, ela leva o dever de casa em um pen drive que recebeu ao se matricular. “É tudo muito diferente da minha antiga realidade. Você vê computadores por toda parte. Na escola municipal onde estudava não tinha aula de informática. Meus amigos não acreditam quando digo que aqui é assim”, relata.

Para desenvolvimento das atividades curriculares, a escola tem um moderno laboratório de informática com computadores da Apple. Há ainda à disposição dos estudantes um estúdio de som e TV de fazer inveja a muitas faculdades de comunicação.

“O mais difícil para os alunos é romper com algumas estruturas de pensamento. Apesar de viverem neste mundo em rede, muitas vezes, na hora da produção, o pensamento deles ainda é muito linear. Nosso objetivo é quebrar isso, ajudá-los a terem boas ideias e a estruturá-las”, diz Tiago Dardeau, coordenador do curso de roteiros para mídias digitais.

 

Foto: George Magaraia

César Henrique da Silva se inspira em Mark Zuckberg. "Quero chegar aonde ele chegou"

Aluna do 2° ano, Gisele Lima, de 15 anos, conta que já começa a enxergar o mundo de outra forma. “Dia desses, olhei para a sapatilha da professora de biologia e comecei a pensar em módulos de interface. Acabamos aplicando o que aprendemos no nosso dia-a-dia. Meus amigos que não estudam aqui às vezes ficam assustados com isso”, brinca a aluna do curso de multimídia.

Quando chegam ao 3º ano, os alunos devem montar um projeto que gere lucro. César Henrique da Silva, de 18 anos, do curso de programação de games, está desenvolvendo sua ideia. Para alcançar o sucesso, ele já escolheu seu inspirador: Mark Zuckberg, o polêmico criador do Facebook, site originado nos tempos de faculdade. “Acho que todos os alunos querem chegar aonde ele chegou. A escola te prepara para isso, para você inventar algo novo”, finaliza o adolescente.

 


Educação: candidatos a diretor reprovados

 

O POPULAR, GERAL, 14/06/11

 

Mais de 40% dos candidatos inscritos para o cargo de diretor na rede estadual de ensino tomam bomba

 

Deire Assis 13 de junho de 2011 (segunda-feira)
Eleições nas  escolas

O novo modelo adotado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para escolha dos diretores das 1.095 escolas da rede estadual de ensino no Estado reprovou 42,3% dos candidatos ao cargo. Com isso, 328 escolas permanecem sem candidato a diretor, o que obrigará a secretaria a realizar novo processo seletivo. Em reunião a ser realizada hoje, o Conselho Estadual de Educação analisa o resultado da seleção e vota pedido de anulação do processo, defendido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego).

Desde 2000, servidores da Educação interessados em gerir as escolas estaduais são eleitos pela comunidade escolar em votação direta. Este ano, pouco depois de assumir o comando da Seduc, o secretário Thiago Peixoto anunciou mudanças nesse processo, sob o argumento de que era preciso primeiro qualificar os candidatos ao cargo. Uma portaria anunciando as novas normas para escolha dos diretores foi então anunciada, em maio.

Como primeira etapa desse processo, os candidatos interessados em uma das vagas de diretor das 1.095 escolas da rede estadual tiveram de se submeter a um curso ministrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) e, depois, a uma avaliação escrita. O resultado da prova foi divulgado na tarde do último domingo e deixou de fora da disputa 899, dos 2.125 candidatos que efetivamente passaram pela avaliação ( veja números no quadro acima ).

Para chegar aos candidatos aptos a seguir adiante no processo seletivo, a secretaria considerou o mínimo de 60% de questões respondidas corretamente. As provas aplicadas aos candidatos eram compostas por 30 questões contendo conteúdo referente à gestão escolar, como financiamento da educação, legislação básica, relacionamento interpessoal e avaliação educacional. Para definir o ponto de corte, o órgão se baseou no melhor e pior desempenho obtido pelos professores, sendo aprovados aqueles que acertaram pelo menos 16 questões.

A esse procedimento, a secretaria chama de normalização do resultado, explica a superintendente de Programas Educacionais Especiais e presidente da Comissão de Seleção, professora Edvânia Braz Teixeira Rodrigues. A nota máxima alcançada pelos candidatos foi 27 e a mínima, 1. "Quem acertou 60% da prova, passou", afirma a superintendente. Segundo a presidente da Comissão de Seleção, não houve surpresa quanto ao desempenho dos candidatos.

De acordo com a superintendente, os candidatos ao cargo de diretor tiveram 20 dias para se preparar para as provas por meio de material impresso disponibilizado pela secretaria e também pela plataforma digital da instituição de ensino responsável pelo processo seletivo. "Temos convicção de que a secretaria atingiu seu objetivo, que é o de oferecer formação inicial aos candidatos", sustenta.

Nova chance

"A nossa expectativa era de que todos fossem aprovados, mas entendemos as dificuldades dos candidatos", acentua o secretário de Educação, Thiago Peixoto. "É importante frisar que 70% das escolas, em média, já têm candidatos", ressalta. De acordo com Thiago Peixoto, a nova chance dada aos reprovados já era prevista pela secretaria. "Isso não havia sido divulgado", completa. No entanto, conforme apurou o POPULAR, essa mudança teria sido acordada com o Conselho Estadual de Educação.

A tendência, no encontro de hoje do conselho, é de que os diretores das câmaras temáticas validem o processo de seleção em curso na secretaria, ao contrário do que deseja a categoria. "Há uma insatisfação generalizada. Estamos passando por cima de anos de luta por uma gestão escolar democrática", avalia a presidente do Sintego, Ieda Leal.

De acordo com a líder sindical, professores que se sentiram prejudicados pelas novas normas de escolha para o cargo de diretor procuraram ontem a entidade. "Vamos lançar mão de todas as medidas possíveis para impedir a continuidade desse processo. Somos contrários a esta seleção desde o primeiro momento", diz. "O que deve ser escolhido pela comunidade é o melhor projeto para a escola", frisa.

O vice-presidente do conselho, professor Sebastião Donizete, considera que a escolha do diretor pela comunidade é o que tem de ser mantido. "Havia uma preocupação com a possibilidade de um índice muito elevado de reprovação, acima de 70%. Nesse caso, o processo, de fato, teria de ser revisto", considera. "Queremos criar condições necessárias para que todas as escolas tenham eleição." Conforme ele, todas as sugestões de alteração propostas pelo conselho foram até o momento acatadas pela Seduc.


Tiririca propõe bolsa alfabetização

 

O POPULAR, GERAL, 13/06/11

 

Brasília - Mais de quatro meses após tomar posse, o deputado federal mais votado do Brasil fez enfim sua estreia no Congresso. Na terça-feira da semana passada, assessores de Tiririca (PR-SP) entregaram ao plenário da Casa os primeiros projetos de lei de autoria do humorista. Uma das propostas prevê a criação de uma "bolsa alfabetização" para adultos que concluírem curso para aprender a ler e escrever. O projeto fixa o valor mínimo de R$ 545 para o benefício.

Tiririca teve a diplomação para o cargo ameaçada após suspeita de ter falsificado declaração em que afirmou ser alfabetizado. Ele aceitou fazer um teste para comprovar que sabe ler e escrever e foi absolvido pela Justiça Eleitoral.

No texto da proposta, Tiririca justificou que o benefício tem a "finalidade de estimular o aprendizado da leitura e da escrita, de forma a qualificar e assegurar ao cidadão o pleno acesso e a utilização da informação". Em contrapartida, é exigido período mínimo de seis meses de aula, com ao menos 85% de frequência.

Os outros dois projetos de Tiririca tratam da criação de vale-livro para alunos da rede pública e de serviços de assistência social para profissionais do circo. Segundo dados oficiais, 113 deputados não apresentaram nenhum projeto de lei neste primeiro ano da legislatura. Esse grupo, no entanto, inclui aqueles que já se afastaram para assumir um cargo no Executivo e seus suplentes na Casa. O deputado não quis comentar suas propostas.

Desde que iniciou o mandato, Tiririca tem mantido uma atuação discreta na Câmara. Até agora, não fez nenhum discurso na tribuna nem relatou nenhuma proposta de outro deputado.

Na Comissão de Educação e Cultura da Casa, única em que o humorista é titular, colegas afirmam que ele nunca pediu a palavra.

"Ele não tem perdido nenhuma reunião. É assíduo, mas tem um perfil discreto", afirma a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da comissão.


Pobreza de espírito - Pobreza de linguagem

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 14/06/11

 

Pobreza_de_espirito_-_Pobreza_de_linguagem.doc


USP, Unesp e Unicamp podem unificar inscrição no vestibular e matrícula

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 14/06/11

 

Universidades públicas estudam maneira de aumentar controle sobre os processos para evitar matrículas múltiplas, que são comuns apesar de serem proibidas por lei federal; os três vestibulares continuariam sendo realizados de forma independente

 

Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

A Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) querem integrar seus processos de inscrições e matrículas a partir do ano que vem. O objetivo da proposta, ainda em estudo, é evitar matrículas múltiplas em mais de uma instituição - o que atrasa a divulgação das listas seguintes de aprovados.

Jose  Patricio/AE–10/1/2011
Jose Patricio/AE–10/1/2011
Disputa. Candidatos fazem Fuvest; proposta não vai impedir que candidatos prestem vestibular em mais de uma instituição

Apesar de uma lei federal proibir que uma mesma pessoa ocupe simultaneamente duas vagas de graduação em instituições públicas de ensino superior, muitos alunos, aprovados em duas ou mais universidades, acabam se matriculando em todas elas para mais tarde decidir onde querem estudar.

Após feita a opção, eles confirmam o interesse pela vaga somente no curso escolhido - deixando, então, as demais vagas livres para novas chamadas. Essa prática atrasa as próximas convocações e faz com que os últimos chamados ingressem quase um mês após o início das aulas.

"A ideia é aproximar mais ainda as ações das três universidades e tornar o processo de matrícula mais eficiente e rápido, evitando que candidatos aprovados em mais de uma das instituições não ocupem a vaga daqueles que estão esperando", disse a pró-reitora de graduação da USP, Telma Zorn. "Sabemos que muitos candidatos prestam mais de um vestibular. A ideia é que as três instituições acompanhem o processo e conheçam os candidatos e quais foram aprovados", explica.

A pró-reitora de graduação da Unesp, Sheila Zambello de Pinho, afirma que a fluidez que a mudança trará é essencial. "Os aprovados são praticamente os mesmos nas três instituições e em outras também", afirma. Segundo ela, a discussão está agora com as fundações responsáveis pelos respectivos vestibulares. A Vunesp, que realiza o exame da Unesp, afirmou apenas que a reunião foi preliminar e informou que novos encontros para tratar do tema vão ocorrer.

A proposta em discussão sugere que as matrículas das três universidades sejam feitas no mesmo dia ou no mesmo período de dias. As outras convocações também seriam concomitantes. Com a unificação dos sistemas, um aprovado em Medicina na USP e na Unicamp numa mesma chamada, por exemplo, só vai poder se matricular em uma delas, liberando automaticamente a outra vaga.

As universidades pretendem dar aos candidatos um período - possivelmente de três dias - para que eles se decidam por uma delas.

De acordo com Renato Pedrosa, da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), também está sendo estudada uma forma de lidar com a possibilidade de o aluno já ter se matriculado em uma instituição na primeira chamada, por exemplo, mas ser convocado por outra na terceira e querer trocar de vaga.

Segundo Pedrosa, é difícil que as mudanças sejam implementadas ainda neste ano. "Mesmo após a decisão, o sistema ainda precisa ser testado. A discussão está em fase de análise dos requisitos técnicos para a viabilidade do sistema. Ainda não se sabe como o processo seria feito", disse.

As unificação não será acadêmica: na prática, para os candidatos, os três vestibulares vão continuar funcionando da mesma forma, um independente do outro, e cada um cobrando sua taxa de inscrição. A proposta não vai impedir que o candidatos prestem vestibular em mais de uma instituição.

Banco de dados. Hoje, cada universidade tem seu processo de inscrição e de matrículas de forma independente. Com a proposta da unificação, as universidades formariam um banco de dados e teriam um maior controle do que ocorre em cada instituição. Além disso, os estudantes preencheriam apenas um questionário socioeconômico.

"A ideia é também estudar esses questionários", afirma Maria Thereza Fraga Rocco, da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), que acredita que a mudança vai dar mais velocidade aos processos.

Procura e oferta

132.993
pessoas se inscreveram no vestibular da Fuvest do ano passado

10.752
vagas foram disputadas

52.939
alunos se inscreveram no exame da Unicamp do passado

3.320
vagas estavam em jogo na prova de 2010 da universidade

80.319
se inscreveram na Unesp 2011

6.484
vagas foram ocupadas


Variante linguística é cobrada no vestibular

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 13/06/11

 

Principais universidades exigem que candidato diferencie forma oral e culta

 

Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

Praticamente todos os anos, os vestibulandos encontram em suas provas ao menos uma questão que, a partir de uma tirinha em quadrinhos, de um poema ou de um trecho de um texto, aborda um tema que vem provocando polêmica há um mês: as variantes linguísticas.

Werther Santana/AE
Werther Santana/AE
Debate. A professora Rosane de Luiz Cesari, do Augusto Laranja, discutiu a polêmica do livro do MEC em sala de aula

Em maio, um livro de língua portuguesa adotado pelo Ministério da Educação (MEC) causou polêmica por defender o uso da linguagem coloquial (leia mais abaixo) e suscitou um debate em torno do chamado preconceito linguístico. A Ação Educativa, organização que é a responsável pedagógica pela obra, fez um levantamento que mostra que os maiores vestibulares do País vêm cobrando esse tema em questões nos últimos dez anos.

Os exercícios abordam as diferenças linguísticas de diversas formas: pedindo para o candidato verificar onde está aplicada a linguagem coloquial; identificar marcas de coloquialidade nos textos; responder o nome correto da variedade linguística usada em determinada expressão e transformar um trecho de linguagem oral na norma culta.

"O aluno precisa conhecer a linguagem popular para saber o quão distante ele está da norma culta", diz coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão Ribeiro. "As variedades linguísticas já são um tema consolidado, que é cobrado nos exames."

Os coordenadores de três dos maiores vestibulares do País concordam que o conteúdo deve ser cobrado, mas sempre tendo em vista a avaliação do aprendizado que o candidato tem em relação à norma culta. "As variantes linguísticas constam no programa do nosso vestibular", afirma Maria Thereza Fraga Rocco, da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pelo exame da Universidade de São Paulo (USP). "E não só no nosso: praticamente todos eles cobram."

Renato Pedrosa, coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), destaca que a universidade está sempre em busca dos melhores candidatos, o que inclui expressar-se corretamente na escrita. "A Unicamp espera que o aluno tenha esse domínio, aprendido na escola", explica.

Para os coordenadores, a cobrança é um reflexo daquilo que é ensinado em sala de aula. "O vestibular presume que o aluno saiba distinguir os diferentes tipos de linguagem" diz Rogério Chociay, assessor da diretoria acadêmica da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp).

Preparo. Para os cursinhos e colégios, o ensino da norma culta é indispensável e é encarado como uma das principais missões da escola. Mas os professores encaram as variantes linguísticas como um tema que passa por um viés cultural, demonstrando as diferenças de costumes entre pontos distantes do País, como os regionalismos dos sotaques e vocabulários.

"Penso que o assunto deva ser tratado pelos professores sem obscurantismo, elitista ou populista, nem moralismo, de uma perspectiva linguística e com sensibilidade para diferenças sociais e culturais", diz Francisco Achcar, professor aposentado da Unicamp e coordenador de língua portuguesa do Objetivo.

Francisco Platão Savioli, professor da USP e supervisor de língua portuguesa do Anglo, destaca que os estudantes chegam à escola dominando uma linguagem - como a utilizada entre os jovens nas redes sociais, por exemplo - que se afasta em menor ou maior grau da norma culta. "Na escola, o aluno vai saber em que situação ela (a norma culta) vai ser necessária, aprendendo a avaliar a adequação de uma linguagem", explica.

"Jogar fora as variantes é jogar fora a riqueza da língua. Ensiná-las não tem nada a ver com ensinar errado."

Debate. Algumas escolas discutiram o livro do MEC em sala de aula. No colégio Santa Amália, em São Paulo, os alunos tiveram uma proposta de redação baseada em diversos textos publicados nas últimas semanas - tanto os que apoiavam quanto os que acusavam a obra.

No Augusto Laranja, na zona sul paulistana, os estudantes se debruçaram sobre os artigos que saíram em diversos veículos de comunicação - a escola já costuma tratar o assunto a partir dos diversos gêneros textuais. "Para trabalhar o conceito de adequação de linguagem utilizamos os mais diversos tipos de padrão de texto", diz a professora Rosane de Luiz Cesari.

Rute Possebom, que leciona língua portuguesa no Santa Amália, reforça que os alunos precisam entender que é o domínio da norma culta que vai aprová-los no vestibular. "E também ajudá-los a conquistar uma vaga no mercado de trabalho", afirma.

PARA LEMBRAR

 

Livro iniciou polêmica

O livro Por uma Vida Melhor, da Coleção Viver, Aprender, foi distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) a 484.195 alunos de 4.236 escolas.

O conteúdo sugere que o uso da língua popular - ainda que com erros gramaticais - é válido. Expressões como "Nós pega o peixe" ou "os menino pega o peixe" aparecem como exemplos. Os autores lembram que, caso deixem a norma culta, os alunos podem sofrer "preconceito linguístico".

Em nota enviada na época, a autora Heloisa Ramos disse que "o importante é chamar a atenção para o fato de que a ideia de correto e incorreto no uso da língua deve ser substituída pela ideia de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da situação comunicativa".


Pesquisa mostra quais os sonhos dos jovens brasileiros

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 13/06/11


Público de 18 a 24 anos está mais focado no coletivo, quer uma carreira e uma profissão que ajude a sociedade


Felipe Mortara - Estadão.edu

O maior desejo de 55% dos jovens brasileiros quando se fala de trabalho é ter a “profissão dos sonhos”. Nove em cada dez gostariam de ter uma profissão que ajudasse a sociedade. É o que aponta o estudo O Sonho Brasileiro, feito com cerca de 3 mil jovens de 18 a 24 anos de todo o País, que procura dar um panorama das expectativas desses jovens para o futuro.


Segundo a pesquisa, a possibilidade de construir uma carreira é o aspecto mais importante, seguido de ter carteira assinada. Os dois itens são mais importantes do que salário e encontrar uma profissão com perfil de futuro. Entre as pessoas ouvidas, 47% pertencem à classe C, seguida da B, com 33%, e das classes D e E, com 17%. 


O estudo, realizado nos últimos 18 meses em 23 estados brasileiros, procurou investigar as relações que esta parcela da população tem com questões como trabalho, política, economia, religião e família. Além disso, trouxe números reveladores da relação do jovem com o País: 89% têm orgulho em serem brasileiros e 75% acreditam que o País está mudando para melhor.


Já na área da Educação, os participantes dizem que, quando se fala em ensino superior, o diploma ainda é muito atraente e importante. “Dentro dos 79% que não estão no ensino superior, 77% têm intenção de cursar, há um desejo muito forte. Há uma valorização da sociedade, é algo necessário para a inclusão”, enfatiza o sociólogo Gabriel Milanez, um dos autores do estudo.


O jovem acredita que a mudança deve partir dele e a que a transformação social só é possível a partir da ação de pessoas. Mas, para isso acontecer, é necessário estimular a educação e formação para que possam exercer esse papel.


“Hoje, posso dizer que estou muito feliz em poder transmitir conhecimento. Eu tento tirar a ideia consumista dos meus alunos. Trabalho propaganda, consumo, relações sociais. O pouco que eu puder ampliar na cabeça deles, mostrar que o mundo não é shopping, eu fico feliz”, conta a carioca Sara Zarucki, de 23 anos, formada em Ciências Sociais.

No entanto, os dados colhidos revelam que os jovens acessam o conhecimento de maneira informal, especialmente pela internet. O estudo aponta que 82% esperam que escolas e universidades valorizem mais as experiências que trazem de suas vidas. “Este jovem começa a procurar conhecimento fora da escola. Há também uma abertura a outras fontes de conhecimento. Mas uma coisa não exclui a outra”, afirma Milanez.


Para 81% desses jovens brasileiros, tradições populares são tão importantes quanto escolas para repassar conhecimento. O estudo aponta uma grande valorização das tradições e dos saberes informais. Esta geração já não vê muito sentido em acumular sozinho o conhecimento - ele deve circular, pois se ficar estagnado ou acumulado perde o seu valor.


Aluno brasileiro ganha bolsa de US$ 60 mil

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 13/06/11

 

O trabalho de Matheus Manupella, de 17 anos, competiu com 1.500 estudantes de 65 países e foi premiado

 

Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

Apesar da pouca idade - são apenas 17 anos -, o estudante Matheus Manupella já tem números que impressionam em seu currículo: uma bolsa de estudos de US$ 60 mil para a Universidade de Illinois, conquistada durante uma competição com mais de 1.500 estudantes, finalistas de feiras de ciências de 65 países. Ele vai cursar os quatro anos de graduação na cidade de Chicago.

Filipe Araújo/AE
Filipe Araújo/AE
Oportunidade. Matheus vai estudar nos Estados Unidos

Aluno do 3º ano do ensino médio do Colégio Renascença, que fica no bairro paulistano de Higienópolis, Matheus participou da Intel ISEF 2011, nos Estados Unidos - uma das maiores feiras de ciências para estudantes do mundo. Seu projeto sobre o uso do videogame como método de concentração para adolescentes com déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) foi premiado, garantindo ao estudante a oportunidade de estudar no exterior.

O jogo criado por Matheus é composto por perguntas que estimulam a atenção do participante, liberando neurotransmissores que sofrem uma maior receptação no cérebro dos portadores de TDAH. "Estudei todas as funções psicológicas neurobiológicas afetadas pelo déficit e pesquisei também se os jogos poderiam estimular a memorização", explica o jovem.

A ideia surgiu em 2009, no primeiro ano do ensino médio, quando ele teve aulas de iniciação científica no colégio. A inspiração veio de um colega de sala, que tem TDAH. O projeto havia acabado no ano passado, mas ele continuou por escolha própria. "Acho que na nossa idade a maior parte dos jovens não tem interesse próprio em fazer um projeto", diz. "Por isso acho que cabe à escola incentivar."

Matheus agora está concentrado nos preparativos para a viagem. Apesar da empolgação, ele ainda não sabe o que vai estudar na universidade. "Mas me interesso bastante pelas áreas de psicologia, neurociência e biogenética", diz ele. "Sempre quis estudar fora, mas é caro. Essa é uma grande oportunidade."

Na universidade, ele quer continuar com o projeto. "Comecei como obrigação escolar, continuei por interesse próprio e agora ele está abrindo as portas para o meu futuro."


MEC coloca no ar o novo site do SiSU

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 14/06/11

 

Inscrições poderão ser a ser feitas a partir das 6h desta quarta-feira (15). Serão oferecidas 26,3 mil vagas em cursos no meio do ano.

 

O Ministério da Educação colocou no ar nesta terça-feira (14) o novo portal do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) (link para o site do SiSU). No site é possível tirar dúvidas sobre o sistema de inscrições para concorrer a vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional no segundo semestre. As inscrições no SiSU poderão ser feitas a partir das 6h desta quarta-feira (15) e vão até as 23h59 de domingo (19), segundo o MEC. As inscrições ocorrerão exclusivamente pela internet.

Portal disponibiliza informações sobre como se inscrever no  SiSU   (Foto: Reprodução)Portal disponibiliza informações sobre como se inscrever no SiSU (Foto: Reprodução)

O SiSU oferece vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional. O sistema foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em instituições públicas.

Neste semestre, serão oferecidas 26.336 vagas em 19 universidades federais, 23 institutos federais, dois centros federais de educação tecnológica (Cefet) e quatro universidades estaduais. No segundo semestre de 2010, 35 instituições participaram, com de 16 mil vagas. No primeiro semestre deste ano, o sistema teve um milhão de inscrições e ofereceu 83 mil vagas.

Somente poderão se inscrever no processo seletivo do segundo SiSU de 2011 os candidatos que tenham participado da edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) referente ao ano de 2010 e que, cumulativamente, tenham obtido nota acima de zero na prova de redação.

O SiSU ficará disponível para inscrição dos candidatos das 6h às 23h59 de cada dia de inscrição (horário de Brasília). Não haverá cobrança de taxa de inscrição.

O processo seletivo terá duas chamadas sucessivas. A primeira chamada será em 22 de junho e a segunda chamada sai em 2 de julho. De acordo com o texto, a matrícula dos selecionadas na primeira chamada ocorre em 27 e 28 de junho. A matrícula da segunda chamada será em 5 e 6 de julho.

Segundo o edital, as instituições de ensino superior poderão fazer o lançamento da ocupação das vagas no SiSU referentes à primeira chamada em 27, 28 e 29 de junho e referentes à segunda chamada em 5, 6 e 7 de julho.

Para participar da lista de espera, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do SiSU entre os dias 2 e 7 de julho. O candidato somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga. Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido selecionado para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga em qualquer das chamadas do processo seletivo.

Segundo o edital, a lista de espera não observará as eventuais reservas de vagas e bônus atribuídos à nota do candidato no SiSU pelas instituições de ensino superior.

A lista de espera será usada prioritariamente pelas instituições de ensino superior participantes para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas nas duas chamadas do sistema.

Os procedimentos de chamada para preenchimento das vagas deverão estar definidos em edital próprio de cada instituição de ensino superior participante.

As instituições podem redefinir a lista de espera do sistema em decorrência da consideração dos critérios referentes às suas políticas de ações afirmativas originalmente adotadas em seu termo de participação. Nesse caso, a instituição deverá explicitar em edital próprio a forma de redefinição da lista.

As universidades podem convocar os candidatos da lista de espera para manifestação de interesse presencial, em número superior ao número de vagas disponíveis.


Conheça as histórias da primeira turma de descendentes de escravos, do Quilombo Kalunga, no sertão goiano, a se formar no ensino médio

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 14/06/11

 

CAVALCANTE (GO) - Os irmãos Evânia, Natália e Damião Santos, de 19, 22 e 25 anos, aprenderam tardiamente que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 1888, abolindo a escravidão no Brasil. Apesar da entrada com atraso nos estudos, os três descendentes de escravos foram "alforriados" pelo diploma escolar e, agora, são os primeiros em sua família a poder sonhar com uma vaga na universidade. Mais que isso, fazem parte da primeira turma de formandos de ensino médio de uma escola quilombola no país. Moradores do Quilombo Kalunga, em Cavalcante, a 3h30 de Brasília, eles viram a luz elétrica chegar à sua comunidade, a Engenho II, apenas em 2004.

FORMATURA EM FAMÍLIA:Professora de 21 anos deu aulas ao próprio pai e comemora diploma de ensino médio da mãe

EM FOTOS:Conheça um pouco da vida no Quilombo Kalunga

Hoje, TV, DVD e computador dividem espaço com um fogão a lenha na casa de Damião. O cavalo e a mula ainda são usados para levá-lo à roça, de onde tira sustento para ele, sua mulher, Joana, e os quatro filhos. Graças à metodologia do Telecurso, programa da Fundação Roberto Marinho, Damião corrigiu anos de atraso nos estudos e conseguiu se formar. Ele foi o orador da turma e, pela primeira vez, vestiu beca e terno.

Damião, com seu diploma

- O curso respondia às nossas necessidades, pois podíamos ter aulas nas noites de sexta e nos fins de semana, quando não estávamos na roça - explica Damião. - Agora, quero fazer vestibular para Administração e tocar meu próprio negócio.

Projeto ele já tem. Comprou seis bicicletas para investir no bico de guia turístico, levando os visitantes da Chapada dos Veadeiros a cachoeiras de águas cristalinas.

- Com as bicicletas, também evitamos o acesso de carros até as cachoeiras. A região está crescendo e precisa de pessoas empreendedoras.

Precisa mesmo. Formado há mais de 300 anos, no sertão goiano, o Quilombo Kalunga passou mais de dois séculos isolado. Até há pouco tempo, seus moradores desconheciam o dinheiro e faziam escambo. O acesso pelas estradas de barro, repletas de nascentes d'água, ainda é difícil. Leva-se quase uma hora de carro do município de Cavalcante até Engenho II, no alto da serra. Muitos quilombolas de comunidades mais afastadas como Vão de Almas e Vão de Moleque, fazem o percurso até a cidade na caçamba de um caminhão.

Evânia, com  o filho Miguel, de 2 anos, no colo

A distância das metrópoles não impede Evânia de sonhar ser atriz. Tímida, ela brilhou num vestido azul durante o baile de formatura, regado a vinho de garrafão para espantar o frio, e ao som de forró com batida eletrônica.

- Faço parte de um grupo teatral, e já encenamos várias peças. A última foi uma roda de prosa baseada na história de índios e quilombolas daqui. Pensava em fazer faculdade de Artes Cênicas, mas quero continuar a estudar sem sair daqui. Tenho que cuidar da minha casa - explica Evânia, mãe de Miguel, de 2 anos.

Enquanto a universidade não chega aqui, ela vai prestar vestibular para Licenciatura em Educação no Campo. No curso à distância na UnB, eles podem continuar morando no quilombo e só precisam ir a Brasília duas vezes por ano. O problema é que, apesar da placa de inclusão digital na comunidade, o acesso à internet ainda é raro. Isso dificultou a inscrição no Enem, por exemplo. Mas Natália, a irmã do meio, não desiste do que quer:

Natália tem 22  anos e o sonho de ser médica

- Quero ajudar a comunidade através da Medicina. Sei que há um longo caminho pela frente, mas cumprimos parte dele ao terminar o ensino médio. Depois que chegou a luz, ficou mais fácil estudar, pois a lamparina a diesel fazia mal à vista.

Ao lado dos irmãos na primeira fila da cerimônia de formatura, embaixo de uma palhoça, Natália viu uma festa com danças típicas locais, como a súcia. Sob o olhar da mãe, Getúlia, que não completou o ensino fundamental, ela se emocionou ao receber o diploma após a queima de fogos. O Hino Nacional foi executado com sanfona e bandurra, uma espécie de guitarra feita de buriti, cabaça e linha de anzol.

Na formatura, lado a lado, estavam o prefeito de Cavalcante, Josias Magalhães, a secretária municipal de Educação, Diranice Costa, a gerente geral de educação da FRM, Vilma Guimarães, e o presidente da associação de moradores de Kalunga, Sirilo dos Santos Rosa. Pai de Damião, Evânia e Natália, o lavrador analfabeto foi quem mais emocionou:

- Não tive chance de estudar e só sei escrever meu nome. Mas estou feliz porque meus três filhos se formaram, como os demais alunos da comunidade, que também considero filhos. Queremos acabar com esse nome de "corredores de miséria" dado aos quilombos, e que a oportunidade de estudo seja dada a todos quilombolas.

O líder comunitário já notou a diferença nas reuniões da associação de moradores. Numa comunidade patriarcal, em que algumas mulheres são impedidas de estudar pelos maridos, quem foi à escola aprendeu a argumentar e adquiriu senso crítico. Damião segue os passos de liderança do pai. Mas quer ir mais longe. E cita Fernando Pessoa.

- O poeta português nos ensina a encarar os desafios com o espírito elevado, a alma grande, bem maior que o obstáculo e mais forte que o imprevisto. É bom saber que o que estudamos nos livros sobre nosso mau começo neste país vem mudando para melhor - diz Damião.

A equipe viajou a convite da Fundação Roberto Marinho

 


Portaria autoriza contratação de mais de 3 mil professores temporários

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 13/06/11

 

RIO - Os ministérios do Planejamento e da Educação autorizaram a contratação de 3.315 professores para atender demandas dos institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, dos centros Federais de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) e de Minas Gerais (Cefet-MG), e do Colégio Pedro II. A portaria interministerial foi publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União.

A contratação dos professores vai atender às demandas do Programa de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e à expansão do Colégio Pedro II.

A contratação dos profissionais deverá ocorrer por meio de processo seletivo. O prazo de duração dos contratos deverá ser de um ano, com possibilidade de prorrogação até o limite de dois anos.

 


A universidade do futuro

 

GILBERTO DIMENSTEIN, FOLHA DE SÃO PAULO, 14/06/11

 

Esse é daqueles projetos que valem a pena prestar atenção, afinal está ajudando a moldar a universidade do futuro.

Num prédio abandonado, Harvard está montando um laboratório para estimular o empreendedorismo dos seus alunos. Até aí nada de mais. O diferente é que qualquer aluno pode participar, independentemente de sua faculdade. Vão ter também pesquisadores e professores dos mais diferentes cursos, acompanhados por empresários e executivos (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br). É um babel multidisciplinar.

Não são apenas empreendimentos econômicos que serão estimulados, apenas do projeto, batizado de I-Lab (Laboratório da Inovação), a ser conduzido pela escola de negócios, considerada uma das melhores do mundo. Vale qualquer empreendimento, a começar dos sociais.

O molde da universidade do futuro está no futuro que a excelência será medida pela capacidade de produzir diversidade e colocar toda essa diversidade trabalhando junto, desmontando a separação entre departamentos e faculdades.

Imagina-se que, assim, haverá mais e melhores pesquisas. Portanto, mais e melhores descobertas, num mundo que, por causa da era da informação, está cada vez mais veloz.

Gilberto Dimenstein

Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.

 


Educação: Conselho não vê falha em seleção para diretores

 

O POPULAR, GERAL, 15/06/11

 

Especialista considera que modalidade adotada em Goiás para escolha de diretores de escolas públicas é eficaz e melhora indicadores escolares

 

O Conselho Estadual de Educação, em reunião do colegiado, ontem, considerou que o processo de seleção adotado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para escolha de diretores das escolas da rede pública de ensino no Estado está no âmbito de competência da Seduc, não constituindo, assim, nenhuma falha do ponto de vista da sua normatização. A pré-seleção de candidatos interessados em assumir a gestão das escolas estaduais gerou polêmica e contraria parte da categoria representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Goiás (Sintego). Especialista ouvido pelo POPULAR defende modelo adotado no Estado como eficaz no que diz respeito aos resultados do processo de gestão escolar.

O presidente do Conselho Estadual de Educação, professor José Geraldo de Santana Oliveira, explica que, no encontro de ontem, houve consenso entre os diretores de que a prova aplicada pela Seduc é competência da secretaria. Ao órgão estadual de educação cabe regulamentar a eleição dos diretores em suas unidades escolares. "O que deve ficar claro é que a prova não pode constituir impedimento para realizar a eleição", acentua.

Isso significa, segundo informa o professor Santana, que nas escolas em que não houver candidatos aprovados nos exames aplicados pela Seduc, o órgão deverá convocar tantos quantos processos seletivos forem necessários até que um candidato seja considerado apto para disputar a eleição junto à comunidade escolar. "A eleição é princípio irrevogável nesse caso", frisa.

O sindicato que representa a categoria, porém, mostra-se insatisfeito com a nova modalidade de escolha dos diretores das escolas estaduais. Ontem, um grupo de diretores do Sintego esteve na Seduc, no fim da tarde, para reivindicar audiência com o secretário Thiago Peixoto, que estava em viagem. A entidade defende que todos os interessados em gerir as unidades escolares tenham direito de disputar a eleição para diretor. Os eleitos, então, seriam preparados em curso de gestão oferecido pela Seduc.

"Somos todos concursados da Educação e capacitados para a função de diretor", defende Ieda Leal, presidente do Sintego. "Uma prova não é capaz de avaliar se a pessoa tem ou não condições de gerir uma escola. A secretaria está dividindo essas pessoas em capazes e incapazes", complementa.

Prova

O processo de escolha de diretores por meio do voto da comunidade escolar foi adotado em Goiás a partir de 2000. Mudanças instituídas por intermédio da legislação estadual passou à Seduc a competência de regulamentar a escolha dos diretores, processo até então a cargo do Conselho Estadual de Educação.

A Seduc defende o objetivo de melhorar a qualidade da escola pública e instituiu um curso de formação e uma pré-seleção, por meio da aplicação de prova escrita, aos quais deviam ser submetidos os candidatos interessados em participar da eleição para diretor. O resultado da avaliação mostrou que 42,3% dos candidatos não conseguiram obter a média exigida para participar do processo eleitoral.

Com isso, 328, das 1.095 escolas públicas estaduais ficaram sem candidatos aprovados na seleção e, portanto, aptos a serem eleitos pela comunidade escolar. A Seduc, então, anunciou a publicação de novo edital, para aplicação de novos exames. A avaliação a que se submeteram os candidatos inscritos no processo seletivo era composta por prova objetiva com 30 questões ( veja no quadro algumas questões da prova ). Quem respondeu corretamente a 60% das questões foi aprovado.

Seguidores do POPULAR comentam a avaliação de candidatos a diretor

TWITTER - @jornal_opopular

Sou totalmente favorável a esse tipo de avaliação. Capacidade tem de ser comprovada. Mas os gestores públicos só deveriam ocupar funções no governo caso, também, fossem aprovados. Aí, tudo seria diferente!!

@Parrode - Carmem

Dirigir uma escola é atividade para pessoas bem capacitadas, envolvidas com a educação. Deve-se analisar os critérios da avaliação.

@Marcos_v_a - Marcos Vinicius

FACEBOOK - www.popface.com.br

Avaliar não é retroceder, é descobrir o quão atrás nós estamos. Talvez assim cheguemos, ou pelo menos vejamos, à frente. (A avaliação) É pelo bem da população.

Don Ferreira


Colégios bons, caros e mandões

 

O POPULAR, OPINIÃO, 15/06/11

 

Elio Gaspari

Em menos de um mês, três colégios tradicionais do Rio caíram no noticiário policial. Bem feito. O São Bento e a Escola Alemã Corcovado por conta da maneira como lidaram com agressões sofridas por alunos. No São Bento, envolvendo dois jovens, um de 14 anos (batendo) e outro de 6 (apanhando). Na Corcovado, com um professor acusado de empurrar e derrubar um menino de 12 anos. No terceiro caso, no pH, da Abril Educação, a mãe de uma aluna do primeiro ano do ensino médio diz que a diretora e dois professores exigiram que a jovem apagasse textos que pusera numa rede social. Nela, trocava informações sobre tarefas escolares e provas.

Os pais dos estudantes resolveram defender o direito de seus filhos buscando a proteção do Estado e de suas leis. Isso aconteceu em escolas do andar de cima. O São Bento é campeão de desempenho no Enem, a Escola Alemã ficou em 9º lugar e o pH em 14º. Suas mensalidades chegam a R$ 1,9 mil.

Os três episódios, diferentes entre si nas circunstâncias e na gravidade, tiveram em comum a postura prepotente da direção das escolas diante dos malfeitos. Na Escola Alemã, quando a diretoria soube que a família do estudante agredido pelo professor dera entrada num processo contra o colégio, decidiu expulsá-lo. Expulsaram também seu irmão. Explicando-se, os doutores disseram que os jovens foram mandados embora para preservar um ambiente em que prevaleça "a confiança, o respeito e a cooperação entre pais e escola". Beleza, expulsaram os filhos porque discordam da conduta dos pais. Quanto ao professor, voltou para a Alemanha.

O São Bento chamou a agressão de "acidente" e informou que "repudiamos (...) qualquer atitude desavisada ou que extrapole o âmbito educacional que qualquer um tome em relação ao fato em questão". Como se a busca de um direito fosse indisciplina. Segundo a escola, o caso, restrito ao aspecto educacional, fora resolvido com a aplicação de uma "sansão" ao aluno agressor, suspenso por um dia. (Sansão é o namorado da Dalila.)

O colégio pH informou que suspendeu a aluna de 15 anos porque ela "usava o logotipo da instituição e veiculava material didático do colégio sem autorização e de forma inadequada". É um caso diferente e a Justiça dirá se a escola teve razão. Mesmo assim, veio a ladainha: lamentou que um assunto de cunho educacional tenha sido levado ao tribunal.

Não ocorreu a nenhum dos três educandários que escolas não são sociedades secretas e ir à Justiça é um direito. É saudável que os colégios defendam seus códigos de conduta nas cortes, até para desautorizar pais reclamões. Se as escolas acham que devem ficar fora do alcance do Judiciário, que mais ensinam?

Vejam os doutores da Escola Alemã o que lhes aconteceu em 1974: sua direção demitiu uma professora, ela não gostou e sua queixa chegou a um general. O Serviço Nacional de Informações investigou secretamente o colégio e concluiu que "visa a Escola Corcovado preparar em seus bancos escolares uma elite de brasileiros e alemães, para que em futuro próximo, constitua um grupo de defesa de interesses políticos alemães no Brasil". Havia ali "um foco de contrabando ideológico e de revolução pedagógica, incompatíveis com as diretrizes politico-educativas nacionais".

 Elio Gaspari  é jornalista


Melhor gestor, melhor educação

 

O POPULAR, OPINIÃO, 15/06/11


Thiago Peixoto

 

Nada há de mais democrático numa sociedade que oferecer educação de qualidade. Aliás, em uma sociedade tão desigual, não existe oportunidade maior do que o acesso à educação de qualidade. E é dever do Estado fazer o que for preciso para que os estudantes - todos e não apenas alguns - possam cumprir cada etapa de sua formação aprendendo de fato. Para isso, precisamos de escolas que sejam conduzidas por defensores contumazes dessa meta. Educadores comprometidos com o processo de aprendizado dos alunos e, ao mesmo tempo, líderes capazes de dar o suporte necessário à vida administrativo-financeira e pedagógica da escola. Um gestor bem preparado faz, sim, muita diferença na qualidade do ensino na rede pública.

Ao associarmos a qualificação dos professores ao processo de escolha dos novos diretores pela comunidade escolar, além de agregar valores à função dos gestores, fortalecemos o caminho democrático de escolha, permitindo que a comunidade possa indicar o melhor entre os melhores candidatos. Essa qualificação é feita para credenciar o candidato e, também, para garantir a permanência do gestor eleito no cargo. A qualificação legitima o candidato perante os demais professores, servidores administrativos, estudantes e comunidade. A ordem é combinar a qualificação dos gestores com a escolha feita pela própria comunidade escolar - por meio do voto direto; isto é, capacitação aliada ao processo eleitoral.

Os números de inscrições, comparecimento às provas de avaliação e aprovações, quase 58% dos que fizeram as provas, mostram que o aprimoramento do processo teve grande acolhida. Cresceu a disputa entre candidatos numa mesma escola. Em apenas 20% das escolas se registrou só um candidato. Ou seja, o processo avançou em todos os sentidos, indicando que estamos no caminho certo. Apenas 328 escolas de toda a rede não tiveram candidatos aprovados e, para estas, haverá novo processo seletivo - sempre priorizando a qualificação.

O diretor sempre foi e é um agente central na escola. Sobre ele recai a responsabilidade de gerir os recursos financeiros, o patrimônio escolar, pessoal e o projeto político-pedagógico, zelando também pela segurança e pelo bom andamento dos trabalhos em todas as instâncias dentro da escola. Cumprir tudo isso não é fácil. Requer muito conhecimento, competência e preparação.

A formação dos diretores vai além. Já está em fase de criação a Academia de Lideranças, que vai realizar o curso de especialização aos gestores eleitos, bem como dará continuidade a outras atividades de capacitação dos diretores. É preciso promover um debate contínuo sobre a gestão escolar para que possamos obter resultados concretos. E para atrair os melhores para esta função, vale citar ainda o aumento de dois para três anos do mandato dos diretores e um reajuste anunciado de 45% para a gratificação dos gestores.

Thiago Peixoto é secretário da Educação do Estado de Goiás, economista e deputado federal licenciado


Aprovada Lei do Bullying

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 15/06/11

 

Aprovada_Lei_do_Bullying.doc


Direitos Humanos: a responsabilidade dos intelectuais

 

DIÁRIO DA MANHÃ, MUNDO, 15/06/11

 

Direitos_Humanos__a_responsabilidade_dos_intelectuais.doc


PUC-Minas terá que indenizar aluna após insulto de professor

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 14/06/11

 

Orientador de monografia teria dito que trabalho de conclusão de curso de estudante estava 'um lixo'

 

Marcela Gonsalves - Agência Estado

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), de Belo Horizonte, terá que indenizar uma aluna por danos morais. A auxiliar de vendas E.F.M., aluna do 8.º período do curso noturno de Administração de Empresas, foi insultada por um professor da escola. Ela receberá R$ 5.450,00. A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 14.

Os insultos foram feitos pelo orientador de seu trabalho de conclusão de curso. De acordo com a aluna, ele teria dito que o seu trabalho "estava horrível, uma bosta, um lixo", questionando como uma pessoa cursando nível superior poderia escrever "uma porcaria daquelas". A universitária afirmou ainda que em nenhum momento recebeu orientações precisas do professor em relação ao trabalho. Ela foi reprovada.

A PUC-Minas posicionou-se a favor do funcionário e afirmou que a demanda não passava de inconformismo de aluna reprovada porque, embora a descrição de E. configurasse assédio moral, os fatos alegados não eram verdadeiros. A universidade declarou que, ainda que estivesse sob a orientação dele há dois semestres, a estudante nunca reportou problemas com o professor, queixando-se a apenas dois dias da entrega da monografia.

Para o relator do recurso, as ofensas ficaram provadas pelos depoimentos de testemunhas. "Embora não se possa retirar do docente o dever de corrigir os trabalhos que lhe são apresentados, criticando-os e orientando os alunos, a conduta dele não foi adequada para o meio acadêmico", afirmou em sua decisão.


Inscrições para SiSU estão abertas e serão feitas pela web até domingo

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 15/06/11

 

Alunos já podem se inscrever desde 6h desta quarta-feira.
Ao todo serão oferecidas 26.336 vagas para o ensino superior.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do segundo semestre começam às 6h desta quarta-feira (15) e vão até as 23h59 de domingo (19), segundo o Ministério da Educação. As inscrições ocorrerão exclusivamente pela internet.

Portal disponibiliza informações sobre como se inscrever no  SiSU  (Foto: Reprodução)Portal disponibiliza informações sobre como se inscrever no SiSU (Foto: Reprodução)

O SiSU oferece vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional. O sistema foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em instituições públicas.

Neste semestre, serão oferecidas 26.336 vagas em 19 universidades federais, 23 institutos federais, dois centros federais de educação tecnológica (Cefet) e quatro universidades estaduais. No segundo semestre de 2010, 35 instituições participaram, com de 16 mil vagas. No primeiro semestre deste ano, o sistema teve um milhão de inscrições e ofereceu 83 mil vagas.

De acordo com o MEC, serão oferecidas 10.552 vagas em cursos noturnos, 9.324 em cursos em período integral, 3.526 são para cursos matutinos e 2.934 para cursos vespertinos.

Somente poderão se inscrever no processo seletivo do segundo SiSU de 2011 os candidatos que tenham participado da edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) referente ao ano de 2010 e que, cumulativamente, tenham obtido nota acima de zero na prova de redação.

O SiSU ficará disponível para inscrição dos candidatos das 6h às 23h59 de cada dia de inscrição (horário de Brasília). Não haverá cobrança de taxa de inscrição.

O processo seletivo terá duas chamadas sucessivas. A primeira chamada será em 22 de junho e a segunda chamada sai em 2 de julho. De acordo com o texto, a matrícula dos selecionadas na primeira chamada ocorre em 27 e 28 de junho. A matrícula da segunda chamada será em 5 e 6 de julho.

Segundo o edital, as instituições de ensino superior poderão fazer o lançamento da ocupação das vagas no SiSU referentes à primeira chamada em 27, 28 e 29 de junho e referentes à segunda chamada em 5, 6 e 7 de julho.

Para participar da lista de espera, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do SiSU entre os dias 2 e 7 de julho. O candidato somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga. Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido selecionado para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga em qualquer das chamadas do processo seletivo.

Segundo o edital, a lista de espera não observará as eventuais reservas de vagas e bônus atribuídos à nota do candidato no SiSU pelas instituições de ensino superior.

A lista de espera será usada prioritariamente pelas instituições de ensino superior participantes para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas nas duas chamadas do sistema.

Os procedimentos de chamada para preenchimento das vagas deverão estar definidos em edital próprio de cada instituição de ensino superior participante.

As instituições podem redefinir a lista de espera do sistema em decorrência da consideração dos critérios referentes às suas políticas de ações afirmativas originalmente adotadas em seu termo de participação. Nesse caso, a instituição deverá explicitar em edital próprio a forma de redefinição da lista.

As universidades podem convocar os candidatos da lista de espera para manifestação de interesse presencial, em número superior ao número de vagas disponíveis.


Médico poderá pagar dívida do Fies com trabalho em áreas carentes

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 15/06/11

 

Portaria dá 1% de abatimento por mês a integrantes do Saúde da Família. Profissional poderá quitar valor devido em menos de dez anos.

 

O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (14) uma portaria que determina os médicos formados por meio do Financiamento Estudantil (Fies) possam quitar o valor devido em menos de dez anos, sem nenhum desembolso, mas preenchendo necessidades do Sistema Único de Saúde em municípios carentes em algumas especialidades médicas.

A portaria é um desdobramento da Lei nº 12.202, de 14 de janeiro de 2010, que garante o benefício, a partir de regulamentação do ministério.

De acordo com a portaria, os médicos que ingressarem em equipes de Saúde da Família nas regiões prioritárias, após um ano de trabalho, terão 1% ao mês de abatimento na dívida do Fies. Como exemplo, um médico que se formou com a ajuda do financiamento estudantil poderá, depois de quase dez compondo a equipe do programa Saúde da Família nesses municípios, quitar sua dívida com o Fies, inclusive juros.

Ainda segundo a portaria, os profissionais que utilizaram o Fies e optarem pela residência médica em uma das especialidades listadas como prioritárias para o SUS terão extensão do prazo de carência do financiamento por todo o período da residência médica.

Os critérios que definirão os municípios são: Produto Interno Bruto (PIB) per capita; população sem cobertura de planos de saúde; percentual da população residente em área rural; percentual da população em extrema pobreza; percentual da população beneficiária do Programa Bolsa Família; percentual de horas trabalhadas de médicos da Atenção Básica por mil habitantes; percentual de leitos por mil habitantes e indicador de rotatividade.

Especialidades prioritárias
A portaria define os critérios tanto para definir as especialidades médicas prioritárias para a rede pública quanto os de municípios com maior dificuldade para fixar esses profissionais no Programa Saúde da Família. Entre eles, a definição será por percentual da população em extrema pobreza habitante naquela região.

No caso das especialidades prioritárias para a rede pública de saúde, os critérios observados serão os seguintes: especialidades definidas como pré-requisito para o credenciamento dos serviços, sobretudo na alta complexidade; especialidades necessárias a uma região (segundo demanda da evolução do perfil sócio-epidemilógico da população); especialidades necessárias à implementação das políticas públicas estratégicas para o SUS e especialidades consideradas escassas ou com dificuldade de contratação.


UFMG faz composto capaz de dissolver quase qualquer coisa

 

FOLHA DE SÃO PAULO, CIÊNCIA, 15/06/11

 

Não importa se é pedra, cabelo, madeira ou carne. Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) criaram um composto capaz de dissolver praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico em até 30 minutos.

"Outros agentes conhecidos e comuns de solubilização demoram cerca de 12 horas para dissolver, por exemplo, amostras de unhas ou de fios de cabelo, enquanto o nosso realiza essa solubilização em cerca de meia hora", diz um dos autores da descoberta, Claudio Donnici, do Departamento de Química.

Batizado de Universol, o novo produto resolve um antigo problema que envolve muitos solventes: ele é capaz de dissolver sem alterar a composição química das amostras analisadas.

Ou seja, poderia ser usado para testes de controle de qualidade ou mesmo para verificação da presença de substâncias ou elementos tóxicos, como metais pesados.

Além disso, diferentemente do que ocorre em muitas outras técnicas, funciona em temperatura ambiente e não precisa de métodos adicionais, como micro-ondas e ultrassom. Isso economiza tempo e energia no processo.

"Com certeza nossa metodologia torna os métodos analíticos mais baratos e mais eficientes, pois encurta o tempo global de análise e possibilita maior número de análises com menos custos de outros métodos adicionais e de outros agentes que, em geral, também são corrosivos e perigosos" diz Donnici.

A patente do Universol já foi requerida e, por conta disso, os pesquisadores não podem revelar detalhes de sua composição ou de seu processo de fabricação.

Os cientistas, que incluem ainda o professor da UFMG José Bento Borba da Silva, afirmam que podem transferir rapidamente a tecnologia de produção para as indústrias interessadas.
"Nossos laboratórios estão abertos às demandas de instituições de pesquisa e empresas", completa Donnici.

Os técnicos de laboratório não precisam ter medo de manusear o Universol: ele não dissolve vidro e plástico.


Arte

Pelo terceiro ano seguido, USP descarta usar o Enem

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 14/06/11

RIO - Mais uma vez, a Universidade de São Paulo (USP) não vai usar a nota do Enem. Segundo a assessoria de imprensa, a decisão foi tomada devido a problemas de calendário: a Fuvest costumava usar a nota do Enem para composição da primeira fase do vestibular e não há uma confirmação de que o resultado do exame seja divulgado antes dos resultados da primeira fase da Fuvest. O mesmo argumento foi utilizado em anos anteriores.

MUDANÇA:USP muda regras e seleção fica mais difícil

A decisão da USP difere das outras grandes universidades do país. A Unicamp, por exemplo, que também estava há dois anos sem considerar o Enem, comunicou no último dia 23 a intenção de aproveitar a nota do exame, caso os pontos dos candidatos sejam divulgados até o dia 15 de janeiro.

As inscrições para isenção de taxa da Fuvest 2012 começaram a ser recebidas nesta segunda-feira (13). Segundo a instituição, serão concedidas até 65 mil isenções. Os pedidos devem ser feitos pelo www.fuvest.br, até 5 de agosto.

As provas do vestibular 2012 da Fuvest serão realizadas nos dias 27 de novembro (1ª fase) e de 8 a 10 de janeiro de 2012 (2ª fase). O manual do candidato será disponibilizado a partir de 1º de agosto.

Entre os dias 9 e 14 de outubro serão realizadas as provas de habilidade específica antecipadas para as carreiras de música (São Paulo) e artes visuais. A lista de aprovados nessas provas serão publicadas em 4 de novembro.

Os locais de prova da primeira fase poderão ser consultados a partir de 21 de novembro. A lista de convocados para a segunda fase e os locais do exame serão divulgados em 19 de dezembro.

Entre os dias 11 e 13 de janeiro acontecem as provas de habilidades específicas para os cursos que não tiveram essa etapa antecipada.

A divulgação da primeira chamada está prevista para 4 de fevereiro, com matrícula nos dias 8 e 9 do mesmo mês.


Educação: Inscrições para o Sisu começam hoje com 26 mil vagas disponíveis

 

Às 6h desta quarta (15) entrou no ar a quarta edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Criada pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado, a ferramenta unifica a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior.

Na edição do início do ano, estudantes enfrentaram dificuldades para entrar no sistema que ficou sobrecarregado em função do grande volume de acessos. De acordo com o secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, os “pontos críticos” foram melhorados e a expectativa é que o Sisu rode sem problemas.

“Hoje, o sistema trabalha com uma segurança muito grande em todos os aspectos. Estivemos fazendo análises e conhecendo cada módulo e etapa. Todos os pontos críticos, possíveis pontos de estrangulamento, foram detectados e estão completamente monitorados e corrigidos” , afirmou Costa.

Para o primeiro semestre de 2011, o Sisu oferecerá 26 mil vagas em 48 instituições públicas de ensino superior. Podem participar estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. No início do ano, o sistema registrou 1 milhão de inscritos, contra 793 mil  na primeira edição de 2010. Luiz Cláudio Costa acredita que a tendência é que a participação aumente a cada edição. Ele aposta que o novo modelo de seleção já está consolidado e que a sociedade reconhece a “justiça” que ele traz. “É um sistema democrático em todos os sentidos. Ele preserva a qualidade que a academia tem que ter, mas tem um aspecto de inserção social muito forte”, defendeu.

Os candidatos interessados em participar do Sisu devem acessar o site do programa até domingo (19) e escolher duas opções de curso, elegendo sua prioridade. Ao fim de cada dia, o sistema divulga a nota de corte para cada graduação. O estudante pode mudar de opção se concluir que tem mais chance de ser aprovado em outra instituição ou em outro curso. Cada alteração invalida a opção feita anteriormente. O sistema funciona das 6h às 23h59 de cada dia, quando é fechado para calcular as notas de corte.

Para o secretário, o Sisu inverte a lógica de seleção dos vestibulares tradicionais porque oferece ao estudante a oportunidade de disputar uma vaga em várias instituições a partir do desempenho de uma única prova, o Enem. “Há 100 anos o Brasil faz vestibular, os exames de seleção começaram no país em 1911. Ele tem uma lógica em que o estudante faz a matrícula em um curso de uma instituição, depois faz a prova e se for reprovado está fora, a chance acabou. Isso não é justo”, afirma.

A previsão é que a  lista dos estudantes selecionados em primeira chamada pelo Sisu seja divulgada no dia 22 de junho. Os aprovados terão entre os dias 27 e 28 para efetuar a matrícula nas instituições de ensino. Caso o participante tenha conseguido uma vaga no curso marcado como segunda opção, poderá permanecer no sistema e esperar pela segunda chamada. Os selecionados para a primeira opção perdem a vaga se não efetuarem a matrícula.

No dia 2 de julho, o MEC divulga a segunda chamada, com prazo de matrícula de 5 a 6 de julho. Após esse período, o sistema gera uma lista de espera que fica disponível para as instituições selecionarem candidatos para as vagas remanescentes. Podem entrar na lista os estudantes não selecionados em nenhuma das opções escolhidas nas duas primeiras chamadas. Os interessados deverão fazer essa opção no próprio sistema, entre os dias 2 e 7 de julho.


Alunos recebem certificados de cursos

 

DIÁRIO DA MANHÃ, POLÍTICA & JUSTIÇA, 16/06/11

 

Alunos_recebem_certificados_de_cursos.doc


Em prol da federalização da Unirg

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 16/06/11

 

Em_prol_da_federalizacao_da_Unirg.doc


Haddad: PNE não pode ser 'carta de intenções'

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 15/06/11

 

Rafael Moraes Moura - Agência Estado

O Plano Nacional de Educação (PNE), que traça metas para serem cumpridas na área até 2020, não pode ser uma "carta de intenções", disse na tarde de hoje o ministro da Educação, Fernando Haddad. Após adiar por três vezes sua presença, Haddad enfim participa de audiência pública da comissão especial criada na Câmara para discutir o PNE.

"É importante que o plano não seja uma carta de intenções, não podemos repetir esse erro. Temos de ter clareza de que cada meta deste plano será observada pela sociedade ao longo da década e, portanto, temos de honrar a palavra empenhada à sociedade", disse Haddad, diante de um plenário lotado. "(O PNE) Não é só um desejo, é uma vontade combinada com determinações bastante efetivas", completou.

O plano estabelece 10 diretrizes e 20 metas para os próximos dez anos. Prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino e ampliação do investimento público em educação até atingir 7% do Produto Interno Bruto do País (PIB). Até agora, o projeto de lei recebeu cerca de 3 mil emendas. Quando aprovado, seguirá para o Senado.

Na Câmara, deputados integrantes da comissão avaliavam que o PNE ainda não havia entrado efetivamente na pauta do Palácio do Planalto, tramitando na Câmara sem o apoio explícito de Haddad e da presidente Dilma Rousseff. Apenas em maio o Ministério da Educação (MEC) encaminhou as notas técnicas que justificam as metas traçadas no plano, consideradas pouco ambiciosas por entidades.

Durante a audiência pública na Câmara, Haddad rebateu os comentários de que falta ousadia às metas do PNE. "É preferível superar a meta. Isso não significa dizer que estou propondo pouca ousadia, mas a ousadia tem de ser proporcional ao esforço que a sociedade se comprometerá a fazer". Entre os presentes no plenário da Câmara estavam integrantes de sindicatos da área de ensino e a professora Amanda Gurgel, que virou "hit" no YouTube após fazer um discurso contra o cenário educacional no Rio Grande do Norte.


Professor que atingir meta terá bônus

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 15/06/11

 

Governo paulista modifica plano de carreira e política salarial; hoje, apenas 20% dos docentes que chegam à meta recebem bonificação

 

Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

A Secretaria de Educação de São Paulo vai dar, a partir do ano que vem, bônus para todos os profissionais do magistério que atingirem a meta na prova de mérito. Hoje, mesmo atingindo a meta, apenas 20% deles são promovidos. Além disso, a pasta não vai mais utilizar apenas a prova para conceder o mérito - outros indicadores, que ainda estão em discussão, devem contar para o docente progredir.

As mudanças, elaboradas em conjunto com a Secretaria de Gestão Pública, constam na nova lei do plano de carreira e política salarial, assinada ontem à noite pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que segue hoje para a Assembleia Legislativa.

Com os novos critérios, um professor no estágio mais alto da carreira, com jornada de 40 horas semanais, conseguirá acréscimo de 183,05% no salário, afirma a secretaria. Atualmente, o docente consegue até 143, 12% - isso se estiver entre os 20% que recebem o bônus.

Hoje, um professor pode avançar em dois eixos: vertical e horizontal. O eixo vertical é a promoção por mérito, que ocorre apenas por meio da prova e tem cinco níveis. A cada avanço, o docente recebe 25% de aumento sobre o salário-base. Agora serão oito níveis de carreira - ou seja, ele fará mais avaliações - e o aumento será de 10,5% em cima do salário anterior. Ou seja, ele vai acumular os acréscimos. O máximo a ser atingido será de 101,16%.

Além disso, a secretaria não vai considerar somente a prova - que agora poderá ser feita a cada três anos - para dar essa evolução na carreira.

O Estado apurou que a pasta discute considerar, além do exame, o desempenho da turma; fazer simulações de situações do cotidiano escolar para verificar como o professor lidaria; avaliar o docente em sala de aula; e criar um sistema em que pais e docentes avaliem o trabalho da escola.

A pasta quer discutir os outros indicadores a partir de encontros com especialistas e com as diretorias regionais, com a criação de uma comissão paritária.

Hoje, o eixo horizontal - ou seja, a progressão na carreira - também ocorre em cinco níveis. Um docente que tem doutorado, por exemplo, pula direto para o último nível. Agora também haverá oito níveis, incentivando o professor a estudar mais. A pasta quer valorizar a formação acadêmica e estimular a realização de pós-graduação e a formação continuada. Cada "pulo" de faixa significará um aumento de 5%. O máximo que poderá ser atingido nesse eixo será de 40, 71%.

"As propostas apresentadas objetivam tornar viável e reconhecer a importância da evolução acadêmica e do envolvimento e dedicação dos servidores com as atividades fins da escola", disse ao Estado o secretário da Educação, Herman Voorwald.


Professora 'celebridade' na web pede 10% de investimento em educação

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 15/06/11

 

Amanda Gurgel acompanhou audiência pública na Câmara dos Deputados. Ministro Fernando Haddad falou sobre o Plano Nacional de Educação.

 

Conhecida como porta-voz dos professores da rede pública que lutam por melhores salários e condições de trabalho, a professora Amanda Gurgel, criticou nesta quarta-feira (15) o Projeto de Lei 8035/10, que cria o Plano Nacional de Educação. Amanda virou celebridade na internet após um vídeo de seu discurso na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte sobre o seu salário de professora (R$ 930) fazer sucesso no YouTube.

Amanda acompanhou a audiência pública na Câmara dos Deputados que discutiu o plano, que prevê a criação 20 metas a serem cumpridas pelo governo na área de educação no próximo decênio. A audiência contou com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad.

Uma das principais reclamações da professora, que atua no magistério público do Rio Grande do Norte desde 2002, é a proposta do governo que prevê um investimento de 7% do orçamento para a educação. A professora defende que o investimento chegue a 10%. Segundo ela, esta é a única forma de garantir qualidade na educação.

“A urgência que estes senhores precisam entender é que 10 anos para quem está legislando são dois mandatos. Para os nossos alunos, é uma vida escolar inteira. O que eles precisam é garantir um investimento de 10% ao ano para que se tenha uma educação viável”, disse a professora.
Durante a audiência, o ministro da Educação chegou a dizer que, pessoalmente, ele concorda com o índice de 10%, mas que não cabe a ele definir o valor que será investido em educação.

A professora potiguar Amanda Gurgel acompanhou a audiência do   ministro Fernando Haddad (Foto: André Dusek/Agência Estado)Amanda Gurgel acompanhou a audiência do ministro Fernando Haddad (Foto: André Dusek/Agência Estado)

“Perguntar para um ministro da educação se ele é a favor de 7% ou 10% é covardia. É evidente que ele é a favor de mais. Mas os 7% têm uma lógica. Estamos falando de R$ 80 bilhões de reais ao ano, adicionais. Estamos falando de um orçamento que na nossa contabilidade suporta o que está no plano. E que foi uma proposta da presidente eleita. Essa pergunta [de aumento do índice] não tem de ser feita para mim", disse Haddad na audiência.

A professora criticou fortemente a declaração do ministro. Segundo ela, aceitar um valor menor do que o que a categoria pede é uma falta de compromisso com a educação. “Em todas as falas ele [Haddad] avalia a educação sob o viés da possibilidade. É falta de comprometimento com a educação”, afirmou.

Celebridade

Amanda ficou nacionalmente conhecida depois que o vídeo com seu discurso na Assembléia Legislativa daquele estado, feito em audiência pública, foi postado na internet. No seu pronunciamento, Amanda resume a situação da vida de um professor de escola pública em três algarismos: nove, três zero. "São os números do meu salário: R$ 930", discursou a professora. A secretária da educação do estado, Betânia Ramalho, se disse solidária à posição da professora. "

Que grito de indignação desperte a sociedade por um novo projeto de educação para o país", afirmou a secretária.

“Eu insisto em ser professora porque abracei a causa da educação. Quem quer ser professor, precisa abraçar a causa da educação e da busca de um salário melhor”, afirmou a professora.

 

Haddad diz que baixos salários afugentam os jovens do magistério

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 16/06/11

 

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (15) que faltam recursos para o ensino público brasileiro e que os baixos salários do magistério, quando comparados aos de outras carreiras de nível superior, desestimulam os jovens a virar professor. Haddad participou de audiência pública na Comissão Especial da Câmara que analisa projeto de lei que instituiu o Plano Nacional de Educação para a década 2011-2020. A proposta do governo, enviada à Câmara em dezembro, fixa 20 metas, estipulando que os gastos públicos com ensino devem subir para 7% do PIB (Produto Interno Bruto) ao ano. Hoje o investimento é de 5%, somando-se os orçamentos da União, dos governos estaduais e municipais.

Entidades educacionais, porém, defendem qu o gasto seja maior, de 10% do PIB, e acusam o projeto de timidez. O próprio ministro admitiu que a meta 11, que propõe duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, é acanhada e que poderá ser atingida já em 2014, por meio do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec). Haddad disse que é uma "covardia" perguntar ao ministro da Educação se ele prefere 7% ou 10% do PIB. Ele afirmou que gostaria de dispor de 10% ou mais do PIB para aplicar no ensino, mas que esse tipo de pergunta não deve ser feito a ele. Haddad lembrou que a promessa de

campanha da presidente Dilma é que o país alcance 7% do PIB.

- Essa pergunta não pode ser feita a mim - disse o ministro, acrescentando:

- É evidente que não só está faltando dinheiro para a educação, como está faltando uma variável que é chave para a qualidade, que é a questão da remuneração (dos professores).

" É evidente que não só está faltando dinheiro para a educação (Haddad) "

Haddad afirmou que, à medida que as metas forem ampliadas, será preciso fazer uma conta de chegada para adequar à previsão de gastos do PIB ao custo das novas medidas. Ele também defendeu a realização de uma prova nacional de concurso para selecionar professores no Brasil inteiro, com adesão voluntária por parte de prefeituras e estados. Segundo o ministro, os concursos atuais são "mal-feitos". A previsão do Ministério da Educação é realizar a primeira prova nacional em 2012.

 


Americano que abandonou faculdade em 1932 se forma aos 99 anos

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 16/06/11

 

OREGON - Um homem do estado americano de Oregon que abandou a universidade pouco antes de se graduar em 1932 recebeu o seu diploma aos 99 anos. Leo Plass, da cidade de Redmond, se formou há poucos dias na Eastern Oregon University, em La Grande.

Segundo o novo graduado, ele abandonou a universidade a menos de um semestre de ser graduado e iniciar a carreira como professor numa escola do Oregon.

No entanto, ele disse, era a época da Grande Depressão nos Estados Unidos e o salário de professor de US$ 80 por mês não iria sustentá-lo. Foi quando um amigo ofereceu uma vaga para trabalhar como marceneiro a US$ 150 por mês.

- Ele me ofereceu US$ 150 e era a Grande Depressão. Era muito dinheiro, muito dinheiro - disse Plass à emissora KTVZ.

 


Estudantes sul-coreanos protestam contra alto 'preço do sucesso'

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 16/06/11

 

Estudantes sul-coreanos estão em pé de guerra para pedir redução do valor das matrículas de universidades, transformadas em clubes exclusivos que estabelecem o futuro social e trabalhista em um país obsessivo com a educação. Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a educação sul-coreana é a mais cara atrás apenas dos EUA, e as famílias têm que pagar pela maior parte das mensalidades, quase não coberta pelo Estado.

O valor médio da matrícula em uma universidade, seja pública ou particular, ronda os 8 milhões de wons anuais (US$ 7,37 mil), embora em alguns cursos, como Medicina, pode superar os 10 milhões de wons (US$ 9,21 mil). Como ainda não foi cumprida a promessa eleitoral que o atual presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, fez em 2007 de reduzir o valor das matrículas para metade no caso das universidades públicas e oferecer ajuda às particulares, os estudantes resolveram protestar.

Só neste fim de semana 5 mil manifestantes, acompanhados dos pais, se reuniram para reivindicar que Lee assuma seu compromisso. Em seus slogans, alguns dos quais não disfarçam sua inspiração nos protestos das praças espanholas após o 15-M, associações de estudantes com nomes como "Todos Juntos" pedem uma "revolução real" e que as pessoas "fiquem indignadas".

A redução do valor da custosa educação sul-coreana é um problema complicado, já que o pagamento de matrícula das grandes universidades públicas corresponde à metade de seu financiamento, por isso um corte encolheria significativamente o seu orçamento.

Isso também mudaria a forma como administrariam as 350 universidades que são tachadas de pouco transparentes e de funcionar quase como empresas, mas por outro lado, melhoraria de forma expressiva a condição financeira de centenas de milhares de famílias.

Atualmente os sul-coreanos com menos recursos lamentam que seus filhos encontrem portas fechadas nas três grandes universidades do país, que são também as mais caras, mas são consideradas uma garantia de sucesso e uma marca de distinção social.

Trata-se da Universidade Nacional de Seul, a da Coreia e a de Yonsei, conhecidas com o acrónimo de "SKY" ("céu"): Desde criança, muitos estudantes são duramente pressionados para entrar em uma dessas faculdades, já que além do desembolso econômico essas instituições exigem um desempenho acadêmico de excelência.

Famílias endividadas e estudantes com menos de 20 anos já aparecem em listas de caloteiros, resultado deste sistema que, além disso, esconde anos de árduo esforço acadêmico.

Frequentemente em escolas públicas, os mais novos recebem lições durante duas horas após as aulas e depois têm que estudar com outros tutores disciplinas como matemática, ciências e música. "Normalmente estão muito cansados por causa dessa rotina diária, que às vezes supera 12 horas de estudo, mas não se queixam porque não conhecem outro tipo de vida", disse à Agência Efe Jessie Wetherby, professora de inglês para crianças de entre 8 e 13 anos em um curso particular.

No ensino médio, o sistema é ainda mais exigente diante da proximidade do vital exame de acesso à universidade, o que fez com que proliferassem cursos tipo internato onde o telefone celular é proibido, e é imposta uma rígida disciplina de estudo, que em alguns casos leva o aluno ao limite de suas forças.

Apesar de a Coreia do Sul liderar junto à Finlândia o relatório PISA da OCDE sobre rendimento escolar, muitos aproveitaram os protestos destes dias para criticar as desigualdades do sistema nacional e pedir um mais transparente e menos voltado para o lucro empresarial dentro da universidade.


Em decreto, Marconi nomeia 38 professores concursados

 

DIÁRIO DA MANHÃ, POLÍTICA & JUSTIÇA, 17/06/11

 

Em_decreto__Marconi_nomeia_38_professores_concursados.doc


Marconi e Sectec lançam programa de banda larga

 

DIÁRIO DA MANHÃ, FIO DIRETO, 17/06/11

 

Marconi_e_Sectec_lancam_programa_de_banda_larga.doc


Novas escolas

 

O POPULAR, GIRO, 17/06/11

Novas escolas

Jayme Rincon (Agetop) acertou com o secretário Thiago Peixoto (Educação) a reforma de 70 escolas da rede estadual em julho, férias escolares. Seriam as primeiras das 400 unidades que precisam de intervenção.

Ex-adversária

Dos 38 professores com mestrado e/ou doutorado concursados contratados para a UEG ontem pelo governo de Marconi, uma chamou a atenção: Marta Jane (PCdoB), que não deu trégua ao tucano na campanha ao governo estadual em 2010.


Vilmar Rocha recebe presidente da UNE

 

DIÁRIO DA MANHÃ, POLÍTICA & JUSTIÇA, 17/06/11

 

Vilmar_Rocha_recebe_presidente_da_UNE.doc


Nova política de remuneração para os servidores do Estado

 

DIÁRIO DA MANHÃ, POLÍTICA & JUSTIÇA, 17/06/11

 

Nova_politica_de_remuneracao_para_os_servidores_do_Estado.doc


Professores e estudantes em greve fazem passeata no Chile

 

DIÁRIO DA MANHÃ, MUNDO, 17/06/11

 

Professores_e_estudantes_em_greve_fazem_passeata_no_Chile.doc


Afinal, para que serve a filosofia? - III

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 17/06/11

 

Afinal__para_que_serve_a_filosofia__-_III.doc


Oito estados ficam abaixo do piso para professor sugerido pelo MEC

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 17/06/11

 

G1 levou em conta cálculo do MEC e conceito de piso fixado pelo STF. Maioria afirma que espera acórdão do Supremo para cumprir piso.

 

Professores da rede pública estadual estão com braços cruzados em seis estados, em protesto por melhores condições de trabalho. Em três deles - Amapá, Rio Grande do Norte e Santa Catarina -, o salário está abaixo do piso nacional estabelecido pelo Ministério da Educação. Levantamento feito pelo G1 com governos e sindicatos mostra que outros 5 estados - Bahia, Ceará, Goiás, Pará e Rio Grande do Sul - também não atingem o valor.

A lei do piso foi promulgada pelo governo federal em julho de 2008. O valor atual é de R$ 1.187 (válido desde janeiro) para professores de nível médio que trabalham até 40 horas por semana.

A obrigatoriedade do piso foi aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, que entendeu que o valor se refere a uma remuneração básica, ou seja, não leva em conta acréscimos pagos de formas diversas pelos estados, como gratificações e abonos.

A decisão foi tomada em abril, mas até agora não foi publicada no Diário Oficial. Segundo o STF, não há data prevista para que isso ocorra. Até lá os estados não são obrigados a adotar o piso.

Veja na tabela abaixo os salários-base e as remunerações totais de professores com nível médio em início de carreira:

Estado Salário-base de nível médio Remuneração total (com gratificações) Jornada semanal
AC* R$ 890,25
 
R$ 890,25
 
30 horas
AL* R$ 1.187 R$ 1.187
 
40 horas
AM R$ 679,09
 
R$ 952,51
 
20 horas
AP R$1.053,83
 
R$ 2.254,96
 
40 horas
BA R$ 1.105,56 R$ 1.450,27
 
40 horas
 
CE R$ 739,84
 
R$ 813,79
 
40 horas
DF R$ 1.701,16 R$ 3.121,96
 
40 horas
 
GO R$ 1.006,00
 
R$ 1.006,00
 
40 horas
MA* não informou
 
R$ 854,98
 
20 horas
MG* R$1.122,00
 
R$1.122,00
 
24 horas
MT* R$ 1.248,68
 
R$ 1.248,68
 
30 horas
MS R$ 1.325,92
 
R$ 1.856,29
 
40 horas
PA R$1.093,20
 
R$1.859,12
 
40 horas
PB
não foi informado não foi informado  
PE* R$ 1.187,97 R$ 1.187,97 200 horas mensais*
PI R$ 1.187,08
 
R$ 1.417,08
 
40 horas
PR* R$ 853,46 R$ 1.392,90
 
20 horas
RJ* R$ 1.220,76
 
não foi informado
 
40 horas
RN* R$ 664,33
 
R$ 768 30 horas
RR R$ 1.399,64
 
R$ 2,099.47
 
25 horas
RS R$ 868,90
 
Há gratificações, mas valor final não foi informado
 
40 horas
SC R$ 609,46
 
 R$ 1.185,24 40 horas
SE R$ 1.187
 
R$ 1,662.05 40 horas
SP não foi informado não foi informado não informado
TO R$ 1.239,31
 
R$ 1.239,31 (não há gratificações)

 
40 horas

*AC: governo diz que não há gratificações

*AL: governo diz que não há gratificações

*ES: governo diz que não há professores em início de carreira com nível médio

*MA: governo não informou o salário-base

*MG: governo incorporou gratificações e implantou subsídio

*MT: governo e sindicato não disseram se valor é salário-base ou remuneração

*PE: governo não informou se valor se refere a salário-base ou remuneração

*PR: sindicato informou que valor-base é de R$ 577,64; governo diz que não realiza mais concursos para professor com nível médio

*RJ: o cargo está extinto no RJ, mas ainda há professores de nível médio na rede

*RN: valor de remuneração total foi informado pelo sindicato; governo afirma que cumprirá o piso nacional imediatamente, aumentando os valores para R$ 890 neste mês

O G1 partiu do valor de piso calculado pelo MEC e seguiu o conceito fixado pelo Supremo em julgamento para analisar os salários pagos.

O levantamento mostra ainda que dois estados que não pagam o valor mínimo definido em lei para professores de nível médio – Santa Catarina e Pará – sequer pagam esse valor para profissionais de nível superior.

Veja abaixo o que dizem os estados:

Amapá
No Amapá, o professor de nível médio tem salário-base de R$ 1.053,83 por uma jornada de 40 horas semanais, segundo dados fornecidos pelo governo. Os profissionais estão em greve há 28 dias pela aplicação do piso nacional. O G1 procurou o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap), mas não localizou nenhum dirigente para dar detalhes da paralisação e das negociações.

O governo afirmou que "tem interesse de acabar com a greve, afinal os alunos não podem ser prejudicados, porém assumimos o estado cheio de dívidas e o Governo do Estado não pode se comprometer com algo que no momento não pode cumprir. Um dos pontos fortes dessa gestão é a valorização do servidor e isso passa pelo pagamento do piso também.”

Bahia
Na Bahia, o professor de nível médio tem salário-base de R$ 1.105,56 para uma jornada de 40 horas semanais. Procurada pelo G1, a Secretaria de Administração disse que menos de 10% do quadro de professores estão nessa faixa. O governo informou que aguarda a publicação do acórdão do STF para aplicar o piso de R$ 1.187,08.

Ceará
No Ceará, um professor de nível médio tem salário-base de R$ 739,84 por uma jornada de 40 horas semanais, segundo informações da Secretaria de Planejamento. De acordo com a coordenadora de gestão de pessoas da Secretaria de Educação, Marta Emília Silva Vieira, a lei atualmente diz que o piso é formado por vencimento e gratificações e que os professores dessa classe recebem R$ 1.025 no total.

Em nota, o governo informou que seguirá a decisão do STF assim que o acórdão for publicado e reajustará o piso para R$ 1.187. “Neste momento, encontram-se em estudo as propostas para um novo plano de cargos e carreiras, fundamentado na lei do piso nacional do magistério”, informou o texto.

Segundo o governo, desde 1998 os concursos são realizados apenas para professores com nível superior e não há mais professores de nível médio em sala de aula. Os docentes de nível médio são cerca de 150 e estão em processo de aposentadoria, afirma a secretaria de Educação. Haveria um “pequeno número” destes professores em funções de apoio, ou seja, fora de sala de aula.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, é abordado por   professores da rede estadual em greve em Criciúma (SC) (Foto: Ulisses   Job/Futura Press)O ministro da Educação, Fernando Haddad, é
abordado por professores da rede estadual em
greve em Criciúma (SC)
(Foto: Ulisses Job/Futura Press)

No total, a rede estadual tem 16 mil professores com nível superior em sala de aula, sendo 70% com especialização. “A remuneração média dos professores da rede, considerando uma carga de 40 horas semanais, é de R$ 2.240,30”, afirmou a secretaria de Educação.

Goiás
Em Goiás, os professores com formação de nível médio recebem um salário-base de R$ 1.006 por uma jornada de 40 horas semanais. Existem 1.109 professores nesta situação, de acordo com o governo.

A Secretaria de Educação afirma que a intenção é contemplar o piso nacional “e até mesmo ultrapassá-lo”, mas alega que, se a medida fosse tomada hoje, seria preciso gastar todo o orçamento da educação apenas com pagamento dos professores e faltaria dinheiro para pagar despesas de escolas e dos alunos.

O governo destacou que a maior parte dos professores recebe acima do piso: 12,6 mil docentes têm salários-base de R$ 1.525,18 e 14,9 mil recebem R$ 1.719,64 como salário-base. Além disso, há gratificações por tempo de serviço e qualificação.

A secretaria afirma que tem articulado junto ao governo federal a liberação de recursos para complementar os salários dos professores.

Pará
No Pará, professores de nível médio e de nível superior têm salário-base de R$ 1.093,20 e R$ 1.096,44 por uma jornada de 40 horas, respectivamente. Considerando abonos e gratificações, o professor de nível médio recebe R$ 1.859,12 no total, e o de nível superior, R$ 2.971,21.

No estado, 5.834 professores têm formação de nível médio e 17.658 possuem nível superior.

O governo argumenta que o piso não está sendo aplicado porque até antes da decisão do STF “havia uma liminar que garantia o entendimento de que o piso do professor corresponderia ao valor da remuneração (total de vantagens e gratificações) e não ao vencimento-base”.

Segundo a Secretaria de Educação do estado, até então isso significava “que o Pará vinha praticando valores acima do piso nacional do professor.” O governo afirma que vai aplicar o piso assim que o STF publicar o acórdão com a decisão.

Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, a tabela atual dos salários de professores de nível médio fixa R$ 664,33 de salário-base por uma jornada de 30 horas semanais. Para estar enquadrado dentro do piso nacional de 40 horas, o salário-base do professor de nível médio deveria de R$ 890 para a jornada de 30 horas. O governo afirma que cumprirá o piso imediatamente e diz que aplicará o valor neste mês.

Diante da greve da categoria, iniciada no dia 2 de maio - o governo propôs equiparar o salário de nível médio ao piso nacional a partir de junho e dar aumento para os outros níveis a partir de setembro, mas de forma dividida até dezembro. A cada mês haveria aumento de 7,6% até chegar a 34%.

De acordo com José Teixeira da Silva, um dos coordenadores gerais do sindicato, os professores não aceitam a proposta do governo e defendem que a secretaria pague o aumento de forma única aos profissionais de todos os níveis pelo menos a partir de julho.

Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, um dos estados que questionaram no STF a aplicação da lei do piso, os professores de nível médio recebem R$ 868,90 de salário-base para uma jornada de 40 horas semanais.

“A primeira medida do governador Tarso Genro foi pedir a retirada da assinatura do governo do Rio Grande do Sul da Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade). Isso não tinha efeito jurídico, mas teve efeito político, ficando claro para a sociedade gaúcha que o governo pagaria o piso”, diz a secretária-adjunta de Educação Maria Eulália Nascimento. O governador foi ministro da Educação e assumiu a administração do estado no início do ano.

Segundo a secretária-adjunta, o governo precisaria de R$ 2 bilhões para pagar o piso a todos os professores. Ela diz que um reajuste de 10,91% foi dado em maio e que será feita uma programação para complementar o restante, de 50%. “A constituição do Rio Grande do Sul determina que o mínimo a ser aplicado na Educação é de 35% da receita líquida. Recebemos um orçamento de 26% [para a educação]”, justifica.

De acordo com ela, cerca de 7 mil professores têm formação de nível médio na rede estadual. Mas a maior parte – 75% - possuem ao menos o nível superior.

Santa Catarina
Em Santa Catarina, o salário-base é de R$ 609,46 para um professor de nível médio e de R$ 993,12 para professores de nível superior, segundo dados informados pela Secretaria de Educação. Nos dois casos, a jornada é de 40 horas semanais.

Os professores entraram em greve no dia 18 de maio. Eles pedem a aplicação do piso, a realização de concurso público e a regularização da situação dos ACTs, que são professores admitidos em caráter temporário. Também pedem investimentos em infraestrutura nas escolas.

O governo calcula que 65% das escolas tenham aderido à greve e que 70% dos alunos tenham sido atingidos. Ainda segundo o governo, as aulas serão repostas. Já o sindicato que representa os professores, afirma que 92% das escolas estão paralisadas.

Em entrevista ao G1, o secretário-adjunto da Secretaria de Educação de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, disse que a defasagem no piso foi corrigida com uma medida provisória enviada à Assembleia Legislativa no dia 23 de maio.

Segundo ele, os professores com formação de nível médio vão passar a receber salário-base de R$ 1.187. Os salários dos docentes com nível superior também foram corrigidos, afirma Deschamps.

“Como o acórdão [do STF] ainda não foi publicado, enviamos uma medida provisória para alterar a tabela do magistério. Os governos anteriores trabalharam com adicionais e não incorporaram o salário. Agora estamos corrigindo isso”, justificou.

O secretário afirmou que haverá uma folha de pagamento suplementar referente às diferenças do reajuste e que o próximo salário referente ao mês de junho já terá o novo valor.

Pela nova tabela, segundo o secretário, um docente com formação superior receberá entre R$ 1.380 até R$ 2.317 dependendo da titulação, sem contar abonos e adicionais de regência.

Deschamps também disse que um plano de reforma estrutural e pedagógica nas escolas será apresentado nos próximos meses e que um concurso público será feito em até um ano. “A expectativa é de que os professores retomem as atividades ainda nesta semana.”
O sindicato dos trabalhadores, no entanto, diz que ainda pretende discutir a tabela de salários.

Governo federal tem fundo para complementar piso
O MEC reserva aproximadamente R$ 1 bilhão do orçamento para ajudar governos e prefeituras a pagar o piso salarial aos professores. O governo que pedir ajuda precisa, entre outras coisas, comprovar que aplica 25% da receita na manutenção e desenvolvimento do ensino, ter plano de carreira para o magistério e demonstrar o impacto da lei do piso nos cofres públicos.

"Me parece que os estados que se valeram do período de vigência da liminar que o Supremo deu não estão tendo problema. Agora, os estados que adiaram isso estão com problemas. O governo tem previsão para ajudar. A lei fixa os parâmetros do acordo federal", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Governos não responderam
O governo de São Paulo informou alguns dados de remunerações, mas não especificou a quais níveis de formação se referem. Por isso, não foi possível saber se o estado cumpre ou não o piso na forma determinada pelo STF. O governo da Paraíba não respondeu às perguntas enviadas.

*Colaboraram: Alex Araújo (MG), Bibiana Dionísio (PR), Fernanda Nogueira (SP), Glauco Araújo (SP), Ingrid Machado (BA), Kelly Martins (MT), Iara Lemos (DF), Letícia Macedo (SP), Marcelo Parreira (DF), Marilia Cordeiro (CE), Patrícia Kappen (RJ), Rosanne Dagostino (SP), Tatiane Queiroz (MS) e Vanessa Fajardo (SP).


Professores anunciam suspensão da greve na Uespi após 35 dias parados

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 17/06/11

 

Alunos da Universidade Estadual do Piauí estão sem aulas desde 12 de maio. Negociações com o governo não avançaram, segundo associação.

 

Os professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) anunciaram nesta quinta-feira (16) a suspensão da greve após 35 dias de paralisação. De acordo com a Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (ADCESP), não houve avanço nas negociações com o governo do estado e a greve foi suspensa para que os 25 mil alunos não perdessem o semestre letivo. Um novo calendário deverá ser estabelecido para a reposição das aulas.

Os docentes suspenderam a paralisação, mas mantêm o estado de greve, em advertência ao governo. "Se não houver negociação de fato, e de forma qualitativa, a categoria está disposta a não reiniciar o segundo período letivo de 2011. Os professores continuam exigindo mais verbas e autonomia, concurso público, salários e condições de trabalho decentes", disse Graça Ciriaco, presidente da associação.

Segundo ela, os professores decidiram que reinvicar não mais o piso de R$ 2.200, mas o piso de ensino básico para o professor graduado por 20 horas de R$ 1.187. "Atuamente pagam R$ 900. Nem isso o governo atendeu." As aulas deverão ser retomadas na segunda-feira.


Professores fazem até jornadas triplas para aumentar renda

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 17/06/11

 

G1 falou com profissionais de escolas em SP, DF, RJ, MG, MS, MT e SC. Professora 'sorteia' contas para pagar; outra fez empréstimo para quitar pós.

 

Jornadas de 30, 40 e até 60 horas semanais, três empregos, pouco tempo para ver os filhos, a família. Sorteio para pagar as contas do mês. Empréstimos, bicos, jornada tripla. E salários baixos. Esta é a rotina de grande parte dos professores da rede pública de ensino no país, muitos deles pós-graduados.

A professora Maria Patrícia Almeida Santos Costa, de 38 anos,  que  faz sorteio todo mês para decidir que conta vai deixar em dia  (Foto:  Letícia Macedo/G1 )A professora Maria Patrícia Almeida Santos Costa,
de 38 anos, faz sorteio todo mês para decidir
que conta pagar (Foto: Letícia Macedo/G1)

"Não consigo dar conta de pagar minhas contas mensais", diz a professora Maria Patrícia Almeida Santos Costa, de 38 anos, que leciona no ensino fundamental da escola estadual Professor José Baptista Castellões, na Zona Sul da capital paulista. Ela faz um sorteio todo mês para decidir o que deixar em dia. “Esse mês nós vamos pagar o seguro do carro. Já sabemos que o telefone e o condomínio nós não vamos conseguir."

Tempo para o lazer não é uma possibilidade, segundo ela, com um salário de R$ 1.213. "Há muito tempo eu não viajo. No cinema eu ainda vou, porque eu e o meu filho temos desconto. Às vezes vamos a algum parque público", diz ela. “Eu já tirei uma carteira de trabalho nova e estou procurando trabalho desde abril. Sou casada com um funcionário público e nossa renda é baixa.”

Sem tempo para os filhos
No Distrito Federal, a jornada de Jucimeire Barbosa, de 45 anos, chega a 60 horas por semana. Dá aulas de artes para o ensino fundamental pela manhã, trabalha à tarde, três vezes por semana, na coordenação da escola e leciona na turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite. Mal sobra tempo para os três filhos. "Muitas vezes meu filho de 6 anos espera eu chegar às 23h para ajudá-lo nos deveres", conta ela, sobre o ritmo de trabalho que mantém há 14 anos.

Jucimeire já chegou a trabalhar em três escolas de duas regiões diferentes – e fazia todo o percurso de ônibus. Mas a renda líquida média não passa de R$ 3,9 mil por mês, o que a impede de investir na carreira. "A gente se forma, trabalha e quer chegar a um ambiente organizado, com tranquilidade. Aí passa por dificuldades, sobra pouco tempo de cuidar de si mesmo, de seu espaço. É bem difícil mesmo."

Não tem como sobreviver dando aula em apenas uma escola, o salário é muito pouco"
Leossandro Adamiski, professor

Professor faz jornada tripla para ser advogado
Em Mato Grosso do Sul, o professor Leossandro Carlos Adamiski, de 28 anos, já fez jornada tripla para trabalhar e agora faz para estudar. Ele trabalha 36 horas por semana em duas escolas dando aulas de filosofia. À noite, cursa Direito.

"Dou aula de manhã e a tarde. No período da noite estou fazendo outra faculdade. Temos que estar preparados para o mercado. Afinal a profissão de professor não está tão fácil", conta o professor.

Ele afirma que é impossível pagar as contas dando aulas em apenas uma escola. “Já cheguei a dar aulas nos três turnos para complementar a renda. Não tem como sobreviver dando aula em apenas uma escola, o salário é muito pouco. Juntei dinheiro para comprar meu carro porque eu tinha que ficar indo de uma escola para outra e gastava quase uma hora no ônibus".

Adamiski diz que o trabalho acaba preenchendo parte dos dias de folga. "Além das aulas, temos que levar para a casa as provas e trabalhos para corrigir. Temos que fazer diários, relatórios e planejamentos de aulas", afirma.

Em Videira (SC), o professor Ravel Ribeiro, de 27 anos, se divide entre quatro escolas, de manhã, à tarde e à noite. No total, são 50 horas/aula, que rendem um salário líquido de R$ 1.980. A mulher está grávida, e o casal tem outro filho de dois anos, com quem Ravel só tem as noites de segunda e terça.

Ele faz parte da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Estadual de Ensino do estado, onde os professores estão em greve desde o dia 18 de maio.

Pós-graduado e estudante de mestrado, ele dá aulas de matemática e química para cerca de 450 alunos. “Meu objetivo com o mestrado é dar aula numa escola particular ou numa universidade”, diz.

Marcelo Santana enfrenta uma tripla jornada nas redes  municipal,  estadual e ainda dá aulas em um colégio particular na Ilha do   Governador, subúrbio do Rio. (Foto: Patrícia Kappen/G1 )Marcelo Santana enfrenta uma tripla jornada nas
redes municipal, estadual e ainda dá aulas em um
colégio particular na Ilha do Governador, subúrbio
do Rio (Foto: Patrícia Kappen/G1)

'Correr de lá para cá'
Marcelo Santana enfrenta uma tripla jornada nas redes municipal, estadual e ainda dá aulas num colégio particular na Ilha do Governador, subúrbio do Rio. Mora com a filha de 19 anos e os pais, de quem precisa de ajuda financeira. Pela rede estadual, recebe cerca de R$ 940 e, pela municipal, R$ 1.337. Na particular, são R$ 350.

“A minha filha faz pré-vestibular comunitário porque não dá para eu pagar um pré-vestibular top de linha”, reclama. “Houve um tempo em que eu dava 60 aulas por semana, mas estou cansado. Diminuí para 40 aulas.” Hoje, são 32 horas semanais no município, mais 16 horas no estado e outras quatro horas semanais na rede particular.

“A gente trabalha com uma realidade complicada, de vários tipos de alunos. Você não pode fazer um trabalho com mais afinco porque você tem que correr de lá para cá”, diz.

'É pura vocação', diz professor pós-graduado
O casal de professores Luiz Henrique Rodrigues, de 50 anos, e Clécia Lúcia de Lacerda, de 37 anos, que trabalha na escola estadual Martins Pena, na Zona Sul de São Paulo, faz jornada dupla para conseguir manter o orçamento doméstico. Com descontos e abonos, o professor, que é pós-graduado em história e tem ainda dois cursos de especialização, recebeu, em abril, R$ 1.617, por 40 horas semanais. "É pura vocação", afirma ele sobre a profissão.

Clécia, professora de português, cumpre 30 horas de trabalho na rede pública estadual e mais uma jornada de 40 horas na rede municipal. "Não pode pensar no salário na hora que vai para a sala de aula", diz ela, que ganha um salário de R$ 1.552, fruto de um aumento recente pelo bom desempenho na avaliação de mérito. "Acho que meus alunos precisam de mim. Eu faço a diferença na sala de aula. Eu tenho esse retorno deles.”

O casal de professores Luiz Henrique Rodrigues, 50, e Clécia  Lúcia  de Lacerda, 37, que trabalha na escola estadual Martins Pena, na  Zona  Sul de São Paulo. O casal de professores Luiz Henrique Rodrigues
e Clécia Lúcia de Lacerda, que trabalha na escola
estadual Martins Pena, na Zona Sul de SP.
"É pura vocação", diz ele (Foto: Letícia Macedo/G1)

A pedagoga Karina Sousa, com duas pós-graduações no currículo e cursando a segunda graduação, recebe um salário bruto de R$ 1.700 para trabalhar 40 horas por semana, também em Videira (SC). Casada e com um filho, ela tenta economizar indo a pé para uma das escolas em que trabalha. Na volta, conta com a carona dos colegas.

Para dar conta dos cursos de qualificação, Karina chegou a vender roupas informalmente, a fazer empréstimos e a dar aulas de reforço em casa. “Nos primeiros anos, eu não tinha acesso à internet e computador em casa. Para a última pós-graduação, tive que negociar as parcelas em atraso para passar pela banca de conclusão de curso. Para pagar a outra, fiz um empréstimo de R$ 2,4 mil”, conta.

Ela trabalha há cinco anos na rede estadual como professora ACT, que tem contrato por ano letivo. Em janeiro e fevereiro, quando as escolas estão em férias, Karina fica sem trabalho e sem renda. Ela diz pensar em se mudar de estado e ir para o Distrito Federal, onde o salário é melhor, ou até em mudar de país.

Quase metade do salário com combustível
Em Mato Grosso, a professora Letícia Aquino da Silva, de 27 anos, chega a gastar quase metade do salário em combustível para se deslocar a uma cidade onde dá aulas. Ela é professora de educação física em duas escolas das redes estadual e municipal.

Como funcionária do estado ela trabalha em um colégio que fica em outro município, no período noturno. Todos os dias ela se desloca de Cuiabá para a cidade de Rosário Oeste, a 133 quilômetros da capital. A professora usa o próprio carro para viajar até o serviço. “Vou com o meu carro porque de ônibus o horário não daria certo. Talvez fosse até mais barato ir de ônibus, mas não dá”, explica Letícia.

Para percorrer a distância entre a casa e o trabalho, Letícia afirma que gasta quase a metade dos R$ 1.873,02 que recebe como professora com combustível. Ela sai de casa às 17h e chega ao município às 19h. A aula termina às 22h. O retorno é feito no mesmo dia, e só por volta da meia-noite é que ela consegue chegar em casa. E a partir das 7h do dia seguinte, tem que estar dentro da sala de aula na escola em que também trabalha, em Cuiabá, na rede municipal.

“Esse mês eu gastei R$ 700 com combustível porque o preço diminuiu. Mas no mês passado eu cheguei a gastar mil reais”, conta.

A professora Alessandra Andrade de Souza Said, de 37 anos,   trabalha 12 horas diárias para manter as contas em dia em Minas Gerais   (Foto: Alex Araújo/G1)A professora Alessandra Andrade de Souza Said,
37 anos, trabalha 12 horas diárias para manter as
contas em dia em MG (Foto: Alex Araújo/G1)

Rotina de bicos
A rotina não é diferente em Minas Gerais. A professora Alessandra Andrade de Souza Said, de 37 anos, que dá aulas há 11 na rede estadual de educação, em Belo Horizonte, diz que há colegas que vendem roupas, bijuterias e cosméticos para completar a renda. Ela trabalha uma média de 12 horas diárias para conseguir manter as contas em dia.

Pela maratona profissional de três turnos, a educadora ganha R$ 2.652. No contracheque dela, o valor pago pelas 21 aulas no estado é de R$ 567,04. Com as gratificações, o salário vai para R$ 1.252,54.

Casada e mãe de uma menina de 12 anos, a professora diz que ajuda o marido nas despesas de casa e que não tem nada extra.

“Acho que, se fosse o caso, eu poderia cortar a TV a cabo porque a internet eu preciso para trabalhar e a minha filha para estudar, pesquisar. Ainda bem que eu não pago aluguel. Já pensou se pagasse?”, questiona.

Na escola Martins Pena, a professora de física e matemática Luciany Shirley Lúcia da Silva, de 45 anos, dá aulas há 19 anos, mas não é efetiva. A jornada de 40 horas semanais rende um salário líquido de R$ 1.600, porém, o desconto de um empréstimo consignado faz com que a remuneração não seja suficiente para arcar com as despesas.

"Pago R$ 500 de aluguel e R$ 150 de transporte. Se precisar ir ao dentista ou comprar medicamentos, preciso contar com os meus trabalhos extras. Se não, jogo no cartão para pagar no mês seguinte", conta.

Para a professora Alessandra Said, além da desvalorização salarial, há a desvalorização humana. “Professor e nada é a mesma coisa.”

*com textos de Alex Araújo (MG), Kelly Martins (MT), Letícia Macedo (SP), Marcelo Parreira 9DF), Maria Angélica Oliveira (SP), Patrícia Kappen (RJ) e Tatiane Queiroz(MS)


Prova de mérito deixa de ser único critério para promoção de professor em SP

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, 17/06/11

 

Proposta da nova política salarial para o magistério paulista, encaminhada pelo governador Alckmin à Assembleia, modifica principal diretriz da gestão José Serra; docente no final da carreira que atingir todas as metas ganhará teto de R$ 6,7 mil

 

Mariana Mandelli - O Estado de S. Paulo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) enviou ontem à Assembleia Legislativa o projeto de lei complementar da proposta de política salarial para o magistério. A partir do ano que vem, todos os profissionais que atingirem a nota exigida pela Secretaria Estadual de Educação na prova de mérito serão promovidos. Além disso, a prova não será o único critério para evoluir na carreira - como foi determinado pelo governo anterior, de José Serra (PSDB).

A proposta, adiantada ontem pelo Estado, altera a principal medida na gestão educacional da administração anterior. Hoje, pela prova, apenas 20% dos docentes que atingem a nota estipulada conseguem o aumento por mérito. Professores e especialistas ouvidos pela reportagem consideram positivo o fim do limite de 20%, mas afirmam que os novos critérios, que servirão para compor o pacote de promoção e ainda estão em estudos, devem ser bem estruturados.

O Programa de Valorização pelo Mérito, do qual a prova faz parte, foi feito em 2009 e causou polêmica e conflito com os sindicatos, que o consideram excludente e pediam mais diálogo. Além de promover apenas 20% dos profissionais, o plano de carreira atual divide a remuneração dos educadores em cinco faixas - o professor avança à medida que passa na prova, com aumentos de 25% sobre o salário-base.

Com as mudanças, agora o professor vai evoluir em dois eixos, horizontal e vertical, ambos com oito níveis salariais. No vertical, entram a prova e os demais critérios - a serem definidos -, que vão conceder acréscimos de 10,5% sobre o salário atual (e não o base). No horizontal, que leva em conta a progressão acadêmica (como cursos de pós-graduação), os aumentos serão de 5%. Assim, o salário do professor poderá aumentar em até 183%. Hoje, esse máximo é de 143%.

Com mais níveis, a ideia da pasta é incentivar o professor a estudar mais e progredir. Além disso, o docente vai poder participar da prova de mérito a cada três anos. “Hoje, ele só consegue realizar o exame de quatro em quatro”, disse o secretário de Gestão Pública, Julio Semeghini.

Em maio, Alckmin anunciou o aumento escalonado, em quatro anos, de 42,25% para os docentes. Na prática, em 24 anos, um professor de educação básica II (de 5.ª a 8.ª série), com uma jornada de 40 horas semanais, vai atingir no ápice da carreira, com os novos critérios, um salário máximo de R$ 6.704,07 - isso se ele passar em todas as provas e atender às exigências que serão criadas. Mesmo assim, é maior que o do modelo atual, de R$ 4.047,78.

As regras que vão garantir a evolução nos dois eixos serão definidas nos próximos meses com a criação de uma comissão paritária, com a participação dos sindicatos. No eixo horizontal, a ideia é dar destaque para a formação continuada. No vertical, além da prova, a pasta discute incluir critérios como o desempenho da turma, avaliações do docente em sala e análise que pais e professores fazem da escola.

“Todo processo de avaliação precisa ser aprimorado”, diz a secretária de Educação da gestão Serra, Maria Helena Guimarães de Castro. “Daí a necessidade de incorporar outras dimensões além da prova.” Ela não acredita que o atual governo esteja desmontando as políticas de Serra. “As questões centrais, como currículo e o Saresp (prova que avalia o desempenho dos alunos da rede), foram mantidas.”

Em nota, a Apeoesp, sindicato dos professores, disse que “quem deve debater o plano de carreira do magistério são os docentes”. “Não posso opinar sobre um projeto que não vi, mas esperava que o diálogo que estávamos estabelecendo prosperasse”, afirma Maria Izabel Noronha, presidente da entidade.

Docentes se dividem sobre novas regras

Os possíveis critérios para promoção, além da prova de mérito, dividem a opinião dos docentes que fizeram a prova e ficaram fora dos 20%, mesmo atingindo a nota. “Acho justo a comunidade avaliar o desempenho”, afirma a professora de artes e vice-diretora Dione Batista. Já o professor de português Carlos Alberto é contra as propostas em discussão. “São subjetivas. O professor não pode ser responsabilizado por coisas que ele não controla. Acho um absurdo ter de fazer prova para ser promovido.”


Poli-USP quer captar verba para pesquisa nos moldes de Harvard

 

O orçamento anual da Universidade Harvard (EUA), considerada a melhor do mundo, beira os R$ 6 bilhões. Mas só 20% desse montante vem do governo americano.

O resto do dinheiro é uma soma de anuidades, doações e rendimentos dos chamados "endowments", fundos de investimentos da instituição.

Esse é o modelo importado pela Escola Politécnica da USP, que agora terá seu fundo de investimentos --iniciativa pioneira nas universidades públicas brasileiras.

Assim como em Harvard, o fundo será gerenciado por uma empresa, a Endowments do Brasil, responsável por aplicar o que virá do setor privado e de ex-alunos.

"O dinheiro permanecerá intocável. Os dividendos da aplicação serão revertidos em recursos para pesquisa", explica José Roberto Cardoso, diretor da unidade da USP.

A escola ganha autonomia para financiar parte de seus trabalhos sem depender de agências de fomento e do Estado (85% dos R$ 2,89 bilhões liberados pelo governo à USP são consumidos pela folha de pagamento da universidade).


Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

A iniciativa, no caso da Poli, veio dos próprios alunos. Foi o Grêmio da Poli que criou o "endowment" e fez a primeira doação: R$ 100 mil. Agora, a expectativa é por recursos vindos de fora.

"Esperamos que o fundo desenvolva uma cultura de doação que ainda não existe no país", diz Danielle Gazarini, presidente do grêmio.

A falta de "costume" em doar e receber doações é tão grande que a própria USP não contabiliza quanto dinheiro extraorçamentário recebe.

Cardoso diz que a ideia é difundir a proposta internamente na universidade. "Já fomos procurados por algumas unidades da USP para falar da nossa iniciativa."

Por enquanto, a estrutura gerencial do fundo é pequena. A Endowments do Brasil tem alguns sócios, e só. "O custo do gerenciamento não consumirá mais de 10% do valor que se resgate", diz Felipe Sotto-Maior, um dos diretores da empresa.
Por isso, não está previsto inicialmente uma equipe de captação de recursos, ou seja, pessoas responsáveis por contatar os ex-alunos e seduzi-los para que contribuam.

Em Harvard, há 150 funcionários gerenciando os vários "endowments" da universidade e fazendo a captação. De acordo com Sotto-Maior, o fundo pode ainda ajudar a aproximar o setor produtivo da universidade.

Mas as empresas não vão interferir no gerenciamento do fundo. Quem decidirá quais projetos receberão os recursos será um conselho, afirmam os idealizadores. "Será como uma agência de fomento: o pesquisador submete um projeto e o conselho avalia", diz Cardoso.


UEG: vestibular registra 10,36% de abstenção

 

O POPULAR, GERAL, 19/06/11

 

Deire Assis 19 de junho de 2011 (domingo)

A segunda etapa do vestibular da Universidade Estadual de Goiás (UEG), realizada ontem, registrou abstenção de 10,36% dos candidatos aprovados na etapa anterior. Ontem, os candidatos responderam a questões das provas discursivas específicas para cada área de conhecimento e fizeram a prova de redação.

Ao todo, 1.323 estudantes foram classificados para esta segunda etapa do processo seletivo da UEG. Os exames foram aplicados nas cidades de Goiânia, Anápolis, Ipameri, Itumbiara, Minaçu e São Luís de Montes Belos.

A UEG, que dispõe de sistema de cotas para seleção de novos integrantes, teve 41,95% dos candidatos aprovados para esta segunda etapa inscritos nesta categoria, total de 555 estudantes. A maioria deles - 74,23% - é oriunda de escolas públicas.


Marconi assina convênios com UFG, PUC e UEG

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CAFÉ DA MANHÃ, 20/06/11

 

Marconi_assina_convenios_com_UFG__PUC_e_UEG.doc


Bullying nas escolas

 

DIÁRIO DA MANHÃ, POLÍTICA & JUSTIÇA, 20/06/11

 

Bullying_nas_escolas.doc


Valorizar o professor ou o mérito?

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 20/06/11

 

Valorizar_o_professor_ou_o_merito_.doc


USP festeja 100 mil títulos de mestrado e doutorado

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 19/06/11

 

Maior universidade da América Latina trabalha agora para melhorar qualidade dos programas

 

Mariana Mandelli e Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

No ano em que completa 77 anos, a Universidade de São Paulo (USP), maior instituição de ensino superior da América Latina, comemora o total de 100 mil títulos de pós-graduação, entre mestrados e doutorados. Com o feito, agora a universidade se volta para a necessidade de discutir novos critérios para aprimorar a qualidade dos programas.

Filipe Araujo/AE
Filipe Araujo/AE
Sala 3D. Alunos da Poli no laboratório de Engenharia Naval

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Professores pioneiros dão valor à titulação

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O número de 100 mil títulos se refere apenas aos trabalhos registrados após 1969, quando surgiram os padrões para a pós-graduação do País. Ficam de fora dessa contagem, portanto, inúmeras personalidades que obtiveram o reconhecimento acadêmico antes daquele ano, mas ajudaram a compor os cenários político, intelectual e científico do País, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os literatos Antonio Candido e Alfredo Bosi, o economista Antonio Delfim Netto, o jurista Miguel Reale Júnior, o geneticista Crodowaldo Pavan e o cardiologista Adib Jatene, entre outros.

A universidade - que hoje abriga 56 mil estudantes de graduação e 22 mil de pós-graduação - vai realizar um grande evento em outubro, quando o marco simbólico dos 100 mil títulos será atingido. Do total, 53% são mestrados e 47%, doutorados. A unidade que mais produziu títulos - 9,5% - foi a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

"Os números, embora importantes, devem ser acompanhados por qualidade contínua e crescente", afirma o reitor da USP, João Grandino Rodas. Segundo ele, "a tendência é exigir mais dos alunos, visando à formação ampla dos titulados".

Reflexão. O pró-reitor de pós-graduação Vahan Agopyan afirma que o momento é de reflexão. "Estamos com um modelo antigo, da década de 1960", destaca. "Precisamos nos questionar: queremos formar doutores só para alimentar a universidade ou para termos recursos de alto nível para o desenvolvimento do País?"

Até agora, nenhum pesquisador titulado pela USP faturou um Prêmio Nobel. Contudo, alguns já receberam homenagens equivalentes em áreas que não são contempladas pela academia sueca. O físico José Goldemberg, por exemplo, recebeu em 2008 o Blue Planet, principal homenagem aos benfeitores do meio ambiente. Dois anos antes, Paulo Mendes da Rocha recebeu o Pritzker, prêmio mais importante da arquitetura mundial. E o reitor João Grandino Rodas recorda que o principal candidato brasileiro a um Nobel é o neurocientista Miguel Nicolelis - um "uspiano" que não economiza críticas à própria USP.

Para os titulados, o marco de 100 mil trabalhos de pós-graduação guarda histórias e sentimentos de gratidão à universidade. "Tenho 30 anos de USP", conta o ministro da Educação, Fernando Haddad, que fez a graduação, o mestrado e o doutorado na área de Direito. "Eu me sinto, mais do que tudo, um uspiano. Entrei com 18 anos e nunca mais saí da USP - e ela também não saiu mais de mim."

A vida do geógrafo Aziz Ab"Saber também sempre orbitou ao redor da USP. Lá ele descobriu sua paixão pela geografia e se tornou uma referência, dentro e fora do Brasil, quando o assunto é impacto ambiental da ação humana. Recorda sorrindo que, em 1946, foi contratado como jardineiro pela universidade. A ideia foi de um professor. "Era um jeito de eu manter um pé na USP", afirma.

O casal Victor e Ruth Nussenzweig, responsáveis pelas principais descobertas que poderão levar a uma vacina contra a malária, iniciaram suas carreiras na Faculdade de Medicina da USP. Lá, fizeram o doutorado. Victor recorda a grande liberdade de que gozavam para pesquisar em uma faculdade ainda em criação. "Não tive um orientador de doutorado", recorda. "Naquela época, a tese dependia muito mais do aluno."


Homofobia na escola cresce 160% em SP

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 19/06/11

 

Estudo feito com base em questionário do Enem, de 2004 a 2008, expõe discriminação

 

Isis Brum - O Estado de S.Paulo

É mais com raiva que saudade que o tradutor e editor de livros Alexandre Camarú, de 41 anos, lembra do ensino médio. Naquele período, foi perseguido e humilhado por colegas de sala e professores por ser gay. Foram tempos difíceis no ambiente escolar, de exclusão e angústia, que o tempo não ajudou a reduzir - não para os adolescentes homossexuais.

Um levantamento inédito, feito com base no questionário socioeconômico do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre 2004 e 2008, mostra um crescimento de 160% no número de pessoas que se declararam vítimas de homofobia no Estado de São Paulo.

O índice é superior à média do País, cujo aumento foi de 150%, e coloca o Estado na lista dos cinco mais homofóbicos do Brasil - atrás de Santa Catarina (211%), Paraná (175%), Rio Grande do Norte (162,5%) e Alagoas (164,7%).

Em 2004, 1,5% dos estudantes paulistas afirmou ter sofrido preconceito por causa de sua orientação sexual. Quatro anos depois, o porcentual passou para 3,9%. Foram analisadas as respostas de 6,4 milhões de estudantes concluintes do ensino médio, com idades entre 16 e 25 anos, que prestaram o Enem entre 2004 e 2008. Após esse ano, as questões relativas à homofobia foram retiradas dos questionários.

Mais denúncias. Para especialistas em diversidade sexual, o aumento da homofobia está relacionado à maior consciência da discriminação por parte das vítimas - o que faz aumentar as denúncias.

Outra hipótese relaciona o crescimento da discriminação ao maior número de adolescentes que assumem a sua homossexualidade desde cedo.

"Esse é um problema de influência de vários níveis, de como a escola se organiza e da cultura", afirma Josafá Cunha, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), um dos pesquisadores. "A reação dos nossos colegas nos ajuda a saber que comportamentos estão corretos e quais não são tolerados pela sociedade. As crianças adotam esses valores como reflexo da cultura e os replicam na escola", continua.

O problema é que a discriminação e a violência causada pela intolerância à diversidade sexual fazem da escola um ambiente muito menos acolhedor. Em uma escala de zero a dez pontos, a percepção da qualidade do ensino foi, em média, meio ponto maior entre os que não relataram perseguição homofóbica.


MEC abre inscrições para o ProUni nesta segunda-feira

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 20/06/11

 

Programa dá bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. Prazo termina na sexta-feira (24).

 

O Ministério da Educação vai abrir as inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) nesta segunda-feira (20).  O prazo para inscrições vai até sexta-feira (24). O ProUni distribui bolsas de estudo em instituições de educação superior privadas. Serão oferecidas bolsas integrais (100%) ou parciais (50% e 25%).

O processo seletivo do ProUni será constituído por apenas uma etapa com três chamadas sucessivas. Os resultados dos candidatos pré-selecionados estarão disponíveis no site do ProUni na Internet nas seguintes datas: primeira chamada: 27 de junho; segunda chamada: 12 de julho; e terceira chamada: 25 de julho.

O candidato pré-selecionado deverá comparecer à respectiva instituição de
ensino superior para aferição das informações prestadas em sua ficha de inscrição e eventual participação em processo seletivo próprio da instituição.

Para concorrer às bolsas, os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010, ter atingido no mínimo 400 pontos na média das cinco notas do exame (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias, e a redação) e ter nota superior a zero na redação.

Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. O estudante não pode ter nenhum curso superior. As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. Além de ter feito o Enem 2010 e ter alcançado a pontuação mínima, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral.

Professores da rede pública de ensino básico, que concorrem à bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia, não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.


Salário acima do piso atrai docentes de outros estados para Roraima

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 19/06/11

 

Professores que atuam em escolas de difícil acesso recebem gratificação.
Teto para quem possui doutorado chega a R$ 5 mil.

 

Atraídos pelo maior piso salarial do país, professores de todo o Brasil se mudam para lecionar na rede estadual de Roraima. Lá, o professor com formação de nível médio em início de carreira recebe R$ 1.400, fora uma gratificação de R$ 700, para jornada de 25 horas semanais. Um docente com doutorado no fim de carreira pode chegar ao teto de R$ 5.297,84 com gratificações para a mesma carga horária, segundo dados do governo.

Professores que atuam em escolas de difícil acesso em Roraima também recebem um adicional que pode atingir até 20% do salário base. Cerca de 80% das unidades escolares entram neste quesito, segundo a secretária de Estado da Educação, Cultura e Desportos, Lenir Rodrigues Luitgards Moura. Segundo ela, das 366 escolas do estado, 222 são indígenas, e em algumas o acesso é feito somente a pé ou a cavalo. "Em outras 101 escolas o acesso se dá só por helicóptero e avião, em outras 13, por barco e canoa."

Segundo a lei do piso do magistério e entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), um professor com nível médio deve ter remuneração de R$ 1.187 para uma jornada semanal de até 40 horas. Levantamento feito pelo G1 com governo e sindicatos mostrou que oito estados brasileiros não cumprem esta recomendação. São eles: Amapá, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Bahia, Ceará, Goiás, Pará e Rio Grande do Sul.

Professor Damião de Souza Carvalho se mudou da Paraíba (Foto:   Arquivo Pessoal)Professor Damião de Souza Carvalho se mudou
da Paraíba (Foto: Arquivo Pessoal)

'Não adianta ter dois ou três empregos'
Paraibano formado em física, Damião de Souza Carvalho, de 28 anos, seguiu o exemplo do irmão mais velho e se mudou para Roraima em 2007, após ser aprovado em concurso público.

Carvalho dá aulas de física para o ensino médio nos períodos da manhã e tarde em uma escola próxima de sua casa no município de Caracaraí e, apesar de ter as noites livres, descarta a possibilidade de arrumar outro emprego.

“O custo de vida aqui é alto, mas dá para viver tranquilo. Vivo bem, nem se compara à vida na Paraíba. Roraima é um estado que oferece mais oportunidade”, afirma o professor. Para ele, o salário de cerca de R$ 2.400 brutos, é suficiente. “Poderia pegar outra escola, mas minha aula não teria a mesma qualidade. Não adianta ter dois ou três empregos e chegar à sala de aula exausto", diz o professor que pretende ingressar no mestrado.

'Há respeito pelo professor'
Vlagner Fiorese, de 30 anos, também mudou de estado para dar aulas de educação física em Roraima. Ele é natural do Paraná e compõe o corpo docente da rede estadual desde 2008.

No Paraná ganhava salário base de R$ 600 para jornada de 40 horas; atualmente recebe cerca de R$ 2.000 – incluindo gratificação – por 25 horas semanais. “Aqui há um respeito pelo professor tanto que muita gente migra de outros estados. Temos muitos professores da Bahia, Maranhão e de outros lugares", afirma

Fiorese mora em São João de Baliza, perto da escola onde leciona e se diz acostumado com as diferenças culturais dos estados. "O povo é acolhedor, tive proposta para voltar ao Paraná, mas hoje eu não volto." Prestes a concluir a pós-graduação lato sensu em “Educação especial e inclusiva”, Fiorese também quer fazer mestrado. 

Rede estadual de Roraima atende mais de 86 mil alunos (Foto:   Divulgação)Rede estadual de Roraima atende mais de 86
mil alunos (Foto: Governo do Estado/Divulgação)

Para a secretária de Educação de Roraima, Lenir Rodrigues, se o salário oferecido pelo estado fosse baixo, seria praticamente impossível preencher o quadro com profissionais qualificados. "Nosso custo de vida é alto por estarmos longe dos grandes centros. Além disso, o governo reconhece o trabalho dos professores como de suma importância para o desenvolvimento social do estado."

Lenir diz que o governo se esforça para aplicar os 25% do orçamento em educação, conforme prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal, e que pretende no próximo ano desmembrar a secretaria de educação da de cultura e esportes para poder investir mais na pasta. Um dos desafios do estado, segundo a secretária, é melhorar a infraestrutura das escolas que hoje está longe do adequado.

O corpo docente da rede estadual de Roraima é formado por 5.079 professores do estado, 1.287 da União, e 714 temporários. No total, eles atendem 86.147 alunos.

(* Colaborou Maria Angélica Oliveira)


Máquina não simulará mente, diz cientista

 

FOLHA DE SÃO PAULO, CIÊNCIA, 18/06/11

 

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

 

O neurocientista Miguel Nicolelis, ele próprio um futurologista de mão cheia, só não tem paciência com um tipo de ideia futurista: a de que os computadores acabarão desenvolvendo uma mente que replicaria a do homem.

"O cérebro humano não é computável, não dá para simulá-lo com um algoritmo [lista de expressões matemáticas]", diz Nicolelis.

Ele se arrisca a prever que nenhum avanço teórico ou tecnológico vai mudar isso. "É quase como a velocidade da luz na física", compara: um limite que, por definição, não pode ser ultrapassado.

Em "Muito Além do Nosso Eu", livro de divulgação científica do pesquisador que está chegando agora ao Brasil, Nicolelis explica o porquê: o cérebro, diz ele, tem um ponto de vista, diferentemente das máquinas de silício.

Para o brasileiro, o órgão cria ativamente o mundo que percebemos, em vez de recebê-lo passivamente pelos sentidos. Estaria mais para simulador de realidade virtual do que para câmera digital.

ANDAR DA MENTE

O paulistano de 50 anos e palmeirense roxo, líder do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, participa na próxima quarta-feira do projeto Fronteiras do Pensamento, em São Paulo. Na obra, ele volta a detalhar seu antigo sonho: fazer um paraplégico voltar a andar usando apenas a força do pensamento.

O desejo pode virar realidade graças às chamadas interfaces cérebro-máquina, uma tecnologia que ele ajudou a desenvolver.

Nesse tipo de sistema, é possível "ler" a atividade elétrica de dezenas ou centenas de neurônios e traduzir esses sinais em instruções para mexer um membro robótico, ou mesmo, em tese, um exoesqueleto robotizado inteiro.

Formas embrionárias do conceito já funcionaram em ratos, macacos e humanos. Nicolelis, contudo, acha que é possível ir além. Nada impede que pessoas normais estendam o alcance de seus sentidos se conectando à distância com máquinas.

Conforme as interfaces forem se tornando menos desajeitadas e invasivas, ele e seus colegas apostam que será possível conectar diretamente a mente de duas ou mais pessoas.
Nasceria assim a "brainet", uma versão cerebral da internet.

Ideias ousadas desse tipo estão por toda parte no livro, e Nicolelis reconhece sua predileção por forçar um pouco os limites de seu campo.

Um dos problemas da ciência atual, afirma, é que as pessoas começaram a se contentar com "avanços pequenos, passos muito miúdos". "A coisa passou a ser um jogo de sobrevivência, enquanto devia ser um jogo de risco, até porque virou um negócio enorme. Perdeu-se muito do romantismo", diz ele.

Ele vê avanços na ciência brasileira dos últimos anos, mas alerta para o fato de que índices de produtividade, como número de artigos publicados por cientistas, podem não significar grande coisa.

"É um grande problema avaliar produção científica da mesma maneira que se avalia produção econômica. Tem gente que publica um único trabalho na vida, mas esse trabalho faz toda a diferença. Nesse sentido, a ciência está muito mais próxima da arte", afirma o pesquisador.


Com quase 3.000 emendas, PNE deve ficar para 2012

 

UOL EDUCAÇÃO, 19/06/11

 

O projeto de lei que criará o novo PNE (Plano Nacional de Educação), enviado ao Congresso Nacional no fim de 2010, recebeu 2.919 emendas parlamentares na comissão especial que analisa a matéria na Câmara. O documento irá estabelecer 20 metas educacionais que o país precisa cumprir até o fim da década. O relator da matéria, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), tinha previsão de terminar o relatório em agosto, mas, diante do número recorde de emendas, o texto deve ser concluído em setembro.

Depois da apresentação do relatório, abre-se novo prazo para apresentação de emendas. O presidente da comissão especial, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), prevê que a tramitação do plano na Câmara seja concluída até novembro, quando o texto será encaminhado ao Senado. Apesar de boa parte das emendas serem repetidas, a comissão discute com o centro de informática da Casa a criação de um software que seja capaz de classificá-las por tema para facilitar a análise por parte do relator. Gastão defende que não deve haver pressa para aprovar o novo PNE, apesar de o plano anterior ter perdido sua validade em dezembro de 2010 e o prazo de implantação do próximo ter começado neste ano.

“Todos os movimentos sociais queriam que o plano fosse aprovado o mais rápido possível, mas essa pressão até já diminuiu um pouco. É um plano que vai mexer com toda a estrutura da educação brasileira, não dá para fazer dessa forma. Temos os problemas de financiamento, por exemplo, que o próprio ministro não conseguiu dizer claramente qual será a solução”, explica Gastão.

A meta de número 20 do plano é uma das mais polêmicas: ela prevê que o país amplie para 7% do PIB (Produto Interno Bruto) o percentual de investimento público em educação – hoje esse patamar é em torno de 5%. Boa parte das emendas querem alterar a meta para 10%, atendendo a uma reivindicação das entidades da área.

Para a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, a questão do PIB é uma “ficção”: não adianta determinar o aumento dos investimentos se o plano não indicar quais serão as novas fontes de recurso. “A participação é tão grande [da apresentação de emendas], mas me preocupo se de fato a gente vai ter um documento com as características de um plano nacional, que não pode entrar no detalhe e querer determinar políticas para Estados e municípios, ele precisa ser mais macro”, afirma.

Ela avalia que o debate é importante e que todas as emendas precisam ser avaliadas, mas defende que o próximo PNE precisa ser factível para que não se repita o que ocorreu no plano anterior, quando a maioria das metas foi descumprida.

“Eu adoraria ter metas com 100% das crianças aprendendo e 100% das crianças na creche, é claro. Mas temos que entender que há um caminho para chegar lá. O plano precisa ser ao mesmo tempo ambicioso e factível”, acredita.

Seguindo para o Senado em novembro, o PNE passará por uma nova rodada de discussões em um ano de eleições municipais. “O PSDB, que é oposição, é muito ativo no Senado, especialmente nos temas de educação. Também temos que conciliar os anseios dos planos com os dos governadores e no Senado há muitos ex-governadores. Ninguém aprova um documento com tanta complexidade em um prazo curto”, avalia Gastão.


Educação vira rota em setor de turismo

 

UOL EDUCAÇÃO, 20/06/11

 

A demanda de escolas e universidades por monitores para trilhas e passeios educacionais fez com que o empreendedor Pedro Nascimento, 47, não somente mudasse o segmento de sua empresa, antes da área de eventos, mas também saísse da cidade onde morava com a família.

Gabo Morales/Folhapress
Pedro Nascimento posa para uma foto na Vila de Paranapiacaba, em   Santo André
Pedro Nascimento posa para uma foto na Vila de Paranapiacaba, em Santo André

Há seis anos, ele deixou a capital paulista rumo à Vila de Paranapiacaba, bairro turístico tombado em Santo André (SP), com um objetivo: criar a Ecodreams, empresa especializada em turismo pedagógico. "Obtenho lucro líquido de aproximadamente R$ 3.000 ao mês", calcula.

O segmento, ainda pouco explorado no país, busca promover educação e pesquisa para crianças e adultos dentro do ambiente natural. Profissionais de áreas diversas -de marceneiros a professores- buscam o serviço.

"A inserção na natureza agrega mais conteúdo prático às aulas e ao dia a dia dos profissionais", destaca Jean Claude, presidente da Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura).

O setor de turismo como um todo deve crescer 16,5% neste ano em relação a 2010, de acordo com o Ministério do Turismo. Na carona desse avanço, as viagens pedagógicas devem seguir o mesmo caminho, segundo a Abeta.

A Maritaca Turismo, que faz viagens pedagógicas no interior paulista e na Serra da Canastra (MG), cresce, em média, 40% ao ano. O faturamento, contudo, é sazonal. "Tenho mais serviço na primavera e no verão", cita o dono, Frederico Crema.

Formação de equipe

Para abrir uma empresa de turismo pedagógico, diz Crema, o empresário pode adquirir espaço próprio -chácara ou fazenda- ou ter escritório de onde organiza passeios em locais públicos ou alugados. O retorno financeiro, frisa, leva cerca de três anos.

"O investimento em profissionais não deve ser economizado pelo empresário. O bom turismo pedagógico exige trabalhadores capacitados, com conhecimentos em história e em geografia", reforça ele, que diz receber desde pesquisadores até chefes de cozinha nos passeios.


Mobilidade de alunos depende de apoio das universidades

 

IG, ÚLTIMO SEGUNDO, 20/06/11

 

Além da saudade da família, custos financeiros para se manter em outra cidade pode fazer com que estudantes desistam de vagas

 

Reitores e universitários são unânimes: para deixar as cidades onde moram em busca de formação longe de casa, os estudantes precisam de apoio. A decisão tomada por 11.432 jovens que se matricularam nas vagas oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) no primeiro semestre deste ano não é simples.

Os depoimentos de alguns desses universitários, entrevistados pelo iG em diferentes Estados brasileiros, mostram que a saudade da família é apenas uma parte dos dilemas vividos por eles. Os custos financeiros de se manter em outra cidade pode limitar e até impedir esses jovens de assumir as vagas que conquistaram. Reitores ouvidos pela reportagem contam que os pedidos de ajuda dos estudantes são inúmeros e os recursos para atendê-los, insuficientes.

“A ajuda da universidade é fundamental para mim. Recebo auxílio mensal da instituição para custear o transporte e a alimentação. Como eu moro com a minha avó em São Francisco do Sul, uma cidade próxima, não tenho outros custos. Mas só de ônibus gasto uns R$ 160. É caro”, conta Taiany Krum de Freitas, 17 anos. Ela deixou a casa dos pais em São Mateus do Sul, no Paraná, para viver o sonho de estudar em uma instituição federal. Ela cursa Medicina Veterinária no campus de Araquari (SC) do Instituto Federal Catarinense.

Vanessa Guedes, de 17 anos, acredita que, sem o auxílio recebido da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), não conseguiria morar na cidade e estudar. Estudante de licenciatura em Matemática, ela deixou a cidade de São Lourenço, no sul de Minas, no começo do ano. “Procurar assistência foi a primeira coisa que fiz. Eu não teria condições de bancar tudo”, admite. A jovem mora em uma república e recebe uma bolsa para trabalhar no restaurante universitário.

Por causa do Sisu, o Ministério da Educação aumentou a verba destinada às instituições participantes do sistema para garantir os programas de assistência estudantil. Em 2008, o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que custeia projetos de moradia estudantil, bolsas de alimentação e transporte nas instituições federais, tinha um orçamento de R$ 125,3 milhões. No ano seguinte, saltou para R$ 203,8 milhões. Com a criação do Sisu em 2010, as verbas para assistência aumentaram para R$ 304 milhões e, este ano, o MEC prevê o repasse de R$ 395 milhões às instituições. As participantes do sistema recebem mais recursos.

Apesar disso, reitores reclamam que não é suficiente. Deranor Gomes, pró-reitor de Integração, Assistência Estudantil e de Extensão da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), afirma que, para conseguir atender de forma “tranquila” os pedidos de auxílio precisaria ter o dobro do que recebe. Hoje, o orçamento da instituição para os programas de assistência chega a R$ 1,8 milhão. A primeira moradia estudantil acabou de ficar pronta.

“Estamos fazendo uma pressão junto ao fórum nacional de assistência estudantil para lutarmos por mais recursos. O MEC ainda trata as universidades mais novas da mesma forma que as mais antigas. É preciso considerar que as mais novas não têm restaurantes e residências, por exemplo, e precisamos de esforço maior”, pondera.

O reitor do Instituto Federal Catarinense, Cláudio Koller, conta que, no ano passado, perdeu alunos porque a verba ainda não havia chegado aos cofres da instituição na época da matrícula dos alunos. Inseguros, muitos deixaram de se matricular, porque não tinham condições de se manter longe de casa.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) teme a falta de recursos prejudique o processo de expansão das universidades e a mobilidade propiciada pelo Sisu. “A política de assistência precisa ser efetivada e precisamos de garantias de que ela será ampliada”, afirma o vice-presidente da entidade, João Luiz Martins.

 

Foto: Arquivo pessoal Ampliar

Pedro (casaco listrado de cinza e preto) deixou o Rio para estudar em Araquari: aprendendo a viver sozinho

Desafios

A preocupação dos pais é outro desafio para os estudantes que escolhem estudar em cidades distantes de casa. Vanessa conta que eles tomaram um susto quando ela decidiu se mudar e só conseguiu autorização para se matricular porque o campus do instituto federal era próximo da casa da avó dela. Pedro Paulo Ferreira da Silva Júnior, 17 anos, também estudante do instituto catarinense, deixou o Rio de Janeiro para viver em Araquari e conta que escolheu o bacharelado em Sistema de Informação por causa da grade curricular. A mãe, mesmo com receio, deu todo apoio. “Era a experiência que eu precisava. Tenho responsabilidades que não tinha. Aprendi a lidar com dinheiro, com a casa. Teria me arrependido se não tivesse aproveitado a oportunidade”, diz.

Roanna Beda, 20 anos, já havia deixado o conforto do lar para fazer cursinho. Baiana de Santa Maria da Vitória, ela foi para Brasília em 2008 se preparar para o vestibular de Medicina. Ela já cursava Farmácia quando viu no Sisu a oportunidade de concretizar seu sonho. Passou para a Univasf, que fica em Juazeiro (BA). “É muito difícil, mas é preciso construir essa cultura de sair de casa. Acho importante para o amadurecimento pessoal e profissional”, afirma.

 

Foto: Arquivo pessoal

Roanna havia deixado sua casa, em Santa Maria da Vitória (BA) para fazer cursinho. Agora foi estudar em Juazeiro: amadurecimento profissional também

Diferenças culturais

A convivência com estudantes de diferentes Estados e hábitos culturais tem sido tranquila na maioria das instituições, de acordo com estudantes e reitores. Problemas de adaptação e preconceito são casos isolados. Na turma de Marise Bernardo, 19 anos, estudante de Enfermagem da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata de Minas Gerais, os sotaques já se misturaram.

“Tem gente de todo lugar do mundo, até de Moçambique. A maioria é de fora. Minhas amigas são do Rio de Janeiro, da Bahia e de Minas, mas não tem ninguém de Viçosa. Minha adaptação está muito boa”, conta. “Cada um fala de um jeito. Um pega a gíria do outro”, completa a jovem que deixou a cidade de Mauá, em São Paulo, e vive com a ajuda da família.

A niteroiense Rosana Gomes, 29 anos, admite que a chegada em Pelotas, no Rio Grande do Sul, não foi tranquila. Ela conta que quase não tinha vida social fora da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), onde cursa Ciências Sociais. “Minha vida social ia de segunda à sexta”, brinca.

Sem enfrentar problemas de relacionamento com os colegas, Rosana foi ampliando seu círculo de amizades e as atividades fora da universidade. O único estranhamento foi com a vida menos agitada do interior. Agora, ela já pensa em seguir carreira acadêmica no Rio Grande do Sul.

*Com reportagens de Denise Motta, iG Minas Gerais, e Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul


TBC News firma parcerias

 

DIÁRIO DA MANHÃ, POLÍTICA & JUSTIÇA, 21/06/11

 

TBC_News_firma_parcerias.doc


Sisu tem quase 500 mil inscritos; número é o dobro do ano passado

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 21/06/11

 

Sistema de Seleção Unificada do MEC encerrou inscrições no domingo

 

Estadão.edu

Ao final de cinco dias, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, registrou, às 23h59 de domingo, 19, um total de 849.359 inscrições realizadas por 446.508 candidatos a vagas de instituições públicas de ensino superior. O número de inscritos nesta seleção, encerrada no domingo, é quase o dobro do registrado no processo do segundo semestre de 2010, quando 231 mil candidatos pleitearam as vagas ofertadas.

O Sisu seleciona os candidatos às vagas por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao inscrever-se, o candidato teve a possibilidade de escolher duas opções de cursos e instituições.

A lista de aprovados na primeira chamada será divulgada na próxima quarta-feira, 22, e estará disponível para consulta na página eletrônica do Sisu e na Central de Atendimento do MEC, pelo telefone 0800-616161.

Os candidatos selecionados terão os dias 27 e 28 de junho para fazer a matrícula na instituição de ensino para a qual foram aprovados. A documentação necessária pode ser consultada no boletim de acompanhamento do estudante, disponível no sistema.

Em 2 de julho será feita a segunda chamada. Os estudantes selecionados na primeira chamada em sua primeira opção não serão convocados nas chamadas posteriores, mesmo aqueles que não fizerem a matrícula.

Após as duas chamadas regulares, estará à disposição das instituições participantes uma lista de espera, a ser utilizada de forma prioritária para o preenchimento de vagas não ocupadas. Podem participar da lista os candidatos não selecionados em nenhuma de suas opções nas chamadas regulares e os candidatos selecionados em sua segunda opção, que queiram continuar concorrendo em sua primeira opção.

A manifestação somente poderá ser efetuada na primeira opção de vaga do candidato. O prazo para declarar interesse em permanecer na lista vai de 2 a 7 de julho.

Nesta edição do Sisu, são oferecidas 26.336 vagas em 48 instituições públicas de ensino superior.


Educação integral põe Apucarana no mapa

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 20/06/11

 

APUCARANA (PR). A cidade brasileira que implantou há dez anos o Sistema de Educação Integral na rede pública colhe agora os frutos do trabalho: o impressionante índice de 0,1% de evasão escolar em 2009, e notas cada vez melhores nas avaliações de desempenho organizadas pelo MEC. A experiência de Apucarana, município de 120 mil habitantes, no norte do Paraná, tornou-se o principal modelo recomendado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

As crianças ficam na escola das 7h30m às 16h30m. Depois das aulas, seguem para o reforço escolar, onde o professor percebe falhas e trabalha individualmente as dificuldades.

Os cerca de 9 mil alunos da rede municipal - 7 mil nas escolas de primeira à quarta série; 1,5 mil nas creches; 300 do ensino de jovens e adultos; e 300 da Educação Especial - são atendidos por 655 professores. O salário médio dos professores, segundo a prefeitura, foi R$ 1.637,56 em maio passado. O menor salário, para iniciantes com 20 horas semanais, é de R$ 776,32; o maior, de diretoras e coordenadoras, de R$ 4 mil.

Obrigada por lei a investir 25% do orçamento em Educação, Apucarana faz mais: destina 32% do seu orçamento para as 39 escolas municipais, que atendem alunos do primeiro ao quarto ano do ensino fundamental. No Paraná, o ensino do quinto ao nono ano é responsabilidade do governo estadual.

Os resultados aparecem nos índices nacionais, como a Prova Brasil. Em Matemática, a média de Apucarana cresceu: 198,4 (2005), 217,7 (2007) e 237,5 (2009). Em Português também houve evolução: 189,8 (2005), 195,7 (2007) e 206,6 (2009). No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a nota do município em 2009 foi 6,0, enquanto a do Estado do Paraná foi 5,4, a dos três estados do Sul, 5,1, e a do Brasil, 4,6.

Escolas oferecem aulas de balé, caratê e artesanato

O secretário de Desenvolvimento Humano, Cláudio Silva, diz que, no último Ideb, 60% das escolas da rede municipal tinham nota entre 6,0 e 7,0, 28% entre 5 e 5,9 e 12% entre 4,4 e 4,9. A média nacional foi de 4,6 e a do Paraná, 5,2.

Na escola Luiz Carlos Prestes, no bairro das Chacrinhas, a professora de Educação Especial Geralda Maria Matias da Silva se emociona quando fala de sua única aluna, uma menina de 9 anos que tem paralisia cerebral e movimentos restritos:

- A gente percebe pelos olhinhos dela que ela está entendendo tudo. Não consegue falar, mas ouve tudo com tanta atenção que a gente fica contente, emocionada até, quando percebe que ela está aprendendo.

As escolas da rede municipal têm autonomia para oferecer no período integral aulas e oficinas que agradem aos alunos. As mais requisitadas são balé, caratê, trabalhos manuais e artesanato. Na Escola Vida Nova, a professora Rosa de Oliveira Franzotte cuida da horta:

- Os alunos levam para casa não só as verduras, mas também o conhecimento para plantar e colher.

- Para cuidar da qualidade do ensino temos de diversificar oficinas. Fazer com que as crianças gostem da escola. A escola deve ser prazerosa - ensina a diretora Eliane Zanin.

No Parque Bela Vista, um dos bairros com maior vulnerabilidade social, a diretora da Escola Professor Idalice Moreira Prates, Eliane Zanin, reduziu as faltas com o projeto "Quem não falta ganha": todos os alunos que, no bimestre, não tivessem faltas concorriam a uma bicicleta. O índice de comparecimento foi subindo no ano passado: de 47% para 52%, depois para 74% e 78%. Uma das mais movimentadas festas foi a da chegada dos novos computadores. Os micros antigos foram sorteados entre alunos com faltas justificadas.

- Fizemos outro projeto trabalhando o aspecto da violência. Tinha muita briga e conseguimos diminuir o problema mostrando que o aluno podia ter outra conduta - conta Eliane.

Muitos pais passaram a ser voluntários. Fátima Regina N. C. Rodrigues levou um grupo de crianças ao dentista na Unidade Básica de Saúde, ao lado da Escola Professor Idalice Moreira Prates. A dentista da UBS reclamava que os pais não levavam os filhos para tratar os dentes. A diretora teve a ideia de juntar grupos de cinco a sete crianças e colocar uma mãe voluntária para levá-las ao consultório. Fátima aceitou o trabalho porque acredita que deve retribuir o carinho que a filha Giovana, de 9 anos, recebe na escola:

- Minha filha adora tudo. Faz balé, aula de artesanato. Aprendeu até a fazer um cachecol. É tanto carinho que as crianças nem querem ir embora.

Mãe de Isadora, de 9 anos, Tânia Regina A. C. Alves, outra voluntária da educação integral, conta que a filha é superativa e teve a chance de participar de várias atividades:

- Ela participa de tudo, torneio de bola queimada, aulas de bordado, pintura. Mas se identificou mesmo foi com o balé.

A escola oferece alimentos comprados diretamente de produtores da região, enriquecidos muitas vezes pela horta, e tratados de forma balanceada por nutricionistas. São três refeições por dia: café da manhã, almoço e café da tarde.

Reeleito depois de convencer a cidade de que a educação integral era o caminho certo, o então prefeito Padre Valter Pegorer (PMDB) fez o sucessor. O atual prefeito, João Carlos de Oliveira (PMDB), admite que só foi eleito em 2008 por causa do projeto.

Mas o município conseguiu uma excelência cuja continuidade é incerta. A partir do quinto ano, o ensino cabe ao governo estadual, e o modelo integral é interrompido:

- A gente não pode esquecer que é a partir dessa idade, da pré-adolescência, que começa a fase mais crítica do desenvolvimento. Então, a educação integral não pode ser interrompida, tem que ter continuidade - reivindica Tânia Regina A. C. Alves.


Estudantes criam veículo que "anda" em 360º e até de ponta cabeça

 

FOLHA DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 21/06/11

Depois que um australiano anunciou uma moto voadora, estudantes da Universidade de Adele, na Austrália, apresentaram uma espécie de veículo que gira 360º.

O nome Edward é uma sigla para uma expressão em inglês, que pode ser traduzida como veículo elétrico de duas rodas, com sistema ativo de rotação, que usa amortecedores.

Divulgação
Em testes, não há previsão de quando o Edward chegará ao mercado
Não há previsão de quando o Edward chegará ao mercado

O nome é grande, mas já descreve exatamente o que é a invenção. O Edward é controlado por um joystick, semelhante aos que controlam um video-game.

Amortecedores impedem que a cabine do piloto rotacione quando ele freia ou acelera. O veículo gira no próprio eixo e tem velocidade máxima de 40 km/h.

O motorista não pode ter estômago fraco porque o protótipo, em testes, aparece dando piruetas inesperadas e até andando com o condutor de ponta cabeça.

A estrutura simples, porém, deixa o motorista muito exposto. Não há proteções ou carroceria. O modelo tem apenas um banco, entre as duas rodas paralelas, e uma plataforma para apoiar os pés. O joystick fica entre as pernas do condutor.

O Edward parece um brinquedo, mas o grupo de pesquisa insiste que ele é uma opção viável para o trânsito urbano. Segundo os criadores, as vantagens do veículo estão em ser pequeno, ocupando pouco espaço no trânsito, elétrico, não emitindo poluentes, e divertido de dirigir.


Estudantes recebem medalhas de ouro da olimpíada de matemática

 

UOL EDUCAÇÃO, 21/06/11

 

Cerca de 500 estudantes de todo o país serão premiados hoje (21), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com medalhas de ouro da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). A cerimônia será às 14h e terá a participação da presidente Dilma Rousseff e dos ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Haddad (Educação).

Esta é a sétima edição da Obmep, que teve a participação recorde de 19,6 milhões de alunos do ensino fundamental e do ensino médio, de 44,7 mil escolas públicas de quase todas as cidades brasileiras (5.518 municípios, 99,16% do total).

Na avaliação do diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), Ildeu Moreira, a olimpíada de matemática “estimula o interesse” pela disciplina, “renova as abordagens” dos professores e ajuda a “quebrar a ideia de que a matemática é só para alguns e só serve para poucos”.

De acordo com Moreira, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do MCT realizou pesquisa de opinião com mais de 5 mil alunos, 5 mil professores, além de centenas de pais e diretores de escolas para avaliar as olimpíadas. O dado preliminar é que para dois terços dos entrevistados a iniciativa estimula a estudar matemática.

Em outra avaliação foi verificado, segundo Ildeu Moreira, “correlação positiva” entre a participação de alunos na Obmep e os resultados das escolas na Prova Brasil, que fornece dados para a avaliação da qualidade da educação no país.

O diretor do MCT lembra que os resultados da olimpíada guardam relação com a estrutura da escola, com a organização, formação e disponibilidade dos professores. Segundo ele, os colégios militares e os institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia - que têm professores com dedicação exclusiva e processo seletivo para entrada de estudantes -, costumam acumular os melhores resultados.

Todos os alunos premiados receberão bolsa de iniciação científica júnior (R$ 100) do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e aqueles que chegarem à universidade poderão receber bolsa de mestrado da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para fazer a pós-graduação simultaneamente ao curso superior, informa  Moreira.

As provas da olimpíada são aplicadas em duas fases. A primeira é objetiva (20 questões fechadas) e realizada nas escolas inscritas. A correção é feita pelos professores das próprias escolas, a partir das instruções e gabaritos elaborados pela organização da Obmep. Na segunda fase participam os alunos com melhores resultados (5% dos inscritos) para responder à prova discursiva (questões abertas, como problemas).

O site http://www.obmep.org.br/banco.htm tem bancos de questões das provas da olimpíada para que professores possam tirar sugestões de exercícios e alunos possam estudar. Segundo o MCT, a Obmep é a maior olimpíada de matemática do mundo.


China pretende reforçar educação bilíngue para reduzir discriminação contra minorias

 

UOL EDUCAÇÃO, 20/06/11

 

A Comissão de Assuntos Étnicos da China pediu às autoridades locais para reforçar o ensino bilíngue em regiões com presença forte de minorias étnicas e preparar professores para ensinar também nas línguas nativas desses grupos. Materiais didáticos também devem ser elaborados levando-se em consideração a diversidade cultural.

A relação entre a maioria han e grupos minoritários na China gera conflitos constantes em províncias como Yunnan, Guanxi e Tibete, este último foco de movimentos separatistas em 2008.

A comissão pede também que as línguas das minorias sejam utilizadas em publicações, programas de televisão, filmes e na internet.

Críticos do regime chinês acreditam que medidas com essas são apenas de “fachada”, a fim de aliviar pressões internacionais pelos direitos dos grupos étnicos.

Mais de 60% dos membros dos 55 grupos minoritários chineses falam idiomas diferentes do mandarim, a língua oficial da China. 30 milhões de pessoas escrevem usando outros tipos de escrita.

*Com informações da agência de notícias Xinhua


Universitários fazem intercâmbio com bolsa dentro do Brasil

 

IG, ÚLTIMO SEGUNDO, 21/06/11

 

Programa de mobilidade acadêmica da existe desde 2006 e financia estudantes em universidades longe de casa por até um ano

 

Para os reitores das universidades federais, promover a movimentação dos estudantes brasileiros entre instituições é um sonho e um objetivo. Desde 2003, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) criou um projeto com a intenção de financiar pequenos “intercâmbios internos” de universitários. Os interessados trocam de instituição por um período de seis meses a um ano, dentro do Brasil mesmo. Recebem, para isso, uma bolsa de estudos e apoio das federais.

Os objetivos da promoção desse tipo de experiência não diferem dos apontados como os maiores benefícios da mobilidade estudantil esperada com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação. O iG mostrou nesta segunda-feira que pouco mais de 11 mil jovens deixaram suas casas para fazer um curso superior em outros Estados na primeira edição deste ano. A busca é por trocas de experiências profissionais e pessoais, amadurecimento, formação mais completa e diversificada. Com a mobilidade acadêmica temporária, também.

“Manter a mobilidade acadêmica é muito positivo. É muito importante para os universitários passarem por experiências em diferentes locais. Apoiar programas que permitam aos estudantes passar pelo menos seis meses em outra universidade e região do País deveria ser outra prioridade do Ministério da Educação”, opina João Luiz Martins, vice-presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

O primeiro convênio criado com o intuito de promover a movimentação dos estudantes universitários pelas instituições federais de ensino superior foi assinado por 45 representantes em 2003. No entanto, o Programa de Mobilidade Acadêmica mantido pela Andifes saiu do papel mesmo em julho de 2007. À época, 16 instituições ratificaram o termo de adesão ao projeto. No final do ano passado, 41 universidades já participavam do programa e 204 estudantes estudavam longe de suas instituições de origem.

Para se tornar bolsista, o universitário precisa preencher requisitos. Deve ter concluído todas as disciplinas previstas para o primeiro ano ou os 1º e 2º semestres letivos do curso na instituição de origem. Só pode ter uma reprovação por período letivo (ano ou semestre). O interessado precisa apresentar à própria universidade uma lista das disciplinas que pretende cursar na instituição parceira. Ninguém pode passar mais de um ano no programa.

O limite de tempo é simples: a Andifes não quer que os universitários se transfiram para outras instituições. Para a entidade interessa o intercâmbio de ideias, que só se concretiza com o retorno dos jovens às universidades de origem e a divulgação das experiências vividas por eles entre os colegas. Segundo o secretário-executivo da Andifes, Gustavo Balduíno, o que falta para o programa deslanchar ainda mais é recurso financeiro. Hoje, o projeto conta com o apoio do banco Santander para funcionar. Mais de R$ 500 mil foram investidos em bolsas durante 2010.

Desafios e vantagens

Foto: Arquivo Pessoal Ampliar

Isis Moura deixou o Rio Grande do Norte para estudar um ano no Paraná

Quem participa do programa garante que as dificuldades enfrentadas para se mudar e planejar os estudos durante essa temporada fora da própria instituição valem a pena no final. Isis Moura, de 20 anos, deixou o Rio Grande do Norte, onde cursa artes visuais, para conhecer o ritmo do curso na Universidade Federal do Paraná (UFPR), fazer novos amigos, aprender. A chegada trouxe surpresas e algumas expectativas frustradas, mas, de modo geral, a jovem defende a oportunidade.

“Quando fui elaborar o plano de estudos e solicitei as ementas das disciplinas da UFPR para meu coordenador avaliar as equivalentes, não sabia que algumas das que eu queria eram anuais. Em nenhum momento fui avisada disso. Só descobri quando cheguei aqui em Curitiba, no dia da matrícula”, conta ela. Depois dos problemas contornados, hoje ela aprova o programa. “Conheci uma professora que me ajuda na pesquisa do meu trabalho de conclusão de curso, que tem contribuído muito para meus estudos”, conta.

Para Isis, os universitários devem ficar atentos aos detalhes da estrutura dos cursos. Ela conta que adaptação à cidade também não foi fácil, principalmente pela personalidade fechada dos curitibanos e pelo clima frio. “No meu primeiro dia, o professor pediu para a turma formar grupos para uma atividade e não fui convidada para nenhum, apesar de todos os meus colegas saberem que eu era de fora”, relembra. Agora, fez amigos e está adaptada à cidade.

Aprovação
A Andifes realizou um estudo com os estudantes que participam do programa para avaliar o grau de satisfação com a experiência. Para 97% dos universitários, a oportunidade de passar seis meses em outra instituição foi avaliada como excelente (80%) ou ótima (17%). A maioria dos participantes também elogiou a organização acadêmica e a estrutura física das instituições de destino: 37% consideraram excelente e 36%, ótima.


Três cursos mais procurados pelo Sisu são de Medicina

 

IG, ÚLTIMO SEGUNDO, 21/06/11

 

O mais concorrido foi o da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, seguida das federais do Maranhão e Ouro Preto

Os três cursos mais procurados na edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre de 2011 foram as graduações em Medicina da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro (Unirio), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). As inscrições foram encerradas no último domingo e a lista dos aprovados em primeira chamada será divulgada quarta-feira (22). Ao todo, 446 mil candidatos participam da seleção.

Com 70 vagas disponíveis, o curso de medicina da Unirio foi o campeão de inscrições: 19.503. Entre os dez mais procurados estão ainda análise de sistemas, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IF-SP), direito da Universidade de Mato Grosso do Sul (UFMS), direito da UFMA, ciência e tecnologia da Universidade Federal do Semiárido (Ufersa), engenharia civil da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR), direito na Unirio e medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Minas Gerais foi o estado com maior número de inscritos: 61.185. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (55 mil), São Paulo (51 mil), Pernambuco (36,4 mil) e Maranhão (36,1 mil). No Amapá , apenas 392 estudantes se inscreveram no Sisu. Cada candidato podia escolher até duas opções de curso ou instituição, elegendo sua prioridade.

Os aprovados terão os dias 27 e 28 deste mês para fazer a matrícula nas instituições de ensino. Caso o participante tenha conseguido uma vaga no curso marcado como segunda opção, poderá permanecer no sistema e esperar pela segunda chamada. Os selecionados para a primeira opção perdem a vaga se não fizerem a matrícula.

No dia 2 de julho, o MEC divulga a segunda chamada, com prazo de matrícula nos dias 5 e 6 de julho. Após esse período, o sistema gera uma lista de espera que fica disponível para as instituições selecionarem candidatos para as vagas remanescentes. Podem entrar na lista os estudantes que não foram selecionados (em nenhuma das opções escolhidas) nas duas primeiras chamadas. Os interessados deverão fazer essa opção no próprio sistema, entre os dias 2 e 7 de julho.

O número de inscritos nesta seleção é quase o dobro do registrado no processo do segundo semestre de 2010, quando 231 mil participaram. O número de vagas também é maior: 26 mil em 48 instituições públicas, contra 16 mil vagas em 35 universidades e institutos no ano passado.

A lista de aprovados na primeira chamada será divulgada na próxima quarta-feira, 22, e estará disponível para consulta na página do Sisu e na Central de Atendimento do MEC, pelo telefone 0800-616161.

Os candidatos selecionados terão os dias 27 e 28 de junho para fazer a matrícula na instituição de ensino para a qual foram aprovados. A documentação necessária pode ser consultada no boletim de acompanhamento do estudante, disponível no sistema.

Em 2 de julho será feita a segunda chamada. Os estudantes selecionados na primeira chamada em sua primeira opção não serão convocados nas chamadas posteriores, mesmo aqueles que não fizerem a matrícula.

Após as duas chamadas regulares, estará à disposição das instituições participantes uma lista de espera, a ser utilizada de forma prioritária para o preenchimento de vagas não ocupadas. Podem participar da lista os candidatos não selecionados em nenhuma de suas opções nas chamadas regulares e os candidatos selecionados em sua segunda opção, que queiram continuar concorrendo em sua primeira opção. A manifestação somente poderá ser efetuada na primeira opção de vaga do candidato. O prazo para declarar interesse em permanecer na lista vai de 2 a 7 de julho.


Educação: Seduc cria bônus anual para motivar professores

 

O POPULAR, GERAL, 22/06/11

 

Pagamento a mais de até 100% é previsto para efetivos do Estado que exerçam função dentro das salas

 

Patrícia Drummond 21 de junho de 2011 (terça-feira)

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PREMIAÇÃO

Bônus anual de até 100% para professores dentro da sala de aula e assíduos. É o que a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) anuncia hoje, a partir das 10h30, no Auditório Mauro Borges do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, como forma de estimular a carreira docente. Conforme antecipou a Seduc ao POPULAR, o valor do bônus obedecerá a critérios e irá variar de acordo com a carga horária de trabalho do professor - será de R$ 1,5 mil para docentes com carga horária de 40 horas semanais e valor proporcional às demais cargas horárias.

Para ser beneficiado, o professor deve atender dois requisitos: ser docente efetivo do magistério público de Goiás e estar desempenhando função de regência de sala, em escola regular, no período compreendido entre 1° de agosto e 30 de dezembro de 2011, totalizando 100 dias letivos. O valor do bônus será proporcional ao número de faltas semestrais (veja quadro) .

"O Programa Reconhecer, de estímulo à regência, é destinado ao professor da rede estadual que participa efetivamente da rotina escolar. É uma forma de valorizar o professor que está na sala de aula, em contato direto com o aluno", destaca o secretário da Educação, Thiago Peixoto.

Segundo ele, a bonificação anual é um incentivo para que os professores efetivos, hoje em funções administrativas ou outras, voltem a lecionar. "Ao longo do tempo, esses profissionais perceberam melhores perspectivas assumindo funções fora da sala de aula. Nosso objetivo é mudar esse quadro. O bônus é apenas mais um instrumento, assim como o pagamento antecipado das férias, que já virá creditado na folha de junho", argumenta o secretário.

Thiago diz ter como meta, com a bonificação, levar de volta para a sala de aula cerca de 10 mil docentes, do quadro efetivo da Seduc, que ainda encontram-se exercendo outras funções na área pública. "Com a volta dos efetivos para a sala de aula, em substituição aos temporários, com certeza teremos margem maior para melhorar os salários".


Conselho da USP aprova mudança de Engenharia de Petróleo para Santos

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 21/06/11

 

Também foi decidida a criação de três cursos de Engenharia em Lorena; propostas seguem para avaliação do Conselho Universitário

 

Carlos Lordelo - Estadão.edu

O Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo aprovou ontem a criação de três bacharelados na Escola de Engenharia de Lorena, no interior do Estado, e a transferência do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica para Santos, no litoral.

Veja também:
link Presidente do Grêmio Politécnico aprova mudança de curso de Engenharia

As medidas dependem do aval do Conselho Universitário, instância máxima da USP, que se reúne para discutir o assunto no dia 28. Se as sugestões forem acolhidas, o próximo vestibular da Fuvest já oferecerá os novos cursos.

O câmpus de Lorena pleiteia a instalação das Engenharias Ambiental, Física e de Produção, cada uma com 40 vagas. Segundo a direção da unidade, a proposta é um “desdobramento natural” de áreas em que a escola tem grupos de pesquisa atuantes há cerca de 10 anos.

“A criação dos bacharelados visa a combater um dos principais gargalos ao crescimento do País, a carência de engenheiros bem formados”, diz o professor Arnaldo Ramalho Prata, presidente da Comissão de Graduação da escola. “Estamos realizando reformas para melhorar a infraestrutura dos cursos atuais e abrigar os novos ingressantes.”

Em Santos, a USP deve se instalar no bairro Vila Matias, na região central da cidade. O curso de Engenharia de Petróleo hoje funciona na Cidade Universitária, na zona oeste da capital. Com a mudança de endereço, o bacharelado passará a ser oferecido de forma independente na Fuvest, inicialmente, com dez vagas. A Poli planeja ampliar o número de cadeiras do curso para 50 a partir de 2013.

Também está em discussão na escola o aumento de 10 para 30 na quantidade de vagas do curso de Engenharia de Minas, que continuará na capital. Atualmente, o estudante presta vestibular para Engenharia na Poli e só escolhe a especialidade em Petróleo ou Minas após um ano.

O diretor da Poli, professor José Roberto Cardoso, diz que a unidade só espera a definição do Conselho Universitário para iniciar a adequação do prédio em Santos. “Estamos animados com a perspectiva da mudança.”

No mês passado, o Estadão.edu revelou o empenho do governo estadual em levar a USP para a Baixada Santista. A intenção é atender à demanda por profissionais especializados em petróleo e gás. A prefeitura de Santos também reivindica cursos nas áreas de logística e oceanografia.

À época, o prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB) disse que a instalação da universidade em Santos é “essencial” para o desenvolvimento da Baixada. “Confere à região a excelência técnica necessária para se manter nesse mercado emergente da exploração do petróleo na camada pré-sal.”

Fuvest terá 200 novas vagas em 2012

 

Caso seja aprovada a criação dos novos cursos de Engenharia no câmpus de Lorena, o próximo vestibular da Fuvest terá um acréscimo de 200 vagas. Em dezembro, a USP já havia decidido pela instalação de dois novos bacharelados na capital, ambos com 40 cadeiras para ingressantes. Com aulas em período integral e duração de 4 anos, Ciências Biomédicas será baseado na Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste. Já o curso de Saúde Pública terá aulas à tarde, durante 4 anos, na Faculdade de Saúde Pública, em Pinheiros, também na zona oeste.

Atualizada às 21h25


MEC divulga lista de convocados do SiSU de meio de ano

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 22/06/11

 

Foram disponibilizadas 26 mil vagas de ensino superior.
Matrícula dos selecionados será nos dias 27 e 28.

 

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira (22) a primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para vagas no ensino superior no meio do ano. O candidato pode consultar a lista no site do SiSU pelas instituições e cursos que concorreu (cada estudante podia se inscrever em até dois cursos).

Um total de 446.508 estudantes que fizeram o Enem 2010 concorreram a 26.336 vagas em 48 instituições públicas de ensino superior em 20 estados. A matrícula dos selecionados nesta primeira chamada será nos dias 27 e 28 de junho.

O SiSU foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em instituições públicas. De acordo com o ministério, foram oferecidas para esta edição do SiSU 10.552 vagas em cursos noturnos, 9.324 em cursos em período integral, 3.526 são para cursos matutinos e 2.934 para cursos vespertinos.

Minas Gerais é o estado com o maior número de instituições participando da edição do segundo semestre de 2011: dez, no total. A maioria das vagas está concentrada no Sudeste (9.784), seguido pelo Nordeste (9.451), Sul (5.181), Centro-Oeste (1.168) e Norte (752).

Seleção
A segunda chamada será divulgada em 2 de julho. A matrícula da segunda chamada será em 5 e 6 de julho.

Segundo o edital, as instituições de ensino superior poderão fazer o lançamento da ocupação das vagas no SiSU referentes à primeira chamada em 27, 28 e 29 de junho e referentes à segunda chamada em 5, 6 e 7 de julho.

Para participar da lista de espera, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do SiSU entre os dias 2 e 7 de julho. O candidato somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga. Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido selecionado para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga em qualquer das chamadas do processo seletivo.


Seleção para 75 mil bolsas começa no próximo semestre, diz Dilma

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 21/06/11

 

Segundo ela, alunos brasileiros vão para as melhores universidades do mundo. Dilma participou da premiação da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática.

 

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (21) que a seleção para a concessão de 75 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes de nível superior começará no próximo semestre.

"O ministro [Fernando] Haddad, da Educação, e o ministro [Aloizio] Mercadante, da Ciência e Tecnologia, têm o compromisso de começar esta seleção ainda para este semestre que vai se iniciar", afirmou Dilma durante cerimônia nacional de premiação da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. 

A iniciativa faz parte de um novo programa chamado Ciência sem Fronteira. O programa, segundo Dilma, levará alunos brasileiros para estudar "nas melhores universidades do mundo". "O que nós queremos é que nossas bolsas estejam nos Estados Unidos, na França, na Alemanha", afirmou a presidente.  

O programa contará com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que será responsável por 40 mil bolsas e investimento de R$ 1,47 bilhão. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concederá as 35 mil bolsas restantes.

Premiação
A presidente cumprimentou e tirou fotos com cada um dos 504 medalhistas de ouro presentes à cerimônia de premiação da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. A Olimpíada é voltada para alunos da rede pública que estejam cursando séries do 6º ano do ensino fundamental até o ensino médio.

Na 6ª edição da Olimpíada, foram premiados 3,2 mil alunos com 504 medalhas de ouro, 900 de prata e 1,8 mil de bronze. Os medalhistas receberão bolsas de estudos do CNPq e poderão participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) por um período de 12 meses. Além disso, os medalhistas de ouro poderão participar da Preparação Especial para Competições Internacionais (Peci).

Segundo Dilma, os medalhistas também são candidatos a receber bolsas de estudo no exterior. "A seleção é feita por mérito. Nós selecionamos pessoas como vocês, que estão aqui por mérito, para fazer esse programa", disse Dilma aos medalhistas. "Vocês são o orgulho do nosso país", concluiu.

Na edição da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática, mais de 19,6 milhões de alunos se inscreveram em 44.717 escolas públicas de 5.518 municípios do país (99,2% do total). Esses números representam um recorde de participação no evento, que em sua primeira edição, em 2005, contou com a inscrição de 10,5 milhões de alunos de 31 mil escolas do país.

Participaram da premiação os ministros da Educação, Fernando Haddad; da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante; da Pesca, Luiz Sérgio; da Comunicação Social, Helena Chagas; o governador em exercício do Rio, Luiz Fernando Pezão, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.


Secretário de Educação Superior do MEC explica regras do ProUni

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 21/06/11

 

Há 92 mil vagas em 1.303 universidades, segundo Luiz Cláudio Costa. Programa dá bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior.

O Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, disse nesta terça-feira (21) que a oferta de bolsas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre deste ano é recorde. São 92.107 vagas em cursos superiores distribuídas por 1.303 universidades.

Segundo Costa, o estudante deve usar a senha do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 para se inscrever no programa.

As inscrições estão abertas desde segunda-feira (20) e vão até sexta-feira (24). A primeira chamada será em 27 de junho. Depois, haverá mais duas chamadas e uma lista de espera, de acordo com o secretário.


Universitários brasileiros serão voluntários nos Jogos Mundiais Militares de 2011

 

UOL EDUCAÇÃO, 21/06/11

 

Cerca de 1.250 jovens universitários serão voluntários nos Jogos Mundiais Militares de 2011. O acordo foi assinado hoje (21) no Rio de Janeiro, entre a organização dos jogos e 16 universidades, públicas e privadas, dos estados do Rio e de São Paulo. As instituições participam do Projeto Rondon Esportivo, do Ministério da Defesa, cuja dinâmica servirá de modelo para o trabalho.

Os alunos de ensino superior, orientados por cerca de 45 professores, vão trabalhar colaborando na organização do evento, sendo alocados em funções relacionadas com os seus cursos.

De acordo com o coordenador-geral do Comitê de Planejamento Operacional dos Jogos Militares, general Jamil Megid, os voluntários serão distribuídos pelas diversas instalações esportivas. “Quem veio da faculdade de medicina vai para nossas instalações de saúde, completando nossa equipe profissional. Outros vão trabalhar nas relações públicas, na recepção das delegações, como intérpretes, e assim por diante”, explicou.

Megid disse que, por meio do convênio, haverá uma integração com a sociedade. “É não ficarmos só com os Jogos afetando as organizações militares. As competições serão de alto nível e é uma maneira de difundir os jogos, com as famílias participando e ampliando o conhecimento. Acho que todos saem ganhando.”

O Rondon é um projeto de integração social que envolve a participação voluntária de estudantes universitários. Coordenado pelo Ministério da Defesa, tem como objetivo contribuir para a formação do universitário brasileiro como cidadão. Com a participação de 6 mil atletas e com 20 modalidades esportivas, os Jogos Mundiais Militares serão realizados no Rio de Janeiro de 16 a 24 de julho.


Daniel Goulart: Educação para responsabilidade fiscal

 

O HOJE, OPINIÃO, 22/06/11

 

Daniel_Goulart__Educacao_para_responsabilidade_Fiscal.doc


Educação: sobram vagas em licenciatura

 

O POPULAR, GERAL, 25/06/11

 

Educacao__sobram_vagas_em_licenciatura.odt


Avanço na educação

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 26/06/11

 

Avanco_na_educacao.doc


Educação ambiental: "gênero" de primeira necessidade

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 26/06/11

 

Educacao_ambiental___genero__de_primeira_necessidade.doc


Prevenção às drogas no currículo da educação básica

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 26/06/11

 

Prevencao_as_drogas_no_curriculo_da_educacao_basica.doc


Ex-ministro que criou o Enem morre de enfarte aos 65 anos

 

O POPULAR, GERAL, 27/06/11

 

Paulo Renato Souza aproveitava o feriado com a família no interior de São Paulo quando sentiu-se mal na noite de sábado

 

Morreu, aos 65 anos, vítima de enfarte fulminante, no final da noite de sábado, em São Roque, interior paulista, o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza. Paulo Renato, que de acordo com sua assessoria de imprensa vinha enfrentando problemas cardíacos, passava o feriado prolongado de Corpus Christi ao lado de familiares quando começou a se sentir mal. O ex-ministro ainda foi encaminhado ao hospital, mas já teria chegado morto.

O velório estava sendo realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O enterro está previsto para hoje, às 10 horas, no Cemitério do Morumbi.

Economista, ele foi ministro da Educação durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1º de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 2002. Dentre as suas maiores realizações à frente do Ministério da Educação estão o Exame Nacional do Ensino Médio e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Também ocupou outros cargos públicos e executivos no Brasil e no exterior, incluindo o de gerente de Operações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, o de secretário da Educação do Estado de São Paulo, entre 1984 e 1986, no governo Franco Montoro, e o de reitor da Universidade Estadual de Campinas, entre 1987 e 1991, durante o governo de Orestes Quércia.

Fernando Henrique Cardoso compareceu ao velório ontem e falou sobre o ex-ministro. "Era um amigo, conheço ele há muitos anos, trabalhamos juntos, ele organizou meu programa à Presidência pela primeira vez", afirmou.

FHC também o descreveu como "um grande ministro".


Competitividade na escola é criticada

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 26/06/11

 

Ambiente escolar voltado apenas para resultado de vestibular desestimula aprendizado, defende educadora em artigo na 'Science'

 

Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

Um ambiente escolar extremamente competitivo - e voltado para testes de ingresso na universidade - está prejudicando a vida de muita gente. O diagnóstico não partiu de educadores indulgentes ou de adolescentes preguiçosos: mereceu um editorial da prestigiosa revista Science, publicação da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

A autora, Deborah Stipek, da Faculdade de Educação da Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia, estuda a motivação dos jovens no ambiente escolar há 35 anos.

Na terça-feira passada, durante uma entrevista, ela recordou o dia em que a sua filha chegou em casa, comemorando: "Nunca mais vou estudar francês." A garota tinha acabado de fazer uma prova que a auxiliaria a concorrer a uma vaga no sistema de ensino superior americano. "Ficou claro que não estava interessada em dialogar com outras culturas, em viajar ou em adquirir uma habilidade útil para a vida", pondera Deborah.

Para a pesquisadora de Stanford, os jovens são treinados para obter um excelente desempenho em testes de múltipla escolha. Também são animados a enfeitar seu incipiente currículo com atividades esportivas ou cívicas que rendam um perfil atraente aos olhos das principais universidades do Estados Unidos, como Harvard, Colúmbia, a própria Stanford. Nada contra o desempenho extraordinário nos exames ou contra atividades fora das quatro paredes da sala de aula. Mas Deborah aponta que há algo de aberrante na educação focada em resultados mensuráveis, currículos e rankings.

Segundo ela, em nome da eficácia administrativa da preparação para os exames, sufocam-se, por exemplo, a alegria do aprendizado, uma visão construtiva dos próprios erros e a formação de uma personalidade madura e equilibrada.

Um sistema racional - pois ninguém pode negar que atinge seu objetivo principal: produzir especialistas em provas -, mas pouco razoável. Afinal, "prejudica vidas que poderiam ser promissoras de outra forma", como afirma textualmente o editorial.

Filme. A autora não esconde sua fonte de inspiração: um documentário lançado há um ano nos Estados Unidos, em que ela mesma foi entrevistada. O título do editorial na Science ("Educação não é uma corrida") representa uma clara referência ao título do documentário: Corrida para Lugar Nenhum.

A obra cinematográfica não está sendo exibida nas grandes salas - apesar do interesse das distribuidoras -, mas em escolas, universidades e igrejas. Depois das sessões, é comum que se organizem discussões públicas.

A ideia do documentário, ainda pouco conhecido no Brasil, partiu de Vicki Abeles, uma advogada sem experiência com câmeras. Ela percebeu na filha o efeito do estresse escolar e decidiu registrar sua visão do problema.

A obra lhe rendeu certa notoriedade. Foi ao programa de entrevistas de Oprah Winfrey, na TV americana. Também visitou o presidente americano Barack Obama, na Casa Branca.

Soluções. Para Deborah, não bastariam mudanças pontuais. Seria necessário alterar o modo como funcionam universidades, colégios e até mesmo famílias.

A coordenadora do Centro de Pesquisas sobre a Infância e a Adolescência da Unesp de Araraquara, Maria Beatriz de Oliveira, concorda. "A situação descrita pelo editorial da Science se aplica perfeitamente à realidade brasileira dos vestibulares", afirma a psicopedagoga.

"Normalmente, a pressão mais forte ocorre dentro de casa", aponta Maria Beatriz. Alguns pais criam um sonho para o futuro dos filhos e pretendem realizá-lo a qualquer custo. "Passei as últimas duas décadas explicando para pais que seus filhos não terão fracassado se não passarem no vestibular concorrido de certas universidades."

"Sucesso na vida não requer um diploma em uma das dez universidades (de maior prestígio)", confirma Deborah. "Precisamos ensinar aos pais a vantagem de um rol maior de universidades na sua lista de opções."

Ver a educação como um produto, e não como um processo, seria a raiz dos males, segundo Maria Beatriz. "Você deixa de olhar para o bem da pessoa concreta e começa a se preocupar só com resultados", aponta.


Alunos aprendem a lidar com dinheiro em aulas de educação financeira

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 26/06/11

 

Projeto com apoio do MEC integra 891 escolas públicas do país. Um dos objetivos do programa é ensinar a poupar para realizar sonhos.

 

Foi na escola que o estudante Lucas Fernando Inacio Martins, de 16 anos, aprendeu a importância de poupar e planejar os gastos. Ele e os colegas de sala do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual Dogival Barros Gomes, na Zona Sul de São Paulo, dizem que foi com as aulas de educação financeira que eles entenderam o conceito do consumo consciente, os perigos dos juros dos cartões de crédito e parcelamentos, entre outras armadilhas do crédito fácil.

O projeto é uma parceria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central e outros órgãos regulares do sistema financeiro brasileiro, acompanhado pelo Ministério da Educação, que integra a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) instituída no ano passado. Atualmente, 891 escolas estaduais de ensino médio de todo o país participam ao programa.

Alunos aprendem a fazer investimentos, poupar e equilibrar   orçamento (Foto: Vanessa Fajardo/G1)Yago Tadeu da Silva, Wesley Washington Xavier dos Santos e Lucas Fernando Inacio Martins, alunos da escola Dogival Barros Gomes, aprendem a fazer investimentos e poupar (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Junto às disciplinas tradicionais do ensino médio, estudantes do ensino médio aprendem como administrar o orçamento doméstico, usar o cartão de crédito, fazer investimentos, reservas, e até recebem dicas para conseguir o primeiro emprego. Os temas de educação financeira não são trabalhados como uma matéria específica, e sim, de maneira interdisciplinar. Pelo projeto, cada escola tem autonomia para abordar a educação financeira como quiser. Há colégios, por exemplo, que levantam o tema até em disciplinas de ciências humanas.

Lucas Fernando aprova as aulas de educação financeira (Foto:   Vanessa Fajardo/G1)Lucas Fernando aprova as aulas de educação
financeira (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

O G1 conversou com um grupo de seis adolescentes da escola Dogival Barros que trabalham, têm seus próprios gastos, ajudam a pagar as contas de casa e veem nas aulas de educação financeira uma aliada das finanças pessoais. 

“Consumo é sempre bom. No primeiro mês que recebi salário estourei o limite do cartão de crédito comprando coisas pessoais, mas aprendi que é melhor controlar impulso, esperar, e comprar à vista”, diz Lucas Fernando Inacio Martins.

Sendy Damaris Silva, de 17 anos, trabalha há seis meses como operadora de telemarketing. Ela não possui cartão de crédito e diz ser controlada com os gastos. “O banco sempre oferece um limite a maior do que seu orçamento e aí acaba perdendo o controle pelo consumismo. Aprendi a comprar à vista.”

Para Yago Tadeu da Silva, de 17 anos, que trabalha como auxiliar administrativo há dois meses, a lição vem de casa também. Silva conta que seu pai é bom administrador, faz contas para equilibrar o orçamento doméstico, mas e os ensinamentos sobre educação financeira na escola são bem-vindos. “Acho que o programa já deveria ser introduzido no ensino fundamental.”

Ellen Ribeiro dos Santos, de 17 anos, diz que as aulas ajudam a “preservar o futuro.” “Aprendemos como fazer um bom investimento. O mundo está muito consumista e não temos a tradição de poupar.” Mesmo com dificuldade, Ellen diz que todo mês consegue guardar um pouquinho de seu salário.

Alunas aprovam as aulas de educação financeira (Foto: Vanessa   Fajardo/G1)Sendy Damaris Silva, Ellen Ribeiro dos Santos e Paloma Josefa Xavier dos Santos veem as aulas de  educação financeira como aliada das finanças (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Os professores garantem que o assunto interessa os estudantes e os retornos são positivos na sala de aula.

“Trabalhamos com todo tipo de aluno e temos de ser um educador no âmbito geral. Só assim se consegue a interdisciplinaridade. Não dá para se fechar na sua disciplina. Nosso objetivo é formar cidadãos”, afirma Marilene Rodrigues Oliveira, professora de matemática da escola Dogival de Barros.

Diretora de currículo de educação integral do MEC, Jaqueline Moll, diz que trabalhar o tema nas escolas é uma forma de torná-la mais contemporânea. “Muitas famílias aumentaram seu poder aquisitivo. Estamos no marco da construção das novas diretrizes curriculares da educação básica e é importante que as novas gerações tenham informações sobre finanças”, afirma.

O superintendente de proteção e orientação aos investidores da CVM, José Alexandre Vasco, diz que o objetivo do projeto vai além de ensinar o jovem a lidar com o próprio dinheiro. “É ensinar a planejar a curto, médio e longo prazo, e mostrar que é possível mudar sua condição de vida.” Para Vasco, os jovens não têm cultura de prevenção. “Dias chuvosos acontecem, não dá para ter uma situação financeira equilibrada se não há reserva de dinheiro.”

Coleção reúne publicações destinadas ao público infantil  (Foto:  Paulo Guilherme/G1)Coleção reúne publicações destinadas ao público
infantil (Foto: Paulo Guilherme/G1)

Menos números, mais comportamento
O projeto que atualmente se restringe aos alunos do ensino médio deve ser estendido ao ensino fundamental no próximo ano.  Está em produção um material didático sobre educação financeira para crianças, de acordo com Vasco. O conteúdo será adaptado em grau crescente de dificuldade.

Paralelo a este trabalho, há editoras especializadas em educação financeira para estudantes. A coleção "DSOP de Educação Financeira" reúne 15 livros para crianças de 3 a 17 anos sobre o tema. O material foi aderido por 41 escolas privadas em sete estados brasileiros. A coleção é baseada em quatro pilares: diagnosticar, sonhar, orçar e poupar - as iniciais dos verbos dão nome à coleção.

Os livros abordam os assuntos de acordo com o público-alvo por meio de contos, histórias em quadrinhos, ilustrações e charges. Em nenhum deles aparecem planilhas. Segundo o autor, o educador financeiro, Reinaldo Domingos, a matemática é uma ferramenta e é trabalhada de forma comportamental.

“A ideia é fazer o estudante se familiarizar e cuidar bem do dinheiro. Criar um cofrinho, por exemplo, e ter planos para o dinheiro do cofrinho estimulando sonhos de curto, médio e longo prazo. A criança tem de ser estimulada a guardar para seus os sonhos.”

Domingos acredita que o assunto tem sido mais discutido no Brasil, porém ganhou mais força após a crise econômica mundial de 2008. Para ele, o tema deve ser trabalhado nas escolas  durante a educação infantil, pois a partir dos 4 anos, a criança já sabe consumir e entende que o dinheiro realiza desejo. “Não tem como ensinar só depois de adulto. Hábitos são aprendidos na infância. Nós não falamos sobre números e, sim, comportamento.”


Falta estrutura para integrar deficientes à rede de ensino

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 26/06/11

 

SÃO PAULO e RIO - Para promover a inclusão escolar, o Ministério da Educação (MEC) decidiu que vai "induzir por meio de apoio técnico e financeiro a dupla matrícula" para crianças que tenham algum tipo de deficiência. Na prática, a ideia é fazer com que crianças e adolescentes especiais sejam estimulados, desde a educação básica até o ensino médio, a frequentar uma escola regular e tenham aulas de apoio - o chamado contraturno - em escolas especializadas ou em salas multifuncionais.

- O MEC quer garantir o acesso à escola e promover a dupla matrícula. Mas a função do ministério é indutiva, o MEC não tem mecanismo de coerção. A ideia é oferecer oportunidades a mais, para que a criança tenha atendimento integral - diz Fernando Haddad, ministro da Educação, lembrando que um terço das crianças que hoje não estão na escola são deficientes.

No Rio, onde funcionam os institutos Benjamin Constant (IBC) e Nacional de Educação para Surdos (Ines), que reúnem pouco menos de mil alunos, a proposta é que os estudantes possam ter aulas no Colégio Pedro II, que também é federal.

- Primeiro, a direção do MEC declarou que a escolarização no IBC e no Ines seria finalizada este ano. Nós nos mobilizamos e o ministro Haddad decidiu que as coisas ficariam como estão - conta Maria da Glória de Souza Almeida, chefe de gabinete da direção-geral do IBC. - Claro que nós apoiamos a inclusão. A escola regular tem que existir, mas é preciso lutar por uma educação de qualidade. Numa escola regular, sem saber braile, o professor não alfabetiza.

Permitir que os alunos circulem por todos os lugares é o que acontece em escolas municipais de São Paulo, onde 15,5 mil alunos portadores de deficiência estão matriculados na rede regular de ensino. Gabriel, de 10 anos, é um deles. Diagnosticado autista desde os 3, este ano ele dispensou a ajuda da mãe e quis subir sozinho até o segundo andar da escola para chegar a sua nova sala de aula. A auxiliar em contabilidade Maria Marcília Pi$Cunha, de 36 anos, ficou apreensiva, mas permitiu. No meio das outras crianças, Gabriel subiu as escadas, entrou na sala correta e sentou-se.

- Ele evoluiu muito desde que começou a ter contato com as crianças da escola comum. Ele tinha muita dificuldade para falar, mas de ver os outros falando, acho que se sente estimulado. E um dia vi uma cena que me deixou tranquila. O cadarço dele desamarrou e um aluno abaixou para amarrar - conta Marcília.


Força Aérea Brasileira lança guia inédito de profissões militares

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 24/06/11

 

RIO - Os estudantes que procuram informações sobre a carreira militar na Força Aérea Brasileira ganharam uma ajuda. Já está disponível na internet a primeira edição do inédito "Guia de Profissões da FAB". A versão impressa do Guia de Profissões já começou a ser distribuída, gratuitamente, para bibliotecas de universidades, de escolas de ensino médio, além de conselhos profissionais e cursos preparatórios, dentre outros. No total, mais de 40 mil exemplares serão enviados ao longo do primeiro semestre deste ano.

Clique aqui e veja o guia

Anualmente, a Força Aérea abre cerca de 8 mil oportunidades de estudo e de trabalho, incluindo as vagas em escolas e as do serviço militar. Os candidatos para as escolas da FAB são selecionados mediante concurso público de âmbito nacional.

O Guia de Profissões sintetiza, em suas 88 páginas coloridas, as várias oportunidades para ingressar na FAB, incluindo as opções tanto para quem ainda está dando os primeiros passos na vida e acabou de concluir o ensino fundamental como para aqueles que já terminaram o ensino médio ou para os que detêm o diploma universitário ou o de nível técnico. O material também trata do serviço militar.

A publicação permite conhecer as oportunidades a partir do nível de escolaridade, das escolas militares e das carreiras oferecidas, a exemplo dos guias de universidades.


Conselho Nacional de Educação estuda revisão de regras para revalidação de diplomas estrangeiros no Brasil

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 24/06/11

 

BRASÍLIA - A presidenta Dilma Rousseff prometeu para o segundo semestre o lançamento do programa que pretende levar 75 mil estudantes brasileiros ao exterior com bolsas de mestrado, doutorado e graduação. Diante desse cenário de expansão da internacionalização do ensino superior, o Conselho Nacional de Educação (CNE) começa a discutir a revisão das regras para revalidação de diplomas estrangeiros no Brasil. Hoje, o processo é burocrático e longo e, muitas vezes, quem retorna ao país depois de uma temporada de estudos no exterior não consegue ter o documento reconhecido, o que dificulta a atuação profissional em algumas áreas.

" Hoje esse serviço é quase personalizado porque cada instituição tem sua regra e cada departamento dentro dela tem as suas (Edward Brasil) "

Atualmente o processo ocorre de forma descentralizada: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) determina que cabe às universidades públicas a tarefa de validar os diplomas obtidos em instituição estrangeira, seja de graduação, mestrado ou doutorado. Cada uma delas estabelece critérios próprios que podem incluir análise do currículo, prova ou mesmo a exigência de que o aluno curse disciplinas extras no Brasil. Em alguns casos, o estudante dá entrada no processo em mais de uma instituição para aumentar a chance de obter o diploma.

De acordo com o professor Paulo Barone, membro da Câmara de Educação Superior do CNE, as discussões ainda estão no começo, mas há o entendimento de que a revisão dessas regras é necessária.

- Por um lado há uma necessidade de pautar o processo por critérios de qualidade, por outro, uma dispersão de atividades, com critérios e concepções completamente diferentes dentro das instituições, o que torna o processo de revalidação excessivamente ineficaz - avalia.

Entre as possibilidades que estão em discussão está a de um reconhecimento mais facilitado no caso de estudantes que vão ao exterior com bolsas cedidas por órgãos do governo como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ou a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), já que, nesses casos, a qualidade do curso e das instituições estrangeiras já foi certificada para a concessão da bolsa. Há ainda a possibilidade de criar critérios comuns ou diretrizes gerais para que não haja tanta discrepância nos processos. Barone aponta que será necessário convocar todos os organismos e as instituições envolvidas no processo para articular a mudança.

- Hoje esse serviço é quase personalizado porque cada instituição tem sua regra e cada departamento dentro dela tem as suas. Se houvesse uma orientação geral, preservando a lógica da autonomia universitária, o processo poderia ser melhorado - avalia Edward Brasil, reitor da Universidade Federal do Goiás (UFG) que acaba de cumprir seu mandato como presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Além de demorado, os trâmites podem pesar no bolso do estudante. Em geral, as universidades cobram uma taxa administrativa para custear o processo. Não existe um valor pré-estabelecido: na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, é cobrado R$ 1.530, já na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a taxa é R$ 315 no caso da pós-graduação.

" Se houvesse uma orientação geral, preservando a lógica da autonomia universitária, o processo poderia ser melhorado (Edwar Brasil) "

Saulo Chaves, 30 anos, cursou medicina no Instituto Superior de Ciências Médicas de Havana, em Cuba, e, ao retornar ao Brasil, em 2006, se surpreendeu com o processo que teria de enfrentar para poder revalidar o diploma e exercer a profissão no Brasil. Ele calcula que gastou cerca de R$ 4 mil com o pagamento de taxas e viagens para concluir o processo.

Todos os trâmites duraram quase dois anos até que ele foi aprovado em uma prova aplicada pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) para conceder a revalidação.

- É muito desagradável. Na época, era permitido fazer a residência médica antes da revalidação e nesse período eu não podia assinar nenhum documento porque não era reconhecido como médico. É muito frustrante, do ponto de vista profissional, não poder exercer [a medicina] vendo a carência do povo por atendimento - conta.

Hoje, Chaves trabalha no interior da Bahia. Ele foi morador de um acampamento de assentados da reforma agrária e viajou para Cuba com apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O curso de medicina cubano tem o foco no atendimento preventivo comunitário, com princípios semelhantes ao Programa Saúde da Família, do governo brasileiro. Ele ressalta que faltam médicos com esse perfil para trabalhar nas zonas rurais do país e lamenta que o reconhecimento do diploma de brasileiros que estudam em Cuba seja tão difícil.

- Quando você coloca tudo em um caldeirão, a questão da qualidade do ensino é um problema e você precisa distinguir a formação recebida. Mas, no caso de Cuba, o sistema [educacional] é muito próximo - defende.

 


Descaso com ambiente vai deixar pequena cidade goiana 'inviável'

 

FOLHA DE SÃO PAULO, CIÊNCIA, 26/06/11

 

Uma pesquisa da UnB (Universidade de Brasília) em uma pequena cidade goiana de 160 mil habitantes revelou que o descaso com o ambiente poderá torná-la "inviável" em 20 anos e prejudicar o abastecimento de água no Distrito Federal.

Localizada a 50 km de Brasília, Águas Lindas de Goiás é uma cidade pobre que sofre com o crescimento desordenado: em 15 anos, sua população triplicou, sem investimentos em infraestrutura.

Não há rede de esgoto. Quando não correm a céu aberto, dejetos são despejados em fossas improvisadas, com riscos de contaminação do lençol freático ""base da rede de distribuição de água, alimentada por 110 poços.


Sergio Lima/Folhapress
Maria Ribeiro dos Santos, moradora de sítio próximo à área de   preservação do lago Descoberto
Maria Ribeiro dos Santos, moradora de sítio próximo à área de preservação do lago Descoberto

"O crescimento não foi aliado ao desenvolvimento. A cidade apresenta diversos problemas ambientais", diz a pesquisadora Camila Guedes Ariza, autora do trabalho.

Além do desmatamento indiscriminado e do assoreamento de áreas de nascentes, o estudo aponta a impermeabilização do solo como fatores de crescente esgotamento das fontes de água.

O sistema de poços, diz a pesquisa, ficará deficitário a partir de 2015.

"CIDADE-DORMITÓRIO"

Os efeitos da degradação, ainda segundo o estudo, poderão atingir o Distrito Federal. Na região da APA (Área de Preservação Ambiental) do lago Descoberto, que responde por 60% do abastecimento no DF, vivem cerca de 3.000 famílias.

Desde sua fundação, em 1995, Águas Lindas tem se consolidado como "cidade-dormitório", com moradias mais baratas para quem trabalha no Distrito Federal.

Outro estudo da UnB, feito em 2006, apontou que os "novos candangos" --migrantes recentes para a região-- são em sua maioria nordestinos de origem (55%).

Também há migração: em Águas Lindas, quase 70% dos migrantes afirmam ser ex-moradores do DF.


Sergio Lima/Folhapress
Marivânia da Silva lava roupas com água direto do poço
Marivânia da Silva lava roupas com água direto do poço

DESEMPREGO

Vindo de Barra do Rio Grande (BA), Deílton Teixeira de Morais, 29, chegou há quatro meses. Ocupa um cômodo cedido por amigos.

"Lá não tem emprego. Aqui é mais fácil conseguir alguma coisa", justifica ele, que declara ter experiência apenas como "ajudante".

A casa em que vive com mais quatro pessoas fica a 500 metros da faixa de proteção da APA do Descoberto. O lixo é depositado em um buraco coberto com madeira. Um filete de água suja escorre pelo quintal.

Na casa de Marivânia da Silva, 32, a fossa fica na calçada da frente, entreaberta. O quintal dos fundos faz divisa com um terreno baldio que é usado pelo vizinhos como depósito de lixo.
A combinação de inchaço populacional com ausência de investimentos foi mensurado na pesquisa da UnB por meio do indicador P.E.I.R (pressão, estado, impacto e resposta),das Nações Unidas.

Até 2025, Águas Lindas deverá ter 270 mil habitantes, segundo a pesquisa. "Se nada for feito, a cidade terá um quadro de insustentabilidade ambiental [em 2030]."


Editoria de Arte/Folhapress
Arte -   INSUSTENTÁVEL Descaso com o ambiente pode deixar cidade

Matrícula dos candidatos aprovados no Sisu deve ser efetuada entre hoje e amanhã

 

UOL EDUCAÇÃO, 27/06/11

 

Os candidatos classificados na primeira chamada do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do segundo semestre de 2011 devem efetuar a matrícula nas instituições de ensino entre hoje (27) e amanhã (28). O horário e os procedimentos para matrícula deverão ser consultados em cada instituição.

As universidades e institutos devem informar a ocupação das vagas da primeira chamada entre os dias 27 e 29 de junho. A segunda chamada deve acontecer em 2 de julho, com matrícula nos dias 5 e 6 do mesmo mês.

Entre os dias 2 e 7 de julho, os candidatos que não foram convocados para o curso escolhido como primeira opção poderão manifestar interesse na lista de espera, somente para o curso que foi escolhido como primeira opção. A lista de espera será divulgada em 11 de julho.

Vagas

Foram ofertadas 26.336 vagas em 19 universidades federais, 23 institutos federais, dois centros federais de educação tecnológica e quatro universidades estaduais. As vagas estão divididas entre 754 cursos.

Clique sobre o mapa e veja quantas vagas cada instituição vai oferecer

Instituição Estado Vagas
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Bahia 760
Universidade Federal do Maranhão Maranhão 2.662
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul 706
Universidade Federal de Alfenas Minas Gerais 462
Universidade Federal de Lavras Minas Gerais 965
Universidade Federal de Ouro Preto Minas Gerais 1.364
Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais 78
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Minas Gerais 868
Universidade Federal da Paraíba Paraíba 43
Universidade Tecnológica Federal do Paraná Paraná 3.310
Universidade Federal Rural de Pernambuco Pernambuco 1.580
Universidade Federal Fluminense Rio de Janeiro 829
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro 1.179
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Rio de Janeiro 1.510
Universidade Federal do Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte 51
Universidade Federal Rural do Semi-Árido Rio Grande do Norte 1.015
Universidade Federal de Pelotas Rio Grande do Sul 933
Universidade Federal de Santa Maria Rio Grande do Sul 150
Fundação Universidade Federal de Tocantins Tocantins 392

 


STJ determina indenização a alunos de curso não reconhecido pelo MEC

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 25/06/11

 

Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão do Judiciário alagoano que determinou o pagamento de indenização a alunos que cursaram uma pós-graduação que não era reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). A Universidade Salgado de Oliveira deverá pagar a cada ex-aluno uma indenização por danos morais correspondente ao dobro do que foi gasto com mensalidade, além de R$ 2,5 mil.

Apesar da recomendação do MEC para que os alunos se informem sobre a regularidade dos cursos e das instituições antes de fazer a matrícula, casos como esse ainda são comuns. Para iniciar suas atividades, o estabelecimento de ensino precisa ser credenciado e os cursos, autorizados. Posteriormente, o curso é avaliado pelo ministério e pode receber ou não o reconhecimento que garantirá a validade do diploma.

Segundo o advogado Dave Prada, especialista em direito educacional, quando a instituição não deixa claro para o aluno que a situação do curso ainda não está completamente regularizada, a Justiça tem concedido ganho de causa aos estudantes. "Quando a faculdade tem autorização para o curso, mas não consegue o reconhecimento por motivos que não sejam uma falha dela e ela deu ciência ao aluno na hora da matrícula de que o curso não estava reconhecido, aí o ônus é do aluno", explicou.

Pela lei, a instituição de ensino é obrigada a prestar todas as informações sobre o processo de autorização e regularização de cada curso. Esses dados também podem ser consultados no site do MEC. Tanto as informações sobre a regularidade quanto o desempenho nas avaliações aplicadas pelas pasta estão disponíveis por meio do Cadastro e-MEC.

Prada avalia que a decisão do STJ foi importante e protege o aluno. "Infelizmente essa fiscalização o MEC não consegue fazer. Ele é o órgão regulador e deveria fiscalizar." O advogado recomenda aos alunos que tenham sido prejudicados em casos semelhante que procurem o Ministério Público para denunciar a irregularidade. "A recomendação é que sempre procurem saber seus direitos antes de ingressar na faculdade para não ter prejuízos maiores", orientou.


Cresce mercado para parteiras no Brasil; USP oferece graduação

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 26/06/11

 

A profissão de parteira parece coisa do passado, mas não é. No começo de 2005 a Universidade de São Paulo (USP) reabriu o curso de obstetrícia, e em 2008 formou os primeiros alunos. Essas profissionais, popularmente chamadas de parteiras, podem tanto trabalhar de forma autônoma, realizando os partos na casa das clientes, quanto auxiliando médicos na hora do nascimento dos bebês.

De acordo com a Associação Mundial da Saúde, o ideal é que haja uma parteira a cada 175 nascimentos. Para entrar no curso da USP, basta realizar o vestibular normal. De acordo com a coordenadora, Nádia Zanon Narchi, dos matriculados na faculdade, existem pessoas que migraram de outros cursos, como Psicologia, Enfermagem e Fisioterapia. Porém, cerca de 99% são jovens, sendo a maioria mulheres, que já tiveram alguma experiência anterior como doula, que realiza o acompanhamento da mulher durante a gravidez, o parto e pós-parto.

O principal motivo para a reabertura do curso foi a falta de profissionais altamente qualificado, pois existem poucas pessoas da área de enfermagem que fazem uma especialização em obstetrícia.

O curso é estruturado em 3 principais eixos. A biologia, com disciplinas como anatomia, genética e embriologia; a área de ciências humanas, sociais e da saúde, que consiste em matérias como sexualidade, relações humanas e direito humano; e o outro é chamado de assistir, cuida e gerenciar em obstetrícia, onde existem cadeiras mais específicas do curso, como assistência da mulher no pré-natal, no parto, pós-parto e na emergência.

Segundo Nádia, a principal diferença das parteiras é o tratamento mais pessoal que é fornecido às mulheres grávidas. "A obstetriz trabalha mais com a saúde, não tanto com a tecnologia. Levamos mais em conta os direitos das mulheres, com uma assistência mais humanizada. Acompanhamos desde a gestação até o pós-parto, algumas parteiras permanecem até 7 meses em contato com a família após o nascimento da criança", afirma.

Muitos problemas que surgem durante a gravidez podem ser evitados com o acompanhamento das parteiras, afirma a coordenadora. De acordo com ela, não apenas aspectos da saúde, mas também psicológicos. "Na medida em que ela estiver bem preparada e saudável, muitas doenças que acontecem podem ser prevenidas. Por exemplo, muitas vezes as mulheres entram em depressão por não saber lidar com as crianças", ressalta.

Qualificação
Ela acredita que o País precisa de mais profissionais nessa área e defende a qualificação por meio da faculdade. Um dos exemplos citados é caso ocorra alguma complicação no parto, se a parteira perceber algum problema, ela irá encaminhar a mãe ao hospital. A maioria das vezes a perda da criança se dá por pessoas não habilitadas. Mas ela destaca que a obstetriz dificilmente atua de forma autônoma, logo após sair do curso. "Normalmente as pessoas vão trabalhar em casas de parto, e também em hospitais, é preciso ter experiência", afirma a coordenadora.

Ana Cristina Duarte se formou no curso de obstetrícia na USP no final de 2008, e como possuía experiências anteriores em hospitais, já realiza partos na casa das clientes. Ela pensa que esse é o caminho natural dos profissionais dessa área. Mas acredita que é preciso ter um diferencial. "É precisa ter um acompanhamento, falta aquela pessoa que monitora do começo ao fim da gravidez", assegura.

Graças a essa atenção, é cultivado um contato que vai além do profissional. "É uma amizade quase de comadre, as pessoas me ligam por outros razões já, como a escola em que colocar o filho, e até mesmo recomendação de babás", relata.

Apesar de salientar que as mulheres ficam satisfeitas com o trabalho, acredita que elas não conhecem a profissão por falta de informação, o que é normal de acordo com a parteira. "Por enquanto ainda é bastante desconhecido, mas o tempo vai resolver isso, as profissões novas são assim mesmo".

O Presidente da Comissão de Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Olímpio Barbosa de Moraes Filho, defende a profissão de parteira, porém ele acredita que não é saudável trabalhar de forma autônoma, mas sim com um conjunto de médicos em hospitais. "O ideal é que o parto não seja feito apenas pelo médico, mas sim por uma equipe, incluindo a parteira", afirma.

Ele acha que o profissional da área pode atuar sozinho em lugares aonde não existem hospitais por perto, caso de algumas cidades no interior do Brasil, e destaca que esse tipo de prática pode causar riscos para a mãe e o bebê. "Sou contra o centro de parteiras e o trabalho independente, pois cerca de 15% dos partos complicam, e isso pode colocar a vida da mulher em risco. Em países europeus onde essa técnica é mais usada, existe uma ambulância no lado de fora da casa, caso ocorra algum problema", explica o médico.

Diferenças entre os obstetras
As parteiras são apenas uma das três opções de profissionais obstetras no mercado, as outras são os médicos e enfermeiras. Os médicos podem fazer especialização nessa área. Ele precisa realizar a residência médica em ginecologia e obstetrícia por cerca de 3 anos, para se formar como especialista, onde fica mais focado na patologia. O enfermeiro precisa realizar uma pós-graduação, e estará habilitado a acompanhar a grávida no período pré-natal, parto e puerpério de baixo risco, mas quando existe alguma complicação o médico precisa ser acionado. O profissional obstetriz tem uma formação no curso de bacharelado mais focada na própria profissão, e em menos áreas da enfermagem, e é mais preparado para atender exclusivamente à mulher.


Escolas fazem hoje eleição para diretor

 

O POPULAR, GERAL, 28/06/11

 

Um total de 767 escolas da rede pública do Estado - das 1.095 existentes em Goiás - realiza hoje, das 7h30 às 21 horas, a eleição para o cargo de diretor. Na capital, 85 unidades de ensino estarão envolvidas no pleito, que vai ocorrer, segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), de forma ininterrupta neste período.

A eleição para escolha dos diretores das escolas estaduais será realizada após a polêmica em torno do processo seletivo para escolha dos concorrentes, em que 42,3% dos candidatos ao cargo foram reprovados. Eles se submeteram a um curso ministrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) e, em seguida, participaram de uma avaliação escrita. A prova deixou fora da disputa 899 dos 2.125 candidatos que efetivamente passaram pela avaliação.

Estas são as primeiras eleições diretas para o cargo dentro das novas regras de gestão escolar definidas pela Seduc e que condicionaram as candidaturas à capacitação prévia dos professores interessados em participar do pleito.


HC-UFG: Servidores paralisam por uma hora

 

O POPULAR, GERAL, 27/06/11

 

Trabalhadores técnico-administrativos do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Goiás (UFG) paralisaram ontem, por uma hora - entre as 6h30 e às 7 horas - as atividades no pronto-socorro da unidade. A manifestação foi deliberada em assembleia realizada na última sexta-feira. Outras paralisações deverão ocorrer semanalmente, sempre pelo período de uma hora, para chamar a atenção da comunidade e do governo federal para as reivindicações da categoria.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superiores do Estado de Goiás (Sint-Ifesgo), a greve teve início, nacionalmente, no dia 6. Diante da negativa do governo federal em negociar, o movimento avaliou "a necessidade de aumentar as pressões de forma preventiva e gradativa, e, além disso, foi apontada a necessidade de integrar o HC da UFG na greve, como estratégia de radicalização". Amanhã, nova assembleia geral deverá ser realizada, no Câmpus 2 da UFG. Para quinta-feira será realizado ato político em parceria com o Diretório Central dos Estudantes (DCE).


Artigo: Chega de improviso

 

O POPULAR, OPINIÃO, 28/06/11

 

Iêda Leal 


 O aproveitamento do professor em disciplinas fora da sua área de atuação é um problema muito comum na rede estadual de ensino e sintomático da situação de desvalorização profissional e das péssimas condições de trabalho.

O resultado é o comprometimento da qualidade do ensino público em áreas essenciais para a formação do estudante, como Matemática, Física e Artes, e a desmotivação cada vez maior do professor que, em vez de se especializar na sua área, "quebra um galho" em outradisciplina.

A situação é comum em todo o Estado, mas é pior no interior, para onde o poder público não consegue atrair o professor que se forma na capital ou mesmo incentivar a formação de professores nas comunidades locais.

O professor que atua em diversos cargos é fruto do improviso. Improvisam-se bonificações e gratificações para não dar um salário digno ao trabalhador. A Lei do Piso Salarial do Magistério não é respeitada.

A data-base é postergada há sete anos e agora o governo estadual oferece um reajuste de apenas 1,68%. Em compensação, já improvisou nestes últimos meses duas gratificações: um reajuste na gratificação dos diretores de escola e um bônus para professores em sala de aula que não faltarem mais que seis aulas em um semestre (não vale justificar com atestado médico).

Junta-se a esse problema a questão dos professores que estão fora da sala de aula. Todo professor precisa estar em sala de aula, informa a Secretaria da Educação, sem detalhar onde estão estes professores "fora-da-sala", sem explicar que eles estão fazendo um bom trabalho também em suas funções.

Precisamos reverenciar os professores que ainda estão na sala de aula. O piso da categoria, de acordo com a Lei Federal 11.738/2008, é de R$ 1.597, mas a Advocacia Geral da União (AGU) determinou que fosse de R$ 1.187. E mesmo assim o Estado paga abaixo disso. As escolas estão em péssimas condições, as salas estão sobrecarregadas. Mesmo assim, são 26 mil professores em sala de aula, e destes, 7 mil com contrato temporário e excluídos de todas as formas de valorização profissional.

Os professores "fora-da-sala", os de contrato temporário e os que atuam em diversos cargos têm muito em comum. São bons profissionais, reconhecidos pela comunidade escolar pelo empenho em suas funções, mas sofrem com a desmotivação promovida pelo governo estadual. Anos e anos sem investimento, sem reconhecimento, sem incentivo.

O professor também tem família para sustentar, uma vida para viver e precisa buscar dentro de si, e apenas dentro de si, a motivação para continuar se dedicando a milhares de crianças e adolescentes. Não se trata de um problema de simples solução. Mas, com certeza, não é um problema que se resolva com improvisos. Precisamos ir na raiz da questão.

Iêda Leal é presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego)


Que educação é essa que estamos construindo? (XI)

 

DIÁRIO DA MANHÃ, ECONOMIA, 28/06/11

 

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Por que não Química?

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 28/06/11

 

No Ano Internacional da Química, cientistas querem afastar pecha de vilão ambiental do setor, que precisa de sangue novo e tem emprego de sobra

 

Carlos Lordelo e Felipe Mortara, Especial para o Estado - Estadão.edu

Química causa arrepio em muita gente, de vestibulandos ansiosos a ativistas ambientais. Para desconstruir a imagem de vilã, a ONU escolheu 2011 como o Ano Internacional da Química (AIQ). Pesquisadores têm pegado carona no evento para mostrar o quanto a química está na base de tudo, mesmo dos processos mais naturais, como a fotossíntese. E para falar da necessidade de ter novos químicos nos laboratórios e nas empresas – a indústria química é peça-chave de qualquer economia desenvolvida.

Veja também:
link Químicos brasileiros, padrão internacional

“Se a química tem essa pecha de nociva, é por desconhecimento de suas aplicações”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), César Zucco. A situação também preocupa químicos que estão no mercado. “Há uma aversão dos jovens pela química, o que prejudica o setor”, diz o presidente do Conselho Regional de Química da 4.ª Região, Manlio de Augustinis.

Emprego não falta. Estudo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) mostra que o setor pode abrir 200 mil vagas para químicos e engenheiros químicos até 2020, caso se atinja o objetivo de zerar o déficit da balança comercial. A previsão é otimista: depende do investimento de R$ 270 bilhões na próxima década. Segundo o presidente da Abiquim, Fernando Figueiredo, a indústria paga bem e, por isso, exige profissionais altamente qualificados.

As empresas também estão atrás de recém-formados que se sintam à vontade no escritório, diz Joana Rudiger, consultora de treinamento e desenvolvimento na gerência de Gestão de Talentos da Basf. “Hoje o mercado cobra algo que por muito tempo não se esperou da área técnica, o empreendedorismo.” Para melhorar a relação entre o que a companhia pede e o que as universidades oferecem, a Basf realiza palestras em escolas como o Instituto de Química (IQ) da USP. “Caiu o preconceito dos estudantes quanto à possibilidade de ter uma carreira de pesquisador nas empresas.”

Kesley Oliveira, de 38 anos, só começou a pensar em fazer pesquisa no setor privado durante o doutorado em Química, na Unicamp. Ela hoje é funcionária do Cristália, laboratório farmacêutico nacional que mais investe em pesquisa. Especialista em cristalografia de proteínas, Kelly se considera no “melhor dos mundos”. “Trabalho para que a molécula vire medicamento. É um sonho conseguir resolver o problema de saúde de alguém.”

O Cristália passou a contratar doutores há 11 anos. Desde então, já depositou 126 pedidos de patentes, dos quais 28 foram concedidos. “Buscamos profissionais com pós-graduação porque eles têm habilidade de aprender e independência para solucionar problemas”, diz Antonio Carlos Teixeira, gerente de Operações da área farmoquímica da empresa.

O setor de produtos farmacêuticos é o segundo em faturamento na indústria química do País, seguido do de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Na opinião da química Mara Augusto, de 49, gerente sênior de assuntos regulatórios para a América Latina da Avon, a demanda dos consumidores puxa o crescimento do mercado. "Eles querem diversidade. Só a Avon desenvolve mais de 400 produtos por ano."

Na empresa há 30 anos, Mara já deu assistência ao setor de vendas, foi técnica de laboratório, trabalhou com controle de qualidade nas linhas de envase até chegar ao cargo atual. "Hoje sou especialista em legislações, mas a química foi meu pilar de conhecimento. Nunca me arrependi de escolher esta carreira", diz.

Pré-sal. Em primeiro lugar no ranking de faturamento da indústria química no Brasil vem o setor petroquímico, que utiliza derivados de petróleo ou gás natural como matérias-primas básicas para uma enorme variedade de produtos, como o plástico. E essa posição de liderança deve ser mantida por anos a fio, com a exploração do petróleo do pré-sal.

A petroquímica é também a área que mais emprega – de técnicos a doutores. Engenheira química com mestrado pela Poli-USP, Cristiane Tolotti, de 35, trabalha na  Braskem, maior empresa do setor no País. No polo de Capuava, em Mauá, Grande São Paulo, ela otimiza processos: faz cálculos para produzir mais polímeros com a capacidade instalada da planta. “A química ensina a olhar para os problemas sob outro ângulo.”

Em um dos laboratórios da Braskem está Marco Mendes, de 45, técnico, bacharel e pós-graduado em Química. Segundo ele, a informatização dos processos demanda  profissionais que saibam do básico de Excel até linguagem de programação. “A produção é toda automatizada e depende dos resultados da pesquisa feita no  laboratório e da interpretação do químico dos dados fornecidos pelas máquinas.”

Analisar informações é fundamental para corrigir eventuais problemas na linha de produção, conta o químico Adelino José dos Santos, de 46. Técnico de processos da Bridgestone em Capuava, ele segue os padrões de fabricação de pneus da matriz, o que não implica que seu trabalho seja enfadonho. “O tempo todo é necessário fazer ajustes nas fórmulas, porque a composição das substâncias não é igual em todos os países e, portanto, reagem de formas diversas”, diz. “É preciso ser criativo.”

Há quem prefira exercer a criatividade nos laboratórios das universidades. É o caso do doutorando do IQ-USP Filipe da Silva Lima, de apenas 25 anos. Ele pesquisa surfactantes, como detergentes, desde a graduação. “Adoro o que faço”, diz o aluno, que viaja em setembro para um “sanduíche” (estágio) na Alemanha, onde concluirá a parte teórica de sua tese. Filipe já havia passado seis meses em Portugal, e voltou com boas impressões. “Estamos muito mais bem servidos em termos de estrutura para pesquisa. Foi bom ter saído para valorizar o que temos aqui.”

Histórias como a de Filipe são comuns na USP, diz o chefe do Departamento de Química Fundamental do IQ, Luiz Henrique Catalani. “O programa de iniciação científica ficou muito forte esta década, transformando a vida dos alunos”, diz. “E, se quiserem, eles podem continuar os estudos em um dos melhores cursos de pós do País.”

A pesquisa brasileira tem alcançado relevância mundial em áreas como a de energia, biocombustíveis, biotecnologia química, nanotecnologia e farmoquímica, entre outras. O número de projetos financiados também cresceu, dizem os cientistas, mas há gargalos: dependemos de insumos importados e estamos isolados da produção de centros como Estados Unidos, Europa e Ásia.

Paraibana, a professora da Unesp Vanderlan Bolzani alerta para a concentração dos laboratórios no Sul e Sudeste. “Falta desenvolvimento homogêneo. É preciso fixar pessoas em locais onde a ciência é incipiente, como o Norte e o Nordeste”, diz. “O grande desafio de explorar a biodiversidade da Amazônia é que não há gente lá.”

Para o professor da Unicamp Fernando Galembeck, há outro problema: o processo de desindustrialização, que afeta tanto a pesquisa em química quanto a produção das empresas aqui instaladas. “Cada vez que um fabricante de brinquedos compra algo pronto da China em vez de produzir aqui, ele deixa de gerar emprego, de comprar matérias-primas, de inovar”, diz. “Se a indústria química cresce, a economia de um país vai junto.”


Sem ensino médio, estudante que passar na UnB pode ficar sem vaga

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 27/06/11

 

Aluno tem de ter 75% do curso concluído, diz Conselho de Educação do DF. Cerca de 8 mil alunos que não concluíram curso fizeram provas do vestibular.

 

Oito mil estudantes que ainda estão cursando o terceiro ano do ensino médio do Distrito Federal se inscreveram no segundo vestibular da Universidade de Brasília (UnB), realizado nos dias 11 e 12 de junho. Pela lei, porém, eles só podem fazer as provas como treineiros.

No final do ano passado, o Conselho de Educação do DF decidiu que os estudantes não podem cursar a universidade sem terem concluído pelo menos 75% do ano letivo.

Alguns estudantes desconhecem a determinação do conselho e fazem o vestibular na esperança de poder entrar na universidade antes do final do curso médio. É o caso dos estudantes Emanoela dos Santos  e Lucas Thiago de Souza,  que ainda estão cursando o último ano.

Eles fizeram o vestibular da UnB mas só ficaram sabendo da lei três semanas antes de fazer as provas. Se passarem, não vão receber o certificado de conclusão do curso antes do final do ano letivo.

A direção do Conselho de Educação informa que somente os alunos que têm altas habilidades, os chamados superdotados, podem ser liberados para fazer o curso superior se forem aprovados no vestibular. De acordo com o conselho, os outros estudantes têm que cumprir todas as etapas da fase escolar.


Inep inscreve para exame que revalida diploma estrangeiro de medicina

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 27/06/11

 

Prazo vai até 10 de julho. Revalida tem provas escritas e avaliação de habilidades clínicas.

 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, abriu nesta segunda-feira (27) as inscrições para exame de revalidação de diploma estrangeiro de medicina, segundo edital publicado no "Diário Oficial da União". O prazo vai até as 23h59 de 10 de julho.

O Revalida tem duas etapas. A primeira é formada pela avaliação escrita, com a aplicação de duas provas: uma prova de tipo objetiva, composta por questões de múltipla escola, e a outra de tipo discursiva, composta por questões discursivas.

A segunda etapa é formada pela avaliação de habilidades clínicas, estruturada em um conjunto de dez estações, nas quais durante um intervalo de tempo determinado os examinandos deverão realizar tarefas específicas. As duas etapas são de caráter eliminatório.

A primeira etapa poderá ser realizada nas cidades de Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Campo Grande e Brasília. A segunda etapa será realizada em Brasília.

A taxa de inscrição da primeira etapa é de R$ 100. Quem participou do projeto piloto do exame no ano passado ficará isento do pagamento desta taxa. O valor da taxa da segunda etapa é de R$ 300.

A prova escrita objetiva e a prova escrita discursiva serão aplicadas em 28 de agosto. A prova escrita objetiva terá a duração de cinco horas, das 8h às 13h, horário oficial de Brasília. A prova escrita discursiva terá a duração de três horas, das 15h às 18h.

A prova de habilidades clínicas será aplicada, em Brasília, nas datas prováveis de 1º de outubro e 2 de outubro.

Na data provável de 20 de setembro, o Inep divulgará o resultado final de cada participante na primeira etapa, relativo às provas da avaliação escrita. O resultado final sai na data provável de 20 de outubro.


USP discute abertura de mais 120 vagas de engenharia no vestibular

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 28/06/11

 

Lorena pode ter cursos de engenharia física, de produção e ambiental. Conselho já aprovou bacharelado em saúde pública e biomédicas.

 

O Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) se reúne nesta terça-feira (28) para discutir, entre outros assuntos, a criação de três novos cursos de engenharia no campus de Lorena, no interior de São Paulo, e a transferência da graduação de engenharia de petróleo da Escola Politécnica (Poli), em São Paulo, para Santos, no litoral.

Caso os novos cursos sejam aprovados pelo conselho, mais 120 novas vagas serão disponibilizadas no próximo vestibular da Fuvest, cuja primeira fase ocorre em 27 de novembro. Serão 40 vagas para o curso noturno de engenharia de produção, 40 vagas para o curso diurno de engenharia ambiental e 40 vagas para engenharia física no período diurno, graduação inédita na USP.

Atualmente, a Escola de Engenharia de Lorena (EEL), criada em 2006, oferece quatro tipos de curso de engenharia: química (80 vagas no período diurno), industrial química (80 vagas no período noturno), materiais (40 vagas no período diurno) e bioquímica (40 vagas no período diurno).

Outra mudança que deve ser aprovada nesta terça é a substituição do curso de engenharia industrial química pelo de química. Atualmente, a universidade oferece somente a graduação de química no período diurno. Com a mudança, a EEL passará a disponibilizar160 vagas em química, sendo 80 durante o dia e 80 à noite.

Para o diretor da EEL, Nei Fernandes de Oliveira Junior, a expansão das vagas responde uma demanda do mercado. “Produzimos metade dos engenheiros que precisamos. Vamos precisar de mais gente na área técnica e esta foi a grande motivação. A engenharia está em alta e a necessidade do país é grande. Ninguém duvida que esses cursos serão muito procurados", afirma o diretor.

Segundo Oliveira Junior, a concorrência para o curso do campus de Lorena é de dez candidatos por vaga. A expectativa é dobrar as 240 vagas em no máximo dois anos. Atualmente a escola reúne cerca de 1.500 alunos em dois campi.

Engenharia no litoral
O conselho também deve aprovar nesta terça a mudança do curso de engenharia de petróleo da Poli, que é ministrado na Cidade Universitária para Santos, no litoral de São Paulo.

O diretor da Poli, José Roberto Cardoso, disse que o curso terá em Santos as mesmas dez vagas que disponibiliza hoje em São Paulo. A meta, no entanto, é aumentar esse número para 50 em curto prazo. Em Santos, o curso funcionará num prédio no bairro Vila Matias, na região central da cidade, que já abrigou uma escola no passado.

De acordo com o diretor da Poli, a transferência preenche uma lacuna na cidade de Santos, que hoje não tem nenhuma unidade de uma universidade pública paulista. O objetivo, segundo Cardoso, é atender a demanda que será gerada pelo grande desenvolvimento da área de petróleo e gás que a Baixada Santista vai ter por causa da instalação da Petrobras, para a exploração do petróleo da camada pré-sal da Bacia de Santos.

Saúde
Pelo menos dois novos cursos de bacharelado na área da saúde estarão disponíveis no próximo vestibular da Fuvest. São eles: ciências biomédicas e saúde pública, ambos com 40 vagas cada.

O curso de ciências biomédicas será ministrado em período integral e terá duração de oito semestres. O objetivo do curso, que será oferecido pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), é o de preparar profissionais para atuar nas áreas de biofísica, imunologia, microbiologia, parasitologia, fisiologia, biologia molecular, histologia humana, bioquímica e embriologia.

O curso de saúde pública vai ocorrer em período vespertino e será oferecido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP). Com duração de oito semestres, o profissional formado neste curso poderá atuar no âmbito da atenção à saúde, gestão de sistemas e serviços de saúde, gestão ambiental e desenvolvimento sustentável.

As inscrições para o vestibular da Fuvest vão de 26 de agosto a 9 de setembro. As provas da primeira fase ocorrem em 27 de novembro, e as da segunda fase serão aplicadas em janeiro de 2012.


Cresce nº de negros em universidades particulares

 

FOLHA DE SÃO PAULO, SABER, 28/06/11

 

Dez anos após a implantação das primeiras leis de cotas no país --no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul--, ao menos ou 23% das vagas em universidades públicas são reservadas para políticas de ação afirmativa.

O dado é de um estudo do Grupo de Estudos Multidisciplinares de Ações Afirmativas (da Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Isso representa cerca de 54 mil vagas. Porém, foram as instituições privadas as principais responsáveis pelo aumento da proporção de pretos e pardos no ensino superior.

Dados tabulados pela Folha a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE mostram que, no ensino superior, a proporção de autodeclarados pretos e pardos cresceu de 21% para 35% de 2001 a 2009.

No ensino superior público, o aumento foi de 314 mil para 530 mil, uma variação de 69%. No privado, o crescimento foi de 264%, de 447 mil para 1,6 milhão.
No total da população, a proporção desses grupos variou de 46% para 51%.

O sociólogo Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, lembra que o aumento da proporção de pretos e pardos já havia acontecido no ensino médio por causa da expansão das matrículas nesse setor.

"No caso do ensino superior, como foi o setor privado que mais cresceu, foi nele também que ocorreu o maior aumento de pretos e pardos", afirma.

PÚBLICAS

Entre as 98 universidades públicas do país, 70 adotam alguma ação afirmativa, segundo o estudo da Uerj.

Uma dessas vagas foi ocupada pela médica recém-formada Mariana Ribeiro, 27, na Uerj. "Na minha turma, não vi grandes disparidades entre os que passaram via cotas e os demais", afirma ela.

"É um processo que leva tempo. Corrigir tudo pela política de cotas é difícil, mas ela é melhor do que o que tínhamos antes, que era nada", afirma João Feres, um dos autores do estudo.

Hoje, ao menos 18 universidades públicas já formaram cotistas. Sete delas fizeram avaliações.

Na UnB e nas universidades do Estado do Rio de Janeiro, da Bahia e Estadual de Londrina os alunos cotistas tiveram resultados quase iguais aos dos não cotistas.

Na Federal de Juiz de Fora (na área de ciência e tecnologia) e estadual de Montes Claros o desempenho dos não cotistas foi superior.

Já na Universidade Federal da Bahia, eles tiveram avanço superior aos demais durante os cursos.


Editoria de Arte/Folhapress

Cumprir metas do PNE vai custar R$ 17,6 bi aos municípios

 

UOL EDUCAÇÃO, 27/06/11

 

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios ) apresentou estudo hoje (27) sobre o impacto financeiro do PNE (Plano Nacional de Educação) nas contas municipais. De acordo com a entidade, os municípios teriam de investir R$ 17,6 bilhões de um total de R$ 52 bilhões previstos. O Fundeb (Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica), que é composto também por verbas da União e dos estados, cobriria os 66% restantes. O cálculo é feito considerando-se apenas as metas relacionadas à ampliação do atendimento escolar.

O novo PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir na próxima década. O documento está em tramitação na Câmara dos Deputados.

O PNE prevê que até 2020 50% das crianças com menos de 3 anos de idade sejam atendidas em creche. Hoje, esse percentual não chega a 20%. Os municípios precisariam investir R$ 9,9 bilhões para cumprir a meta. O plano também estabelece que a matrícula na pré-escola, para crianças de 4 e 5 anos, seja universalizada até 2020. isso significa, segundo a CNM, incluir mais 1 milhão de alunos na rede de ensino, com custo adicional de R$ 700 milhões às prefeituras, além da complementação do Fundeb.

Outra mudança prevista no plano é a de que 50% das escolas do ensino fundamental ofereçam ensino em tempo integral. A ampliação da jornada, modelo que hoje atende aproximadamente 10% dos alunos das redes municipais, teria um custo de R$ 30,9 bilhões, com participação de R$ 7 bilhões dos municípios.

A entidade defende um aumento da participação da União no financiamento da educação básica, pois hoje a maior parte das despesas é custeadas por estados e municípios. Para isso, apresentou emendas ao projeto de lei do PNE que está em análise por uma comissão especial da Câmara. A matéria recebeu quase 3 mil emendas. A previsão é que o texto seja aprovado na até novembro, para então seguir ao Senado.

* Com Amanda Cieglinski, da Agência Brasil


Alunos criam cadeira de rodas controlada por movimento da cabeça

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 27/06/11

 

O sistema criado por estudantes permite controlar a cadeira de   rodas com movimentos da cabeça. Foto: Divulgação

O sistema criado por estudantes permite controlar a cadeira de rodas com movimentos da cabeça
Foto: Divulgação

Formandos do curso de Engenharia Elétrica do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), desenvolveram um sistema que permite controlar uma cadeira de rodas apenas com movimentos da cabeça. O dispositivo daria mais independência para tetraplégicos. A cadeira é um dos 12 projetos que serão apresentados na Exposição dos Projetos de Formatura do Curso de Engenharia Elétrica da FEI (Elexpo).

Confira na galeria de fotos imagens deste e outros projetos, como um sistema de avisos para ônibus e um controlador automotivo por celular.

A cadeira de rodas funciona por meio de um controle remoto que detecta e processa movimentos, e pode ser acoplado a uma tiara para a cabeça, colado ou segurado na mão. O sistema transmite os movimentos processados em forma de comandos via radiofrequência. Além de permitir o controle de cadeiras de rodas, a tecnologia permite controlar o cursor de um mouse de computador.

Entre os outros projetos, está um sistema automático de rastreamento de bagagens. No check-in do aeroporto, os dados do passageiro são cadastrados e sua mala é etiquetada com chip RFID (identificação via rádio frequência) de código único. Na esteira, outro leitor RFID consulta o destino da bagagem. Assim, ao serem colocadas no avião todas as malas são analisadas pelo sistema, que dispara mensagens de celular SMS para os proprietários. Caso haja erro de direcionamento, a mala irá para um centro de controle manual para correção do destino.

Também com ondas de radiofrequencia, outro projeto visa agilizar o pagamento de contas de supermercado. Um dispositivo transmite as informações do código de barras dos produtos ainda no carrinho, por meio de antena, para um leitor que mostra ao consumidor o valor da compra, sem interferência do caixa. A Elexpo ocorre nesta terça-feira, a partir das 19h, no campus São Bernardo no bairro Assunção de São Paulo.


Para aluno, professor vê homossexualismo como promiscuidade

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 27/06/11

 

Houve um tempo em que a escola explicava a reprodução humana somente quando questionada por alunos e ainda usava a "história da cegonha" para cessar a curiosidade estudantil. A crença era de que falar sobre orientação sexual era papel dos pais e não dos professores. De uns tempos pra cá, o cenário mudou. Iniciação sexual, preservação, gravidez na adolescência e até mesmo abuso sexual são discutidos em sala de aula. A situação aparentemente avançada deixa de lado um item: a diversidade sexual. As escolas preferem ignorar a homossexualidade e acabam abrindo espaço para a homofobia.

É o que mostram estudos como a pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, que, no ano de 2009, ouviu 18,5 mil alunos, pais, diretores, professores e funcionários de colégios no país. Intitulado Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, o documento mostrou que 87,3% da comunidade educacional apresenta preconceito homossexual.

Estudante de 17 anos, Paulo Henrique Cânara confirma essa realidade. O aluno de uma escola pública de Campinas, em São Paulo, assumiu sua orientação sexual no ano passado. Segundo ele, foi muito bem aceito pela mãe, mas encontrou dificuldades na escola. "Alguns meninos já tentaram me agredir por eu ser gay, mas minhas amigas me defenderam", conta. Paulo Henrique ainda explica que a discriminação não ocorre somente por parte dos colegas. "Já sofri preconceito de professores também. Eles são muito mal informados e veem a homossexualidade e a bissexualidade como algo promíscuo".

Outro estudo, Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas, publicado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, também confirma esta realidade. Fazendo uso de uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores do Distrito Federal, o documento mostrou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto homossexuais sofrerem preconceito e mais da metade dos professores afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias. Além disso, 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter um colega homossexual na sala de aula.

A hostilidade em algumas escolas é tão grande que obriga estudantes gays a deixarem a instituição. Rafael*, 15 anos, teve que trocar de colégio no início deste ano. O estudante do 1º ano do Ensino Médio de uma escola particular de São Paulo conta que se sentia diferente em relação aos amigos desde criança, mas até então, não tinha se assumido para os amigos, somente para seus pais, havia pouco tempo. Porém, um vídeo seu beijando outro menino foi parar no YouTube durante as férias escolares. "No primeiro dia de aula deste ano, entraram na minha sala e me jogaram purpurina. Fui vítima de bullying diário. Inclusive me proibiram de entrar no banheiro masculino. Preferi trocar de escola", conta.

Foi com o objetivo de mudar essa realidade e diminuir a homofobia nas escolas que o Ministério da Educação (MEC) propôs o "Kit Gay", como ficou conhecido o projeto contra o preconceito sexual voltada para escolas públicas do país. Contudo, a presidente Dilma Rousseff suspendeu-o por considerar os filmes da campanha inadequados. Para Lula Ramires, mestre em Educação pela USP que colaborou com a elaboração do projeto Escola Sem Homofobia do MEC, a decisão foi um retrocesso. "O grande temor da parcela tradicionalmente conservadora e moralista da sociedade é que, ao tratar da diversidade sexual na escola, estaremos incitando ou ¿fazendo a cabeça' de nossas alunas e alunos", afirma.

Para Ramires, a campanha proposta pelo MEC visa somente a informar para que o preconceito seja diminuído e para que estudantes homossexuais não frequentem um ambiente hostil de aprendizado. Em sua tese de mestrado pela USP, o educador entrevistou oito jovens homossexuais que narraram sua trajetória acadêmica. Todos definiram a escola como um verdadeiro "inferno". "Eles sofreram muita violência verbal e física. Um deles, inclusive, teve o braço quebrado pelos colegas", conta.

O também coordenador da associação Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor (CORSA) afirma que o material do ministério tinha outro papel fundamental: universalizar a abordagem do tema nas escolas. "Muitos educadores gostariam de tratar essa temática em sala de aula e não sabem como", diz. Desde 2001, o CORSA realiza projetos de educação continuada para docentes da rede pública, voltados à temática da diversidade sexual na escola.

"Sempre optamos por fazer o trabalho diretamente com educadores, que são multiplicadores naturais: lidam a cada ano com centenas de alunos diferentes", explica. Ramires conta que a reação geral sempre foi muito receptiva. "Na maioria das vezes, os profissionais diziam se ressentir de não ter maior informação sobre o tema, seja na licenciatura que cursaram na faculdade, seja nas formações oferecidas pelas redes de ensino".

Ainda segundo Ramires, a maioria das instituições de ensino opta por não falar sobre homofobia, e o que se vê hoje em dia são ações isoladas de alguns educadores. O professor de história José Carlos Rocha Vieira Júnior, de uma escola pública de Campinas (SP), é um exemplo de quem luta pelo fim da homofobia nas escolas sozinho. Todos os anos, Vieira Júnior distribui para seus alunos uma apostila intitulada Homofobia? Tô fora!, na qual aborda aspectos de diversidade sexual e explica a legislação da Constituição Federal que defende a diversidade acima de tudo. Além disso, o professor também promove, anualmente, uma palestra na escola, na qual profissionais convidados falam com os alunos sobre homossexualidade. Apesar de ter recebido aval da direção do colégio para realizar os dois projetos, Vieira Júnior conta que nunca recebeu apoio dos outros professores.

"Desenvolvo isso em minha escola desde 2004 e nenhum professor de outro período quis abraçar esse projeto que é extremamente simples, direto e que funciona. Professor que não combate qualquer tipo de preconceito não é professor", fala.

Campanhas isoladas também partem dos próprios alunos. O estudante Paulo Henrique conta que passou a sofrer menos com o preconceito quando entendeu a legislação do Brasil sobre diversidade sexual. Para ele, se todos os estudantes fossem bem informados sobre a homossexualidade e a bissexualidade, além da homofobia diminuir, os alunos gays passariam a sofrer menos com "brincadeiras de mau gosto". Por isso, o aluno já propôs uma série de palestras sobre a temática na sua escola e a criação de um grupo de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBT). "A direção do meu colégio já aprovou, e eu devo começar o projeto no próximo semestre", conta.

Preconceito varia conforme nível de escolaridade, aponta estudo
Lançado em junho deste ano, um estudo realizado pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo Stiftung (RLS), em 150 municípios brasileiros em todas as regiões do País, mostra que a escolaridade é um fator determinante contra o preconceito homossexual.

O estudo tinha como objetivo analisar o comportamento de pessoas com tendências homofóbicas. Realizado entre 2008 e 2009, com 2.014 pessoas, a pesquisa avaliou as diferenças de preconceito entre as regiões, idade da população, renda, religião, entre outras. Nenhuma das variáveis apresentou diferença tão drástica quanto a escolaridade.

De acordo com os dados, enquanto metade dos brasileiros que nunca frequentaram a escola assumem comportamentos homofóbicos, apenas um em cada dez brasileiros que cursaram o ensino superior sentem preconceito por homossexuais.

Para o sociólogo e coordenador da pesquisa, Gustavo Venturi, os resultados mostram que o principal ambiente para combater a homofobia são as instituições de ensino. "O primeiro meio de socialização de uma pessoa é na família, mas ali o Estado não pode intervir. Então, se um pai criar seu filho com tendências homofóbicas vai ser somente na escola - segundo meio de socialização de uma criança - que ele poderá mudar de comportamento. É nos colégios que o Estado deve criar políticas públicas para combater comportamentos preconceituosos", afirma.


Universidade abre inscrições para a terceira idade em Maringá

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 27/06/11

 

A Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) abre inscrições para novos alunos no dia 7 de julho. A universidade abre 100 novas vagas para candidatos com idade mínima de 60 anos. Para inscrever-se, os interessados deverão comparecer no anfiteatro da Dacese a partir das 8h e retirar senha no local. A inscrição será realizada por ordem de chegada, dentro do limite de vagas disponíveis.

Os candidatos precisam entregar cópia da carteira de identidade e duas fotos 3x4, recentes, com nome no verso. A Unati oferece cursos como informática, inglês, identidade e representação de si, desenho, dança e filosofia da religião. A lista completa dos cursos disponíveis para a seleção de inverno será divulgada até sexta-feira no site www.uem.br/unati. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (44) 3011-8995 e 3011-5096.


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G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 28/06/11

 

Movimentação de recursos terá de ser feita apenas por meio eletrônico. Decreto diz que saques só poderão ocorrer em casos excepcionais.

 

O governo federal criou novas regras para uso de dinheiro na saúde e na educação, segundo decreto publicado no “Diário Oficial da União” desta terça-feira (28). De acordo com o texto, os recursos deverão ser depositados e mantidos em conta específica aberta para este fim em instituições financeiras oficiais federais.

A movimentação dos recursos terá de ser feita exclusivamente por meio eletrônico, por crédito em conta corrente de titularidade dos fornecedores e prestadores de serviços identificados.

Segundo o texto, só em casos excepcionais e justificados poderão ser realizados saques para pagamento em dinheiro a pessoas físicas que não possuam conta bancária ou saques para atender a despesas de “pequeno vulto”. Nos dois casos, o saque terá de ser feito de forma que permita identificar o beneficiário final. O pagamento deverá constar da prestação de contas.

A cada exercício financeiro, os saques em dinheiro para pagamento de despesas de “pequeno vulto” ficarão limitados a 10% do valor de R$ 80 mil para contratação de serviços por “convite”, estabelecido pela Lei de Licitações. O valor unitário de cada pagamento feito com o montante total sacado não poderá ultrapassar o limite de 1% desses mesmos R$ 80 mil. Anteriormente, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os recursos podiam ser sacados em espécie para o pagamento de obrigações.

Segundo o decreto, ato do ministro responsável pelas respectivas transferências estabelecerá as condições e circunstâncias em que se admitirão exceções. O texto diz ainda que as informações relativas ao uso dos recursos deverão ser objeto de ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público.


Movimento promove marcha em Brasília contra exame da OAB

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 28/06/11

 

Bacharéis de Direito se reuniram na Praça dos Três Poderes. No protesto, participantes chamaram exame de ''inconstitucional".

O Movimento Nacional dos Bacharéis de Direito (MNBD) promoveu nesta terça-feira (28), na Praça dos Três Poderes, em Brasília, uma marcha contra o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os bacharéis pedem à Procuradoria Geral da República que leve a matéria que trata sobre a inconstitucionalidade da aplicação da prova para julgamento no  Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com William Jones, presidente do Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito, a prova, que concede aos recém-formados o direito de advogar, é inconstitucional.

Foto OAB (Foto: G1)Manifestantes protestam na Praça dos Três Poderes contra exame da OAB (Foto: G1)

 

"A OAB está tornando os bacharéis em officeboys de luxo. Além disso, eles estão invadindo uma competência que é do MEC, de avaliar a qualidade dos cursos. São cinco anos de faculdade e não quatro horas de prova que fazem um advogado", defende.

Segundo ele, o grupo aguarda mais manifestantes para tentar dar um "abraço" no STF e em seguida caminhar até a sede da OAB com faixas e apitos.


Português tem sido principal barreira para estudantes conseguirem estágio

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 28/06/11

 

De cada dez estudantes de jornalismo, por exemplo, sete são reprovados por erros de ortografia e dificuldade em elaborar uma redação.

 

No primeiro semestre de 2011, foram abertas mais de 200 mil vagas de estágio em todo o Brasil. Poderia ser uma notícia ótima, mas ela acabou revelando um problema sério no nosso sistema educacional.

Universitários, candidatos a uma vaga de estágio, fizeram um ditado com 30 palavras. A maioria errou pelo menos um terço delas. Em uma empresa de recrutamento, não tem sido fácil encontrar alguém que preencha os requisitos básicos. “A gente está com uma vaga aberta há três meses aqui em Belo Horizonte. De cerca de 80 candidatos, quatro chegaram à final”, afirma a psicóloga e analista de RH Vanessa Ramos.

O levantamento de uma das maiores empresas de seleção de estagiários do país revela que o português tem sido a principal barreira para os universitários conseguirem uma vaga. De cada dez estudantes de jornalismo, por exemplo, sete são reprovados por erros de ortografia e dificuldade em elaborar uma redação.

Gabriela Bisotto está no quinto período de jornalismo. Já se inscreveu em vários processos seletivos para estágio. Fez quatro entrevistas e na hora do português: “Eu levei um susto. Não imaginava. Eu pensei que o meu inglês fosse ser o diferencial, a língua que eu tenho extra, mas eu vi que o português é um diferencial”.

Para quem não tem muita intimidade com o nosso idioma, os professores dizem que é preciso disciplina: “Tem que começar por um assunto que te interessa. Se você gosta de carro, leia revista sobre carro, livros que falem de carros, de corredores. A primeira coisa é a gente achar um assunto que tem a ver com a gente. Porque, se você pega um assunto que alguém mandou você ler e você tem obrigação de fazer uma prova sobre ele depois, essa leitura vai ficar fatalmente ruim”, explica Carla Viana Coscareli, professora Faculdade de Letras da UFMG.

“Você pode fazer o exercício de ver um filme, começar a contar o filme, a descrever o filme, a fazer comentários sobre o filme. Pode ouvir uma música, escrever sobre a música, fazer um comentário sobre a música”, sugere Maria do Carmo Viegas, professora de língua portuguesa da UFMG.

No primeiro período de Marketing, Israel Washington Ferreira já garantiu um estágio. A oportunidade foi conquistada graças a um hábito: “Eu leio dentro do ônibus ou leio quando eu estou em casa”, conta.

“Português é a língua que a gente fala, língua que a gente domina. Então, ela não é tão difícil. A gente tem que ficar mais atento a algumas coisas do português padrão que a gente não costuma usar na oralidade, mas isso não é nada impossível”, explica Carla Viana Coscareli.


UFF vai abrir seis novos cursos

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 28/06/11

 

RIO - Apenas a UFF deve abrir uma quantidade significativa de novos cursos para 2012, mantendo a sequência iniciada em 2008, depois da criação do Reuni, o programa de reestruturação e expansão das universidades federais. O próximo vestibular já oferecerá vagas para as licenciaturas em Informática e Ciências Naturais, em Pádua; a licenciatura em Geografia, em Angra dos Reis; e os bacharelados em Antropologia, Sociologia e Artes, todos em Niterói.

A maioria das universidades do Rio, porém, colocou o pé no freio, à espera de um eventual novo plano de expansão.

" Foram criadas entre 20 e 30 novas graduações nos últimos anos decorrentes do Reuni "

- Foram criadas entre 20 e 30 novas graduações nos últimos anos decorrentes do Reuni. Quando eu assumi o vestibular, há quatro anos, eram oferecidas 5,3 mil vagas. Agora serão mais de nove mil - afirma o coordenador do vestibular da UFF, professor Néliton Ventura.

O prazo de vigência do Reuni, entretanto, acaba este ano, pelo decreto que o criou. A Unirio admite que, enquanto não há novas diretrizes sobre expansão, consolidará os avanços recentes, refletidos em quase 20 cursos surgidos desde 2008, como Engenharia de Produção e Administração Pública.

Segundo a pró-reitora de graduação da instituição, Loreine Hermida e Silva, a meta estabelecida pelo programa federal foi cumprida, e novidades só devem aparecer em 2013. Entre elas está a graduação em Fisioterapia.

Na UFRJ há apenas um curso em gestação no Conselho de Ensino de Graduação (CEG), o bacharelado em Ciências Biológicas, no campus de Macaé, mas que ainda não tem prazo para ser implantado. A graduação oferecerá duas habilitações, uma em Ciências Ambientais e outra em Biotecnologia.

" Ainda não trabalhamos com datas "

De acordo com a coordenadora da licenciatura em Ciências Biológicas em Macaé, Lísia Gestinaro, que também está à frente do bacharelado, houve uma demanda por parte da comunidade, pois muitos queriam fazer um bacharelado.

- A reforma da nossa licenciatura já existente e a do bacharelado estão nos colegiados. Ainda não trabalhamos com datas.


Doutorado com intercâmbio terá regras mais simples

 

FOLHA DE SÃO PAULO, SABER, 28/06/11

 

As regras para se fazer um doutorado-sanduíche, em que o aluno fica parte do curso fora do Brasil, ficarão mais simples.

Os alunos interessados em fazer esse tipo de programa terão de apresentar apenas uma declaração do professor-orientador, indicando que o estudante tem proficiência na língua. Antes, o aluno precisava comprovar com testes de proficiência, como o Toefl (exame de inglês), para dar entrada no processo.

A Capes (autarquia ligada ao MEC que cuida da pós-graduação) divulgou nesta terça-feira as mudanças no PDSE (Programa Institucional de Bolsas de Doutorado Sanduíche no Exterior).

De acordo coma Capes, neste ano será oferecido um total de 2.800 de bolsas para doutorado-sanduíche.


"Vilã" nos vestibulares, redação pode fazer a diferença no Enem

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 28/06/11

 

Neste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado nos dias 22 e 23 de outubro. A prova é dividida em quatro áreas do conhecimento, com 45 questões cada: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens códigos e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. A prova de redação, geralmente vista como "vilã" dos concursos, será cobrada no segundo dia de provas. Para obter uma boa pontuação, não basta ir bem em apenas uma das áreas, é preciso que haja um equilíbrio, inclusive com a redação.

»De Bin Laden a usinas nucleares; confira temas dos vestibulares

Como o Enem é extenso, é bom ir bem descansado para a prova, para garantir sua concentração, especialmente no dia da redação. Diferente do restante da prova, ela não exige respostas certas, mas avalia o ponto de vista do aluno e seu poder de argumentação. O professor de redação do cursinho Anglo, Francisco Platão Savioli, salienta que ela demanda do estudante capacidade de operar com o conhecimento, para dar uma solução aceitável a um problema polêmico.

Segundo o professor, os temas podem ser divididos em três grandes grupos. O primeiro é o homem com relação a ele mesmo, onde são explorados tópicos como sentimentos e busca da felicidade. O segundo aborda o indivíduo e a sociedade em que vive, tratando de assuntos como justiça social, atuação política e respeito às diferenças. O terceiro é a ligação entre as pessoas e o meio biofísico, em que os temas frequentes são as interferências no meio ambiente, a preservação dos recursos naturais e as energias alternativas.

É importante ressaltar os principais erros cometidos pelos estudantes, entre os quais estão a pressa e, consequentemente, a fala de atenção na leitura, o que pode causar desvio do tema ou tangenciamento. Outro problema comum é a falta de argumentação, que é uma falha grave que pesa na elaboração da nota final. Além dessas orientações, confira abaixo dicas extras que o professor Platão preparou para o pessoal se dar bem na redação do Enem:
1- Preste bastante atenção no enunciado, pois é preciso compreender exatamente o que está sendo pedido para não fugir do tema.

2- Evite frases prontas ou ideias comuns, pois isso não demonstra um pensamento individual.

3- Posicione-se diante do tema. Demonstre que é capaz de refletir sobre a questão e sustentá-la. Tão importante quanto se posicionar é ter uma boa argumentação. Portanto, quanto mais irrefutável for sua opinião, melhor.

4- Utilize a norma culta, apropriada para esse tipo de texto. Tome cuidado com variações coloquiais da língua, pois isso pode prejudicar seu desempenho.

5-Se você quer adquirir repertório para argumentar melhor, fique atento às notícias. Leia bastante jornais, revistas. Mas não aceite passivamete o que está escrito ou foi dito. Reflita sobre os assuntos para estimular o seu olhar crítico.

6-O Enem avalia a capacidade do estudante de formular hipóteses de soluções para o problema proposto que não desrespeitem os direitos humanos. Por exemplo, se o assunto for uma reflexão sobre como acabar com a pobreza, não se aceitará como solução expulsar as pessoas de menor renda da cidade.

Algumas dicas são básicas para os estudantes, como pegar exames anteriores para resolvê-los e, assim, familiarizar-se com o modelo. Dar mais atenção às matérias que menos sabe e, ao mesmo tempo, concentrar-se nos assuntos que mais têm relação com o curso que o candidato deseja costumam ser orientações dos professores de cursinho. "Lembre-se de ler jornais e revistas, pois assuntos da atualidade sempre podem aparecer ao longo do exame", destaca Luiz Carlos de Souza Domingues, professor de geografia do cursinho COC Ribeirão Preto.


Governo Marconi valoriza Educação com Programa Reconhecer

 

DIÁRIO DA MANHÃ, 30/06/11

 

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Prefeitura de Cristalina oferece cursos técnicos gratuitos

 

DIÁRIO DA MANHÃ, ECONOMIA, 30/06/11

 

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"Aprender" é muito mais que "Compreender"

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 30/06/11

 

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Detentos poderão descontar um dia de pena a cada 12 horas de aula

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 30/06/11


Governo publicou nesta quinta (30) alteração na Lei de Execução Penal. Dias trabalhados, que já podiam ser descontados, continuam valendo.

Uma alteração na Lei de Execução Penal publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União autoriza detentos que frequentam a escola a abater o tempo de estudo da pena a qual foi condenado.

Assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros da Justiça e da Educação, a mudança na lei aponta que cada um dia de condenação poderá ser trocado pela participação em 12 horas de frequência escolar. Tanto condenados em regime fechado ou semiaberto poderão ser beneficiados.

A nova redação dos artigos mantém a possibilidade de trocar dias de trabalho por tempo de condenação. Segundo o texto, três dias de trabalho poderão abater o equivalente a um dia de pena. Desde que sejam compatibilizados os horários, não haverá impedimento para que o preso acumule o desconto da pena com horas de estudo e de trabalho.

Presencial ou à distância
Além dos três ciclos (ensino fundamental, médio ou superior), também poderão ser consideradas as aulas de cursos profissionalizantes ou de requalificação profissional. De acordo com a lei, as aulas poderão ser presenciais ou à distância.

A lei prevê  ainda um bônus para o caso de o detento concluir, na prisão, um dos três ciclos.  "O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior (...) desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação."

A partir de agora, caso o detento cometa alguma infração disciplinar, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido. Antes da alteração publicada nesta quinta, o artigo 127 apontava que o condenado que fosse punido por falta grave perderia "o direito ao tempo remido", sem impor o limite de um terço.


MP quer que órgãos de enfermagem reconheçam formados em obstetrícia

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 29/06/11

 

Conselho Federal de Enfermagem não reconhece diploma de obstetriz. USP decidiu manter as 60 vagas oferecidas no vestibular.

 

O Ministério Público Federal em São Paulo enviou nesta quarta-feira (29) ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) uma recomendação para que o órgão considere os bacharéis formados no curso de obstetrícia pelos órgãos educacionais como enfermeiros. Para isso, o Ministério Público requer que o órgão revogue a resolução nº 378, que proíbe a inscrição de obstetrizes nos Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens).

A recomendação do Ministério Público atende aos interesses dos estudantes do curso de obstetrícia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP Leste). Os formados só conseguem exercer a profissão com recursos na Justiça. O Coren/SP e o Cofen têm um prazo de 25 dias para informar se cumpriram a recomendação.

Segundo a resolução publicada pelo Cofen em abril, nos artigos 2º e 3º, “fica proibida a inscrição de portadores de diploma do curso de obstetriz nos Conselhos Regionais de Enfermagem do país, como enfermeiro, enfermeiro obstetriz ou simplesmente obstetriz, cuja grade curricular mínima à formação no curso de enfermeiro generalista não foi cumprida. Aos Conselhos Regionais de Enfermagem é vedado descumprir a presente Resolução, sob pena sujeição dos seus responsáveis, que deram causa à insurreição, às sanções estabelecidas nos regramentos internos deste Conselho Federal e adoção das demais medidas legais aplicáveis ao caso concreto”.

Na recomendação expedida pela procuradora Eugênia Augusta Gonzaga, o art. 6º da Lei nº 7.498/86 estabelece que é enfermeiro “o titular do diploma ou certificado de obstetriz ou de enfermeira obstétrica, conferidos nos termos da lei”. O Ministério Público entende que a tarefa de aferir a qualidade do curso cabe aos órgãos educacionais responsáveis, sendo ilegal negar o exercício da profissão ao titular do diploma de um curso autorizado e em regular funcionamento.

Ainda segundo o argumento do MP, “a base curricular deve ser definida pela instituição de ensino superior e cabe aos órgãos responsáveis autorizar e fiscalizar o funcionamento do curso. Os estudantes dos cursos para enfermeiros, obstetrizes e Enfermeira Obstétrica estão sob a mesma denominação genética de enfermeiros, mas atuarão em carreiras distintas, eliminando a necessidade de possuírem exatamente a mesma base curricular”.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Cofen e aguarda retorno. Em março, o órgão emitiu nota assinada pelo presidente Manoel Carlos Neri da Silva, na qual afirmava que o curso da USP “não preenche os requisitos legais para o exercício profissional da enfermagem”. Ainda segundo a nota, o Conselho Federal de Enfermagem, desde 2008 tem emitido pareceres repetidos indicando a impossibilidade de concessão de registro profissional aos egressos do curso de obstetrícia porque contraria as diretrizes curriculares para o curso de graduação em enfermagem.

Curso da USP oferece 60 vagas
O curso de Obstetrícia da EACH/USP tem cinco turmas de 60 alunos cada e duas já formadas. A graduação tem uma duração de quatro anos e meio e, em 1974, já sofreu com a extinção e a fusão à enfermagem – ressurgindo em 2005. Este ano, várias reuniões foram feitas para debater o tema, cogitando-se inclusive a possibilidade de fechar o curso. A Comissão de Graduação da USP Leste decidiu manter o curso no vestibular de 2012 com o mesmo número de vagas (60) e a mesma grade curricular.

A carreira é direcionada especificamente para a formação de obstetrizes - ou parteiras, como são popularmente conhecidas. Ocurso é voltado especificamente para o atendimento à mulher gestante, para que ela receba o acompanhamento adequado durante toda a gravidez, parto, e até 40 dias após o parto.


Professora usa xadrez para dar lições de matemática e combater bullying

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 30/06/11

 

Alunos mostraram melhora nas notas e no rendimento, diz educadora. Estudantes voluntários ensinam jogo para outras crianças de Apiaí (SP).

 

Fernanda Nogueira Do G1, em São Paulo


Xadrez escola SP (Foto: Arquivo pessoal)Estudantes jogam xadrez em tabuleiro gigante
montado na E. E. Antonia Baptista Calazans Luz,
em Apiaí (SP) (Foto: Arquivo pessoal)

Uma vez por semana a professora de matemática Janice Corrêa Prestes, da escola estadual Professora Antonia Baptista Calazans Luz, em Apiaí, na região do Alto do Ribeira, no interior de São Paulo, dispensa o giz e a lousa para jogar xadrez com seus alunos. A prática, segundo a professora, ajuda os estudantes a ter mais concentração, a desenvolver suas habilidades cognitivas, a ser mais observadores, mais reflexivos e mais analíticos. Além disso, o jogo dá lições de respeito, ética, incentiva a amizade e a participação em competições. O xadrez também é usado em propostas de aumentar a autoestima do aluno e de combate ao bullying.

“Noventa por cento dos alunos gostam das aulas. Isso numa época de internet, computadores. Eles percebem que o jogo faz diferença na vida deles. A máquina não tem vida. Quando vão jogar, prestam atenção no outro, no olhar, na respiração”, disse Janice. “Quando analisam a jogada, eles têm que fazer uma síntese como nos exercícios." Segundo ela, cada peça do xadrez tem um significado que pode ser usado para desenvolver a autoestima do estudante.

arte xadrez (Foto: Editoria de Arte/G1)arte xadrez (Foto: Editoria de Arte/G1)

Desde o início do projeto, em 2002, Janice percebeu melhora no rendimento e nas notas dos estudantes. "A escola teve nota acima da média nos testes do governo", disse. Outros professores aderiram à ideia. Os estudantes têm aula sobre a origem do xadrez na aula de história e sobre a trajetória do jogo em geografia. Praticam ainda na aula de educação física.

A  professora Janice Corrêa Prestes desenvolveu projeto para o  uso do  xadrez como forma e combate ao bullying (Foto: Arquivo pessoal)A professora Janice Corrêa Prestes desenvolveu
projeto para o uso do xadrez como forma e combate
ao bullying (Foto: Arquivo pessoal)

Milena Gabriely dos Santos, de 17 anos, faz o terceiro ano do ensino médio. Tem aulas com a professora Janice desde a 5ª série. “O tabuleiro é matemática. O número de casas pode ser representado por uma fração, dar noção de simetria, equivalência, de horizontal, vertical, diagonal. Usei em um trabalho sobre cônicas e polígonos”, disse. A adolescente já decidiu que vai prestar vestibular para medicina. “O xadrez ajuda a lidar com o futuro, a tomar decisões sob pressão, a pensar nas consequências do que fazemos.”

Hoje, cerca de 20 alunos de Janice são voluntários em outras escolas no contraturno das aulas. Ensinam xadrez a outros estudantes. Jogam em casa também, com irmãs, primos, amigos e fazem de tudo para ensinar aos pais.

Emanuele Aparecida Corrêa Camargo e Deiciane Jhenielly de Almeida Cunha, ambas de 15 anos e alunas do segundo ano do ensino médio, fazem parte do grupo de voluntários. “Queria passar algo para alguém. Está sendo bom de ver meus alunos aprendendo”, disse Emanuele. “Fiquei mais próxima da minha família, mais paciente, o jogo me trouxe mais calma”, disse Deiciane.

Xadrez na escola (Foto: Arquivo pessoal)Xadrez na sala de aula (Foto: Arquivo pessoal)

Combate ao bullying
Com um prêmio em dinheiro que o projeto ganhou, a escola construiu um tabuleiro e peças gigantes para os alunos jogarem no pátio. Os alunos criaram uma gincana com perguntas de matemática e conhecimentos gerais. Quem acerta caminha no tabuleiro gigante.

Há dois meses, os alunos criaram um projeto de combate ao bullying e ao preconceito em que usam o xadrez. Os estudantes usaram as peças do jogo para falar sobre o bullying às pessoas que passavam pela praça da cidade. Alguns consideram que o peão é nada, mas dependendo da jogada, pode ser a peça mais importante. O cavalo tem força, mas não pisa nos adversários", destaca a professora.

O projeto do uso do xadrez nas escolas, da professora Janice, levou o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) a escrever um projeto de lei que obriga todas as escolas a ensinar xadrez aos estudantes. O texto já passou por comissões da Assembleia Legislativa e está na fila para votação no plenário.


Páginas da Universidade de Brasília voltam a ser alvo de hackers

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 29/06/11

 

No último sábado, portal da universidade já tinha sido atacado. UnB diz que vai formalizar denúncia para a Polícia Federal.

 

Os sites da faculdade de comunicação da Universidade de Brasília (UnB) e do jornal laboratório "Campus" foram invadidos por hackers na manhã desta quarta-feira (29). Este é o segundo ataque ao conteúdo do Portal UnB em quatro dias. De acordo com a assessoria de comunicação da universidade, no sábado (25), a primeira página do portal foi alvo de hackers por 26 minutos.

Página da Faculdade de Comunicação foi invadida na manhã  desta  quarta-feira (29) (Foto: Reprodução)Página da Faculdade de Comunicação invadida na manhã desta quarta-feira (29) (Foto: Reprodução)

As páginas da faculdade de comunicação e do jornal laboratório foram retiradas do ar por volta das 11h desta quinta, cerca de uma hora depois de os professores do departamento notarem a invasão. Os sites estão hospedados em um servidor externo da universidade.

Segundo a assessoria da UnB, a empresa responsável pela hospedagem dos sites está reunindo  informações deixadas pelos invasores e buscando alternativas para colocar as páginas no ar novamente em segurança. Até as 16h30 desta quinta, as páginas estavam indisponíveis.

Desde às 11h, estudantes estão transmitindo pelo Twitter informações sobre o ataque. O primeiro registro mostra que o conteúdo do jornal laboratório foi substituído por uma imagem de uma máscara de gás, com a assinatura de Tn_ScoRp!0N.

De acordo com o Centro de Informática da UnB, o ataque se restringiu à página de entrada, não afetando outras áreas de informações da universidade. Os invasores também não teriam tido acesso a dados de sistemas de uso interno, como os de matrícula e de pessoal.

A UnB informou que vai formalizar até o final da tarde desta quarta-feira denúncia sobre o caso à  Polícia Federal, que investiga invasões em cerca de outras 200 páginas do governo federal, prefeituras e órgãos municipais ocorridas desde o último dia 22.


Cientistas descobrem variante de gene que eleva risco de Alzheimer

 

FOLHA DE SÃO PAULO, CIÊNCIA, 30/06/11

 

Cientistas descobriram que a variante de um gene associado à doença de Alzheimer impede a evacuação de placas senis do tecido cerebral, o que aumenta o risco de desenvolvimento da doença, segundo estudo publicado pela revista "Science Translational Medicine".

As placas senis são formadas devido à acumulação de proteínas beta-amilóide, que se concentram em cúmulos ou novelos impenetráveis que afetam à transmissão entre as células nervosas do cérebro.

A descoberta serviria para explicar por que algumas pessoas sofrem maior acumulação da proteína e buscar novas maneiras para atrasar e inclusive deter a acumulação dessas placas.

Os pesquisadores identificaram vários genes que parecem aumentar o risco de Alzheimer. Um deles é o gene APOE, cuja variante ApoE4 aumenta o risco e antecipa a idade de aparição da doença.

Estudos anteriores haviam sugerido que a ApoE4 contribuía para dirigir a acumulação de beta-amilóide, e agora David Holtzman, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, e seus colaboradores revelaram o motivo.

Segundo suas pesquisas, a ApoE4 contribui para a acumulação da proteína mediante a desaceleração de sua evacuação do cérebro, o que explicaria por que algumas pessoas acumulam mais esse tipo de proteína que outras, aumentando o risco de Alzheimer.

Os autores mediram a concentração de beta-amilóide no fluido cerebral de indivíduos cognitivamente normais de menos de 70 anos de idade usando formas distintas de APOE.

A equipe descobriu que os indivíduos com ApoE4 tinham muito mais proteína beta-amilóide no cérebro que os indivíduos com as formas ApoE2 e ApoE3 (outras duas formas comuns de proteínas do gene).

Em um segundo momento, os pesquisadores estudaram as concentrações de beta-amilóide em ratos geneticamente modificados e descobriram maiores concentrações da proteína humana nos animais com ApoE4 que nos animais com as outras formas.

A equipe também observou que o cérebro dos ratos (tanto jovens como velhos) com a ApoE4 humana se desfez da beta-amilóde muito mais devagar que aqueles com as outras formas da proteína.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente adultos de idade avançada, cujo principal sintoma é a perda de memória.


Enem: MEC não aciona Justiça para reaver dinheiro

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 29/06/11

BRASÍLIA - Um ano e oito meses depois do vazamento de provas que levou ao adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009, o Ministério da Educação (MEC) ainda não conseguiu recuperar o dinheiro adiantado ao consórcio inicialmente responsável pela impressão, distribuição e aplicação do teste. Tampouco acionou a Justiça. Nesta terça-feira à noite, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tania Tuttman, rejeitou em caráter definitivo recurso administrativo do Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel), que não aceita pagar os R$ 47,1 milhões cobrados pelo instituto.

Vinculado ao Ministério da Educação, o Inep rescindiu o contrato com o Connasel em 5 de outubro de 2009 - quatro dias após vir a público que cadernos de questões tinham sido furtados na gráfica que ia imprimir o material, em São Paulo.

Na época, o Inep divulgou que havia repassado R$ 37,2 milhões ao Connasel, consórcio formado por três empresas: a Consultec, da Bahia; o Instituto Cetro, de São Paulo; e a Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio), ligada à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Em janeiro de 2010, com a investigação da PF sobre o furto das provas concluída, o Inep anunciou que estava "notificando" as empresas para receber o dinheiro.

Passados 18 meses, o Governo Federal não acionou a Justiça. A justificativa é que era preciso esgotar os trâmites da cobrança administrativa. Ao rejeitar o recurso do Connasel, a presidente do Inep determinou que a devolução dos recursos ocorra imediatamente, tão logo a empresa líder do consórcio, a Consultec, seja notificada. Do contrário, o instituto promete ajuizar ação e incluir as empresas no Cadin, o cadastro de devedores da União.


Escolas brasileiras têm um computador para seis alunos, aponta pesquisa

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 29/06/11

 

RIO - A inclusão digital nas escolas brasileiras ainda é um grande desafio. O Brasil é o último em uma lista de 38 países avaliados em relação ao número de computadores por alunos. É o que mostra os dados divulgados nesta terça-feira (28) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que chegou a esses números por meio do Programa Nacional de Avaliação de Alunos (Pisa) que analisa a relação entre os sistemas de ensino e a tecnologia. De acordo com o levantamento, as escolas brasileiras oferecem, em média, um computador para cada 6,25 estudantes - ou 0,16 computador por aluno. O número rende ao país o posto de terceira pior colocação no ranking da inclusão digital, à frente apenas de Tunísia e Indonésia.

INCLUSÃO DIGITAL:Sul-coreanos lideram leitura pela internet

A Austrália é o país mais bem colocado na lista, que inclui 65 nações. No país da Oceania, a oferta é de 1,03 aluno por computador. Na China, a média é de 1,75, enquanto a média dos países-membros da OCDE é 1,69. Na Colômbia, o mais bem colocado da América Latina, a média é de 2,85 alunos por máquina.

O estudo mostra ainda que 53,3% dos estudantes brasileiros analisados declaram ter um computador em casa. A estatística é 129% maior que em 2000, quando apenas 23,2% afirmaram possuir o equipamento. Apesar do crescimento expressivo, o país ainda esta longe das nações mais ricas. A média registrada pelos países-membros da OCDE foi de 94,3%, ou 41 pontos porcentuais a mais do que no Brasil.

 


MEC quer matricular 4 milhões de alunos na universidade em 2020

 

TERRA, EDUCAÇÃO, 29/06/11

 

O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, disse nesta quarta-feira que a meta do ministério é chegar a 4 milhões de alunos no ensino superior em 2020. Ele admitiu que ainda há muito a ser feito para atingir esse objetivo, mas lembrou que nos últimos oito anos o número de formandos passou de 300 mil para 1 milhão, por ano, nas instituições públicas e privadas. As informações são da Agência Câmara de Notícias.

Luiz Costa participou de audiência pública da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) da Câmara dos Deputados, que debate as metas para o ensino previstas até 2020.

O secretário afirmou que um dos principais problemas a serem enfrentados atualmente é a evasão no ensino superior. Ele disse que todos os anos entram 1,5 milhão de estudantes nas faculdades, porém 500 mil abandonam os cursos antes da formatura.

Segundo o secretário, o MEC mudou o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) para que os estudantes dos cursos de licenciatura utilizem o trabalho nos sistemas públicos de ensino ou saúde como forma de quitar o empréstimo. Outra iniciativa citada por Luiz Costa foi o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Nesse caso, o universitário recebe uma gratificação para dar aulas em escolas públicas de ensino médio.

O programa de oferta de 75 mil bolsas de estudos no exterior, no prazo de quatro anos, em desenvolvimento pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, também foi lembrado pelo secretário como estratégia para a ampliação do acesso. "É uma ação que terá forte impacto na qualidade do ensino e no estímulo aos jovens para o ingresso no ensino superior", concluiu.

Vagas ociosas nas universidades
Durante a audiência, o representante da Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu), Celso Frauches, afirmou que, no ano passado, ficaram ociosas 1,6 milhão de vagas em universidades ¿ 40 mil delas em instituições públicas. "Para esse quadro mudar, precisamos melhorar a qualidade da educação básica", disse.

Ele lembrou que muitos estudantes não conseguem tirar boas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), usado como requisito para o ingresso em boa parte das faculdades públicas, devido a deficiências no ensino básico.


USP abre inscrições para o processo de transferência 2012

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 30/06/11

 

A Universidade de São Paulo (USP) recebe a partir desta quinta-feira as inscrições para o processo de transferência de 2012. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet (www.fuvest.br) no período de 30 de junho a 08 de julho deste ano. O pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 100,00, poderá ser feito em qualquer agência bancária, até 11 de julho de 2011, por meio do boleto gerado no ato de inscrição.

Nesta edição são oferecidas 1.101 vagas de transferências para cursos das áreas Biológicas, Exatas e de Humanidades. Estudantes de cursos superiores do Brasil e do exterior, bem como alunos da USP interessados em mudar de curso, podem se inscrever para o processo seletivo. As provas serão aplicadas nas cidades de São Paulo, Bauru, Campinas, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos.

Alunos com matrícula trancada poderão participar do processo. Contudo, se forem aprovados, deverão estar regularmente matriculados no primeiro semestre de 2012 na escola de origem, para que a transferência se efetive.

A prova da primeira etapa tem duração de 4 horas. Será aplicada pela Fuvest em 31 de julho, com início às 12h30min e consta de 80 questões de múltipla escolha. A convocação dos candidatos para a segunda etapa será feita no dia 12 de agosto de 2011. Serão classificados 3 candidatos por vaga, que deverão realizar a segunda etapa da seleção para concorrer a uma vaga no primeiro semestre de 2012 na USP.

A Fuvest publicou, no seu site, o Manual do Candidato para os estudantes interessados nesse processo. A instituição aplicará as provas da primeira etapa. O candidato classificado fará a segunda etapa na escola que oferece o curso escolhido. As normas e os programas dessa segunda fase constam de Edital que está disponível para consulta nas respectivas seções de alunos e no site da Pró-Reitoria de Graduação (www.usp.br/prg).


UFRJ acaba com vestibular e usa Enem

 

O POPULAR, GERAL, 30/06/11

 

Rio - A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiu acabar com a prova de vestibular para ingresso na instituição. Em reunião que durou cerca de três horas, os integrantes do Conselho Universitário (Consuni) aprovaram a adesão total ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No ano passado, 40% dos alunos ingressaram na UFRJ por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC).

"Pela primeira vez, veremos estudantes entrando por um sistema único, federal, na universidade. Criamos um ambiente de cooperação", afirmou o reitor Aloisio Teixeira, ao ressaltar que a intenção é unificar o acesso ao ensino superior federal. Na reunião, ficou decidido ainda que 30% das vagas serão preenchidas por egressos do ensino público, desde que a renda per capita familiar seja de R$ 545,00 (um salário mínimo). No ano passado, as cotas preencheram 20% das 9.060 vagas oferecidas

Diretores de cursos voltados para o pré-vestibular começaram ontem a traçar estratégias com o anúncio do fim do vestibular da UFRJ. Segundo eles, os alunos vão ter de redirecionar seus estudos, mas não devem diminuir o rimo.


EaD encurta caminho para capacitação

 

DIÁRIO DA MANHÃ, TI, 01/07/11

 

EaD_encurta_caminho_para_capacitacao.doc


Filho de político estuda em escola pública?

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 01/07/11

 

Filho_de_politico_estuda_em_escola_publica_.doc


Inadimplência no ensino superior privado recua pelo 2º ano consecutivo

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 30/06/11

 

Segundo dados do Semesp, inadimplência do setor registrou uma leve queda de 1,58%, passando de 9,72% em 2009 para 9,57% em 2010

 

Estadão.com.br

O ensino superior privado do Estado de São Paulo registrou queda, pelo segundo ano consecutivo, no índice de inadimplência das instituições do setor em 2010, diz pesquisa realizada pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), divulgada nesta quinta-feira, 30.

Levantamento foi feito com auxílio do Sindata, sistema de informações econômicas da entidade, que revelou que a inadimplência do setor registrou uma leve queda de 1,58%, recuando de 9,72% em 2009 para 9,57% em 2010.

Realizada durante o primeiro semestre de 2011 junto às instituições de ensino superior privadas do Brasil, pela primeira vez a pesquisa apresenta dados nacionais. Mesmo com retração de 4,60%, a taxa de inadimplência do segmento no país ainda registra níveis muito elevados. Enquanto a inadimplência total de pessoas físicas chegou a 5,70%, dado divulgado pelo Banco Central no final de 2010, nas instituições de ensino superior privado a taxa atingiu 9,58%, índice que se situa 68% acima dos demais setores da economia.

Para o presidente do Semesp, Hermes Ferreira Figueiredo, a diminuição da inadimplência pouco ameniza as dificuldades do setor, hoje responsável por 75% das matrículas da educação superior no país. "O segmento sofre o impacto da Lei n° 9.870/99, conhecida como "Lei do Calote", que não permite a aplicação de penalidades quando o aluno está inadimplente. A educação não pode ser a última opção de pagamento do aluno. Nesse aspecto, a legislação prejudica, já que o ensino deveria ser prioridade", afirma o educador.

De acordo com o diretor executivo do Semesp e coordenador da pesquisa, Rodrigo Capelato, a queda da inadimplência também é reflexo de ações das próprias IES. "As instituições de ensino superior privado conseguiram criar financiamentos próprios e profissionalizar a gestão de cobranças. Outro fator importante para a redução da inadimplência é a queda das mensalidades o que vem acontecendo ao longo dos últimos dez anos", analisa Capelato.

Fonte: SINDATA - banco de dados do Semesp - Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo


Estudantes têm até 31 de julho para renovar contratos do Fies

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 30/06/11

 

Aumento do prazo beneficia quem teve problemas na renovação. Por meio do Fies, governo financia estudo em faculdade particulares.

Universitários que dependem de financiamento do governo para pagar a faculdade vão poder renovar os contratos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) até o dia 31 de julho. O prazo venceria nesta quinta-feira (30) e foi prorrogado. 

Estudantes já beneficiados que se depararam com restrições no sistema de cadastrado do programa do governo agora ganharam mais tempo. O universitário Marcelo Gonçalves usa o financiamento estudantil desde que começou a estudar engenharia elétrica, no ano passado. Quando foi renovar o contrato, teve uma surpresa. “Eu fui aceito normalmente no Fies e, agora no processo de aditamento, eles estão bloqueando no sistema com essa mensagem, que meu cônjuge é fiador de outra pessoa e eu não posso dar sequência no aditamento”, contou o estudante.

Acesse o site do Fies

Mas de acordo com as regras do financiamento, o estudante estaria apto a continuar no programa, porque mulher ou marido de beneficados podem ser fiadores de outras pessoas.

Em uma unidade de Belo Horizonte, 400 estudantes participam do Fies. Desse total, 108 foram barrados por problemas técnicos. A orientação é que aqueles que têm o contrato e teve o pedido de renovação negado entrem em contato com o Ministério da Educação.

Outra reclamação é de que o sistema estaria barrando alunos com nome no Sistema Proteção ao Crédito (SPC), mas uma medida judicial pode garantir a participação dos estudantes nessa situação.

Rômulo Ferrão, que tem uma divida, chegou a ter o pedido negado. Ele conta que continuou tentando renovar o Fies pelo site durante todo o mês, até conseguir na semana passada. “Ainda bem que deu certo para mim. Estava desesperado, se não conseguisse teria que pagar dois semestres”, disse.

Por meio do Fies, o governo financia a faculdade particular e o aluno quita a dívida depois de se formar.


Estudantes de medicina aprendem libras para atender pacientes surdos

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 30/06/11

 

Disciplina é optativa em universidade em Divinópolis.
Voluntários com surdez ajudam no aprendizado.

 

Alunos de medicina da Universidade Federal de São João Del Rei, no campus em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, estão tendo a oportunidade de fazer uma disciplina inclusiva neste semestre: um curso de libras, a língua brasileira de sinais.

A disciplina optativa foi incluída na grade curricular com o objetivo de melhorar o atendimento a pacientes com surdez. “O profissional que sabe a línguas dos sinais vai atender com mais efetividade, vai conseguir comunicar bem, passando aquilo para o surdo, e o surdo vai se sentir seguro”, disse a professora de libras Graciele Kerlen.

Dois voluntários participam das aulas e ajudam no aprendizado dos universitários. Rafael Lacerda está no quinto período de medicina e já concluiu a disciplina. Para ele, isso é um diferencial na carreira. “Eu vou levar isso para o resto da vida, eu tenho certeza que eu conseguiria atender uma pessoa deficiente com tranqüilidade. Eu acho que vai ser importante”, disse o estudante.

Mariana Oliveira, que precisa da linguagem dos sinais para se comunicar com outras pessoas, aprovou a iniciativa da universidade. “Vai ser bom, vai estar nos ajudando, respeitando a nossa cultura, nossa língua. Com muita calma, nós iremos aos médicos e seremos melhor atendidos”, disse usando libras.


'Educação não pode ser usada para esvaziar prisão', diz professor da USP

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 01/07/11

 

Especialista defende remissão de detentos a partir de conclusão de ciclos. Alteração na lei prevê um dia a menos de pena para cada 12h de estudos.

 

Roberto da Silva, de 52 anos, professor, mestre e doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP), não concorda que a remissão de pena para detentos seja concedida a partir do número de horas que eles frequentam a escola. Ex-detento e estudioso da área de educação no sistema prisionário, Silva teme que desta forma haja uma distorção dos objetivos de lecionar, assim como ele acredita que tenha ocorrido com o trabalho dentro das prisões. 

Uma alteração na Lei de Execução Penal publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União aponta que cada um dia de condenação poderá ser trocado por 12 horas de frequência escolar. Assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros da Justiça e da Educação, a medida vale tanto para condenados em regime fechado ou semiaberto. 

Para o professor Silva, se o governo quer introduzir a educação como política pública, é preciso conciliar os objetivos. "Rejeitamos tentar atribuir à educação um papel que é de outras instâncias da sociedade. A educação não pode assumir a tarefa de diminuir a lotação do presídio ou diminuir reincidência criminal, ou ainda, a violência e fugas dentro das prisões", afirma.

Silva diz que o papel da educação é aumentar a capacidade e as habilidades dos cidadãos para que tenham melhores condições para concorrer às oportunidade que a sociedade cria. "Se o detento quiser continuar na carreira do crime, não é a educação que vai convencê-lo a cair fora."

Conclusão de ciclos
O especialista acredita que a educação possa ser utilizada no processo de abatimento da pena de maneira diferente da prevista em lei. Silva propõe que haja a remissão a partir de cumprimento de objetivos e meta usando como referências as diretrizes curriculares das várias modalidades de ensino.

Por exemplo, Silva defende que o detento tenha um terço da pena reduzido quando conclui o ensino fundamental, ou médio, ou superior e cumpra a carga horária de aula destinada a determinado ciclo de ensino. Para concluir o primeiro ciclo do ensino fundamental (1ª a 4ª série), por exemplo, o tempo estimado é de 500 dias (ou carga horária de 2.000 horas/aula).

O professor diz que as necessidades educacionais de homens e mulheres presas não se resumem à elevação da escolaridade ou à redução da defasagem na relação idade-série.

"Os alunos de modo geral não são premiados por horas de estudo ou tarefas feitas, e sim, pela conclusão dos ciclos. A educação não pode ser vulgarizada na prisão como foi o trabalho", diz. Silva acredita que a remissão por tempo de trabalho - a cada três dias trabalhados é abatido um dia de pena - não ajudou a criar uma cultura pelo trabalho dentro da prisão. "Também não ajudou a criar postos qualificados. Serviu basicamente para explorar a mão de obra do preso que se beneficia da remissão da pena, mas não se forma profissionalmente."

Vilões da educação
O professor não acredita que a nova proposta de remissão vá atrair os detentos para a escola. Para ele, ainda é preciso vencer alguns "vilões" da educação no sistema prisional. Segundo ele, há uma concorrência desleal entre trabalho e educação na prisão, já que ambos ajudam a diminuir a pena, mas o primeiro é remunerado e o segundo não.

Corpo docente desqualificado e material inadequado também contribuem para a baixa procura dos detentos pelas salas de aula, de acordo com o professor. "Quase nenhum professor que atua na prisão tem formação específica. Normalmente são substitutos ou temporários que não conseguiram aulas regulares, ou ainda, foram mandados para lecionar nas cadeias como 'castigo'."

Histórico
Quando foi preso por furto e roubo, em 1979, aos 20 anos, Silva tinha estudado até a 5ª série do ensino fundamental. "Fui preso porque vivia nas ruas e tudo que se faz nas ruas é passível de prisão", disse. Havia parado de estudar aos 15 anos, na Febem (atual Fundação Casa), onde viveu dos dois aos 18 anos. Passou dez anos detido e, como na época não havia oferta de educação nos presídios, voltou à escola somente após cumprir pena.

Concluiu os ensinos fundamental e o médio em curso de supletivo e em seguida, aos 33 anos, ingressou no curso de pedagogia da Universidade Federal do Mato Grosso. Após término do curso, voltou a São Paulo onde concluiu mestrado, doutorado e livre docência em educação pela USP. Hoje Silva integra o corpo docente do curso de pedagogia da universidade.


Cinema bollywoodiano atrai estudantes brasileiros à Índia

 

O primeiro longa metragem Brasil-Índia,  Sonho Bollywoodiano ,   conta a história de três atrizes brasileiras em busca de emprego na   indústria .... Foto: Divulgação

O primeiro longa metragem Brasil-Índia, Sonho Bollywoodiano, conta a história de três atrizes brasileiras em busca de emprego na indústria cinematográfica indiana
Foto: Divulgação

 

Viagem pelos pontos principais do cinema mundial e intercâmbio para realizar cursos da sétima arte deixaram de se restringir a Estados Unidos e Europa. Um novo destino atrai estudantes brasileiros interessados em filmagem, cenário e enredo: a Índia e sua gigantesca indústria cinematográfica, Bollywood.

Números na casa dos milhares demonstram a grandiosidade do cenário cinematográfico no país asiático, que é tomado por cerca de 11 mil salas de cinema e produz mais de 1 mil filmes por ano. Ao longo dos anos, os enredos bollywoodianos se popularizaram na indústria internacional.

Exemplo disso é o filme Quem quer ser um milionário?, sucesso de bilheteria ao redor do mundo, com 10 indicações ao Oscar, das quais conquistou, entre outros, o título de melhor filme. Embora dirigido pelo britânico Danny Boyle, a obra foi gravada na Índia, com participação de atores indianos e adaptado de um livro daquele país.

Mas não é somente o sucesso no cenário mundial que tornam a Índia um dos novos locais para quem deseja fazer intercâmbio relacionado ao cinema. Os preços baixos - uma pechincha se comparado a Los Angeles, outro destino comum para cinéfilos - é mais um grande atrativo.

Foi o baixo custo e a vontade de estudar cinema no exterior que levaram a diretora Beatriz Seigner, 26 anos, a passar seis meses na Índia. Beatriz embarcou no avião com destino ao país asiático quando tinha apenas 18 anos, e lá fez um curso do cineasta Satyajit Ray, e depois, aulas de dança. A experiência rendeu o primeiro longa metragem Brasil-Índia, lançado em agosto deste ano. O filme Sonho Bollywoodiano conta a história de três atrizes brasileiras em busca de emprego na indústria cinematográfica indiana.

Mas não são todos que têm a coragem de chegar no país em busca de um curso sozinhos, como fez Beatriz. A língua hindi falada no país dificulta o processo. Por isso, algumas agências de intercâmbio oferecem viagens guiadas, de duas a seis semanas, e com cursos de cinema ministrados em inglês.

Cursos
A World Study tem como opção um curso de quatro semanas de workshop de filmagem em Mumbai. A diretora da agência, Michelle Werfel, explica que o programa proporciona aos alunos uma introdução completa aos fundamentos da arte cinematográfica. "Nas aulas, são formados grupos de quatro a seis estudantes, que têm à sua disposição uma câmera profissional. Durante o curso, cada um dos integrantes do grupo deve dirigir três filmes. Quando o aluno não está dirigindo o seu próprio filme, está ajudando na produção de um colega. Assim, todos passam por todas as funções que envolvem uma realização cinematográfica", conta.

Na conclusão do workshop, uma exibição de filmes dos alunos é realizada. "Isso proporciona uma oportunidade única para a família, amigos e elenco para ver o trabalho que os estudantes produziram", afirma Michelle. Além disso, os participantes podem manter os originais de 16mm e uma fita master digital de seu trabalho para incluir em seus portfólios. "Cada aluno recebe um diploma da conclusão do curso que é válido no Brasil", diz a diretora.

Ainda segundo Michelle, os únicos pré-requisitos para participar do programa são o nível de inglês avançado, já que as aulas são ministradas neste idioma, e ser maior de 18 anos. As opções de acomodações são diversas, podendo ser casas de família, residências estudantis, hotéis ou albergues. Para os interessados, a dica é ficar ligado no site da World Study, pois o programa acontece somente de três em três meses e não está disponível durante o ano todo.

Na Central de Intercâmbio, outro tipo de viagem também ganha força entre os estudantes: curso de inglês casado com um tour pelas principais cidades da Índia, que inclui visita às maiores salas de cinema e a alguns locais onde foram gravados cenas famosas de filmes bollywoodianos. O programa é de duas semanas e está disponível durante o ano todo.

Segundo o Consulado Geral da Índia, qualquer tipo de viagem com objetivos estudantis deve ser tratado com eles para que o processo de visto seja feito. Se o intercâmbio é realizado via agências de intercâmbio, o processo fica a cargo deles. Contudo, até 90 dias de turismo o visto não é necessário. Para o Consulado, é essencial a realização do seguro saúde, já que o sistema de saúde público na Índia é fraco e costuma ser burocrático para estrangeiros.


Novo modelo de desenvolvimento

 

O POPULAR, 01/07/11

 

Marconi Perillo

 

Goiás é hoje a 9ª economia mais rica do País, mas ocupa a 12ª posição em termos de PIB per capita. Esse fato demostra que há um descompasso no processo do desenvolvimento estadual e que é necessário aumentar a renda da população, sobretudo promovendo a inclusão social e a ampliação das conquistas da cidadania.

Os novos passos na direção do nosso crescimento econômico devem ser firmes e seguros. Precisamos investir em setores de alto valor adicionado e de multiplicação de empregos, que gerem riqueza e aumentem a competitividade da nossa economia. A parceria com o segmento empresarial é fundamental para que o nosso Estado volte a experimentar um novo ciclo de expansão da sua economia.

O grande desafio para o futuro que se descortina agora em Goiás é o desenvolvimento com sustentabilidade ambiental. O crescimento do Estado deve se dar com menor emissão de poluentes e com destinação devida dos resíduos, ancorando-se em setores com eficiência energética e tecnologias limpas.

A migração de uma economia carbonizada e poluidora para uma economia verde e criativa passa necessariamente pelo setor de Ciência e Tecnologia. É imprescindível para Goiás a incorporação imediata das modernas ferramentas tecnológicas nos diversos campos de atividade para assegurar o desenvolvimento sustentável. Não há tempo a perder.

Ou seja, para crescer e garantir a sustentabilidade, devemos promover a atualização tecnológica dos setores produtivos, estimular a inovação das atividades detentoras do futuro e promover a formação profissional de qualidade. Com isso, vamos atrair investimentos, incrementar a economia pela vertente sustentável e propiciar ganhos de produtividade e renda para a população.

A inserção de Goiás no radar da tecnologia e do desenvolvimento sustentável é estratégica e tem o carimbo de prioridade no nosso governo. Para alcançar este objetivo, vamos fortalecer a Universidade Estadual de Goiás (UEG) como centro irradiador de conhecimento e torná-la parceira de instituições de qualidade no Brasil e no exterior.

Daremos também atenção à educação profissional, a exemplo da implantação de colégios tecnológicos, sempre enfatizando as potencialidades regionais e realizando a necessária e consequente articulação com o setor produtivo. Focaremos o uso de recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa de Goiás (Fapeg) em áreas como biotecnologia, projetos de energias alternativas, logística e agricultura de precisão, dentre outras.

Nossa agenda de governo prevê a instituição de programas de fomento à inovação e qualificação para o comércio exterior com a criação de parques tecnológicos e incubadoras de base tecnológica, direcionando ações para captação de investimentos e para ampliação do mercado de segmentos de densidade como Tecnologia da Informação, farmoquímicos, biocombustíveis e agronegócio.

Ao combinar Ciência e Tecnologia, crescimento econômico e sustentabilidade, inclusive com programas de prevenção e alerta a desastres naturais, Goiás credencia-se como o primeiro Estado no Brasil a adotar um modelo de desenvolvimento que compatibiliza progresso material e um rigoroso respeito ao meio ambiente.

É com o DNA da tecnologia e da sustentabilidade ambiental que o Goiás do futuro começa a nascer.

Marconi Perillo é governador de Goiás


Reconhecendo a importância do professor

 

O POPULAR, OPINIÃO, 04/07/11

 

Thiago Peixoto

Thiago Peixoto
Thiago Peixoto

O caminho para se promover melhorias significativas na Educação passa, prioritariamente, pela valorização dos profissionais que atuam nas escolas. A sala de aula é o lugar mais importante dentro de um sistema educacional, e, por isso, precisamos de profissionais habilitados e experientes, como os professores efetivos. Valorizá-los por meio do programa Reconhecer, com um bônus a ser pago no final deste ano, representa um grande avanço na educação goiana.

Desde o início desta nova gestão à frente da Secretaria da Educação, temos trabalhado para consolidar o retorno dos professores às salas de aula. Dos 14 mil docentes que estavam fora da regência, 4 mil já retornaram ao convívio direto com os alunos. Mas a correção de distorções no quadro de professores efetivos - muitos estavam ocupando funções administrativas, burocráticas ou de monitoria em laboratórios e bibliotecas; registrou-se até um caso de professor com mestrado em matemática que era responsável por operar uma máquina copiadora - é um processo que precisa e vai avançar.

Por isso a criação do programa Reconhecer - Estímulo à Regência, com foco exclusivo no professor regente, ou seja, naquele profissional que estiver ensinando regularmente em sala de aula, que tiver assiduidade e que poderá receber - caso tenha carga horária de 40 horas - até R$ 1,5 mil.

O trabalho dos professores em sala de aula precisa ser valorizado, pois é neste local que está sendo construído o futuro dos 600 mil estudantes da rede pública estadual. O bônus, além de cumprir estes dois propósitos, colabora para pôr fim à idéia de que a carreira de professor é mais próspera fora da sala de aula. Se foi assim antes, não será mais. Vamos reunir as melhores condições para motivar os professores a ensinar, da melhor forma possível, os nossos estudantes.

Além disso, o mesmo bônus que incentiva o professor efetivo a voltar para a sala de aula contribuirá para viabilizar as condições de pagamento do Piso Salarial Nacional, pois nos permitirá economizar na contratação de professores temporários para suprir lacunas deixadas pelos profissionais que estavam em funções administrativas. E mais: o bônus ajudará a corrigir o número de professores com uma determinada licenciatura que dão aulas em outras disciplinas, pois o retorno dos que estavam afastados promoverá a readequação do quadro de pessoal.

Reconhecer o esforço do professor, valorizá-lo, incentivá-lo e ainda trabalhar com boas perspectivas, como a economia de recursos para o pagamento do Piso Salarial e a modulação de docentes em suas respectivas áreas de licenciaturas: tudo isso simboliza importantes passos na construção de uma sala de aula onde nossos alunos aprenderão de forma adequada. E que sairão de lá com reais oportunidades para uma vida melhor.

Thiago Peixoto é secretário da Educação do Estado de Goiás, economista e deputado federal licenciado.


Filosofando segundo o MEC

 

DIÁRIO DA MANHÃ, ECONOMIA, 04/07/11

 

Filosofando_segundo_o_MEC.doc


Projeto do Senado libera contratação de professores universitários sem pós

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 02/07/11

 

Se aprovado, projeto de lei que deve ir à votação dia 12 alterará a Lei de Diretrizes e Bases e permitirá que graduados sem títulos deem aula em caráter temporário - status que pode ser renovado indefinidamente. Proposta agrada a instituições particulares

 

Ocimara Balmant, Especial para o Estado - O Estado de S.Paulo

Um projeto de lei em tramitação no Senado autoriza universidades e faculdades a contratarem professores sem curso de pós-graduação. Pela proposta, qualquer pessoa que tenha diploma de graduação e experiência relevante vai poder lecionar em cursos superiores de forma temporária. A medida agrada principalmente às instituições particulares.

Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE
Discussão. Para Luiz Cláudio Costa, secretário da Educação Superior do MEC, qualidade vai cair com contratação de graduado

Caso seja aprovado, o projeto vai alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Hoje, a LDB diz que "a preparação para o exercício do magistério superior se faz em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado". A proposta está agendada para entrar em votação no dia 12.

"É preciso flexibilizar, porque faltam titulados", diz o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), da Comissão de Educação, Cultura e Esporte e relator do projeto.

O contrato de professor temporário no Brasil não tem legislação específica. Universidades particulares têm autonomia para estabelecer suas regras. Nas instituições federais de ensino, segundo medida provisória que entrou em vigor no mês passado, até 20% dos professores podem ser temporários: eles têm um ano de contrato assinado, podendo ser prorrogado por mais um.

Hoje, mesmo contrariando a LDB, há 28.085 professores sem pós-graduação em instituições de ensino superior do Brasil - 8% do total. Desses, 174 não têm sequer diploma de graduação.

O projeto agrada principalmente aos grandes grupos privados, que tiveram expansão nos últimos anos. Mas representantes de instituições tradicionais demonstram apreensão com a proposta. "Um profissional com experiência tem muito a ensinar, mesmo que não tenha pós-graduação", diz Ana Maria Sousa, vice-presidente acadêmica da Anhanguera Educacional. "Por outro lado, há aqueles que terminam a graduação e já emendam com o mestrado e com o doutorado. Que experiência eles têm para passar?" Ela critica o fato de o projeto não abranger os efetivos. "Se esse profissional é um bom professor, por que o contrato é temporário?"

Carência. O diretor jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), José Roberto Covac, também é favorável. Ele diz que a lei vai ajudar principalmente as regiões com carência de profissionais titulados. "Vários cursos, como Petróleo e Moda, quase não têm nem graduados formados. Nas áreas de Engenharia e Tecnologia, se precisar de professor titulado para autorizar o curso, não consegue achar."

Fábio do Prado, reitor do centro universitário da FEI, discorda. "A pós- graduação dá ao professor um projeto pleno que favorece nosso alunado", diz. Dos 300 professores da instituição privada, 85% são mestres e doutores. "Nunca tivemos dificuldade em encontrá-los."

O vice-diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), professor José Roberto Piqueira, endossa essa visão. Para ele, algumas universidades reclamam da escassez de titulados não porque haja falta deles no mercado, mesmo em regiões mais distantes do eixo Rio-São Paulo. O gargalo seriam as más condições de empregabilidade que as instituições oferecem.

"Quando abro uma vaga, tenho dez engenheiros doutores interessados. Todos dispostos a lecionar. O problema é que muitas particulares querem pagar muito pouco pela hora-aula e ainda o colocam para dar 30 horas semanais. E eles ficam sem tempo para se dedicar à pesquisa."

O valor da hora-aula de um professor é mais alto quanto maior é a sua titulação. Um docente que tenha somente a graduação custa bem menos que um doutor.

Para Piqueira, se o projeto for aprovado, as universidades iriam em direção contrária às aspirações do mercado. "Embraer e Petrobrás têm seus próprios programas de mestrado. Se a indústria acha importante, a universidade não vai achar?"

O Secretário da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, admite que a contratação de docentes sem pós-graduação é comum em instituições do País todo, mas afirma que professores com pós-graduação são fundamentais para a melhoraria da qualidade dos cursos. "Se permitirmos docentes sem titulação, vamos reduzir a qualidade."

Costa também afirmou que, caso o projeto seja aprovado, o MEC usará estratégias para desestimular a contratação dos temporários. "Não poderemos impedir quem não tem pós, mas posso valorizar os titulados."

PARA ENTENDER

Títulos influem em avaliação

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as universidades e centros universitários devem ter um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado.

A titulação dos professores também é levada em conta na composição do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que analisa as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes.

A nota do curso varia de um a cinco e é na composição dela que é considerado o perfil do corpo docente.

Para conseguir a nota máxima, os bacharelados e licenciaturas precisam ter 80% dos docentes com titulação obtida em programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado).

Nos cursos de graduação tecnológica (mais rápidos e com conteúdo voltado para o mercado), o índice mínimo de mestres e doutores para a obtenção da nota máxima (conceito 5) deve ser de 60%.


MPF arquiva inquérito sobre livro do MEC com erros de português

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 04/07/11

 

Por uma vida melhor foi alvo de muitas críticas por endossar erros de português, como 'nós pega o peixe'

 

Estadão.edu

O Ministério da Educação (MEC) informa em seu site que o inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal para investigar a obra Por uma vida melhor foi arquivado. O livro didático de português foi alvo de críticas por endossar erros de português, como "nós pega o peixe".

Veja também:
link Haddad deve ser convocado para explicar livro com erros
link Livro adotado pelo MEC defende erro

O texto do MPF que promove o arquivamento do inquérito menciona que a dinâmica desenvolvida pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos apresenta-se “de modo eficiente em seu desenvolvimento, principalmente no tocante aos rigorosos critérios impostos para a seleção de professores especialistas, entre eles mestres e doutores, o que mantém o Brasil no patamar dos países de vanguarda nos trabalhos de indicação de livros didáticos.”

De acordo com o MPF, “a obra didática não é objeto de indicação política, mas fruto de estudos e de avaliações rigorosas desenvolvidas por especialistas da área de educação”.

No documento, o procurador da República Peterson de Paula Pereira alega que a mídia, na discussão sobre a publicação, transmitiu “a ideia de que o indigitado livro pudesse ensinar a língua portuguesa de modo errado aos estudantes, quando, na verdade, o Ministério da Educação propôs à sociedade a introdução e reflexão acerca da linguística”.

Para o procurador, não houve “ofensa aos princípios norteadores da educação, tampouco naqueles informadores da dignidade da pessoa humana”.


Embaixada dos EUA em Brasília recebe estudantes de todo o Brasil

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 04/07/11

 

110 adolescentes vão passar sete dias vivenciando a cultura norte-americana. Eles foram semifinalistas do programa Jovens Embaixadores 2010. 

Um grupo de 110 estudantes de todas as partes do país está passando uma semana na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Eles foram semifinalistas do programa Jovens Embaixadores no ano passado. Apesar de não terem ficado entre os 35 selecionados, que foram para os Estados Unidos, eles ganharam a oportunidade de passar sete dias vivenciando a cultura norte-americana.

Os adolescentes têm entre 14 e 18 anos. Todos estudam em escolas públicas. Segundo o embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon, um dos objetivos do programa é valorizar o desempenho dos candidatos. “Parte de nosso interesse é procurar estudantes que recebem excelentes notas, mas que também tenham boa vontade dentro de suas comunidades”, explica.

Mais de seis mil estudantes brasileiros se inscreveram no programa em 2010. A estudante do Distrito Federal Smênia Soares participa do programa desde 2009. “O programa jovens embaixadores me fez melhorar muito como pessoa. Meu inglês melhorou muito e eu acabei me inscrevendo em outros cursos de língua também”, relata.

O Jovens Embaixadores surgiu em 2002. O Brasil foi o primeiro país a levar estudantes para os Estados Unidos pelo programa. Hoje, 25 países fazem o mesmo. “Eles têm alguns treinamentos na área de voluntariado, serviço social. Viajam para diferentes regiões do país, são hospedados por famílias americanas, frequentam aulas nas escolas, fazem apresentação sobre o Brasil”, diz a assessora cultura dos EUA, Márcia Mizuno.

A partir do programa, podem surgir outras oportunidades de intercâmbio. Como a que o estudante Fabrício Souza, de Goianéisa, em Goiás, teve. “Eu fiz uma aplicação para um intercâmbio promovido pelo governo chinês. O programa selecionou 250 pessoas em todo o mundo, mas só quatro brasileiros estão entre eles”, afirma.

Inscrições
As inscrições para o programa Jovens Embaixadores 2012 vão até o dia 7 de agosto. Para participar, o estudante precisa ter entre 14 e 18 anos,  bom desempenho escolar, histórico de trabalho voluntário em suas comunidades e boa fluência em inglês. A incrição pode ser feita na página da Embaixada dos Estados Unidos.


Crescimento eleva interesse de alunos estrangeiros pelo Brasil

 

FOLHA DE SÃO PAULO, SABER, 04/07/11

 

As perspectivas econômicas mais promissoras dos mercados emergentes têm atraído um número maior de estudantes estrangeiros para o Brasil, mostra reportagem de Érica Fraga e de Marina Mesquita publicada na Folha desta segunda-feira.

Entre 1996 e 2009, o número de alunos de universidades dos EUA que vêm estudar no Brasil se multiplicou por sete. No ano letivo 2008-2009, o país recebeu 2.777 alunos de universidades dos EUA. No ranking dos destinos mais procurados, o Brasil está em 19º.

Os dados são do relatório Open Doors, do Institute of International Education.

"Desde que a situação começou a melhorar, percebo interesse crescente pelo país", diz Thais Burmeister, gerente da Alumni Advising-Education USA, instituição ligada ao governo norte-americano.


Projeto de cinema leva quatro alunos da rede municipal do Rio a Paris

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 04/07/11

 

A frase "Querer é poder" pode até soar batida, mas está longe de ser um clichê para Jonathan Gabriel Victorino Rodrigues, de 14 anos. Aluno da Escola Municipal Ary Quintella, na Vila da Penha, ele descobriu a força das palavras ao chegar a Paris, no mês passado, com mais três estudantes da rede municipal do Rio, para participar de um evento sobre a pedagogia do cinema, na Cinemateca Francesa. Ao lado de aproximadamente 500 jovens italianos, espanhóis, portugueses, ingleses e italianos, além dos franceses, os cariocas acabaram entrando para a história do encontro, realizado desde a década de 90: esta foi a primeira vez que um país fora da Europa participou dessa experiência na Cinemateca, presidida pelo cineasta Costa-Gavras.

LEIA MAIS:Estudantes da Vila da Penha já produziram até longa-metragem

A viagem de Jonathan, Thays de Oliveira e Silva, Humberto Martins dos Santos e Iasmin da Silva, na verdade, começou em março deste ano, quando se inscreveram no projeto Imagens em Movimento. Idealizado pela diretora e montadora de cinema Ana Dillon, com patrocínio da Petrobras, ele foi apresentado à Secretaria municipal de Educação, que aceitou a proposta e decidiu oferecê-lo em dez escolas da rede, dentro do programa Cineclube.

Na Europa, cinema faz parte do currículo de escolas

Ao todo, 200 alunos estão aprendendo não só a analisar, mas a produzir filmes. Até o fim do ano, a meta é fazer 40 curtas-metragens. Eles serão apresentados na Mostra de Curtas na Cinemateca do MAM e, ainda, nas lonas culturais da cidade.

- Eles já fizeram curtas de um minuto, inspirados nas obras dos irmãos Lumière, os primeiros cineastas da História. Os filmes foram feitos com câmera fixa e apenas um ponto de vista - conta Ana, acrescentando: - Foi uma introdução, para entrarem em contato com o cinema e exercitarem o poder de escolha, tão fundamental na direção. Diz respeito ao enquadramento, à situação de luz, ao som, à escolha da locação.

O projeto Imagens em Movimento foi escrito por Ana durante seu mestrado na França, com o diretor de cinema Alain Bergala, criador do sistema francês de ensino de cinema nas escolas.

- Na Europa, muitas vezes o programa é oferecido no currículo das escolas. Aqui é oferecido como atividade extra. Mas isso é bom, porque o aluno faz essa escolha. Não dá para fazer arte se não for movido pelo desejo - avalia Ana.

Aulas são importantes para a formação de plateias

Padrinho do programa Cineclube da rede municipal, o cineasta Silvio Tendler ressalta a importância de incluir o cinema nos colégios:

- A proposta é alfabetizar visualmente. O audiovisual é uma linguagem, e o aluno precisa aprender desde a tenra infância. Isso está na vanguarda do que o país precisa para o processo de formação da cultura brasileira - diz Tendler, que aposta na formação de boas plateias. - Esse aluno pode ser um espectador bem formado. Ninguém precisa ser condenado a trabalhar com cinema só porque aprendeu na escola.

Thays, por exemplo, que tem 12 anos e estuda no Ciep 301 (Lindolpho Collor), em Rio das Pedras, quer ser arquiteta:

- O aprendizado com o cinema pode ser útil no futuro, para eu divulgar um trabalho. Aqui aprendo algo muito importante, que é ter confiança.

Humberto, de 12, aluno da Escola Municipal Presidente Médici, em Bangu, e Iasmin da Silva, de 13, da Escola Nereu Sampaio, em Inhaúma, nunca pensaram em ser cineastas. Mas estão aproveitando as oportunidades. Para chegar a Paris, os quatro venceram um concurso de críticas cinematográficas, feito entre os alunos do projeto. Nas escolas, são as professoras que sentem a melhora dos estudantes, que se tornaram mais aplicados, com medo de perder a vaga no Imagens em Movimento.

- Esse projeto dá uma nova visão de mundo, amplia os horizontes e mostra que é possível alcançar objetivos. Thays foi aplaudida de pé pela escola - lembra Heloisa Teixeira, diretora do Ciep 301.

Diretora do Ary Quintella, Fátima Travessa Pires acredita que o curso pode abrir portas no mercado de trabalho, além de ajudar a melhorar o desempenho em sala de aula:

- Eles podem ser atores, assistentes de direção, figurinistas. Mas a aula hoje faz o aluno pensar mais na importância do ensino. Que o português, por exemplo, é importante para ele falar, escrever bem.

No programa Cineclube, a Secretaria de Educação treina professores da rede, que exibem filmes nas escolas, promovem debates, levam alunos às mostras de cinema.

- Por coincidência, foi Alain Bergala que inspirou a criação dos cineclubes, que hoje funcionam em 210 escolas. As 151 Escolas do Amanhã (localizadas em áreas conflagradas) são beneficiadas - diz Catharina Vasconcelos Baptista, assistente da Gerência de Mídia da secretaria.

Empolgada com os resultados do seu projeto, Ana Dillon agora pensa em levar sua arte para outras cidades do país.

- O Rio está tendo uma experiência de vanguarda, que nem as escolas particulares têm. Este mês, por exemplo, recebemos convite para um festival na Coreia do Sul, mas não pudemos ir. É bom saber que reconhecem o trabalho dos alunos - comemora Ana.


Sai edital para financiar inovação tecnológica

 

O POPULAR, GERAL, 05/07/11

 

Empresas devem apresentar propostas para o desenvolvimento de produtos ou processos com orçamentos entre R$ 100 mil e R$ 400 mil


Lídia Borges  

Pappe integração

Começa no próximo dia 15, o prazo para que as micro e pequenas empresas de base tecnológica de todo Estado se candidatem a receber recursos públicos para desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica, dentro do programa de apoio à pesquisa Pappe-Integração.

Para Goiás, serão destinados R$ 16,5 milhões em forma de subvenção econômica, ou seja, sem necessidade de reembolso. Deste total, R$ 5,5 milhões são da contrapartida governo do Estado (exigida pelo programa) e o restante, do governo federal, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Novos produtos

As empresas devem apresentar propostas para o desenvolvimento de novos produtos ou processos com orçamentos que variem entre R$ 100 mil e R$ 400 mil.

Para cada projeto aprovado, 10% do valor total deverá ser custeado pela própria empresa.

"Mas essa contrapartida não precisa ser apenas financeira. Pode ser feita com investimentos em estrutura, serviços, equipamentos e até folha de pagamento", esclarece a presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Maria Zaíra Turchi.

Para concorrer, as empresas devem ter, pelo menos, um ano de atividade e poderão participar individualmente ou em consórcio com outras. São consideradas microempresas, aquelas cujo faturamento bruto não ultrapasse R$ 240 mil. Já as de pequeno porte movimentam, no máximo, R$ 2,4 milhões.

Segundo a presidente da Fapeg, o objetivo do Pappe-Integração é estimular e melhorar a competitividade entre as empresas a partir de uma produção tecnológica com base científica e inovadora. "O programa promove a integração entre o setor produtivo e a comunidade científica. Por isso, as empresas poderão buscar apoio nos centros de pesquisa dentro das universidades, que já têm uma estrutura já formada de laboratórios e equipamentos", frisa.

A expecativa quanto à participação das empresas é positiva: Maria Zaíra estima que sejam inscritos no programa em torno de 70 a 80 projetos.

Edital

Em Goiás, este é o primeiro edital de subvenção econômica para financiamento de projetos de pesquisa de inovação tecnológica para micro e pequenas empresas desde a aprovação, em 2010, da Lei de Inovação Tecnológica (16.922) ­ que é o pré-requisito estipulado pela Finep para que os estados possam receber fomento aos projetos de inovação.

"Se o Pappe não fosse viabilizado este ano, o dinheiro teria de voltar para a Finepe. Só conseguimos viabilizar o programa em Goiás porque houve a contrapartida do governo do Estado", explica

O Pappe Integração é um programa federal de subvenção destinado especificamente aos Estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País, como forma de fomentar a pesquisa e a inovação tecnológica também fora do Sudeste, onde a maioria das iniciativas está concentrada.

Apoio

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é parceiro do Pappe-Integração e dará suporte às empresas que precisarem de consultoria para a elaboração dos projetos.

Da mesma forma, a Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) também atuará junto às indústrias para prepará-las para a concorrência do edital.

Por meio do Núcleo de Inovação de Goiás (NIG), a Fieg pretende desenvolver ações de sensibilização, mobilização, capacitação, consultoria e assessoria voltadas à inovação, atendendo às demandas das micro e pequenas indústrias goianas.


UFMA apura denúncia de racismo na instituição

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, BRASIL, 05/07/11

 

Em petição pública, alunos denunciam o professor de Cálculo Vetorial por humilhar na frente de todos um colega africano da turma; dentre os insultos, o docente sugeriu ao discente que 'voltasse à África'

SÃO PAULO - A administração da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) solicitou abertura de um processo administrativo disciplinar para apurar denúncias, partidas de estudantes do curso de Engenharia Química, sobre atitudes supostamente racistas do professor José Cloves Verde Saraiva contra o africano Nuhu Ayuba, inscrito na disciplina Cálculo Vetorial.Uma cópia da denúncia foi entregue ao Ministério Público Federal.

Divulgação/UFMA
Divulgação/UFMA
Professor da UFMA é acusado de racismo dentro de sala contra aluno africano

Na petição pública feita pelos alunos, eles afirmam: "Informamos que o professor Cloves Saraiva vem sistematicamente agredindo nosso colega de turma Nuhu Ayuba humilhando-o na frente de todos os alunos.

Na entrega da primeira nota o professor não anunciou a de nenhum outro aluno, apenas a de Nuhu, bradando em voz alta que 'tirou uma péssima nota'. Por mais de uma vez o professor interpelou nosso colega dizendo que deveria 'voltar à África' e que deveria 'clarear a sua cor'.

Em um outro trabalho de sala o professor não corrigiu se limitando a rasurar com a inscrição 'Está tudo errado' e ainda faz chacota com a pronúncia do nome do colega relacionando com o palavrão 'No c.'; disse que o colega é péssimo aluno por que 'somos de mundos diferentes' e que 'aqui, diferente da África, somos civilizados' inclusive perguntando 'Com quantas onças já brigou na África?'.

Nuhu não retruca nenhuma das agressões e está psicologicamente abalado, motivo pelo qual solicitamos que esta instituição tome as providências que a lei requer para o caso".

O reitor Natalino Salgado afirmou que "é lamentável a ocorrência de fatos dessa natureza em qualquer instância pedagógica, ainda mais em uma universidade pública, como a UFMA", e que, segundo ele, "vivencia dias de grandes conquistas no processo de inclusão social e de acordos internacionais que favorecem a mobilidade estudantil, assim como a docente". "Temos pautado nosso trabalho no respeito e na dignidade humana; e não partilharemos de atitudes que se caracterizem em retrocesso e vergonha para a nossa sociedade.

Os estrangeiros, assim como todos os outros estudantes, têm o nosso apreço e respeito. Vamos continuar honrando os acordos educacionais e culturais assumidos pela Universidade e pelo Governo Brasileiro com outros países", disse.

Segundo ainda nota divulgada pela reitoria, "a UFMA disponibiliza anualmente duas vagas de cada curso, no período diurno, para o PEC-G, Programa de Estudantes-Convênio de Graduação, que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais.

Desenvolvido pelos ministérios das Relações Exteriores e da Educação, em parceria com universidades públicas - federais e estaduais - e particulares, o PEC-G seleciona estrangeiros, entre 18 e 25 anos, com ensino médio completo, para realizar estudos de graduação no país".

Em retratação pública em relação à interpretação do ocorrido pelos alunos, o professor pediu desculpas. Sobre as denúncias, Cloves afirma que houve um mal entendido, sobre o qual pede desculpas ao estudante Nuhu Ayuba e aos colegas de classe.

"Jamais tive intenção discriminatória, de qualquer espécie, mesmo porque sou, como muitos brasileiros, descendente de africanos, inclusive a minha avó era de Alcântara/MA. Acredito no potencial de todos, e o que exijo como docente é que os estudantes tenham compromisso com o conteúdo da disciplina e com a participação e frequência às aulas", destacou Saraiva.

José Cloves Verde Saraiva, 57, é Professor Associado III, do Departamento de Matemática da UFMA desde março de 1980, após ser aprovado por Concurso Público. Nascido na capital maranhense, Saraiva é Doutor em Matemática pela Universidade de São Paulo.


Professor de MT denuncia sofrer ameaças por aplicar notas baixas

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 04/07/11

 

Grupo de alunos estaria ameaçando professor por revolta com notas ruins. À polícia, docente citou apenas o nome de um aluno que o teria ameaçado.

 

Um professor do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), de 57 anos, denunciou à Polícia Militar ter recebido constantes ameaças, até mesmo de morte, de um grupo de alunos que estaria contrariado com as notas baixas aplicadas pelo docente. O professor dá aulas no campus de Alta Floresta, a 800 quilômetros de Cuiabá.

Segundo consta do boletim de ocorrência, o professor informou que, em príncipio, havia sido procurado por um colega professor que o teria alertado sobre comentários de que alguns alunos estariam planejando algo contra ele.

Um desses alunos, que teve o nome citado pelo professor à polícia, teria o ameaçado, dizendo saber o endereço de sua residência e que tomaria uma atitude diante das notas baixas nas provas da disciplina ministrada pelo profissional.

O aluno em questão foi mencionado pelo docente como o principal motivador desse grupo que estaria agindo contra ele. A denúncia foi feita neste sábado (2) ao Centro de Operações da PM de Alta Floresta. O intuito do professor é se resguardar perante à polícia se eventualmente sofrer algum atentado.

Outro lado
A coordenadoria de Comunicação da Unemat, de Cáceres, a 250 quilômetros de Cuiabá, informou que o reitor da instituição, Adriano Silva, irá se reunir no início da tarde desta segunda-feira (4) com o coordenador do campus de Alta Floresta, Marco Antônio Camillo de Carvalho, para definir alguma medida a ser tomada em relação às supostas ameaças.


Começa hoje matrícula para aprovados na 2ª chamada do Sisu

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 05/07/11

 

RIO - Começa nesta terça-feira e termina amanhã, dia 6 de julho, o prazo de matrícula para os aprovados na segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. Os candidatos convocados devem se matricular na instituição de ensino para a qual foram selecionados. A relação dos aprovados foi divulgada no sábado passado.

Após o período de matrícula, o sistema gera uma lista de espera que fica disponível para as instituições selecionarem candidatos às vagas remanescentes. Podem entrar na lista os estudantes que não foram selecionados em nenhuma das opções escolhidas nas duas primeiras chamadas. Os interessados deverão fazer essa opção no próprio sistema, entre até o dia 7 de julho.

A lista dos aprovados pode ser consultada no site do MEC . Os estudantes também poderão consultar o resultado da seleção pelo telefone 0800 61 61 61.

O Sisu seleciona candidatos a vagas em instituições de educação superior que tomam como base, no processo seletivo, apenas a nota obtida pelo estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com o MEC, foram oferecidas para esta edição 10.552 vagas em cursos noturnos, 9.324 em cursos em período integral, 3.526 em cursos matutinos e 2.934 em cursos vespertinos. Minas Gerais é o estado com o maior número de instituições participando da edição do segundo semestre de 2011: dez, no total. A maioria das vagas está concentrada no Sudeste (9.784), seguido pelo Nordeste (9.451), Sul (5.181), Centro-Oeste (1.168) e Norte (752).


Três faculdades de Goiás sem nenhuma aprovação

 

O POPULAR, GERAL, 06/07/11

 

OAB cobra fiscalização do MEC. Índice de aprovação geral fica em 9,6% e em instituições públicas, 47%

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou ontem a lista das 90 entre as 610 instituições de ensino superior do País cujos estudantes do curso de Direito inscritos no último exame de ordem realizado pela entidade (2010.3) não conseguiram nenhuma aprovação. Desse total, três são goianas. São elas a Faculdade Evangélica de Goianésia, a Faculdade de Caldas Novas (Unicaldas) e a Faculdade Raízes, de Anápolis.

A listagem foi apresentada um dia depois da apresentação do resultado final do exame de ordem 2010.3, divulgado na segunda-feira. Apenas 9,67% dos quase 116 mil inscritos foram aprovados em todo o País. Em Goiás, obtiveram sucesso no exame 457 dos 4.722 estudantes inscritos nas provas realizadas pela Fundação Getúlio Vargas.

A exemplo do que ocorreu em todo o País, quem mais aprovou no Exame Unificado foram as faculdades públicas. O maior sucesso foi conseguido na Universidade Federal de Goiás (UFG), que teve índice de aprovação de 47,83%.

Para o presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da seccional goiana da OAB, Júlio César do Valle, "o aluno não tem recebido conhecimento de qualidade e alguma coisa tem de ser feita", pondera.

E a sugestão do que pode ser feito vem da própria OAB. Devido ao resultado negativo, presidente nacional OAB, Ophir Cavalcante, decidiu encaminhar ao ministro da Educação, Fernando Haddad, ofício apontando as faculdades que não tiveram sucesso no exame para que elas sejam colocadas em regime de supervisão por parte do MEC.

As instituições de ensino submetidas a este regime de acompanhamento têm seus índices de aprovação em exames de proficiência acompanhados de perto pelo ministério e devem cumprir algumas metas estabelecidas pela pasta, sob pena de serem penalizadas com redução de vagas, suspensão e, em casos extremos, fechamento de cursos.

Poucos inscritos

Apesar do resultado pouco satisfatória na prova da OAB, em nota, a Faculdade Raízes afirmou que o resultado não representa o desempenho de toda a turma, pois dos 61 alunos que concluíram o curso, apenas 14 foram avaliados. "Caso a lógica de porcentual em amostra tão pequena fosse válida, vale ressaltar que em 2010, antes mesmo da formatura da primeira turma, dois alunos se inscreveram no Exame da OAB", afirmou.


Já a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Evangélica de Goinésia, Kênia Rodrigues de Oliveira, acredita que os resultados negativos não podem ser considerados porque foi a primeira vez que alunos formados pela instituição se submeteram à avaliação da OAB. A reportagem do POPULAR tentou entrar em contato, por telefone, com a direção da Unicaldas, mas o número disponível no site da universidade não atendeu durante o dia de ontem.


Férias escolares: despesas estão mais elevadas

 

O POPULAR, GERAL, 06/07/11

 

Preços de passagens, hospedagem e alimentos acumulam alta de 8,18%, segundo FGV

 

Mês de julho é sinal de aumento de despesas para a dona de casa Célia Regina, 43. Com três filhos de 8, 10 e 12 anos, as férias escolares representam mais gastos com lazer e alimentação, já que a família não vai viajar desta vez.

No cardápio especial para este período, aumenta o consumo de sorvetes, pipocas, sanduíches e pizzas, seja em casa (para acompanhar os filmes da locadora) ou no shopping (depois do cinema). Para piorar a situação, Célia ainda vai enfrentar uma alta de preços de produtos e serviços acima da inflação.

Segundo pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no geral, as despesas com as férias ficaram 8,18% mais caras nos últimos 12 meses - porcentual superior ao índice inflacionário acumulado para o mesmo período, que foi de 6,40%. Para se ter uma ideia, itens alimentícios como sanduíches, refrigerantes e refeições em restaurantes, além de entradas em clubes de recreação, variaram acima dos nove pontos porcentuais, o que pode ser uma má notícia para quem não vai sair da cidade.

Por outro lado, para as famílias que pretendem viajar e não se planejaram com antecedência, o peso será ainda maior. As passagens aéreas e a hospedagem foram as que mais subiram - 13,71% e 12,83%, respectivamente. Sorte da administradora Keila Gea, 36, que conseguiu se organizar e fechou pacotes antecipados.

Com os filhos de 8 e 7 anos, ela vai viajar para dois destinos opostos - Sul e Nordeste do País. Enquanto isso, ela aproveita a companhia da amiga Célia para levar as crianças ao shopping. "De cara, já notei que o preço do estacionamento subiu R$ 0,50", destaca Keila.

Para as famílias que já estão sentindo no orçamento doméstico o peso dos gastos dispensados com as crianças durante o mês de férias, a má notícia é que, com a chegada de julho, a tendência é de que os preços fiquem ainda mais inflacionados.

O economista da Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento (Segplan), Marcelo Eurico de Sousa, afirma que os custos com passagens de ônibus intermunicipais e interestaduais, por exemplo, sempre são reajustados nas altas temporadas e períodos de festas (julho, dezembro, janeiro e fevereiro) em função do aumento da demanda.

O mesmo ocorre com a rede hoteleira em locais turísticos. "Nesses casos, as promoções só começam após o encerramento das férias. Por isso é importante, além de pesquisar os preços, planejar os passeios com antecedência, para aproveitar mais vantagens", frisa.

Os ingressos de cinema são uma das poucas opções que fogem a esta regra, porque são alvo de promoções em julho. "É uma forma de os administradores manterem as salas cheias diariamente durante todo o mês", diz o economista. Nada mais justo para a população, depois de uma alta de 10% no valor da entrada no primeiro semestre, segundo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) Goiânia. Pelo levantamento da FGV, os bilhetes subiram 4,78% nos últimos 12 meses.

A professora Janaína Passig, 36, confessa que não tem percebido aumento significativo nos preços durante as férias. Além do shopping e do cinema, ela utiliza alternativas como piqueniques e passeios ao ar livre em parques da cidade para distrair as crianças.

Ontem mesmo, aproveitou uma promoção de um shopping da capital para levar as duas filhas, de 10 e 6 anos, e três sobrinhos de 8, 7 e 2 anos, para brincar em uma atividade temática.

Como o ingresso foi trocado por cupons de compras nas lojas locais, não teve de desembolsar a mais pela atração. "Mas a gente não deixa de gastar nesses passeios, porque tem o custo do lanche e do estacionamento."

Já a fonoaudióloga Lucila Stopa Fonseca dos Reis, 42, que vai viajar com os filhos de 9 e 11 anos para o Araguaia no sábado, já se precaveu para conter os gastos excessivos. Ela fez uma lista de todos os itens que precisará comprar, desde alimentos a protetor solar.

Pesquisou o preço de cada produto e os enviou para um supermercado do município de Luiz Alves, onde ficarão hospedados em casa da família. "Se eles cobrirem os preços que encontramos aqui, vamos deixar para fazer as compas lá", ressalta.


Ciência: descoberta nova espécie de rato

 

O POPULAR, GERAL, 06/07/11

 

São Paulo - Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma nova espécie de mamífero. Batizada com o nome científico de Cerradomys goytaca , a espécie já ganhou também o nome popular de ratinho-goytacá.

O nome se deve ao fato de a espécie estar restrita à região litorânea do norte do Rio de Janeiro, antigamente habitada pelos índios goytacazes. Estudos morfológicos e genéticos conduzidos pelos pesquisadores mostraram que as espécies mais aparentadas ao ratinho-goytacá estão no cerrado e, por isso, Cerradomys, que quer dizer rato do Cerrado.


Divulgadas faculdades com aprovação zero na OAB

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 05/07/11

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou hoje uma lista de instituições de ensino superior que não aprovaram ninguém no último exame da Ordem. Apenas 9,7% dos bacharéis em Direito foram aprovados, de um total de 116 mil inscritos, segundo dados do Conselho Federal da OAB obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.

 

O índice de reprovação da edição anterior já havia atingido quase 90%. Na edição deste ano, 90 instituições de ensino superior não conseguiram aprovar nem sequer um aluno, o que denuncia a qualidade de parte dos cursos de Direito do País. A lista divulgada pela OAB pode ser consultada no endereço http://www.estadao.com.br/especiais/2011/07/oab_desempzero.pdf.

 

A OAB informou que irá notificar o Ministério da Educação (MEC) para colocar as instituições em regime de supervisão, o que pode levar ao cancelamento de suas operações. De acordo com o MEC, são 1.120 faculdades com capacidade para formar mais de 650 mil bacharéis no País. A avaliação da qualidade dessas instituições é realizada atualmente por meio do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade).

 

De acordo com a OAB, um estudo feito com dados dos últimos quatro exames anteriores ao de dezembro de 2010 indica que as 20 melhores instituições de ensino superior públicas aprovam, em média, entre 70% e 90% dos candidatos inscritos. Por sua vez, nas 20 piores universidades públicas e nas 20 melhores universidades privadas, a aprovação média é de 40% a 60%. Já as 20 piores instituições particulares têm apenas entre 3% e 5% de seus alunos classificados.


90% dos goianos reprovados na OAB

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 06/07/11

 

90__dos_goianos_reprovados_na_OAB.doc


2ª etapa do processo de escolha de novos diretores de escolas

 

DIÁRIO DA MANHÃ, POLÍTICA & JUSTIÇA, 06/07/11

 

2__etapa_do_processo_de_escolha_de_novos_diretores_de_escolas.doc


Vantagens dos cursos técnicos

 

DIÁRIO DA MANHÃ, 06/07/11

 

Vantagens_dos_cursos_tecnicos.doc


OAB: em SP, só Unesp e USP aprovam maioria

 

JORNAL DA TARDE, CIDADE, 06/07/11

 

ISIS BRUM

Apenas as duas únicas universidades públicas paulistas com cursos de Direito – Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) – aprovaram a maioria de seus alunos inscritos no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), feito em dezembro do ano passado, que contou com os piores índices da história da entidade: cerca de 90% dos candidatos que realizaram a prova foram reprovados, como mostrou o Jornal da Tarde anteontem.

No Estado de São Paulo, foram qualificados apenas 11,2%, segundo Edson Cosac Bortolai, vice-presidente da Comissão Nacional do Exame de Ordem. Os três exames de 2010 foram as primeiras provas unificadas da entidade.

Estudantes de 155 escolas de Direito paulistas fizeram o terceiro exame da Ordem de 2010, sendo que várias dessas unidades pertencem a uma mesma rede. Somente 40 delas, isto é, 26% desse total, ficaram acima ou na média de aprovação do Estado. Outras 17 tiveram índice de 100% de reprovação.

A Faculdade de Direito Largo do São Francisco, da USP, lidera o ranking do Estado, com aprovação de 63,46% dos 301 que participaram do exame. Em seguida está o curso da Unesp, em Franca, interior de São Paulo, que teve 60,71% dos 84 candidatos considerados aptos.

Especialistas em Direito apontam o vestibular dessas universidades (que por ser rigoroso qualifica os melhores alunos), tradição e valorização do corpo docente como as principais justificativas para o bom desempenho no exame de Ordem.

“As instituições com carreiras de docente mais estruturadas tendem a ter um melhor desempenho”, acredita Bortolai. Abaixo delas, nenhuma outra instituição chegou a aprovar a metade dos seus estudantes inscritos, caso de escolas particulares tradicionais.

A Faculdade de Ciências Econômicas de Campinas (Facamp) obteve o terceiro melhor desempenho no Estado, com aprovação de 44% dos alunos. Depois, vêm a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com 42,60% de aprovados, Escola de Direito de São Paulo da Getúlio Vargas (FGV), com índice de 42%, e ocupando a sexta posição, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, com 36% de seus estudantes selecionados no exame da OAB.

“Hoje, podemos aferir como vai o ensino jurídico no Brasil. E o que temos é de baixa qualidade”, afirma Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB. “Espera-se que o Ministério da Educação (MEC) seja mais rigoroso com os critérios de abertura e reconhecimento de cursos”, diz.

De acordo com Cavalcante, são oferecidas no País aproximadamente 651 mil vagas em Direito todos os anos, e se formam bacharéis entre 80 mil e 100 mil pessoas. “O que a Ordem faz é proteger a sociedade dos maus profissionais”, defende Edson Bortolai, vice-presidente da comissão do exame.

“É necessário rever critérios para a abertura de cursos e fazer uma análise da metodologia de ensino dessas instituições”, concorda Marcos Luiz Silva, presidente da Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni). Silva, porém, chama atenção para o elevado nível de exigência da avaliação da entidade.

“A padronização trouxe um nivelamento que pode dificultar o desempenho de algumas instituições. Algumas poderiam até ter um bom desempenho regional, mas sofreram com o nivelamento nacional”, pondera.  :: Colaboraram Felipe Oda e Verônica Dantas


UnB tem maior índice de aprovação no último exame da OAB

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 05/07/11

 

Instituição alcançou 67,4% de sucesso na prova, de acordo com a OAB. Dos 43 candidatos da UnB que fizeram a prova, 29 conseguiram aprovação.

 

A Universidade de Brasília foi a campeã de desempenho no último Exame de Ordem. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a instituição alcançou índice de 67,4% de aprovação dos alunos que fizeram o exame. Dos 43 alunos formados pela UnB que fizeram as provas, 29 conseguiram aprovação.

A OAB informou que o segundo e o terceiro lugares ficaram com universidades mineiras. As federais de Juiz de Fora e de Minas Gerais conquistaram 67,3% e 65,3% de aprovação, respectivamente. A Universidade de São Paulo apareceu em quarto lugar, com índice de 63,4%, e a federal do Piauí em quinto, com 60,9%.

Para elaborar a lista, a OAB disse que desconsiderou faculdades que não tiveram pelo menos dez candidatos nas provas. A organização afirmou que houve um único caso de 100% de aprovação, mas apenas um aluno da faculdade se submeteu ao exame.

De acordo com a OAB, a Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro foi a campeã de aprovação em números absolutos, com 390 alunos aprovados. O índice da faculdade foi de quase 14%.

Desempenho
A OAB afirmou que alunos de direito de universidades públicas têm melhor desempenho no Exame de Ordem do que estudantes formados em instituições privadas. Segundo a organização, das 20 instituições que mais aprovaram em termos proporcionais no último exame, 19 são públicas. Além disso, apenas universidades públicas conquistaram aprovação acima de 50% no exame.

Nesta terça-feira, a OAB divulgou a lista de 90 instituições de ensino superior com aprovação zero no exame. Três delas são do Distrito Federal.

Na prova, realizada em dezembro de 2010, 88,275% dos 106.891 bacharéis em direito inscritos foram reprovados. Do total, apenas 12.534 candidatos foram aprovados, de acordo com a OAB.

"O presidente (da OAB) vai notificar o Ministério da Educação para colocar todas elas em regime de supervisão, que pode levar ao cancelamento", disse o secretário-geral da Ordem, Marcus Vinícius Furtado Coelho.


Com adesão da UFRJ ao Enem, estudantes mudam foco de estudo

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 06/07/11

 

Preocupação vai além das matérias específicas, dizem alunos. Para professores, mudança é benéfica.

 

Após a decisão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de substituir o vestibular pelo uso da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), anunciada na semana passada, estudantes interessados em disputar vagas em uma das principais instituições de ensino do país devem mudar a forma de se preparar.

Candidata a uma vaga ao curso de música, Claudia Usai Gomes, de 17 anos, que fez tanto o Enem como o vestibular da UFRJ no ano passado como treineira, disse que se antes os estudantes se preocupavam mais com as disciplinas relacionadas à escolha da carreira, agora têm de saber de tudo um pouco. "A UFRJ focava mais nas matérias específicas, agora o aluno tem de ser bom em matemática, por exemplo, mesmo que não escolha áreas das exatas."

Para Claudia, a mudança foi injusta porque o vestibular da UFRJ tinha questões discursivas, o que, segundo ela, analisa também a habilidade do candidato de organizar o conhecimento para atingir o resultado. "O Enem deveria ser usado como primeira fase do processo seletivo ou ter pesos diferentes dependendo da carreira", diz a estudante, que é neta de maestro e toca piano desde os cinco anos.

Paulo Chehadi D'Oliveira, de 17 anos, também considera que a mudança vai mudar o foco dos estudos. Candidato a uma vaga ao curso de medicina, Chehadi afirmou que até então estudava muito biologia. Agora passará a se dedicar mais ao português. Segundo ele, a diferença entre os dois formatos de provas também deve atrapalhar a vida dos vestibulandos.

Paulo Chehadi fará um Enem para entrar em medicina (Foto:  Arquivo  Pessoal)Paulo Chehadi fará o Enem para entrar em
medicina (Foto: Arquivo pessoal)

"A UFRJ tinha uma boa prova com questões discursivas onde você pode mostra seu raciocínio e não se limitar à questão. O Enem é uma prova de múltipla escolha, as questões não são tão difíceis, mas o número é maior e teremos menos tempo para pensar", afirma Chehadi, que também fez as duas provas no ano passado como treineiro.

Mesmo espírito
Para Filipe Couto, professor de língua portuguesa do Curso e Colégio pH, os estudantes não têm do que se preocupar. "A UFRJ tinha um dos vestibulares mais inteligentes do país com a proposta de levar uma reflexão crítica. Porém, o Enem também tem esta característica de ser uma 'prova cidadã'. É o mesmo espírito."

Couto lembra que, se antes o candidato tinha de treinar a capacidade de escrita e a limpidez das ideias, já que o exame era dissertativo, agora com o Enem, como a prova é de múltipla escolha, é necessário treinar a capacidade de leitura e concentração.

Esta mudança poderia ter sido definida mais cedo"
Filipe Couto, professor de português do Curso e Colégio pH

O professor reforça que passar no vestibular exige a união de três habilidades: dominar a matéria, ter preparo emocional e conhecer a prova. "Como o modelo do Enem já é conhecido, vai ficar mais fácil para algumas pessoas. Sempre existe um susto dos estudantes, mas não foi uma mudança drástica. É uma forma de preparação única, o que elimina algumas angústias. Porém, esta mudança poderia ter sido definida mais cedo."

Segundo Couto, os vestibulandos que farão Enem de olho nas vagas da UFRJ têm de se preocupar mais com as atualidades, notícias sobre tecnologia e ecologia, leitura de gráficos e tabelas, marcas do Enem, além de lembrar que a redação tem papel fundamental.

Carentes
O coordenador do Curso Pré-Vestibular Popular Motivação, Raphael Pereira, também acha positivo o fim do vestibular da UFRJ para a adesão total ao Enem e ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU). “O vestibular tradicional era negativo para os alunos carentes. Bloqueava alunos que não tinham condições financeiras para se superespecializar e passar em determinados cursos. Então, para todos nós foi bom e positivo. Espero que aconteça com a UFF e outras federais do Rio e a Uerj também."

Professor Raphael Pereira, curso Motivação (Foto: Arquivo   pessoal)Professor Raphael Pereira, do curso Motivação
(Foto: Arquivo pessoal)

Para Pereira, o Enem tem um olhar mais voltado para a educação contemporânea, interdisciplinar e que permite a interpretação. Além disso, segundo o professor, a unificação reduz o estresse de ter de fazer diversas provas. “No Rio, já sabíamos que o reitor (da UFRJ, Aloísio Teixeira) era a favor da migração, mas encontrava muita resistência. Eu torcia, mas não acreditava que ia acontecer tão rápido, por conta da resistência”, diz Pereira.

Para o professor, o uso do SiSU não vão dificultar a entrada de estudantes de escola pública do Rio de Janeiro na UFRJ apesar de estudantes de outros estados poderem tentar uma vaga na universidade com mais facilidade. “Os estudantes focam nas universidades mais próximas do lugar onde residem. A disputa sempre existiu, porque quem tem dinheiro já viajava antes. Agora simplificou mais. Não temos esse medo. Até porque a UFRJ destinou boa parcela das vagas (30%) para alunos da escola pública. A cota é uma facilitadora para entrar."

Segundo Pereira, os alunos do curso Motivação, que é ministrado dentro da Universidade Federal Fluminense (UFF) e é voltado para estudantes de baixa renda, acreditam que haverá um maior número de egressos da escola pública na UFRJ. “Em geral, as aprovações eram mínimas entre alunos dos cursos populares. Menos do 10% dos alunos entravam.”

O Enem será realizado nos dias 22 e 23 de outubro. Mais de seis milhões de estudantes se inscreveram para as provas.


Presidente ordena fim da divisão por sexos em universidades do Irã

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 06/07/11

 

Medida havia sido adotava por pressão da corrente ultraconservadora. Divisão provocou debate na imprensa e no meio político.

 

O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, ordenou o fim imediato da separação entre mulheres e homens que certas universidades começavam a estabelecer, informou nesta quarta-feira (6) a agência oficial Irna.

"Tomei conhecimento de que em algumas universidades foram organizadas classes não mistas, sem levar em consideração as consequências desta decisão. É necessário impedir imediatamente estas ações superficiais e não científicas", escreveu o presidente em uma carta aos ministros da Ciência, Pesquisa e Tecnologia, Kamran Daneshju, e da Saúde, Marzieh Vahid Dastjerdi.

Nos últimos meses, a corrente religiosa ultraconservadora que domina o regime iraniano iniciou uma campanha a favor do fim do caráter misto das turmas nas universidades, provocando um grande debate na imprensa e na classe política.

Na terça-feira, Daneshju afirmou que seu ministério não planeja uma separação de sexos nas turmas e rejeitou a ideia de "segregação sexual".

Ele recordou que alunos e alunas devem apenas sentar em filas separadas nas aulas das universidades.

"Somos contrários à mistura entre homens e mulheres à maneira ocidental, mas ninguém é contra a aquisição de conhecimento pelos estudantes", disse.

O número de estudantes universitários iranianos aumentou consideravelmente desde a revolução islâmica de 1979.

Segundo a imprensa, há uma década o ensino superior do Irã tem mais mulheres que homens entre os 3,5 milhões de estudantes. O acesso às universidades é obtido por concurso nacional.

No início das aulas em 2011, as mulheres representavam 60% dos estudantes no primeiro ano universitário.


UFG divulga resultado do Processo Seletivo 2011/2

 

O POPULAR, GERAL, 07/07/11

 

Foi divulgado nesta quarta-feira (06) o resultado da segunda fase do Processo Seletivo  da Universidade Federal de Goiás (UFG) 2011/2. Mais de três mil candidatos, dos dez mil inscritos, foram aprovados para a segunda etapa. São 637 vagas oferecidas nos 17 cursos da instituição que contam com processo seletivo semestral - um aumento de 10% em relação ao número de inscritos do ano passado.

Novamente, o curso mais concorrido foi o de Engenharia Civil, com 37 candidatos disputando uma vaga. Administração, Nutrição e Medicina Veterinária também estão bem cotados, com 24.2, 23.6 e 22.7 candidatos por vaga, respectivamente.

As matrículas serão feitas nos dias 26 e 27 de julho. Veja abaixo a lista dos selecionados:

Agronomia(bacharelado)-integral-Goiania

CienciasContabeis(bacharelado)-predominantementenoturno-Goiania

CienciasdaComputacao(bacharelado)-integral-Goiania

DirecaoeProducaodeArte(bacharelado)-noturno-Goiania

EngenhariadeComputacao(bacharelado)-matutino-Goiania

EngenhariaEletrica(bacharelado)-integral-Goiania

Farmacia(bacharelado)-integral-Goiania

GestaodaInformacao(bacharelado)-predominantementediurno-Goiania

MedicinaVeterinaria(bacharelado)-integral-Goiania

Musica(licenciaturaemEducacaoMusical)-predominantementenoturno-Goiania

Musica(licenciaturaemEnsinodoInstrumentoMusical)-predominantementenoturno-Goiania

Nutricao(bacharelado)-integral-Goiania

Quimica(bachareladooulicenciatura)-Bacharelado,LicenciaturaouQuimicaIndustrial-integral-Goiania

SistemasdeInformacao(bacharelado)-predominantementenoturno-Goiania


Educação, pilar do desenvolvimento

 

DIÁRIO DA MANHÃ, POLÍTICA & JUSTIÇA, 07/07/11

 

Educacao__pilar_do_desenvolvimento.doc


Reestruturação da UEG visa a excelência do ensino superior estadual

 

GOIÁS AGORA, EDUCAÇÃO, 07/07/11

 

A Universidade Estadual de Goiás – UEG recebeu atenção especial nesses primeiros 180 dias de governo Marconi Perillo. Com a intenção de promover sua reestruturação, foram feitas as inclusões dos cargos de vice –reitoria e de gerências de graduação; pesquisa; extensão; assuntos estudantis; egressos; pós-graduação; assuntos acadêmicos e avaliação institucional. O processo de meritocracia implantado em todos os órgãos do governo foi utilizado para definir a titularidade de quatro das novas gerências criadas.

Investimentos na conclusão de obras nas unidades universitárias de Crixás, Aparecida de Goiânia, Itumbiara e Santa Helena estão em pleno andamento e próximos de seus términos.

O governador Marconi Perillo assinou decreto nomeando e autorizando a posse imediata de 38 professores aprovados em recente concurso realizado.

Com a intenção de contribuir com a produção audiovisual do novo formato de tevê estatal, a TBC News, a UEG assinou termo de cooperação técnica com a Agência Goiana de Comunicação – Agecom, abrindo espaço para que os estudantes da área de comunicação possam ingressar na produção jornalística por meio de estágio.


SBPC: Ciência quer recursos do pré-sal

 

O POPULAR, GERAL, 11/07/11

 

Reunião foi aberta ontem em Goiânia, com presença do ministro da Ciência e Tecnologia

 

Alfredo Mergulhão 11 de julho de 2011 (segunda-feira)

Wildes Barbosa
Ciência quer recursos do pré-sal
Marconi, Edward, Mercadante e Helena Nader, da SPBC, inauguram exposição

 

A comunidade científica defendeu ampliação de recursos para educação, ciência, tecnologia e inovação durante a abertura da 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na noite de ontem, na Universidade Federal de Goiás (UFG). As principais reivindicações foram a prioridade na distribuição dos royalties do pré-sal e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao financiamento da educação.

Anfitrião do evento, o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, lembrou que o Brasil se prepara para assumir o posto de quinta maior economia do mundo. O professor cobrou a criação de um novo marco regulatório para a ciência no Brasil, com intuito de agilizar o potencial intelectual dos brasileiros. Em nome da Associação das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a qual também preside, Edward afirmou a necessidade de constar no Plano Nacional de Educação (PNE), que está em discussão no Congresso, a destinação de 10% do PIB para a área.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, colocou a divisão dos royalties do pré-sal como o debate central do Brasil nesse momento. "Temos de priorizar a educação, ciência, tecnologia e meio ambiente para construirmos um País diferente. Não podemos cometer erros históricos como outras nações exportadoras de petróleo", disse. Segundo o ministro, serão cerca de R$ 5 trilhões de dólares que entrarão na economia brasileira por meio do petróleo. "É uma fonte não renovável e não podemos perder essa oportunidade única". Estados produtores de petróleo defendem ficar com a maior parcela dos dividentos que o pré-sal vai gerar.

Aloísio Mercadante também adiantou que a presidente Dilma Roussef vai lançar nos próximos meses um projeto que abrirá 75 mil bolsas de estudo para pesquisadores brasileiros. Com o incentivo, estudantes de mestrado e doutorado no Brasil poderão passar um ano do curso em instituições de ensino do exterior.

Antes da solenidade de abertura da reunião da SBPC, mercadante esteve reunido com o governador Marconi Perillo no Palácio das Esmeraldas. Na ocasião, os dois discutiram a criação de um eixo tecnológico entre Goiânia e Brasília. O principal argumento para escolha da área é a necessidade de resolver os problemas sociais do entorno do Distrito Federal.

A SBPC homenageia dois pesquisadores brasileiros no evento. Um deles é goiano Jofre Marcondes de Rezende, fundador da Faculdade de Medicina e da própria UFG. O médico pesquisou a Doença de Chagas. Em 2009, quando a descoberta da doença completou centenário, ele teve seus estudos incluídos numa coletânea com as 15 maiores referências na área. A outra homenageada foi a física e pesquisadora Amélia Império Hamburger.

Ela produziu livros sobre a história da Física, da ciência e da arte no País. Falecida em abril deste ano, aos 78 anos, foi representada por familiares. Ontem também foram inauguradas exposições sobre os 60 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


Olimpíada de Informática: seis goianos conquistam medalhas

 

O POPULAR, GERAL, 11/07/11

 

Seis alunos de Goiás receberam medalhas da Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) deste ano, cujos resultados foram divulgados na semana passada. Cerca de 15 mil estudantes participaram da OBI 2011, sendo que 50 foram escolhidos os melhores do Brasil - os seis goianos fazem parte desse grupo.

A Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) é uma competição que visa despertar nos jovens o interesse pela Ciência da Computação e pela Ciência em geral. É realizada anualmente desde 1999 pela Sociedade Brasileira de Computação e segue os moldes de outras olimpíadas científicas como as de Matemática, Física e Astronomia. Somente professores podem fazer a inscrição de sua escola ou instituição na OBI. A OBI promove a introdução de disciplinas de lógica e programação de computadores, sendo voltada para alunos do ensino médio e fundamental.

O Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás (INF/UFG) oferece um programa de treinamento para alunos dos ensinos médio e fundamental, com o objetivo de aumentar suas chances na competição. Esse programa de treinamento é oferecido anualmente e a seleção é realizada com ajuda dos professores das escolas interessadas.

No último treinamento foram feitas 500 inscrições de alunos de diferentes escolas públicas e privadas de Goiás. Foram selecionados 70 alunos, que receberam o treinamento no INF/UFG.

Programação

Os 50 escolhidos como os melhores do Brasil receberam como prêmio um curso de programação, com todas as despesas pagas, que começou a ser realizado ontem e continua até o dia 16, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos.

Os goianos medalhistas da competição são os seguintes: Glauco Buarque da Silva (4º lugar em programação); Lucas Emílio Mendes Ferreira (8° lugar em programação); Felipe Carvalho Lima (9° lugar em lógica); Luiz Gustavo Zacarias Bizinoto (59° lugar em lógica); Anne Caroline Lucas Brandelero (96° lugar em lógica) e Eduarda Vieira do Nascimento Morais (112° lugar em lógica).


Entrevista - Helena Bonciani Nader: cientistas de olho no Cerrado

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 11/07/11

 

Entrevista_- _Helena_Bonciani_Nader__cientistas_de_olho_no_Cerrado.doc


Frente pela ciência e educação

 

DIÁRIO DA MANHÃ, 11/07/11

 

Frente_pela_ciencia_e_educacao.doc


Goiás será 1º Estado a divulgar nota do Ideb na porta de escola

 

DIÁRIO DA MANHÃ, FIO DIRETO, 11/07/11

 

Goias_sera_1__Estado_a_divulgar_nota_do_Ideb_na_porta_de_escola.doc


Justiça Restaurativa: cultura do diálogo no ambiente escolar

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 11/07/11

 

Justica_Restaurativa__cultura_do_dialogo_no_ambiente_escolar.doc


País tem de alfabetizar 3,5 milhões de adultos para cumprir meta da ONU

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 10/07/11

 

Na última década houve avanço de alfabetização na infância, mas ainda há 617 mil jovens de 10 a 14 anos que não sabem ler nem escrever, segundo o Censo 2010 do IBGE; entre adultos, o progresso foi mais lento, e o desafio é maior no Norte e no Nordeste

 

Luciana Nunes Leal - O Estado de S.Paulo

Com 13,9 milhões de jovens, adultos e idosos que não sabem ler nem escrever - ou 9,6% da população de 15 anos ou mais, segundo o Censo 2010 -, o Brasil terá de dobrar o ritmo de queda do analfabetismo para cumprir a meta assumida perante a ONU de chegar à taxa de 6,7% em 2015.

Levada em conta a projeção do IBGE de que a população nessa faixa etária será de 154,9 milhões, o País deveria chegar a 2015 com 10,4 milhões de analfabetos. Em números absolutos, seria uma redução de 3,5 milhões em apenas cinco anos.

Entre 2000 e 2010, no entanto, o total de analfabetos caiu 2,3 milhões. Se o País repetir esse desempenho, a meta prometida pelo governo há 11 anos, durante conferência da Unesco, só será alcançada em 2020.

Uma das principais dificuldades na redução das taxas é que os piores índices de analfabetismo entre adultos estão concentrados na população idosa, de 60 anos ou mais, que tem grande dificuldade de aprendizado.

Apesar de iniciativas como o Alfabetização Solidária, do governo Fernando Henrique Cardoso, e o Brasil Alfabetizado, iniciado no governo Luiz Inácio Lula da Silva e mantido no governo Dilma Rousseff, a alfabetização de adultos e especialmente de idosos avança em ritmo lento.

Um em cada quatro brasileiros de 60 anos ou mais (26,6%) não sabe ler nem escrever. Em 2000, a taxa era de 35%. Em 1991, chegava a 44,2%.

"O Brasil terá de fazer um esforço grande para chegar à meta fixada com a Unesco. São os rincões do Norte e do Nordeste que mais contribuem para a taxa entre os adultos", explica Mozart Neves Ramos, ex-secretário de Educação de Pernambuco e hoje integrante do movimento Todos pela Educação.

Ele ressalta que outro fator que contribui para os altos índices de analfabetismo é um desânimo muito grande da população adulta que mora no campo em voltar à escola para aprender a ler e a escrever. "Para reduzir as taxas, é preciso o empenho direto dos prefeitos, a mobilização nas igrejas, campanhas permanentes nas rádios", diz.

Moradora de Maceió, Quitéria Batista voltou a estudar depois de adulta. "A gente morava na roça, não tinha escola por perto. Quem queria estudar tinha de pegar carona nos caminhões de cana, porque não existia transporte escolar", relata. "Por isso, só vim estudar depois de velha", brinca Quitéria, de 33 anos.

Analfabetismo zero. Os dados do Censo 2010 indicam melhores resultados na redução do analfabetismo entre as crianças de 10 a 14 anos. A taxa caiu de 7,3% em 2000 para 3,9% em 2010 (redução de 3,4 pontos porcentuais ou 46,5%). No entanto, ainda há 671 mil pessoas nessa faixa etária que não sabem ler nem escrever, quando o ideal é que, no máximo, aos 8 anos as crianças estejam alfabetizadas.

As informações do Censo mostram que, embora ainda pequeno, o número de municípios com 100% de alfabetizados com idades de 10 a 14 anos mais que dobrou em dez anos. E, das 77 cidades com índice zero de analfabetismo nessa faixa de idade, 29 estão no Rio Grande do Sul.

Os resultados positivos do Estado podem ser explicados por circunstâncias históricas, como a colonização europeia acompanhada de escolas religiosas, forte cultura comunitária, oferta adequada de transporte escolar e valorização do ensino por parte das famílias.

Barão, no Vale do Rio Caí, é um exemplo de município gaúcho que não tem analfabetos na faixa dos 10 aos 14 anos. "Os pais percebem que ninguém consegue emprego sem uma instrução razoável", afirma Sérgio Pedro Herbert, secretário municipal de Educação e Cultura.

O município tem 88% de suas famílias nas classes A, B e C e destina 28% de seu orçamento anual de R$ 10,4 milhões para a educação. A rede municipal tem 57 professores, que recebem R$ 830 por 22 horas semanais de aula. O número total de alunos é próximo de 900 e corresponde a menos do que atendem sozinhas algumas escolas de capitais.

O casal Rudinei e Clarice Griebeler estudou até a 5.ª série e quer ver os filhos irem além. "Incentivamos as crianças a estudar para que tenham um futuro melhor que o nosso", diz Clarice. "Não conheço ninguém que não vá à escola", relata Júnior Samuel Griebeler, de 10 anos.

Diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Senhor do Bom Fim, Solange Kaefer Thomazel, confirma alguns fatores comuns a todas as escolas de Barão que acabam fazendo a diferença. A comunidade é muito ativa - seja para organizar festas, para ajudar a escola ou mandar os filhos às aulas.

Mas os dados do IBGE indicam como é difícil, até mesmo para esses municípios, manter o índice de analfabetismo zerado. De 33, apenas 8 cidades que tinham todas as crianças alfabetizadas em 2000 se mantiveram na lista dez anos depois.

Presidente do Instituto do Trabalho e Sociedade do Rio de Janeiro (Iets), o professor e pesquisador Simon Schwartzman diz que "o analfabetismo extremo está ficando para trás. O tema agora é a qualidade da alfabetização, é o aluno entender o que lê". / COLABORARAM ELDER OGLIARI e RICARDO RODRIGUES


Reino Unido quer atrair universitários brasileiros, diz jornal

 

FOLHA DE SÃO PAULO, SABER, 10/07/11

 

Autoridades do meio universitário britânico estão sendo acusadas de tentar sanar um rombo no financiamento de instituições britânicas atraindo 10 mil alunos brasileiros para universidades particulares locais, segundo reportagem publicada neste domingo pelo jornal "The Observer".

Segundo o "Observer", a tentativa de acordo entre Reino Unido e Brasil foi iniciada no mês passado, quando o ministro das Universidades britânico, David Willetts, esteve no Brasil. O jornal diz que o plano é de que o governo brasileiro destinasse um total de 18.700 libras para cada estudante (cerca de R$ 47 mil).

De acordo com o jornal, o projeto recebeu críticas por parte da secretária-geral do Sindicato de Universidades e Faculdades britânico, Sally Hunt.

Em entrevista ao "Observer", Sally Hunt afirmou que o Reino Unido se beneficia "enormemente com a vinda de estudantes e funcionários de todo o mundo. Mas o governo não deveria usar estudantes estrangeiros como 'vacas leiteiras' e como forma de pagar pelo seu fracassado plano de financiamento universitário''.

O jornal lembra que o Brasil não possui nenhuma instituição de ensino no tradicional ranking publicado anualmente pelo jornal britânico "The Times", o Times Higher Education Supplement, que lista as 200 mais importantes universidades mundiais.

O Universities UK, órgão que representa universidades britânicas, elogiou o plano, dizendo que ele promete "beneficiar estudantes dos dois países e suas economias" e que as bolsas destinadas a brasileiros seriam para períodos de estudos inferiores a um ano.

Um porta-voz do governo britânico informou ao "Observer" que as conversas com o Brasil ainda estão em estágio inicial.

A BBC Brasil tentou contato com o Ministério da Educação brasileiro e com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) neste domingo, sem sucesso.

CORTES DE GASTOS

O "Observer" cita que a tentativa de acordo bilateral se segue a um corte de 200 milhões de libras (R$ 500 milhões) do financiamento estatal da educação superior no Reino Unido, num momento em que a coalizão governista tenta conter o deficit público do país.

Isso deve significar, segundo o jornal, 24 mil vagas a menos para estudantes britânicos e da União Europeia.

Cortes nas verbas do ensino superior desencadearam uma onda de protestos estudantis no país no final do ano passado.

"Ainda que os brasileiros não vão ocupar lugares que, de outra forma, estariam disponíveis para estudantes britânicos e europeus, a preocupação é de que o modelo de financiamento do governo para a educação superior fique cada vez mais dependente de atrair [estudantes] estrangeiros que, se tivessem nascido no Reino Unido, talvez tivessem dificuldades em obter uma vaga na universidade", afirma o "Observer".


Rio vai premiar estudantes que terminarem ensino médio com boas notas

 

FOLHA DE SÃO PAULO, SABER, 10/07/11

 

Jovens de famílias em condição de extrema pobreza que terminarem o ensino médio com boas notas poderão receber um prêmio de R$ 3 mil ao final dos três anos de estudo. A iniciativa lançada neste sábado (9) no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, faz parte do Programa Renda Melhor, do governo do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Além de premiar os estudantes, o programa pretende complementar de R$ 30 a R$ 300 a renda de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, do governo federal.

O valor será depositado em uma caderneta de poupança do jovem, que receberá R$ 700 no primeiro ano, R$ 900 no segundo ano e R$ 1 mil no terceiro, além de uma complementação adicional se tiver boa avaliação em um teste final aplicado pelo governo estadual, totalizando R$ 3,1 mil.

O secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, destacou que o objetivo é garantir a permanência e o esforço dos estudantes na escola. "O Renda Melhor Jovem é uma poupança-escola que será depositada a cada ano concluído no ensino médio. É um incentivo não só à frequência, mas também ao desempenho ao estudante de 15 a 17 anos dessas famílias extremamente pobres, que são geralmente os que mais se evadem [da escola] e contribuem com as taxas de repetência", disse Neves.

O programa segue a linha do Plano Brasil sem Miséria, do governo federal, e pretende atender a 50 mil famílias nos municípios de Belford Roxo, São Gonçalo e Japeri - considerados os mais pobres na região metropolitana.

A secretária extraordinária de Superação da Pobreza Extrema do MDS, Ana Fonseca, participou do lançamento e destacou a iniciativa fluminense de atender os estudantes. "O que há de inovador aqui na experiência do Rio de Janeiro é o programa para o jovem, para estimular a permanência no ensino médio", ressaltou Ana Fonseca.

A secretária do MDS informou que existem 800 mil famílias no país ainda fora de programas de transferência de renda e que estão sendo localizadas pelo governo federal. Segundo ela, ainda é grande o número de brasileiros considerados abaixo da linha da pobreza. "Pelo censo do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] de 2010, nós encontramos 16 milhões de brasileiros com renda familiar por pessoa igual ou abaixo de R$ 70. Desses, 9,6 milhões moram na Região Nordeste do país", disse. No estado do Rio, segundo o MDS, 700 mil famílias são atendidas pelo Programa Bolsa Família.


75 mil estudantes de seis anos são reprovados no país

 

FOLHA DE SÃO PAULO, SABER, 11/07/11

 

FÁBIO TAKAHASHI
LUIZA BANDEIRA
LUCIANA DYNIEWICZ
DE SÃO PAULO

Apesar de recomendações de órgãos federais, 75 mil crianças do primeiro ano do ensino fundamental foram reprovadas ano passado, o que representa 2,6% dos alunos na faixa dos seis anos.

Consulte dados de todas as escolas do país
Escolas privadas têm turmas mais cheias que públicas
Escolas líderes no Enem em SP têm condições variadas

Esses e outros dados foram tabulados pela Folha a partir das informações do MEC, inclusive estatísticas por escola, pela primeira vez divulgadas na internet pela pasta.

Tanto o Ministério da Educação quanto o Conselho Nacional de Educação defendem que a reprovação ocorra apenas a partir do terceiro ano. O principal temor é que a criança repetente nessa idade tenha dificuldades para o restante da vida escolar.

Formalmente, o conselho aprovou um parecer no fim do ano passado que recomenda a retenção apenas a partir do terceiro ano.

Mas, publicamente, a ideia é defendida desde ao menos o início de 2010, quando a Folha revelou que 79 mil crianças de seis anos haviam sido reprovadas em 2008 (3,5% das matrículas).

Mesmo com a aprovação do parecer --homologado (confirmado) pelo Ministério da Educação--, as redes têm liberdade para não segui-lo.

"Um aluno de seis anos é reprovado por quê? Por que ele não aprendeu? Não tem cabimento isso. No Brasil, a lógica não é verificar por que o aluno não foi ensinado, mas de culpabilizá-lo por não ter aprendido", disse Clarilza Prado de Sousa, professora da PUC-SP.

Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar concorda que a reprovação nessa idade é danosa, mas afirma que, "considerando-se os índices de reprovação que o país já teve, 2,6% é um índice aceitável; mas claro que queremos um índice zero."

EXPLICAÇÕES

A Secretaria de Educação do Ceará disse que a reprovação no primeiro ano foi de 100% em Tamboril porque dois alunos de uma escola indígena não tiveram "resultados satisfatórios". A pasta ressalta que a metodologia dessa unidade é diferente do restante da rede estadual.

A Secretaria de Educação da Paraíba disse que houve retenção de 100% em Caturité porque uma escola rural, que não faz parte da rede regular, teve problemas estruturais e com docentes --por isso, não terminou o ano letivo. Os três alunos desta série foram para a rede regular.

Colaborou ANDRESSA TAFFAREL


Editoria de Arte/Folhapress

Notas baixas ameaçam iPad, guitarra e férias de estudantes

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 11/07/11

 

Balanço do 1º semestre faz pais planejarem reforço escolar e 'castigos'. Especialista afirma que medidas devem ser adotadas com cautela.

 

Notas baixas no primeiro semestre motivam pais a adotarem pequenos 'castigos' ou a contratarem reforço escolar no mês de julho. Pais e alunos ouvidos pelo G1 contam quais suas estratégias para melhorar o desempenho, enquanto especialistas recomendam cautela quanto às punições e prioridade no diálogo com professores.

Em Brasília,  Lucas Gonçalves, de 15 anos, vai viver o recesso escolar sem muito lazer e teve suspensa a promessa de ganhar um iPad após saber que vai enfrentar novamente uma recuperação. Em Belo Horizonte, João Vitor Rodrigues de Souza, de 14 anos, ficou pela primeira vez na situação, mas já viu guitarra e computador vetados. Já em Fortaleza, o jovem Raimundo Machado vai encarar a trinca "física, química e matemática" em aulas de reforço escolar para não fazer feio no Enem e nos vestibulares.

No caso de Lucas, as notas finais do semestre foram divulgadas apenas no fim da semana, mas o estudante do 2º ano do ensino médio já sabia que ficou de recuperação em português. As notas de física também foram motivo de problemas. Os pais já avisaram: nada de sair de casa ou receber mesada.

Lucas diz que falta motivação; especialista diz que professores precisam se esforçar para atrair alunos (Foto: G1 DF)Lucas diz que falta motivação; especialista diz que
professores precisam se esforçar para
atrair alunos (Foto: G1)

Segundo a professora Ana Paula Gonçalves, mãe de Lucas, o adolescente também não vai mais ganhar o Ipad que havia pedido. Em lugar disso, o garoto vai ter que estudar. “Provavelmente a gente vai pagar um professor de reforço para ele”, disse.

Esta não é a primeira vez que Lucas fica de recuperação. No final do ano passado, o garoto obteve notas abaixo do necessário em sete das 18 disciplinas que cursava. “Foi muito difícil para mim. Falei com a coordenadora e ela me disse que, como ele é um ano adiantado, eu não precisava me preocupar se ele reprovasse”, lembra Ana Paula.

Com esforço, Ana Paula conta que o filho conseguiu se recuperar em todas as matérias. “Ele é inteligente. Os professores que vieram dar reforço disseram que ele pega a matéria rapidinho. Na escola ele fica conversando, contando piada, não presta atenção. Ele só é desatento.”

Inglês e matemática
A situação de João Vitor Rodrigues de Souza, de 14 anos, é de quem vai estrear na recuperação. Nunca havia tirado notas abaixo da média. Mas, no primeiro semestre deste ano, veio o boletim com as más notícias. As notas de inglês e de matemática são o motivo de preocupação.

A mãe de João Vitor, Wilma Rodrigues, de 45 anos, logo identificou o que estava diferente. “Ele estudava à tarde e este ano foi para o horário de manhã. Ao chegar em casa após a escola, vai para o basquete e depois fica tocando guitarra e mexendo no computador. Ele não estava tendo tempo para estudar, apenas para fazer as lições de casa”, disse.

João Vitor Rodrigues de Souza, de 14 anos, (Foto: Arquivo Pessoal)João Vitor ao lado dos pais em  imagem do
álbum de família (Foto: Arquivo Pessoal)

Apesar do susto, Wilma sabia qual era a solução. “Cortei a guitarra e o computador. Disse que se não melhorasse, ele teria que sair do basquete. Criei um plano de estudos e comecei a acompanhar ele. Acompanhei de perto”, falou. Depois disso, segundo a mãe, João conseguiu se recuperar em matemática, mas em inglês as notas ainda precisam melhorar.

Wilma conversou com o professor de inglês do colégio. Segundo ela, o professor explicou que João presta atenção na aula, mas na hora de colocar no papel é que está o problema. “Já contratei uma professora particular de inglês para ele”, disse. João afirma que aceitou reorganizar seus horários para dedicar mais tempo aos estudos, mas faz questão de manter o basquete. “Ele entendeu que precisava de mais tempo para estudar. Prometeu ficar sem o computador e a guitarra. Mas se ficar sem o basquete ele quase fica louco”, afirma.

As três 'pedras no sapato'
A trinca física, química e matemática fez Raimundo Machado,  de 18 anos, dar adeus para o descanso em julho. Aluno do ensino médio em Fortaleza, ele segue matriculado neste mês em um curso de reforço escolar para recuperar o rendimento que teve nas disciplinas que, segundo ele, são as "pedras no sapato".

Raimundo Machado,  de 18 anos, em aula de reforço escolar (Foto: André Teixeira/G1)Raimundo Machado, de 18 anos, em aula de
reforço escolar (Foto: André Teixeira/G1)

As aulas de uma hora e meia quatro vezes por semana tomam o tempo do futebol com os amigos, de assistir televisão, jogar videogame e usar o computador. Apesar de perder parte das férias, para Raimundo o curso "não é um sacrifício". Ele acredita que com as aulas de julho está se preparando melhor também para o Enem e vestibulares. A mãe do adolescente, Euzenir Machado, diz que ele mesmo optou por fazer o curso para elevar as notas.

Junto com os professores, Raimundo organiza o calendário de aulas para não perder todo o período de descanso. "Ainda assim também vou deixar de ir ao cinema uma vez ou outra", diz o estudante.

Experiências e apoio dos pais
Os motivos que levam aos desempenhos insatisfatórios ou à necessidade de mais empenho em algumas disciplinas envolvem desde a motivação dos alunos, aptidões para determinados temas e também adaptação a novas rotinas. No caso de Lucas, as dificuldades começaram na 8ª série. O garoto afirma que não gosta de estudar. “Acho que é chato. Prefiro fazer outras coisas a estudar.”

O adolescente diz se sentir desconfortável em tirar dúvidas com os professores, porque nem todos dão abertura e porque os colegas podem fazer chacota. Além disso, alguns só dão a matéria e não procuram saber se o aluno está entendendo, afirmou. “Tem aluno que tem medo de falar com o professor.”

Lucas diz, no entanto, que vai se esforçar mais no próximo período. “Esse ano eu tentei melhorar, estou melhorando um pouco.” A mãe afirma que o desempenho do filho mudou e afirma que, apesar de já ter ficado de recuperação outras vezes, o garoto nunca foi reprovado.

No Ceará, a coordenadora de curso de reforço escolar  Renata Pires reconhece a importância do descanso. "Normalmente estendemos o semestre letivo ou terminamos as férias antes, mas o aluno tem que ter um tempo de descanso. É bom para ele", diz a coordenadora . O curso de reforço escolar que ela coordena tem movimento 70% menor durante julho.

Conversa com professores
Aline Sério, gerente pedagógica do sistema educacional Universitário, sugere que os pais sempre procurem a escola e o professor para descobrir por que o filho foi mal e para saber como ajudá-lo a se recuperar. “Precisa investigar o motivo. Se a média da classe for parecida com a do filho, o problema está na aula. Se só o filho estiver com notas baixas, é preciso reforço, mas não apenas com aulas explicativas”, disse.

Segundo a psicopedagoga, se o estudante não aprendeu a matéria durante uma aula expositiva, em que o professor se preocupou apenas em transmitir conteúdo, um reforço nos mesmos moldes não funciona. “Uma pessoa só aprende se for provocada a querer saber mais sobre o assunto, quando vai em busca daquilo. Decorar não é aprender.”

Para casos em que o estudante é apontado como indisciplinado ou desatento, Aline sugere que os pais investiguem como são as aulas na escola. “As atividades têm de ser interessantes. Se o professor estimular o aluno a participar, a indisciplina acaba”, afirmou. Para Aline, penalizar o filho antes de entender o motivo da dificuldade dele não resolve e pode piorar a situação.


Com baixo custo, Alemanha atrai jovens para 'high school'

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 11/07/11

 

A porto-alegrense Laura Pliz Bicca, 18 anos, teve a oportunidade de passar um mês fazendo o ensino médio na Alemanha. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

A porto-alegrense Laura Pliz Bicca, 18 anos, teve a oportunidade de passar um mês fazendo o ensino médio na Alemanha
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação



São as dificuldades da língua alemã que impedem que o número de estudantes brasileiros fazendo high school no país sejam maiores. Segundo gerentes de viagens estudantis, a Alemanha é um dos mais baratos para o ensino médio, já que o governo oferece bolsa em escolas públicas para estrangeiros.

A gerente de produto da Central de Intercâmbio (CI), Débora Lorenzo, afirma que o programa de ensino médio no país europeu é muito mais barato que em destinos como Canadá, Nova Zelândia e Inglaterra. "O governo oferece bolsa em escolas públicas para estudantes brasileiros, então existem várias organizações que fazem essa ponte entre o Brasil e a Alemanha", conta.

Como o ensino é gratuito, o aluno não tem a possibilidade de optar em que cidade deseja estudar, pois isso vai depender da escola que tiver vaga. Além disso, essas organizações internacionais também custeiam a acomodação do aluno, que sempre é em casas de famílias voluntárias - o que torna o programa ainda mais barato. "A cidade que o intercambista vai estudar vai depender da instituição com vaga disponível e também da procura por uma família que aceite recebê-lo", diz a gerente da CI ressaltando que, na maioria das vezes, os estudantes ficam em cidades pequenas.

A CI trabalha com duas dessas organizações que fazem a comunicação entre o governo alemão e as agências de intercâmbio do Brasil, e a World Study, com uma. Em todas, o processo é o mesmo, e o ensino é gratuito. A diretora da World Study Niterói, Maria Teresa Martins, conta que primeiro o aluno deve entrar em contato com uma agência e mostrar seu interesse pelo estudo de ensino médio na Alemanha, depois ele vai preencher alguns documentos e realizar um teste de alemão, logo após a agência manda os papeis para as organizações internacionais e elas decidem se concedem ou não a bolsa para o aluno.

A gerente da CI, Débora Lorenzo, conta que em 90% dos casos os alunos são aceitos, pois esse é o outro grande diferencial do high school alemão - o incentivo governamental para que estrangeiros aprendam o idioma. "O aluno que não tiver o nível de alemão tão alto também é aceito. Ele embarca duas semanas antes de entrar na escola para ter reforço do idioma na própria instituição de ensino", explica. Mesmo assim, de acordo com agências de intercâmbio, em geral, os estudantes não têm muito interesse em aprender a língua, por isso a procura ainda não é tão grande.

Maria Teresa também fala que outra grande diferença, entre os que têm alemão avançado e os que dominam somente o básico, é o tipo de ensino médio que vão cursar. A educação na Alemanha é muito diferente do Brasil. Até o ensino fundamental, a organização é praticamente a mesma, contudo, no ensino médio, as escolas são dividias em três tipos: hauptschule - que oferece formação geral e prepara aluno para escolas profissionalizantes básicas; realchule - que também oferece formação geral, mas os estudantes são habilitados para cursos técnicos mais avançados; e o gymnasium - que dura nove anos e oferece uma formação aprofundada, direcionando o aluno para as universidades que ele desejar.

Os intercambistas que tiverem proficiência em alemão conseguem bolsa nas escolas de gymnasium. Já os que tiverem um nível mediano são direcionados para as realchule. Porém, Maria Teresa alerta que o governo alemão só oferece bolsas de um semestre ou de um ano, ou seja, o intercambista não tem a possibilidade de se formar na Alemanha e logo ingressar na universidade. "O objetivo do governo alemão é que os estrangeiros tenham experiência com a língua e a cultura deles", afirma a diretora da World Study.

Segundo informações da empresa Portal do Intercâmbio, que organiza viagens internacionais estudantis, existe a possibilidade de ingressar em universidades alemãs por meio do estudo em Escolas Internacionais. De acordo com eles, essas escolas existem no mundo inteiro e possuem currículo em inglês e também do idioma local. Depois de concluir o estudo, que dura em torno de dois anos, o aluno tem a possibilidade de fazer o Internacional Baccalaurate (IB), teste que funciona como um vestibular e possibilita vaga em universidades não somente na Alemanha, mas no mundo inteiro.

A experiência de quem foi
Laura Pliz Bicca, 18 anos, teve a oportunidade de passar um mês em terras alemãs cursando o ensino médio no ano de 2007. A estudante conseguiu a bolsa por meio da escola particular que frequentava em Porto Alegre (RS), que por ser de origem alemã, possui convênio com escolas do país europeu e possibilita a experiência para os alunos interessados.

Laura ficou na cidade de Unterthingau, interior de Bayern, onde morava a família que a recebeu. "É uma família grande, com pai, mãe, uma filha da minha idade, uma dois anos mais velha e dois gêmeos de 10 anos. Me dei muito bem com todos", conta a estudante, que manteve contato com a família e os visitou no ano passado. "Quero visitá-los de novo", diz.

Na época com 15 anos, Laura frequentava as aulas de alemão de uma escola de realchule. "Além das aulas do idioma, eu também participava das outras normalmente, mas recebia mais ajuda e compreensão dos professores, pois meu alemão não era avançado", afirma. De acordo com ela, as escolas de realchule são muito parecidas com as escolas particulares do Brasil, tanto na questão do ensino como de horário, sendo diariamente das 7h até o meio dia.

"Como eu fiquei somente um mês, saí de lá achando que tinha valido a pena só para conhecer o país, mas quando eu voltei para as aulas de alemão aqui no Brasil vi que meu domínio do idioma tinha melhorado consideravelmente depois da experiência", conta.


MEC suspende novos ingressos em cursos a distância da Ulbra

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 11/07/11

 

Após denúncia de um ex-funcionário, o Ministério da Educação (MEC) determinou a suspensão do ingresso de novos alunos em cursos a distância da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Por meio de nota, o ministério anunciou o descredenciamento de 192 polos de apoio presencial que apresentam funcionamento indevido e sem controle. Caso persistam as irregularidades identificadas, a universidade poderá ser descredenciada para a oferta de cursos na modalidade a distância. As informações são do jornal Zero Hora.

O ex-funcionário afirma que, há cerca de um ano, a instituição estaria lançando notas no sistema sem a análise das provas. As provas não corrigidas seriam do tipo dissertativas, em que os alunos escrevem as respostas. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no setor de ensino a distância da universidade, na sexta-feira passada, e recolheu três malotes de provas. A Ulbra, que possui 90 mil alunos no ensino a distância, tem 278 polos espalhados pelo país. Em 2009, a universidade assinou um termo de saneamento de deficiências do Ensino a Distância com o MEC, em que que diversas exigências deveriam ter sido cumpridas.


Exame de Ordem: reprovação é a maior da história

 

O POPULAR, GERAL, 12/07/11

 

Mais de 90% dos bacharéis em Direito inscritos foram reprovados no último teste da OAB

 

Marília Costa e Silva

 

A reprovação em massa no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (90,26%) reacendeu a discussão sobre a prova. O número de bacharéis em Direito que não conseguiram passar foi recorde, desde que o exame foi unificado. A OAB, por meio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aplica até três exames por ano em todo o Brasil. O próximo será no dia 17. Até o final de 2009, quando a prova ainda era organizada pelas seccionais da OAB em cada Estado, a média de reprovação batia na casa dos 70%.

Na opinião do presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-GO, Júlio César do Valle, a alta taxa de reprovação comprova que a formação recebida ao longo do curso de Direito não foi sólida o suficiente. Valle garante que o exame não cobra nada além do que tem deveria ser ensinado nas faculdades. A mesma opinião tem o presidente da Comissão de Ensino Jurídico da seccional goiana da OAB, Rubens Fernando Mendes de Campos.

Embora assegure que o Exame de Ordem não pode ser utilizado como parâmetro exclusivo para se medir se é satisfatória a educação jurídica oferecida, ele admite que o resultado reflete, sim, a baixa qualidade do ensino ofertado em Goiás e em todo o território nacional. Ele culpa a crescente proliferação dos cursos de Direito e a falta de estrutura em boa parte das faculdades como agravantes para a reprovação dos bacharéis.

Em 2003, o País contava com 704 faculdades de Direito com autorização do Ministério da Educação (MEC). Desde janeiro de 2011, esse número passou a ser de 1.126. Sendo 35 delas em Goiás, segundo informações da OAB.

Mas, se por um lado o MEC libera a criação de novos cursos, por outro ele tenta punir as faculdades com baixo desempenho. No último mês de junho, por exemplo, o MEC decidiu fazer mais um corte drástico no número de cadeiras de cursos de Direito no País. Com notas baixas nas avaliações feitas pelo ministério, 136 cursos terão de eliminar 10.912 vagas. Desse total, 694 vagas são oferecidas por nove instituições de ensino particular em Goiás.

De acordo com o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Luís Fernando Massoneto, o ministério, com a redução das vagas, busca garantir a qualidade do ensino. "Ao diminuir a oferta de cursos considerados insuficientes e permitir a abertura de vagas em cursos com avaliação satisfatória, promovemos a expansão da oferta no ensino superior sem abrir mão da qualidade, conforme prevê o Plano Nacional de Educação", diz. E, a partir da divulgação do último exame, a OAB quer que o MEC acompanhe de perto as 90 entre as 610 instituições de ensino superior do País cujos estudantes de Direito não conseguiram nenhuma aprovação. Três são goianas.

Seguidores do POPULAR defendem a realização do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil

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A prova da OAB deve ser mantida sim e, na minha opinião, devia era ser extendida para várias outras áreas profissionais. O que tem de gente incompetente saindo com diploma de nível superior das faculdades não está escrito! Se ela é talvez um pouco mais difícil do que precisaria ser, talvez até possa ser discutido. Mas tirá-la, jamais. Eu quero ser representado por advogados que tenham real competência para serem declarados advogados. Se não tem, não vira advogado. Devia ter isso pra vários outros cursos que estão, literalmente, derramando profissionais sub-qualificados, que muitas vezes não sabem nem escrever direito, no mercado. Prova de ordem para tudo e não somente pra Direito, acho que é isso que deveríamos estar discutindo.

Leonardo Rodrigues Magalhães

O correto é que se tenha a prova sim, o que precisa ser visto é qual a razão em virtude da qual esta havendo um índice de desaprovação tão grande.

Alcimar Alves


Diagnóstico sobre a UEG fica pronto em agosto

 

O POPULAR, GERAL, 11/07/11

 

A Comissão de Estudos Sobre a Universidade Estadual de Goiás (UEG), que está elaborando um diagnóstico sobre a instituição, solicitou à Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec) que o prazo para apresentação do relatório seja estendido para o próximo dia 15 de agosto.

O objetivo da Sectec é o de fazer com que a UEG volte a ser referência em educação superior, formando profissionais que contribuam com o desenvolvimento do Estado. Segundo o secretário Mauro Faiad, uma das metas é oferecer cursos de mestrado e doutorado para os professores.

Outras ações têm sido adotadas pela Secretaria de Ciência e Tecnologia. Recentemente foram convocados 38 professores aprovados no concurso realizado pelo Estado. O mesmo concurso teve sua validade prorrogada para o final de 2011. Em princípio, o concurso teria sua validade encerrada no meio deste ano.


Fapeg participa da SBPC

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) participa da 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A Fapeg é um dos nove órgãos goianos que está expondo suas atividades e ações em um estande reservado para as realizações do Governo de Goiás.

De acordo com a presidente da Fapeg, Maria Zaíra Turchi, a Fundação está apresentando as pesquisas que são desenvolvidas, as publicações e os livros resultados de pesquisas apoiadas pela Fundação. Ela informa que está sendo apresentado um hotsite interativo no estande também, com as redes de pesquisa, explicando como a Fapeg funciona, a missão da Fundação, que é de fomentar a pesquisa, ciência e a inovação no Estado de Goiás.

Maria Zaíra comenta também da importância de a Fapeg estar participando de um evento como esse, com muitas mesas-redondas, conferências e debates. “Nesse momento é muito importante a Fapeg estar aqui na SBPC, porque há uma circulação grande  de pesquisadores e de jovens pesquisadores que estão aqui podendo conhecer as pesquisas desenvolvidas em Goiás. É um momento muito rico, de debates importantes”.

Além da Fapeg os órgãos do governo que estão expondo seus projetos são as secretarias de Ciência e Tecnologia, Educação, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Indústria e Comércio,  Agepel, Agecom, Emater e UEG.  O estande do Governo de Goiás fica na ExpoT&C, instalada em pavilhões climatizados, ao lado do Centro de Cultura e Eventos do Campus Samambaia da UFG. A exposição é aberta ao público e prossegue até a próxima sexta-feira, dia 15.


Haddad diz que ampliação do número de pós-graduados é prioridade

 

UOL, NOTÍCIAS EDUCAÇÃO, 11/07/11

 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje (11), durante a abertura da celebração do aniversário de 60 anos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que a ampliação do número de pessoas com pós-graduação é prioridade da política nacional de educação do governo federal. “Estou grato e faço referência ao gesto da Capes, pela atuação e dedicação na formação de aperfeiçoamento na escolaridade de nossos professores, assim, teremos uma educação mais digna e uma sociedade mais culta.”

A Capes oferece bolsas de estudo para a formação de pesquisadores, mestres e doutores. Entre 2007 e 2009, o Brasil passou da 15ª para a 13ª posição no ranking das nações com maior volume de produção acadêmica.

Haddad disse ainda que, para subir mais no ranking, o Brasil precisa de professores com um novo perfil. “Precisamos de professores concursados, interessados no ensino, capazes de diferenciar um convívio dentro e fora da sala de aula e que se enquadrem no perfil de cada escola, seja ela particular ou pública”, ressaltou.

A Capes desempenha papel importante na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). Em 2007, passou também a atuar na formação de professores da educação básica ampliando o alcance de suas ações na formação de pessoal qualificado no Brasil e no exterior.


Enem será obrigatório para estudante solicitar o Fies

 

UOL, NOTÍCIAS EDUCAÇÃO, 11/07/11

 

Estudantes que tenham concluído o ensino médio a partir de 2010 só poderão solicitar o Fies (Financiamento Estudantil) se tiverem feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A nova regra começa a valer no dia 29 de julho. Para solicitar o Fies no segundo semestre de 2011, o aluno deve ter feito o Enem 2010.

 

 

Estudantes que terminaram o ensino médio antes de 2010 não precisam fazer o Enem para solicitar o financiamento. Também estão isentos professores das redes públicas da educação básica em efetivo exercício do magistério.

O pedido do financiamento pode ser feito em qualquer data, independente do semestre que o aluno curse. A renovação dos contratos do Fies feitos até o primeiro semestre de 2011 deve ser feita até 31 de julho.

Outras informações podem ser obtidas no site do MEC (Ministério da Educação).


Psicóloga propõe cartilha contra bullying para o MEC

 

G1, VESTIBULAR E EDUCAÇÃO, 12/07/11

 

Material educativo é sugerido por pesquisadora da UFSCar.
Consulta a alunos do 6º e 9º ano demonstrou 95% de aprovação.

Luna D'Alama Do G1, em Goiânia (GO

 

A cartilha “Psiu, repara aí!”, sugerida ao Ministério da Educação (MEC) pela doutoranda em psicologia Ana Carina Stelko-Pereira, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pode ser aplicada até o fim do ano a alunos da 6ª à 9ª séries do ensino fundamental, de acordo com ela, durante apresentação feita nesta segunda-feira (11) na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade de Goiás (UFG), em Goiânia.

O material já passou por testes com 70 estudantes (35 de cada período) e 95% aprovaram o conteúdo, que inclui caça-palavras, desenhos e histórias sobre bullying.

“Entre as respostas a um formulário anônimo, os participantes destacaram que o material é importante porque ensina como agir caso eles sejam vítimas de agressão. Outros escreveram que a ideia é mostrar que brigas não levam a nada”, disse Ana Carina.

Cartilha foi apresentada nesta semana na reunião da SBPC (Foto: Divulgação)Cartilha foi apresentada nesta semana na reunião da SBPC (Foto: Divulgação)

Como parte de sua tese de doutorado “Violência nota zero”, que deve ser defendida no próximo ano, a pesquisadora avaliou 400 alunos de duas escolas estaduais de São Carlos. Ela imaginava que, em resposta a seu questionário de 26 questões, de 10% a 15% responderiam que são vítimas de bullying. Mas o resultado surpreendeu:

“Foram 70% os que disseram que sofriam agressão física pelo menos uma vez a cada seis meses e que eram xingados sete vezes ou mais por semana”, contou.

O conflito entre as crianças no ambiente escolar revelado pelo estudo evidenciou um problema ainda maior: a violência doméstica. “Entre as meninas, 14% presenciavam agressões ou eram agredidas em casa, contra 7,5% dos meninos. Em 85% dos casos, as mães eram as responsáveis, contra 60% dos pais”, afirmou Ana Carina.

70% disseram que sofriam agressão física pelo menos uma vez a cada seis meses e que eram xingados sete vezes ou mais por semana"
Ana Carina Stelko-Pereira, psicóloga

A probabilidade de um aluno ser alvo ou autor de bullying triplica se houver agressão por parte da mãe e chega a quadruplicar se o responsável for o pai, indicou a pesquisa. Os efeitos a curto prazo podem ser dor de cabeça, dificuldade para dormir, cansaço, falta de ânimo, perda da vontade de ir à escola e uso de drogas.

A longo prazo, segundo a psicóloga, aumentam as chances de transtorno de estresse pós-traumático, depressão e dificuldades comportamentais. “Um trabalho finlandês analisou recentemente crianças que sofriam bullying aos 8 anos e depois aos 16. Entre os meninos, todos continuaram vítimas e, entre as meninas, um quarto se tornou responsável pela agressão”, destacou Ana Carina.

O mais importante, de acordo com ela, não é buscar culpados, mas parcerias. É preciso trabalhar com a família, educadores, merendeiras, porteiros e todos da escola, amigos, profissionais da saúde (como pediatras) e a comunidade.

A cidade de Porto Alegre é pioneira na justiça restaurativa, que prevê que o autor do bullying faça uma boa ação no mesmo lugar ou para a mesma pessoa contra a qual praticou algo. Muitas vezes, a própria vítima escolhe a “pena”. Em um caso recente no Mato Grosso do Sul, um menino que extorquiu dinheiro de um colega foi "condenado" a lavar a louça da merenda e limpar o pátio do colégio por três meses.

“Esse recurso ainda é pouco aplicado no Brasil. O problema é acabar explorando as crianças e deixar de contratar funcionários para esses serviços”, disse a pesquisadora. Segundo ela, uma lei municipal em Curitiba tem funcionado para prevenir o bullying nas escolas. “Mas sou contra uma lei federal que tramita no Congresso e prevê a reclusão do agressor, como se ele tivesse cometido um crime”, concluiu.

Violência simbólica
Por trás do bullying, geralmente se esconde outro fenômeno maior: a violência na escola. Podem ser xingamentos, roubos, rumores, destruição de material, socos, ameaças, exclusão ou ofensas pela internet (o chamado "cyberbullying").

Segundo Ana Carina, é mais difícil identificar quando a violência é simbólica, ou seja, não caracterizada por agressão física. Para ser classificada como bullying, de acordo com ela, a ação deve ser feita entre iguais (como colegas de classe ou colégio) e repetida pelo menos quatro ou cinco vezes ao longo de um ano.

Na definição do psicólogo e mestre em educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) Josafá Moreira da Cunha, que também participou da SBPC, para haver bullying é preciso que exista uma relação desigual de força, poder hierárquico e repetição ao longo do tempo. “As formas da agressão são discutidas, mas não os motivos. Infelizmente, problemas de ordem estrutural e organizacional tiram tempo da escola para investir na qualidade das relações”, disse.

A doutora em educação pela UFPR Araci Asinelli-Luz concorda: “Em geral, os estudos buscam apenas a frequência dos casos, não a gravidade deles”. A palavra bullying é nova, apontou ela, mas o 'bully', aquele indivíduo agressivo, encrenqueiro e provocador, sempre existiu. “É um assunto muito complexo, que não ocorre apenas na escola, envolve muitos fatores e não deve ser lido linearmente”, destacou.


USP acha origens da carne do McDonald's com isótopos de carbono

 

PORTAL TERRA, CIÊNCIA,12/07/11

 

O Big Mac, principal e mais conhecido produto da rede de fast-food McDonald's,  presente em mais de 100 países, foi o objeto de estudo da .... Foto: Getty Images

O Big Mac foi o objeto de estudos de pesquisadores da USP que buscavam investigar a origem da carne dos lanches
Foto: Getty Images

 

 

A fim de identificar as características culturais da alimentação mundial, pesquisadores do Laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP viajaram o mundo para analisar o Big Mac, principal e mais conhecido produto da rede de fast-food McDonald's, que está presente em mais de 100 países. "O lanche, considerado o carro-chefe do McDonald's, funciona como um poderoso traçador do sistema de produção de carne dos países. O hambúrguer fornece diversas e variadas informações", informa o pesquisador Luiz Antonio Martinelli, responsável pela pesquisa divulgada pela USP.

Para descobrir onde e como é produzido o principal produto do Big Mac, o hambúrguer, a pesquisa rastreou a cadeia alimentar do gado. Martinelli chegou à conclusão que, apesar de o Big Mac ser uma comida global, seu sabor é local, pois o hambúrguer é originário do rebanho de cada país. "Mas isso não ocorre no mundo todo. Os isótopos estáveis do carbono e do nitrogênio da carne contida em cada um dos Big Macs estudados mostraram, por exemplo, que o lanche consumido no Japão é proveniente da Austrália, com gado alimentado com gramíneas do tipo fotossintético C4".

Esta conclusão foi baseada no fato que as carnes dos lanches japoneses tinham uma razão isotópica do carbono-13/carbono-12 mais elevada do que os esperados num país baseado em uma agricultura de ciclo C3 (norma que caracteriza a forma como a planta faz sua fotossíntese). O fato comprova que o Japão importa carne da Austrália, onde prevalece o modo fotossintético C4 da lavoura, ou seja, das plantas que suportam altas luminosidades, fato que não ocorre no país nipônico.

Esta pesquisa permitiu chegar a três conclusões. "A primeira é que com um simples hambúrguer é possível rastrear o que o gado come pelo mundo todo. A segunda nos confere a possibilidade de estabelecer como carnes produzidas em diferentes países viajam pelo mundo. E a terceira é que, por uma questão de mercado, o igual não é tão semelhante assim", relata Martinelli, que empregou o conceito "glocal" (global + local) para caracterizar o Big Mac.

É curioso que até existe um índice econômico que calcula o preço do Big Mac em todos os países em que é consumido, com o intuito de medir o valor de uma moeda em relação ao dólar, o Big Mac Index. "O famoso lanche do McDonald's tem a capacidade de estar, ao mesmo tempo, atualizado ao sistema mercadológico das empresas globais sem perder a influência cultural imposta pelo mercado local", conclui o pesquisador.


Férias: é importante descansar para o segundo semestre, mas especialistas concordam que não dá para abandonar os livros

 

O GLOBO, EDUCAÇÃO, 11/07/11

 

RIO - Estudar ou descansar, eis a questão. A dúvida existencial atinge todos os vestibulandos com a aproximação das férias. Viajar, pegar uma praia, dormir até mais tarde... O que não falta é coisa boa para fazer. E há quem tente conciliar esses "luxos" com o estudo. Férias, mesmo, só da escola.

- Vou estudar nas férias para manter o ritmo, não dá para relaxar totalmente. Mesmo assim, vou passar uns dias no interior de Minas para recuperar as energias, dormir um pouco mais - conta Paulo Guimarães, de 18 anos, aluno do Liceu Franco-Brasileiro e que tentará uma vaga em Direito.

A sua colega Smaida Mara, de 17 anos, diz que a rotina no último ano é muito pesada, com aula o dia inteiro.

- Vou diminuir a carga e aproveitar para voltar ao balé, que tive que parar no início do ano por causa de uma lesão - afirma a estudante, que ainda está na dúvida entre Administração e Direito.

Para a coordenadora de Humanas do ensino médio da Escola Dínamis, Monica Piccolo, quem não aproveitar o recesso para descansar não terá fôlego para a maratona do fim do ano.

- Férias de vestibulando são uma contradição. Na conversa com os alunos, eles disseram que estavam cansados. Ok, mas nem eles querem ficar 15 dias sem fazer nada. A melhor opção é tentar um equilíbrio: vai à praia de manhã e estuda à tarde, por exemplo. Se for viajar, ao retornar entre em um ritmo mais intenso. É importante recarregar as baterias para chegar bem ao segundo semestre, porque a carga pesada começa agora - explica.

De olho no tão falado equilíbrio, Pedro Vasconcellos, de 17 anos, já programou a rotina das duas semanas.

- Vou dormir melhor nesses dias. Por conta das provas, a gente dorme pouco. Além de estudar quatro vezes por semana, umas três horas por dia.

Não dá para se esquecer do vestibular, até porque em setembro já tem o segundo exame de qualificação da Uerj (Beth Teixeira)

A orientadora pedagógica do 3 ano do Colégio Teresiano, Beth Teixeira, aconselha aos estudantes aproveitar o tempo livre para refazer provas antigas e recuperar déficits em alguma disciplina.

- Não dá para se esquecer do vestibular, até porque em setembro já tem o segundo exame de qualificação da Uerj. Depois vêm a prova da PUC-Rio e o Enem, em outubro. Eles podem refazer provas antigas, aprofundar algum assunto em que identificaram ter problemas, montar um roteiro de revisão. Eu falo para descansarem da rotina, dormirem até mais tarde, mas sem exagero. É como uma maratona. Se um atleta deixar de correr por duas semanas, vai demorar para o corpo se habituar novamente - diz a orientadora.

O mandamento será seguido à risca por Alessandra Gabino, de 17 anos, do Franco-Brasileiro. Ela quer uma vaga em Engenharia Química:

- É a hora de estudar o que foi visto em outros anos e aquilo em que se está atrasado.


Professor precisa de descanso

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 13/07/11

 

Professor_precisa_de_descanso.doc


Analfabetismo no Brasil, uma dura realidade!

 

DIÁRIO DA MANHÃ, OPINIÃO PÚBLICA, 13/07/11

 

Analfabetismo_no_Brasil__uma_dura_realidade_.doc


Reitores de instituições federais querem ajudar a organizar Enem

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 13/07/11

 

Presidente do Inep diz não poder transferir toda a responsabilidade, mas defende rede para que a prova seja acompanhada

 

Alexandre Gonçalves - O Estado de S. Paulo

Reitores de universidades federais desejam que suas instituições participem mais da organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), até mesmo da logística que acompanha a aplicação da prova. A demanda foi feita durante a mesa-redonda “O Enem e os desafios para o acesso à universidade pública”, durante a 63.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência, em Goiânia.


Malvina Tuttman, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) - responsável pela prova - foi a principal convidada do evento.


Helgio Trindade, reitor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), defendeu a regionalização da prova para diminuir a probabilidade de erros que obriguem a reaplicação do exame - como já ocorreu. E manifestou preocupação com o fato de a organização operacional ficar sempre por conta de um único consórcio em todo o País.


Alguns reitores afirmaram que as universidades possuem conhecimento para promover essa regionalização e aplicar as provas em todas as regiões.


Ao Estado, a presidente do Inep disse que não seria possível transferir para as universidades federais a responsabilidade por um exame tão grande. Mas Malvina revelou que pretende propor, na próxima reunião da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a criação de uma rede no País para que as universidades possam acompanhar a aplicação da prova e garantir a idoneidade do processo.


USP terá moradia no centro para estrangeiros

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, 13/07/11

 

Estudantes em intercâmbio ficarão em dois prédios comerciais desocupados há 3 anos

 

Felipe Frazão e Felipe Tau - O Estado de S.Paulo

Dois prédios comerciais desocupados e deteriorados no centro de São Paulo serão destinados ao alojamento de estudantes em intercâmbio na Universidade de São Paulo (USP). Vazios há cerca de três anos, os edifícios foram desapropriados pela Prefeitura e repassados ontem à universidade.

Ao todo, 300 estudantes estrangeiros poderão morar, a preço de custo, em 98 apartamentos conjugados ou de um dormitório. Os prédios terão subsolo e terraço como espaços de convivência. Segundo o reitor da USP, João Grandino Rodas, as vagas estarão disponíveis em um ano.

O prefeito Gilberto Kassab (sem partido) disse que a destinação dos prédios foi uma demanda do Consulado-Geral da França em São Paulo, atendida pela Secretaria Municipal de Relações Internacionais.

Kassab avaliou que a presença de estudantes estrangeiros no centro será positiva. O secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite, disse que a diversidade é importante para a requalificação da região. Ele salientou que escolher a ocupação dos apartamentos cabe a quem paga as obras - no caso, a própria USP. Em discurso, o reitor se defendeu: "Se (alunos) desejarem residências no centro ou uma reforma (na unidade mantida pelo Centro Acadêmico 11 de Agosto), é preciso que a maioria que deseja não se deixe levar por minorias que não querem nada. É importante que se coloque isso, para que não pareça que a USP está voltada à residência internacional e não à de alunos brasileiros," disse Rodas.

Para os alunos, a ideia de uma moradia exclusiva para estrangeiros deve ser valorizada, mas há críticas. "O Crusp (Conjunto Residencial da USP) não tem vagas suficientes e também não são construídas novas há anos", disse Thiago Aguiar, do Diretório Central dos Estudantes. Renata Conde, da Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre, concorda: "Somos a favor do intercâmbio, mas temos de pensar que há muitos alunos que vêm de outras partes do Brasil e não conseguem permanecer aqui."

Construídos em 1958, os prédios serão batizados e terão decoração em homenagem aos artistas Tarsila do Amaral e Villa-Lobos. A Prefeitura gastou R$ 1 milhão com os projetos de recuperação.

A USP deverá gastar outros R$ 9 milhões - R$ 5 milhões com reforma e outros R$ 4 milhões que serão devolvidos à Prefeitura, referentes a desapropriações.

Os prédios fazem parte do programa Renova Centro, que prevê a entrega de 53 imóveis reformados e deve demorar mais cinco anos. A previsão é do secretário Ricardo Pereira Leite. O programa foi lançado em 2009.

Outros quatro edifícios foram desapropriados e receberão moradores com renda mensal de até dez salários mínimos, idosos e artistas aposentados, mediante aluguel ou compra. / COLABOROU MARIANA MANDELLI


Rio obriga escolas a divulgar nota em avaliação

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, EDUCAÇÃO, 13/07/11

 

As escolas municipais do Rio terão que afixar em suas portas, ou em outro local de fácil visualização, suas médias e metas a serem atingidas a partir das avaliações de qualidade feitas pelo governo federal e pela Secretaria Municipal de Educação.

A medida será tomada por meio de um decreto que o prefeito Eduardo Paes publica nesta quarta-feira no "Diário Oficial" do município. A secretaria municipal de educação distribuirá um cartaz padrão onde deverão ser afixadas as médias e metas de cada escola.

Os dois indicadores que deverão constar do cartaz são o Ideb e o IDE-Rio. O Ideb é a avaliação federal que dá médias de zero a dez para todas as escolas de acordo com suas taxas de aprovação e o desempenho de alunos em testes de português e matemática. O IDE-Rio é a versão municipal desse indicador.

A sugestão de que todas as escolas públicas do país fossem obrigadas a afixar na entrada sua nota no Ideb foi feita pelo economista Gustavo Ioschpe, em artigo publicado no mês passado na revista "Veja". Desde então, vereadores e deputados estaduais e federais propuseram leis com a medida. No caso do Rio, no entanto, a decisão foi tomada por decreto.

Defensores da proposta argumentam que os resultados do Ideb são públicos e que os pais têm direito à informação. Para eles, isso aumenta a pressão por melhoria da qualidade do ensino.

Já os críticos temem que a medida possa criar um estigma nas escolas que atendem alunos mais pobres. Como há estudos que mostram que o nível socioeconômico do aluno é o principal fator a explicar o desempenho escolar, elas poderiam ser penalizadas por atenderem crianças de renda menor.


Por cola, universidade elimina candidata de vestibular na BA

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 12/07/11

Uma estudante foi eliminada do vestibular da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia, na segunda-feira, por suspeita de utilizar "cola" durante o exame. Segundo a coordenação do vestibular, a candidata a uma vaga no curso de Enfermagem estava com um papel com dicas e fórmulas de matemática.

A jovem, que não teve o nome divulgado, foi retirada da sala do processo seletivo, realizado em Feira de Santana, a 109 km de Salvador. De acordo com o pró-reitor de Graduação e coordenador do vestibular, Rubens Alves Pereira, a candidata alegou que teria recebido o papel, em forma de panfleto, na entrada da universidade. O material teria sido distribuído por um cursinho de pré-vestibular na manhã de segunda-feira.

A estudante alegou que não observou o panfleto, pensando se tratar apenas de material publicitário distribuído na entrada dos estabelecimentos nos quais as provas são aplicadas. No entanto, a universidade afirma que, conforme o edital do processo seletivo, o material é considerado "ajuda externa".

Rubens Alves informou que entrará em contato com o jurídico da instituição para saber quais medidas serão tomadas em relação ao cursinho pré-vestibular. "Apesar deste material ter sido entregue na área externa da universidade e não temos qualquer responsabilidade com isto", disse.

O uso de aparelhos eletrônicos também eliminou nove candidatos. Eles não obedeceram à recomendação de depositar o celular, sem a bateria, em sacola fornecida pela organização, e foram flagrados pelo detector de metais no momento em que se dirigiam aos sanitários.

Provas
O vestibular da UEFS é realizado desde domingo, quando foram aplicadas as provas de língua portuguesa e literatura brasileira, língua estrangeira e redação. Na segunda-feira os candidatos responderam questões de história, geografia e matemática. Nesta terça-feira, último dia do exame, as provas são de física, química e biologia. Para o vestibular de meio de ano, são oferecidas 861 vagas, distribuídas em 23 cursos de graduação.


Investimento em educação pode reduzir exposição à violência

 

PORTAL TERRA, EDUCAÇÃO, 13/07/11

 

Se o investimento em qualidade na educação brasileira fosse maior, o resultado seria menos crianças e adolescentes vivendo em situações de risco ou de violência. A opinião é do presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo (SP), Ariel de Castro Alves, e vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Segundo o advogado, nos últimos anos, houve um aumento do número de assassinatos de crianças e adolescentes no país. "Há cinco anos, 16 crianças e adolescentes eram assassinados por dia. Atualmente, com base no último Mapa da Violência, são 21."

Para Castro, é preciso investir cada vez mais na educação integral. "A criança e o adolescente deveriam cumprir um período na escola e, no contraturno, fazerem cursos de informática ou atividades na área de cultura, esporte e lazer. A partir dos 14 anos, elas também podem ser aprendizes", disse à Agência Brasil.

O advogado ressaltou que, quando as crianças e adolescentes encontram oportunidades e perspectivas na escola, diminuem os riscos de se envolverem a criminalidade e as drogas. "A criança que vai para as ruas começa a ficar nos faróis como pedinte, limpando vidros e, aos poucos, começa a ter contato com as drogas e com a exploração sexual. A ociosidade, a falta de perspectivas e a frustração colaboram para que os adolescentes se envolvam com as drogas, com a criminalidade e situações de risco."

Alves informou que há atualmente cerca de 24 mil crianças e adolescentes nas ruas, considerando-se somente as cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes. "Efetivamente, 80% delas não moram nas ruas, mas vão para as ruas para conseguir dinheiro e contribuir no sustento doméstico. Precisamos combater o trabalho infantil porque o trabalhador infantil de hoje, sem condições adequadas de preparação para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, vai ser o desempregado de amanhã."

Para ele, a questão do enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes ainda é um dos principais desafios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que hoje (13) completa 21 anos. Ele citou avanços, como a redução do trabalho e da mortalidade infantil, a diminuição da gravidez na adolescência e a ampliação do acesso das crianças e adolescentes às escolas. Mas ressaltou que ainda é preciso criar mecanismos para combater a violência que envolve crianças e adolescentes, seja quando elas assumem o papel de vítima, seja quando elas são protagonistas dos crimes. "À medida que o Estado exclui, o crime acaba incluindo."

Além do investimento em educação, Alves defende que é necessário incluir os jovens em programas de estágios, de aprendizagem ou profissionalizantes, preparando-os para o mercado de trabalho. "Há uma dificuldade muito grande para os adolescentes serem incluídos no mercado de trabalho ou em vagas de aprendizagem ou cursos técnicos e profissionalizantes", disse.

Na opinião dele, isso deveria ser proporcionado pelo governo e pelas empresas. "O Poder Público e as empresas podem ampliar as vagas de aprendizes e também de estagiários para que eles possam ingressar no mercado de trabalho bem preparados", destacou. Para que os adolescentes não desistam de participar desses programas, Alves defendeu a criação de uma Bolsa Formação, que seria destinada principalmente às crianças e adolescentes de famílias mais carentes.


MEC publica suspensão de ingresso em cursos a distância da Ulbra

 

O Ministério da Educação (MEC) publicou na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União medida suspendendo o ingresso de novos alunos em cursos a distância da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). No despacho, o MEC autoriza ainda a abertura de procedimento de supervisão para o descredenciamento de 193 polos de apoio presencial da instituição.

Na sexta-feira passada, agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram mandados de busca e apreensão no setor de ensino a distância da universidade, em Canoas (RS). Eles recolheram três malotes de provas depois de denúncia de um ex-servidor de que os alunos eram aprovados sem análise das questões dissertativas.

De acordo com o MEC, a universidade ofereceu vagas em educação a distância em locais irregulares, firmou parceria irregular e não pediu recredenciamento. A universidade, que tem aproximadamente 90 mil alunos matriculados em cursos à distância, terá um prazo de 15 dias para se pronunciar sobre os problemas.

Na segunda-feira, o reitor Marcos Fernando Ziemer respondeu às denúncias apresentadas em reportagem do Grupo RBS. Segundo Ziemer, um processo administrativo foi aberto para investigar a acusação de que a instituição estaria lançando notas de alunos sem corrigir as provas.


Justiça proíbe universidade do Rio de cobrar por certificado de pós-graduação

 

O GLOBO, 13/07/2011, EDUCAÇÃO

 

RIO - A Justiça do Rio proibiu a Universidade Cândido Mendes de cobrar por certificados de conclusão dos cursos de de pós-graduação. Argumentando a necessidade de "cobrir os custos de procedimento", a instituição exigia dos alunos o pagamento de R$ 180 em taxas.

A decisão atendeu ao requerimento do Ministério Público, e se sustenta em portaria do Ministério da Educação, que afirma que os custos da expedição de um certificadojá estão incluídos nos serviços educacionais prestados.

O MP chegou a propôr à Universidade um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não houve retorno da proposta. A Cândido Mendes, agora, terá que devolver integralmente o valor recebido dos alunos que já efetuaram o pagamento, e arcar com os custos do processo. Caso volte a cobrar a taxa adicional dos estudantes, a universidade será multada em R$ 10 mil por aluno prejudicado.

 


MEC divulga conteúdo do Enade 2011 para tecnólogos

 

ESTADÃO, 13/07/2011, EDUCAÇÃO

 

Portarias foram publicadas no Diário Oficial; exame será aplicado em todo o País no dia 6 de novembro

 

O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira, 13, o conteúdo da prova do Enade deste ano para os cursos tecnólogos, como tecnologia de alimentos, tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas. A prova terá 4 horas de duração. As diversas portarias foram assinadas pela presidente do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais, Malvina Tuttman.

Na seção que cobra a formação geral, serão dez questões, sendo 2  discursivas e 8 de múltipla escolha que abordarão situações-problema, estudos de caso, simulações e interpretação de textos, imagens, gráficos e tabelas.

Na seção específica, serão 30 questões, sendo 3 (três) discursivas e 27 (vinte e sete) de múltipla escolha, envolvendo situações-problema e estudos de casos.

O Enade será aplicado no dia 6 de novembro, em todo o País.

O exame vai avaliar estudantes dos cursos que conferem diploma de bacharel em Arquitetura e Urbanismo e Engenharia; diploma de bacharel ou licenciatura em Biologia, Ciências Sociais, Computação, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática e Química; diploma de licenciatura em Pedagogia, Educação Física, Artes Visuais e Música.

Além desses cursos de graduação, o Enade vai avaliar também quem tem diploma de tecnólogo em Alimentos, Construção de Edifícios, Automação Industrial, Gestão da Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos, Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Saneamento Ambiental.

Todos os formandos nesses cursos são obrigados a fazer o exame; quem não faz fica impossibilitado de receber diploma.


Haddad afirma que pós é prioridade do MEC

 

ESTADÃO, 11/07/2011,EDUCAÇÃO

 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 11, que ampliar o número de pessoas com pós-graduação é prioridade da política nacional de educação do governo federal. Haddad esteve presente na cerimônia de comemoração dos 60 anos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“Estou grato e faço referência ao gesto da Capes, pela atuação e dedicação na formação de aperfeiçoamento na escolaridade de nossos professores, assim, teremos uma educação mais digna e uma sociedade mais culta”, afirmou.

A Capes oferece bolsas de estudo para a formação de pesquisadores, mestres e doutores. Entre 2007 e 2009, o Brasil passou da 15ª para a 13ª posição no ranking das nações com maior volume de produção acadêmica.

Para subir mais no ranking, Haddad disse que o Brasil precisa de professores com um novo perfil. “Precisamos de professores concursados, interessados no ensino, capazes de diferenciar um convívio dentro e fora da sala de aula e que se enquadrem no perfil de cada escola, seja ela particular ou pública”, ressaltou.

Em 2007, a Capes passou também a atuar na formação de professores da educação básica ampliando o alcance de suas ações na formação de pessoal qualificado no Brasil e no exterior.

 


Petrobras banca congresso da UNE

 

O POPULAR, GERAL, 14/07/2011

 

Marcellus Araújo  





Com custo estimado em R$ 4 milhões, o 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune) foi aberto oficialmente na noite de ontem, na Câmara de Goiânia. A reunião estudantil segue até domingo. São esperados aproximadamente 10 mil estudantes de todo o País. A edição deste ano é maior da história, segundo os organizadores. Com patrocínio de estatais como a Petrobras, a UNE também recebeu a ajuda do governo de Goiás, que disponibilizou 12 ginásios e escolas para alojar os estudantes, e da Prefeitura, que forneceu banheiros químicos e ambulâncias do Samu.

Reduto tradicional do PC do B, que elegeu a maioria dos presidentes desde a reconstrução da entidade, em 1979, e do PT, o segundo maior grupo, a UNE virou base do governo federal na primeira eleição de Lula, em 2002. A presidente Dilma Rousseff recebeu o apoio da UNE no segundo turno das eleições presidenciais de 2010.

A proximidade resultou em recursos. De 2004 a 2009, a UNE recebeu R$ 10 milhões da União. Desse total, R$ 7 milhões foram enviados de maio de 2008 a julho de 2009. O presidente da entidade, Augusto Chagas, defendeu que todos os recursos da entidade "têm destinação concreta". "As verbas que a UNE recebe vêm da parceria com prefeituras, governos estaduais, com o federal e da ajuda de empresas, para os nosso eventos e projetos. Estamos fortalecendo a UNE, por isso buscamos mais verbas", esclareceu.

Em 20 de dezembro passado, Lula inaugurou a pedra fundamental para a construção do novo prédio da UNE, na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Augusto, porém, disse que as obras ainda não começaram, efetivamente. "Os projetos estão em finalização. Tudo está pronto para ser iniciado", disse. O prédio só deve ficar pronto em 2014, na previsão do líder estudantil.

Toda a obra, incluindo os projetos, está estimada em R$ 44,6 milhões. O custo será bancado com a indenização que a instituição recebeu da União por ter sido incendiada e destruída pelo regime militar em 1964. O governo federal já liberou R$ 30 milhões e o restante será liberado este ano. "Temos cobrado o restante dos recursos no Ministério da Educação e também no Palácio do Planalto", contou Augusto. Ele afirmou ao POPULAR que, para ele, a questão já deveria ter sido resolvida, e que o repasse restante "está atrasado"

O governador Marconi Perillo (PSDB) não foi ao evento, pois estava na cerimônia de casamento do senador Demóstenes Torres (DEM). Ele foi representado pelo secretário de Educação, Thiago Peixoto. O prefeito Paulo Garcia (PT) também não compareceu, pois recepcionou em sua casa o ex-presidente Lula.


UEG divulga resultado do vestibular

 

NOTÍCIAS DE GOIÁS, 14/07/2011, EDUCAÇÃO


O Núcleo de Seleção da UEG divulgou agora há pouco o resultado final do Processo Seletivo 2011/2. A lista com os candidatos classificados em primeira chamada pode ser conferida no endereço eletrônico www.vestibular.ueg.br ou no próprio site do Núcleo de Seleção. Foram aprovados 452 concorrentes. Nessa edição a UEG recebeu inscrição de 3.327 candidatos, que realizaram provas objetivas, discursivas e de redação.

Do total de classificados, 209 candidatos foram aprovados pelo Sistema de Cotas, sendo 131 oriundos de escolas públicas, 74 negros e quatro indígenas ou portadores de necessidades especiais. Já os aprovados pelo Sistema Universal somam 243.

Matrícula
Os aprovados devem realizar matrícula entre os dias 18 e 19 de julho nas secretarias acadêmicas das unidades universitárias nas quais concorreram à vaga. Os documentos necessários para realizar a matrícula, estão no site da UEG.


As aulas estão previstas para começarem no dia 1° de agosto.  A segunda será divulgada no dia 22 de julho e as matrículas serão realizadas nos dias 27 e 28 de julho. Se necessário, será realizada uma terceira chamada, com previsão para ser divulgada no dia 2 de agosto, sendo que as matrículas serão no dia 3 e 4 de agosto.
Mais informações: (62) 3328-1122


A ciência em defesa do Cerrado

 

O POPULAR, OPINIÃO, 14/07/11

 

Washington Novaes

Goiás precisa prestar muita atenção a tudo o que está sendo discutido na Universidade Federal, em Goiânia, por centenas de cientistas/pesquisadores do País todo, na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SNPC), que tem como temas Cerrado: água, energia, alimentos. São questões cruciais para um desenvolvimento harmônico, não-predatório, no bioma em que estamos inseridos. E no qual a situação já é grave.

No conjunto do bioma de mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, diz o próprio governo federal, já foi removida a vegetação originária em cerca de 50% (até 2009) – mais exatamente, 48,37% ou 986.247 quilômetros quadrados, com uma taxa anual ainda em torno de 7,6 mil quilômetros quadrados. Em Goiás, já foram desmatados 214.587 km2 em 329.595 km2 do território. Agropecuária e produção de carvão são as causas principais, diz o Ministério do Meio Ambiente (O Estado de S.Paulo, 7/4). E é preciso lembrar, aí, que desmatamento e queimadas hoje contribuem com 61% das emissões de gases que se concentram na atmosfera e intensificam mudanças e desastres climáticos; a agropecuária participa com 19%.

Não chegam a surpreender essas notícias. Em 36 anos (Oesp, 2/9/10), nos quais a agropecuária passou a ocupar 26,5% do território nacional, as pastagens plantadas aumentaram 150%, tomando o lugar de pastagens naturais (no País todo, passaram de 3,5% para 12% do território), enquanto as pastagens naturais caíam de 14,6% para 6,8%. E o consumo de fertilizantes e defensivos passava de 69,4 quilos por hectare para 143,7 quilos entre 1992 e 2008 (com forte contribuição para poluição das águas e perda da biodiversidade aquática, inclusive nos oceanos, onde a cada ano chegam, no mundo todo, cerca de 100 milhões de toneladas de nitrogênio oriundas das lavouras).

Com todo esse panorama, dizem os estudos científicos que o Cerrado tem hoje 131 espécies da flora ameaçadas de extinção e 99 da fauna. Se não se mudar a perspectiva, corre-se o risco de perder parte da maior riqueza do Planeta, que é a biodiversidade – a possibilidade de novos medicamentos, novos materiais para substituírem os que se esgotarem. No Cerrado, está um terço da biodiversidade brasileira, que, por sua vez, representa pelo menos 15% da biodiversidade mundial. Mas como se fará se hoje no Cerrado apenas 6,77% do território estão protegidos em unidades de conservação de uso sustentável (3,88%) e unidades de proteção integral (2,80%)? A Convenção da Diversidade Biológica, que o Brasil ratificou no ano passado no Japão, pede pelo menos 10%. Mas o próprio ministro da Agricultura acha que o Cerrado é um bioma descartável. Ele já chegou a dizer que a expansão da fronteira agrícola no Cerrado do Maranhão, Piauí, Tocantins e oeste baiano “não teria impacto nenhum; lá não tem nada, só Cerrado” (Oesp,21/3). Seria interessante fazê-lo ler trabalhos do biólogo Thomas Lovejoy, já citados aqui, segundo quem o comércio mundial de medicamentos derivados de plantas chega a US$ 250 bilhões anuais – e o Brasil não participa em um centavo desse valor, embora tenha a maior flora do Planeta, inclusive no Cerrado. Outras pesquisas mostram que neste momento 24 sabores entre nós estão ameaçados de extinção, entre eles o pequi do Cerrado, mas também o babaçu, o pinhão.

São temas muito relevantes para Goiás os que estão em discussão na SBPC. Na área do clima, por exemplo, é preciso lembrar que dos 22 milhões de hectares de culturas em todo o País, 5 milhões estão em áreas desmatadas em Goiás; dos 60 milhões de hectares de pastagens cultivadas, 13 milhões estão em terras goianas, onde se concentra boa parte das 205 milhões de cabeças do rebanho bovino nacional – lembrando que cada boi emite 58 quilos de metano por ano, um gás muito mais problemático que o carbono (21 vezes mais segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, ou de quatro a cinco vezes, segundo o governo brasileiro).

Além da questão do metano emitido pelo gado (a Embrapa estuda mudanças na alimentação, para reduzir essas emissões), é preciso pensar nas altas emissões desse mesmo gás em áreas inundadas, principalmente para a produção de arroz. E no problema representado por sistemas antigos de irrigação por pivôs centrais, que chegam a perder por evaporação mais de 50% da água espargida a grande altura, além de contribuírem para a compactação do solo (com o peso da água que cai) e para a poluição dos rios, com o carreamento de sedimentos e agrotóxicos. Já existem sistemas mais modernos de irrigação, inclusive por pivôs – mas é preciso que os órgãos financiadores se limitem a estes.

A questão da água é fundamental, já que boa parte da que corre para as maiores bacias (amazônica, São Francisco, Paraná-Paraguai) nasce no Cerrado. Mas o estoque de água no subsolo do bioma já baixou para menos de metade do que era, por causa do desmatamento e reposição menor que a retirada. E uma seca prolongada pode ter consequências muito graves.

É um privilégio ter em Goiás neste momento uma reunião como a da SBPC. É preciso absorver as informações da ciência e levá-las à prática, em defesa do Cerrado.

Washington Novaes é jornalista


Estudantes querem mais recursos

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 14/07/11

 

Estudantes_querem_mais_recursos.doc


Em Goiás, 33,6% dos estudantes do ensino médio cursam série inadequada para idade

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 14/07/11

 

Em_Goias__33_6__dos_estudantes_do_ensino_medio_cursam_serie_inadequada_para_idade.doc


UEG divulga resultado de vestibular

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 14/07/11

 

UEG_divulga_resultado_de_vestibular.doc


Feira da SBPC reúne 5 mil pessoas por dia

 

DIÁRIO DA MANHÃ, CIDADES, 14/07/11

 

Feira_da_SBPC_recebe_5_mil_pessoas_por_dia.doc


Brasil e Alemanha discutem parceria

 

DIÁRIO DA MANHÃ, TI, 14/07/11

 

Brasil_e_Alemanha_discutem_parceria.doc


Califórnia aprova estudo das conquistas de gays nos colégios

 

PORTAL TERRA, 14/07/2011, EDUCAÇÃO

 

O governador da Califórnia, Jerry Brown, assinou nesta quinta-feira uma lei que transforma o estado no primeiro dos Estados Unidos que incluirá em seus planos educativos as conquistas alcançadas pelos homossexuais americanos. Em comunicado público, Brown afirmou que a "história deve ser honesta" e que a nova lei é um "passo importante" para a Califórnia.

A medida, conhecida como SB48, foi apresentada no Senado estadual com a intenção de proibir a discriminação de conteúdos na educação estudantil e sua tramitação não esteve livre de polêmicas, graças à oposição de políticos e organizações mais conservadoras.

Os opositores criticaram a lei por levar a "agenda gay" às salas de aula, mas o partido democrata conseguiu a aprovação na Câmara e finalmente o governador Brown assinou a proposta. "Esta norma revisa as leis existentes que proíbem discriminação na educação e garante que as contribuições importantes de americanos de todos os âmbitos e estilos de vida estejam incluídas em nossos livros de história", disse Brown.

Os idealizadores consideraram que a iniciativa ajudará a diminuir os abusos escolares causados por razões de orientação sexual.


GO: presidente da UNE diz que entidade não é "chapa branca"

 

PORTAL TERRA, 14/7/2011, EDUCAÇÃO

 

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, defendeu a independência da entidade durante coletiva à imprensa no primeiro dia de trabalhos do 52º Congresso Nacional da UNE, nesta quinta-feira em Goiânia (GO). Segundo Chagas, a entidade não é "chapa branca", como chegou a ser acusada na imprensa, por aceitar patrocínio de cinco ministérios (Transporte, Saúde, Turismo, Esporte e Educação) e da Petrobrás.

"Essa é uma afirmação muito equivocada. A UNE sempre contou com apoio público para realizar suas atividades", disse. Ele citou congresso em 1989, realizado na Bahia, que foi patrocinado por Antônio Carlos Magalhães (ACM). "Isso nunca alterou a opinião da UNE sobre o ACM", acrescentou. Ele afirmou que a UNE não deixa apoios pautarem suas opiniões políticas e lembrou que a entidade sempre soube o lado em que deveria estar.

"A UNE soube, nos últimos anos, mesclar diálogo e pressão", disse. Ele citou o movimento "Fora Meirelles", que protestava contra a condu&ccedi